Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (I)

Por SÍNDICO | Em 1 de março de 2010

Mauro França e Jorge Santana

A Libertadores de 1976 começou para o Cruzeiro na vitória de 3×2 sobre o Santa Cruz no jogo único pela semifinal do Campeonato Brasileiro, em 07dez75, no Recife.

O resultado, definido com um gol de Palhinha aos 46 do 2º tempo, garantiu não só a presença na final como também a terceira participação do clube no torneio sul-americano, a segunda consecutiva.

Na final, o Cruzeiro foi derrotado pelo Internacional por 1×0, no Beira-Rio e, foi vice-campeão pelo 2º ano consecutivo.

Seis meses antes, o clube havia sido eliminado nas semifinais da Libertadores, o que valeu a demissão de Ílton Chaves e a contratação do experiente Zezé Moreira.

Alfredo Moreira Júnior tinha 67 anos. Mais de 40 como jogador e treinador. Seu currículo, incluía a Copa do Mundo de 1954 à frente da Seleção Brasileira.

Ele era irmão de Aymoré Moreira, campeão mundial em 62, e de Airton Moreira, técnico da Academia Celeste nos anos 60, que foi se tornou seu auxiliar técnico na passagem pela Toca da Raposa.

Zezé era experiente, rígido, profundo conhecedor do futebol e tinha fama de matreiro.

Ele estreou em 24ago75, na abertura do Brasileiro de 1975, com um 0x0 contra o Comercial, em Campo Grande.

Mesmo sem contar com Dirceu Lopes, que, contundido, ficaria mais de um ano afastado dos gramados, Zezé rearmou um time abalado pela eliminação na Libertadores  e levou-o à final do Brasileiro, com uma bela arrancada na reta final, quando tudo parecia perdido.

Na Copa América de 1975, a Seleção Brasileira foi representada por um combinado de jogadores mineiros, o que acarretou o atraso do calendário da FMF.

Assim, tanto a decisão da Taça Minas Gerais quanto o quadrangular final do Mineiro de 1975 foram adiados para o início de 1976.

Dessa forma, pouco mais de um mês depois da final do Brasileiro, o Cruzeiro voltou a campo, em 18jan76, pra disputar a 1º partida da decisão da Taça Minas Gerais, contra o Atlético-MG, que venceu por 2×1.

Uma semana depois, o rival citadino repetiu o placar e ficou com o título, que valia um ponto extra no quadrangular final.

A essa altura, Jair Ventura Filho, o Jairzinho, 33 anos no cartório, 31 autodeclarados, três Copas do Mundo na bagagem, já treinava na Toca.

Ele atravessava um momento de baixa na carreira. Vinha de uma atuação apagada na Copa de 74, que lhe rendeu uma saraivada de críticas, e uma passagem conturbada pelo Olympique de Marselha, clube para o qual se transferira após a Copa.

Pra culminar, em meados de 75, o Furacão da Copa recebera uma suspensão de um ano por agressão a um bandeira no campeonato francês, e voltara ao Brasil, desacreditado.

Mas ele se encaixava no perfil de atacante que Zezé procurava pra suprir a ausência de Dirceu Lopes. Era, ao lado de Vaguinho, ponta do Corinthians,um dos eleitos elo treinador.

Como o clube paulista não quis negociar seu atacante, Zezé tratou de, pessoalmente, convidar Jair, nos primeiros dias de 76. E o Cruzeiro investiu US$5,000.00 pra liberar em definitivo o passe do atacante campeão do mundo em 1970.

Jairzinho chegou à Toca sob desconfiança geral. Para muitos, era um irresponsável e em fim de carreira.

Dizia-se que estaria mais interessado em conhecer as boates de BH do que em jogar futebol. Mas já nos exames médicos e nos primeiros treinos ele surpreendeu a todos pela boa forma física, mesmo depois de tanto tempo inativo.

Sem se importar com as críticas, Zezé Moreira defendeu a contratação:

  • “É o atacante que procurávamos, para ficar na frente, jogar para o gol, com características que completarão o nosso ataque. Jair sabe tocar a bola, é experiente e do tipo rompedor. Jogador que voltasse para armar não nos serviria. Não o contratamos por acaso. Tem categoria e conhece o assunto. Ele veio para entrar no time e não vai ficar caro ao clube.” (Placar, Ed. 304, 06fev76).

Jairzinho estreou em 01fev76, no Cruzeiro 4×1 Caldense, que abriu o torneio decisivo do Mineiro de 1975.

O Cruzeiro passou por cima de todos os adversários no quadrangular. Bateu a Caldense mais uma vez, por 3×1, partida em que Jair marcou seu 1º gol com a azul-estrelada, derrotou o América duas vezes por 2×1, e o Atlético, com um duplo 1×0, conquistando o tetra campeonato mineiro.

Jairzinho foi o principal, mas não o único reforço contratado  para a Libertadores.

Valdo e Isidoro chegaram durante o Brasileiro de 1975 e seriam as principais opções de banco de Zezé Moreira. Vieram ainda Ozires, zagueiro de 24 anos, ídolo no Fortaleza, e o experiente Ronaldo Drummond, 29 anos, mineiro de Belo Horizonte, atacante tricampeão brasileiro em 71/72/73, que estava no Palmeiras.

O Cruzeiro estava pronto e embalado pra começar a sua trajetória na Libertadores.

FASE DE GRUPOS

Os brasileiros ficaram no Grupo 3 com os paraguaios Olímpia e Sportivo Luqueño. Apenas o 1º colocado avançava para as semifinais.

Esperava-se que Cruzeiro e Inter fizessem um grande jogo, como havia sido a final do Brasileiro, disputada 84 dias antes. Eram duas grandes equipes, com muitos craques e bem armadas por técnicos brilhantes.

De um lado, Raul, Nelinho, Zé Carlos, Jairzinho, Palhinha, Joãozinho e Zezé Moreira. Do outro, Manga, Figueroa, Falcão, Valdomiro, Lula e Rubens Minelli. E sem contar com Piazza e Paulo Cesar Carpegiani, que, contundidos, ficaram de fora.

Mas o que se viu naquele domingo, 07mar76, superou a expectativa do torcedor mais otimista.

Os 65 mil torcedores presentes foram brindados com um dos maiores jogos da história do Mineirão. Um jogo altamente ofensivo, cheio de alternâncias, reviravoltas e emoções.

Lances capitais do jogo que virou lenda:

  • 01 – Darci Menezes falha, Escurinho chuta, Raul Plassmann defende.
  • 03 – Joãozinho cruza, Palhinha se antecipa a Figueroa e toca por baixo de Manga. Cruzeiro, 1×0.
  • 10 – Nelinho lança da defesa, Figueroa mata no peito, a bola escapa, Palhinha vem por trás e toca para o gol. Cruzeiro, 2×0.
  • 14 – Lula recebe de Caçapava na intermediária e dispara um petardo indefensável. Inter, 2×1.
  • 21 – Joãozinho intercepta passe de Figueroa para Cláudio, avança até a entrada da pequena área, aplica um drible desconcertante em Figueroa e fuzila Manga. Cruzeiro, 3×1.
  • 25 – Jairzinho perde boa chance de gol.
  • 32 – Figueroa chuta uma bola no travessão.
  • 39 – Lula recebe, vai ao fundo, aplica uma caneta em Morais e cruza para Valdomiro ajeitar e bater rasteiro sem chance para Raul. Inter, 3×2.
  • 06 – Falcão lança Valdomiro, que cruza, Zé Carlos tenta cortar e manda contra o próprio gol. Inter, 3×3.
  • 12 – Palhinha acerta cotovelada em Figueroa e é expulso.
  • 18 – Joãozinho e Jairzinho pressionam Caçapava, Jairzinho fica com a bola, avança e na entrada da área rola para Joãozinho, que de pé direito joga no ângulo oposto de Manga. Cruzeiro, 4×3.
  • 23 – Raul defende cabeçada a queima-roupa de Escurinho.
  • 25 – Vacaria cruza da esquerda, Escurinho desvia de cabeça para o meio da área e Ramon completa para o gol, também de cabeça. Inter, 4×4.
  • 35 – Eduardo dribla dois e solta uma bomba, Manga defende para escanteio.
  • 40 – Joãozinho avança, dribla Valdir e é derrubado. Pênalti que Nelinho cobra com violência, deslocando Manga. Cruzeiro, 5×4.
  • 45 – Joãozinho dribla dois, chuta por cobertura e Manga desvia para escanteio.

Entre tantos craques, Joãozinho foi o grande nome do jogo, o ponto de desequilíbrio.  Fez dois gols, deu o passe para outro e sofreu o pênalti que resultou no 5º gol. Não bastasse isso tudo, ele destruiu a defesa colorada com um repertório incrível de dribles.

Tido, pelos cornetas da época, como boêmio, O Bailarino treinou sozinho na Toca da Raposa durante o carnaval, que caiu em 29 de fevereiro, 1º e 2 de março. Tinha posto na cabeça que aquela seria a “sua Libertadores”. E foi, como se viu.

Cruzeiro 5×4 Internacional, domingo, 07mar76, 1ª rodada da 1ª fase da Libertadores 1976 – Público: 65.463 pagantes – Renda: Cr$793.407,00 – Juiz: Luiz Pestarino (Argentina) – Vermelho: Palhinha, 12 do 2º tempo – Gols: Palhinha, 3 e 10, Lula, 14, Joãozinho, 21, Valdomiro, 39 do 1º tempo; Zé Carlos, contra, 6, Joãozinho, 18, Ramon, 25, e Nelinho, 40 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Zé Carlos e Eduardo Amorim; Roberto Batata (Isidoro), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / Internacional: Manga, Cláudio Duarte (Valdir), Elias Figueroa, Hermínio e Vacaria; Cláudio Caçapava e Paulo Roberto Falcão; Valdomiro, Escurinho, Flávio Minuano (Ramon) e Lula.

Depois do jogo, cartolas do Inter, encenando irritação, denunciaram que o Cruzeiro havia comprado o Juiz. Tudo porque, ao pagar o trio de arbitragem, obrigação do clube mandante, Carmine Furletti dispensou o troco, coisa de US$50.00.

Nada de novo no mundo da bola. Os colorados só estavam preparando o clima hostil com que pretendiam intimidar o Cruzeiro no Beira Rio. Mas o tiro saiu pela culatra.

Depois do jogo, Zé Carlos Bernardo foi claro:

  • “Nunca tinha jogado uma partida como esta. Foi emoção demais.”

Em depoimento à Revista do Cruzeiro, duas décadas depois, Osvaldo Faria, comentarista da Rádio Itatiaia, disse:

  • “Foi dramático. Era lá e cá. Uma loucura como nunca vi igual no Mineirão.”

Em sua coluna de televisão em O Globo, Arthur da Távola, comentaria, três dias depois do jogo:

  • “A plenitude daqueles 90 minutos pôde ser vivida no momento em que ocorreu, pois o desfecho não era sabido até o fim da partida. Mesmo assim, apelo daqui à TV Tupi, programe aquele jogo como atração especial um dia desses. É obra de arte. Raras vezes o futebol brasileiro viveu instantes tão maravilhosos. Cruzeiro 5, Internacional 4, teve a eternidade das grandes batalhas. Daquelas que entram na história pela soma das virtudes tornadas encantamento.”

Links:

  • Gols do jogo, na transmissão da TV Cultura/SP:
  • Jogos Para Sempre, produção do Sportv, com participação de Nelinho, Lô Borges e Cláudio, dividido em 6 partes. (link da 1ª parte; para as demais pesquisar ‘Jogos Para Sempre – Cruzeiro 5×4’).
  • Vídeo da RBS, emissora gaúcha, com comentários de Cláudio Duarte e Vacaria, que atuaram na partida e do jornalista Ruy Carlos Ostermann, entremeados por fotos do jogo. Tem erros factuais, mas vale a pena por mostrar a visão do adversário.

103 comentários para “Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (I)”

  1. Walterson disse:

    Espero ansiosamente.

  2. Bruno Pontes disse:

    Nova modalidade de post. É o post promissório!

  3. Romeu CMD disse:

    A manchete teve boa aceitação! Esperamos esta história heróica com ansiedade.

  4. Celso Libertadores disse:

    LA76, a primeira conquistada por um time de MG.

  5. matheus t penido disse:

    No aguardo.

  6. Romarol disse:

    O.T: Se o futebol fosse na Vila do CHAVES:
    SPFC – Seu Barriga, o mais rico e bem sucessedido. Mas sempre tem
    alguém que passa a perna.
    Flu- Seu Madruga, deve, não ganha nada, mas ainda sim bate no menor.
    Bota- Chiquinha, apanha de todos, chora, chora, chora.
    Flamengo- Kiko, quando pequeno teve uma bela infancia, hj é igual aos
    outros mas se acha bastante superior.
    Internacional- Inhonhô, copia fajuta do Seu Barriga.
    Cruzeiro- Professor Girafalis, fica sempre lá no alto,manda e eh mais
    esperto que quase todos.
    Vasco- Popis, todo mundo acha chato, mas não mete medo em ninguém.
    Palmeiras- Godines, as vezes aparece, mas sempre é coadjuvante.
    (continua)

  7. Romarol disse:

    Corinthians- Dona Florinda, quer se mostrar superior, mas mora na
    vila, e nunca saiu para conhecer o mundo lá fora.
    Grêmio – Chaves, aparece igual a todos, apanha de todos, só não apanha quando está dentro do seu ”barril”.
    Santos- Doutor Sapatim, aposto que nem se lembrava dele né.. pois é.
    E por fim …
    Atlético MG – Bruxa do 71, ganhou seu título em 71 e teve uma maldição
    que nunca mais ganhou nada !!

  8. Dylan disse:

    a história dessa Libertadores é tao rica e tão importante pra todos os cruzeirenses que deve mesmo ser contada em pedaços. Parabéns aos autores desse belo relato. Nessa Libertadores assistisó dois jogos no Mineirao mas ambos me marcaram pra sempre. Sobre o Jair é preciso dizer que ele não fazia o papel de meia atacante como o Dirceu Lopes. Essa funcao acabou ficando com Eduardo Amorim. Ele era atacante mesmo o que fazia com que o Cruzeiro entrasse com um bloco ofensivo de quatro: Batata, Palhinha, Jair e Joãozinho. É um dos maiores ataques que um clube brasileiro teve em todos os tempos e isto se traduz na chuva de gols que vinha quando o Cruzeiro jogava. E ainda tinha o Nelinho. Um time inesquecivel, o maior que eu já vi jogar.

  9. Dylan disse:

    esse jogo contra o Inter já foi tão cantado em prosa e verso aqui mesmo no PHD que há pouco o que acrescentar. Mas um dos meus sentimentos de gratidão a vida é por ter assistido ao vivo essa partida.

  10. Cleber Mendes disse:

    O Joãozinho Travolta se antecipou ao Caçapava, e não ao Cláudio, quando marcou seu primeiro gol neste superclássico eterno.

  11. Cleber Mendes disse:

    Dias antes desse jogo fantástico acontecer a revista Placar publicou uma matéria com o bailarino e a chamada de capa era a seguinte: “Joãozinho, o bom moleque do Mineirão”. No documentário Jogos para Sempre o Nelinho deixa claro que o João foi o nome do jogo.

  12. rosan amaral disse:

    Depois da pedalada do Joãozinho ainda falam que foi o Robinho quem inventou a pedalada.

  13. Celeste disse:

    Doces lembranças. Começei a acompanhar o Cruzeiro efetivamente na reta final do Brasileiro. O Jair veio para ser a cereja do bôlo. E como era pé quente o Ronaldo Drumond. Sempre ouvi dizer que ele era primo do Tostão. Dos times do Cruzeiro que eu vi jogar, aquele de 76 foi o melhor.

  14. Celeste disse:

    De onde vieram o Valdo, Izidoro e Mariano?

    • Mauro França disse:

      Valdo e Mariano eu não consegui descobrir, Doutora. Talvez o Jorge saiba. O Isidoro é mineiro de Viçosa, veio do Esab, e tinha 23 anos na época. Era volante de origem, mas jogou de lateral direito, esquerdo e até no ataque. Era o coringa de Zezé.

      • Dylan disse:

        Mariano era gaucho, tenho quase certeza jogava num time pequeno do Rio Grande do Sul. Ele lembrava muito o Marinho Chagas pela cabeleleira loira, nao pelo futebol. No fim de deácada de 70 ele virou titular.

      • Palmeira. disse:

        Parecia o Marinho mesmo. Era o “Marinhano”.

  15. Binho disse:

    Belíssimo texto. Parabéns França e Jorgesan. Já tive oportunidade de contar aqui que esse foi meu primeiro jogo no mineirão. Realmente histórico e eletrizante. A lamentar só a tecnologia incipiente da época pra registrar melhor o que aconteceu nesse dia. Joãozinho entortou todo mundo. No lance do penalty estava atrás do gol e o vi ser derrubado. Incrível também era o Manga correndo desenbestado atrás da bola quando ela saía pela linha de fundo. Lula também fez uma partida estupenda. Meu Deus, como futebol era bom de se ver.

  16. Binho disse:

    Jorge, nem o homônimo do presidente no futebol podemos citar ? hehehehe Antispam chato esse.

  17. Leo Vidigal disse:

    Foi nessa Libertas que me tornei cruzeirense de verdade. Pelo menos que eu me lembre. Grande texto de Mauro e Jorge, grande expectativa pelos proximos capítulos.

  18. Cruzeiro e Inter deve ser o clássico mais bonito de assistir do Brasil, sempre fazem jogos bons e emocionantes.

  19. simone b de castro disse:

    E a FMFrangas não aceitou a antecipação do jogo do Cruzeiro contra o Tupi…Assim sendo, nosso time não poderá antecipar a viagem. FMF, vai…….

    • Celeste disse:

      Simone, enquanto a FMF e imprensa doméstica passam a mão na cabeça deles eles continuam sendo esse inespressivo time. Nós cruzeirense estamos fadados a coisas grandes como a LA de 76. Abs.

      • simone b de castro disse:

        Sem dúvida, doutora Celeste. Mas que isso seria bom para o Cruzeiro, seria. Isso não é nada demais. Afinal, o papel dessa entidade é ajudar os times que participam desse campeonato ridículo…

  20. matheus t penido disse:

    Verdade, JJ. Naum vi esse jogo de 76, um dos jogos mais tensos que eu vi no Mineirão foi akela vitória sobre o Inter nas quartas de final da Copa João Havelange, com o gol da classificação do Fábio Jr no finalzinho. É sempre um gde jogo Cruzeiro e Inter. Aliás, a vitória sobre eles no Beira Rio qdo ninguem acreditava foi um dos gdes momentos do Cruzeiro ano passado.

  21. Walterson disse:

    Só uma ressalva: não foi um dos maiores jogos do Mineirão, foi o maior. Pode não ter sido o mais importante mas foi o mais épico.

    • Mauro França disse:

      Não se esqueça do Cruzeiro 6×2 Santos em 66.

      • Jorge Santana disse:

        O Maior Espetáculo da Terra.

      • Mauro França disse:

        E tem também o Cruzeiro 5×4 Rapid Viena, que Tostão e Piazza consideram a melhor exibição da Academia.

      • claudio(xina)lemos disse:

        Cruzeiro x Bayern de Munique recorde de renda durante muito tempo no mineirão não pode deixar de ser citado.

      • EScrevi uma coluna especial esta semana em homenagem ao Procópio Cardozo Neto o capitão de 66 e coloquei no http://www.cruzeiro.org, exatamente sobre o jogo de 30/11/66, visto sob a ótica de quem esteve lá..
        Estou pedindo ao Evandro que acerte a criptografia.
        Vejam e dêem o seu feedback.

      • Coluna já normalizada. Jorge Santana e Mauro França, leiam e dêem o seu veredito. É muito importante.

      • Mauro França disse:

        João, sou até suspeito para falar, admiro TODAS as suas colunas. Essa, em especial, está ótima, nota 10. Obrigado pela homenagem e, mais uma vez, agradeço a autorização para o uso das páginas heroica relativas à Libertadores, que certamente enriqueceram a história. Abs.

      • Walterson disse:

        É isso que dá torcer para um time tão vitorioso. Eu realmente me esqueci do Cruzeiro 6×2 Santos. Mas o do Rapid Viena eu não me lembro. Quando foi, Mauro?

      • Mauro França disse:

        26jan66.

      • Dylan disse:

        esse jogo com o Rapid foi 4×3, nao?

      • Mauro França disse:

        5X4 também.

      • Walterson, foi no começo de 1966 e o Cruzeiro fazia uma de suas primeiras partidas internacionais. Data: 26/01/66. Público: 14.824 pagantes. Renda: Cr$15.473.000. Juiz: Doraci Jerônimo (MG). Gols: Seitl 4′, 67′ e 89′ + Ploegl a 75′, Marco Antônio a 15′ e 20′, Dirceu Lopes a 9′, Hilton Oliveira a 77′ e Natal a 82′. Cruzeiro: Tonho (Fábio foi quem levou o 4° gol), Pedro Paulo, William, Vavá e Neco (Tenório); Piazza (Zé Carlos e Dirceu Lopes; Natal (Rossi), Tostão, Marco Antônio e Hilton Oliveira. Técnico: Airton Moreyra / Rapid Viena: Gerbhardt (Rolf), Gleckner (Schmidt), Shocilk, Zaglischt, Hasil, Grausaum (Starek), Fritsch, Seitl, Ploegl e Rehnelt. Técnico: Alfred Binder. Fonte: Almanaque do Cruzeiro.

      • Walterson disse:

        Por qual competição?

      • Mauro França disse:

        Jogo amistoso.

      • Jorge Santana disse:

        Três dias antes, o Cruzeiro venceu o América por 3×2. Três dias depois, perderia pro Renascença por 3×1. Oito dias depois, venceria o Flamengo por 6×2. Onze dias depois, perderia para a União Soviética por 1×0. Em todos os jogos, perdendo ou ganhando, oa Academia Celeste dava espetáculo.

  22. simone b de castro disse:

    Esse jogo é um dos imortais. Todas as pessoas, quando falam de futebol, independentemente do time para o qual torcem, citam esse jogo. Belo exemplo de Joãozinho, que decidiu que aquela seria a sua Libertadores, trabalhou sério para isso, e conseguiu! Exemplo a ser seguido por muitos jogadores da atualidade.

  23. simone b de castro disse:

    E eles ainda conseguiram tomar 2 do Uberlândia…O bobina foi ou não expulso?

  24. Naldo disse:

    Esta nossa primeira conquista eu conheço um pouco da história. Vi os lances desse jogão, maravilhoso.

  25. Renato-SP disse:

    Mais um post antológico. As histórias desse jogo são eternas. Parabéns Mauro e JS.

  26. Elias teleguiado disse:

    Não estava na Toca III em 1966. Neste 5 x 4 eu estava. E nunca vou esquecer…

  27. Cruzeiro 5×4 Internacional foi o maior jogo que eu assisti no Mineirão em todos os tempos. O Internacional valorizou sobremaneira a decisão antecipada da Libertadores. Quem fosse o cabeça desta chave seria o campeão. O jogo da volta em Porto Alegre também é memorável e Joãozinho estraçaiou nos 2 jogos. Pena o Palhinha ter sido expulso após quebrar o nariz do Figueroa…

  28. kmp disse:

    Um espetáculo digno de Cecil B. de Mille pela grandiloquência da partida, vitória épica, inesquecivel e o Joãozinho com o diabo no corpo, (que o diga o hoje careca Cláudio Duarte)começou a Libertadores assim como terminou, em grande estilo nos oferecendo aquele gol antológico de falta no Chile. Um gênio moleque pra ser reverenciado pra sempre. Abs.

  29. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Um áudio inesquecível do citado jogo do Cruzeiro contra o Santa Cruz é o do Vilibaldo Alves rezando no ar após o Palhinha ter feito o gol da vitória.

  30. ACRossi disse:

    Boa Noite. Parabéns outra vez ao JS e MF por mais um post imortal. Quanto ao maior jogo do mineirão, tive a felicidade de estar nos dois. Considero Cruzeiro x Santos o maior espetaculo, massacre inesperado. Cruzeiro x Inter foi o melhor jogo que assisti em minha vida. Foi a melhor atuação individual que já vi. O João esta simplesmente endomoniado. O Inter tentou 3 laterais para marca-lo. Começaram com o Cláudio, trocaram pelo Valdir e depois inverteram os laterais tentando para-lo. Este jogo foi demais….saudações celestes….

  31. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Pra mim, foi e vai ser até o fim dos tempos, o maior jogo de futebol que eu não assisti.

  32. Palmeira. disse:

    Jorge e Mauro, mais uma vez, parabéns pelo belo post! Esse time era uma máquina de fazer gols e, por pouco, deixou de conquistar a Libertadores de forma invícta. Em Patrocínio a TV em cores era raridade disponível para poucos. Para assistir aos jogos tinha que pedir carona maos amigos mais abastados.

  33. claudio(xina)lemos disse:

    O jogo citado logo no inicio do post entre cruzeiro e santa cruz foi um jogaço tinha apenas oito anos mas nunca esqueci. Vi o jogo na minha casa com meus irmãos num televisão preto e branco philco de 14 polegadas, foi um jogaço, assim como a outra semifinal entre flu x inter no maracanã. Já o Cruzeiro e inter eu ouvi no rádio, pois o jogo como foi em belo horizonte, não teve transmissão me lembro do advinhe narrando o gol de penalti do nelinho, e da rivalidade existente entre o Palhinha e o Figueroa que resultou na expulsão do no aguerrido centroavante.

  34. Rogério disse:

    Sensacional o post, como da vontade de viajar no tempo para poder assistir a um jogo deste no Estadio.

  35. Jorge Santana disse:

    Em 1976, o Cruzeiro contratava Jairzinho, O Furacão da Copa. Em 2010, busca Kieza. Em 2015, é provável que repatrie o Louzada. E tá todo mundo feliz!

    • Sobrinho disse:

      Jairzinho pelos relatos não estava muito em alta na época não, né?

      • Rogério disse:

        Sem querer comparar o futebol dos dois, é possível fazer uma comparação entre as contratações de Jairzinho e Roger, ambos estavam esquecidos pelo eixo e vieram parar no Cruzeiro, tomara que o final do Roger no Cruzeiro também seja parecido com o do Jairzinho.

      • Jorge Santana disse:

        Tem apenas um campeonato mundial de diferença entre eles. Coisa pouca, né mesmo?

      • Rogério disse:

        Como disse na primeira linha do comentário, não é para comparar o futebol dos dois, obviamente também não devemos comparar o curriculo dos dois.

      • Jorge Santana disse:

        Compare prestígio em escala mundial.

      • Sobrinho disse:

        O Gilberto tem uma copa no currículo, ajuda?

      • Rogério disse:

        Também não é possível comparar, o Jairzinho tinha o prestigio infinitamente maior, só estou comparando o fato de dois jogadores que vieram parar no Cruzeiro por estarem em baixa nos mercados principais e o Jarzinho se deu super bem, ganhou uma Libertadores e o Roger pode seguir este caminho.

      • Mauro França disse:

        O Jairzinho, apesar do titulo mundial, estava mais em baixa do que o Roger. Depois da Copa de 74 ele foi execrado pela mídia. Poucos acreditavam nele. Méritos totais para o Zezé Moreira, que bancou a contratação, e ao proprio Jairzinho, que jogou muita bola aqui. A Libertadores 76 foi o seu canto de cisne.

      • A contratação do Jairzinho em 76 pode ser comparada à contratação do Renato Gaúcho em 92… depois de uma Copa Perdida e de passagempelo exterior, o jogador voltou desacreditado para o EIXO RJ-SP… o Cruzeiro resuscitou OS DOIS.
        Kieza? Lousada? Roger? Guerron? Caçapa?
        Tão querendo comparar com Jairzinho?
        HUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUAHUA

    • Jairzinho era como uma situação como se contratassemos neste momento um Geovanni, Rivaldo etc. sem que nunca tivessem jogado no Cruzeiro. Veio com o nome.
      Compará-lo a Kieza e Lousada é fora de propósito.

  36. mariana disse:

    Infelizmente não era nascida, mas queria muito ter visto esse jogo. Deve ter sido mesmo sensacional, pelos relatos e pela maneira como os jogadores e quem teve a sorte de assistir, se referem a esta partida.
    Não existe imagens coloridas deste jogo?

  37. kmp disse:

    E se não me falha a memória , nesse jogo contra o Santa Cruz em 75, a zaga deles era formada por ninguém menos que Levir Culpi e Lula Pereira, que devem estar correndo atrás do Palhinha até hoje, hehehe.
    Abs.

  38. O debate sobre o maior ou melhor jogo já visto pelos torcedores do Cruzeiro é muito interessante.
    Tão interessante que o Bruno Vicintin, quando começou a escrever seu livro JOGOS IMORTAIS, pensava em escrever algo como 30 (trinta) jogos.
    Aí, ele começou perguntar torcedores de várias idades, quais os 3 (três) jogos inesqueciveis para cada um deles… a lista foi crescendo e terminou pelo livro pegando jogos somente do Mineirão prá cá, e com 85 jogos…

    Os meus três jogos INESQUECÍVEIS (que valeram triunfo) estão lá.
    Os três jogos INESQUECÍVEIS (que valeram insucessos) não estão lá.

    E os seus???

  39. kmp disse:

    O que eu disse demais pra meu comentário esperar liberação? RSRSRSRRS.

  40. Jorge Santana disse:

    Sobrinho, Gilberto disputou uma Copa. Certo. Jairzinho disputou duas. Só que foi tricampeão mundial. Um troço que vc não tem a menor capacidade de saber o que é. Nem em sonhos. Nem se ler tudo o que já se escreveu a respeito de copas. Questão de vivência. Talvez fosse possível comparar se o Cruzeiro pudesse reptriar o R10. Não, pensando bem, nem isto. R10 não fez nada que pudesse ser comparado a Jirzinho numa Copa. Desisto. Renato Gaúcho? Bah…

  41. Damas disse:

    Até hoje não entendo porque o João, assim como o DLopes, não disputaram uma copa siquer.

  42. Marc3lo disse:

    Post sensacional!!!

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