Em defesa de Adílson Baptista

Por Jorge Angrisano Santana | Em 12 de outubro de 2010

Jorge:

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Este é um desabafo de quem admira um verdadeiro cruzeirense, que está sofrendo uma perseguição infame.


Eu acho que o trabalho do Adilson Baptista no Cruzeiro foi excelente. Ele só não ganhou a Libertadores porque, do outro lado, também havia um adversário com o mesmo objetivo.

Fosse a Cocota o oponente naquela final, meteríamos outro 5×0 e teríamos colocado a faixa no peito.

Quanto às outras eliminações, perdemos para os multicampeões sul-americanos e mundiais, Boca Juniors e São Paulo.

Contra o tricolor, não nos esqueçamos de que tivemos um gol mal anulado e uma expulsão relâmpago e discutível na revanche, no Morumbi.

Como o ódio pelo treinador, para alguns, está assentado nas derrotas na Libertadores, é bom lembrar alguns fatos.

Ele não escalou Sorin na final de 2009 porque, um pouco antes, o lateral havia pedido pra sair de uma partida após ter ficado apenas 15 minutos em campo.

E o que dizer dos cotovelaços do Kleber? Como evitá-los?

E por que se critica o treinador por não ter escalado um time só pra evitar que o Estudiantes tivesse feito dois gols? O negócio não é jogar sempre pra frente?

Outro motivo para a perseguição ao treinador é o fato de ele ter peitado parte da mídia belzontona, que não se cansa de fazer cobertura tendenciosa do Cruzeiro.

Há também desafetos que o chamam de Professor Pardal. Mas eu não me lembro de ele ter escalado centroavante na lateral-esquerda.

Mas a birra maior contra Adílson Baptista talvez tenha sido o fato de ele ter recuperado Thiago Heleno, que parte da torcida decretou ser baladeiro. Jamais perdoaram o treinador por isto.

Dirão que o beque afundou o time em algumas partidas esquecendo-se, por outro lado, de suas grandes atuações ao lado do Sombra.

Existem outros motivos para o ódio ao treinador.

Cito dois: a grande arrancada de 2009, que levou o time do Z4 ao G4 e o duplo 5×0, que provoca arrepios em muita gente que se diz cruzeirense.

A mesma gente que, teleguiada por parte da mídia, não perdoa o treinador pela incrível sequência de vitórias sobre sobre o rival citadino.

Adílson merece respeito pelo que fez como jogador e treinador pelo Cruzeiro. E por ser sócio do futebol do clube. Elementar.

Abs

Walterson Almeida

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