Didi e Churchill

Por SÍNDICO | Em 4 de julho de 2010

  • “Até o Felipe Melo, que foi Gerson no primeiro tempo, virou Kleber no segundo…” (Ernesto Araújo)

O Brasil perdeu porque enfrentou um time forte. Não é à toa que a Holanda se mantém invicta há 23 partidas. Ponto.

Perdeu também porque nossos jogadores não têm a exuberante qualidade que imaginamos. São bons, mas nenhum é extraordinário. Ponto sem vírgula.

Perdeu porque seu craque nunca esteve em condições ideais pra uma competição contra os jogadores mais fortes, mais velozes, mais saudáveis e de técnica mais apurada que disputam uma Copa.

Quem chegou à Sudáfrica meia-boca não teve tempo de se recuperar e jogar no limite. Rooney, Torres, Verón, Deco, Pirlo, Gattuso estão na mesma enfermaria do Kaká.

Perdeu porque seu esquema tático não deu conta de responder às exigências específicas de cada partida.

Mas isto é uma longa conversa, principalmente, num território de torcedores que trucidaram o último treinador do Cruzeiro por insistir em privilegiar funções ao invés de posições.

Agora, um fator é possível discutir, embora também não possa ser dado como absoluto: a personalidade dos atletas.

Gilberto Silva disse, na Itatiaia, que a decisão de proibir entrevistas exclusivas não foi do treinador, mas do grupo.

Nesta linha, provavelmente, o claustro a que se submeteram os atletas também deve ter sido aprovado pelo coletivo.

E com claustro ou sem claustro, a seleção voltou pra casa nas quartas de final. Tal qual em 2006.

Tínhamos um time bem montado, mas que não suportou o gol e empate da Holanda. Ele teve efeito devastador para o coletivo e para seus indivíduos.

Quando vi a bola nas redes, lembrei-me da imagem do Príncipe Etíope de Rancho, o Mestre Didi, buscando a bola no filó e, sem a menor pressa, dirigindo-se com ela ao meio de campo enquanto pedia calma aos companheiros assutados pelo gol sueco na final de 58.

Pois é, meus amigos (e também inimigos), não havia um mestre no escrete de 2010. E se houve alguma chance de existir um, ela foi limada pelo grupo.

O coletivo é importante, nem se discute. Mas o herói tem seu lugar na história. Seja ele um salvador da civilização como Churchill -que fez a América se mexer na II Guerra- ou um salvador da pátria enchuteirada como Didi.

Pra que 52 dias de clausura? Por que não conceder entrevistas? Por que se abster de sexo? Qual a vantagem de não receber o carinho dos pais, esposas, filhos e amigos nas horas vagas? Aliás, por que não se conceder o direito a um passeio ao zoo ou ao shopping center?

Se ao tomar o gol, o coletivo pudesse se reunir e deliberar sobre o que fazer, talvez a seleção canarinha tivesse se recomposto e voltado a jogar bem como no 1º tempo.

Como não houve, o que se viu foram closes de um Juan apavorado. Kaká e Lúcio tentando resolver individualmente, Felipe retroagindo às cavernas, Robinho, Daniel e o Fabuloso desconectados do resto do time, a locomotiva Maicon perdendo energia e cousa e lousa.

A Argentina reagiu melhor ao gol germânico. Reagrupou-se e tentou jogar sua bolinha, mesmo que dentro de um esquema suicida. Levou uma tunda até maior, mas aí são outros quinhentos.

Importante é que, para o gol devastador, faltou aos brasileiros ao menos uma referência, alguém pra reagrupar a equipe e tentar uma retomada do bom futebol do 1º tempo.

Repito, o líder não pode tudo, mas seu papel não pode pode ser desconsiderado. Um grupo pode funcionar, mesmo que disputas internas sejam inevitáveis. Como a que opunha Rivaldo e Ronaldo em 2002.

Até isto pode ser canalizado pra aumentar a competitivade do time.

O que não pode acontecer no futebol é a mansidão de uma turma que não se arrisca nem a conceder uma entrevestazinha por medo de pisar na bola.

84 comentários para “Didi e Churchill”

  1. Mauro França disse:

    Mais um post primoroso. Estamos vendo a Copa dos volantes. Não aqueles brucutus e enxadistas a que o termo se refere comumente. Mas de jogadores que ocupam o meio de campo com verastilidade, defendendo, chegando ao ataque, com muita força e explosão. Os melhores jogadores até aqui – Ozil, Muller, Schweinsteiger, Snejder – não são craques, na acepção do termo. Evidentemente, eles tem habilidade e qualidade, mas, sobretudo, tem aplicação tática, exercem varias funções durante uma partida, são eficientes, bem preparados fisica e animicamente. E decidem.

    • Hugo 5erel0 disse:

      E 2006 também já havia sido a Copa dos grandes volantes. Principalmente: Zé Roberto, Frings e Viera.

      • Mauro França disse:

        Mas não tantos como agora, e em maior quantidade e qualidade. Não está ocorrendo nenhuma revolução nesta Copa, mas sim a afirmação de alguns conceitos, que foram bastante criticados aqui em BH há pouco tempo atrás. Movimentação, toque de bola, eficiencia, aplicação, habilidade. Não tem nada de pencas de atacantes, malabarismos e quetais. É contraditorio ver um desses saudosistas do futebol arte incensar a Alemanha, por exemplo, como exemplo de futebol arte.

      • Hugo 5erel0 disse:

        Discordo. É um time que sabe se defender bem e atacar organizadamente de uma maneira tática muito inteligente. Com muita beleza. Não vejo contradição nenhuma.

      • Mauro França disse:

        Discorda de que? Do Juca Kfouri falar que Alemanha é o representante do futebol-arte de 82 e assemelhados? Foi uma beleza o jogo da Alemanha contra a Argentina, eficiencia total, mas não foi tão belo como contra Gana ou Sérvia. O espetaculo aqui é da eficiencia e do coletivo.

    • Jorge Santana disse:

      A rotatividade dos volantes alemães deve estar deixando indignados os microfonistas. Daí a contaminar os teleguiados, é um passinho só.

      • Dylan disse:

        o JK está certissimo. A Alemanha lembra a Holanda de 74 até na qualidade individual dos jogadores. Ozil e Schweinsteiger sao grandes jogadores. Muller é tipo Falcão, pode atuar tanto como volante quanto meia. A base do sucesso da Alemanha é a capacidade técnica dos jogadores e sua eficiencia. Virtuosismo e eficácia. Extamente como a Holanda e a propria Alemanha de 74 que também jogava um belo futebol.

      • Bruno Pontes disse:

        Afinal, Rinus Michels era só um cara que distribuia coletes.

      • Jorge Santana disse:

        Uai, Maradona já não é mais um gênio? Perdeu o posto pro Joaquim? Oportunista incorrigível…

  2. Bruno Pontes disse:

    Desconheço a disputa entre Ronaldo e Rivaldo em 2002, alguém pode contar melhor? E a pergunta que fica é: o Brasil tem hoje esse líder, esse Didi? Muita gente vai falar que foi o Dunga que não o levou, mas eu tenho minhas dúvidas se um jogador desse, com futebol pra jogar na seleção, esteja disponível.

    • Jorge Santana disse:

      Sabe-se lá. Os grupos andam sempre muito fechados, não se permite o despontar de uma individualidade que, na hora da perplexidade, seja referência. Isto não é tudo, Diante de uma superioridade incointeste do adversário, com ou sem líder a vaca vai pro brejo. Mas que Verón, Gattuso, Pirlo, Forlán, Schweinsteiger e que tais ajudam, ah, se ajudam!

  3. Hugo 5erel0 disse:

    O Leonardo Baran já havia antecipado há muito tempo que a decisão de dar raras entrevistas foi do grupo. É muito fácil vir agora depois do acontecido e criticar o fechamento do grupo. Preferem o cerco de 2010 ou o circo de 2006?

  4. Hugo 5erel0 disse:

    Leonardo Baran também falou uma coisa interessante sobre a Holanda, Bruno Pontes pode confirmar pra gente. Os jogadores holandeses conversam todos os dias com os jornalistas, sem exceção. E mais: os repórteres podem escolher um atleta pra conversar com ele em off por 15 minutos.

    • Bruno Pontes disse:

      Não sei os detalhes, mas sei que é a seleção mais aberta da Copa, no quesito contato com jornalistas. O que, por si só, não é justificativa pra nada. Tem que tomar cuidado pois, no Brasil tem essa mania de se querer fazer o oposto total do que deu errado. Foi o que eu comentei no outro posto: do jeito que a coisa vai, a seleção de 2014 vai ter 4 atacantes e 3 meias, média de idade de 18 anos e treinará na casa do Big Brother.

      • Jorge Santana disse:

        É por aí. Uma das acepções do macaquito com que os argentinos nos apodaram é esta mania novidadeira. Perdemos por conta a da orgia? Voto de castidade, então! Tem que estabelecer limites, isto é certo. Empesário e jornalista na concentração, nem pensar. Agora, dar uma bimbada com a patroa nas horas vagas, por que não?

      • Gleyton disse:

        Corretíssimo…

  5. Walterson disse:

    Aqui cabe mais uma máxima da sabedoria popular: se concentração ganhasse jogo o time da penitenciária seria imbatível. Por outro lado, o time do Maradona era só carinho, sexo liberado, visita de fmiliares e o escambau, e o vexame foi até maior. Hoje o Esporte Espetacular mostrou o Lúcio, logo após o gol da virada, com cara de “já era”. Faltou ao grande capitão esta fleuma, de pegar a bola e chamar os companheiros na responsa. Mas ele, principalmente, se abateu e transmitiu esta insegurança ao grupo. (Não estou comparando Lucio com Didi, pelamordedeus).

    • Jorge Santana disse:

      Pelamordedeus, mesmo! Até porque os tempos são outros. Hoje em dia, só o coletivo dá o tom.

    • Bruno Pontes disse:

      Nada disso. Foi a ameaça do Billardo (foi ele?) de queimar a rosca com quem fizesse o gol do título que afundou a seleção argentina. Fico pensando se o Jorginho não fez a mesma proposta com os brazucas.

    • Ernesto Araujo disse:

      Engraçado, Walterson… Se tem uma coisa que eu nunca esperava desse grupo era esse amarelão. Até mesmo a excessiva irritação de KaKa, Robinho e Felipe Melo era mais ou menos normal dentro da filosofia de “amor à camisa” imposta por Dunga. Mas o amarelão foi incrível. Inacreditável. Inexplicável. O time voltou do vestiário do jeito que a Argentina saiu ontem no fim do jogo… Um negócio pra virar tese de doutorado nas mais famosas faculdades de psicologia do mundo ! Depois do primeiro gol então o time perdeu toda a pegada e objetividade… Nem na raça. Parece que apareceu uma mensagem na mente de todos eles dizendo: “Ok. Voces são melhores. Vamos perder”.

      • Ernesto Araujo disse:

        Talvez agora, com o retorno do grupo e a abertura de algumas caixas pretas possamos ter mais informações para entender esse apagão histórico. Quem ou quê teria destruído o time psicologicamente na partida ? Falta de confiança ? Mas como, se Juan, no início do segundo tempo deu um calcanhar que quase virou gol da Holanda ? Calcanhar que não é seu estilo e nem é de sua posição ???

      • Jorge Santana disse:

        O taquito não foi do Felipe? E vamos esquecer esse troço de caixa preta. Até hoje, estão procurando a de 2006, sem sucesso.

      • Ernesto Araujo disse:

        Caixa preta no caso, Jorge, seriam algumas entrevistas para que aparecessem informações novas, declarações e opiniões de quem realmente esteve lá. Nós por exemplo estamos aqui achando que houve apagão psicologico e, de repente, os jogadores estavam super tranquilos… Talvez até demais… Vamos aguardarrrr…

      • Jorge Santana disse:

        Ok, vamos aguarrrdarrr. E menos mal que não estejamos esperando alguma teoria conspiratória.

      • Walterson disse:

        Daqui a alguns anos receberemos “a verdade sobre a Copa 2010”. Teorias como a de que vendemos a Copa porque o Brasil sediará a próxima e a Holanda tem de ganhar uma para difundir o futebol naquelepaiz. Ou que a Copa é da Espanha porque esta está em crise e precisa do futebol pra levantar a moral da nação. Aguradem!

      • Hugo 5erel0 disse:

        O craque Felipe Melo teve uma convulsão antes do jogo.

      • Mauro França disse:

        Ele teve uma convulsão DURANTE o jogo…rsrsrs.

    • Gleyton disse:

      Esta questão de liberar ou não os jogadores é daquelas questões que explicam pouco o que aconteceu. Se JC tivesse socado a bola no primeiro gol holandês provavelmente a seleção se classificaria e estariam elogiando a atitude de Dunga “blindar” o grupo. Muito mais importante foi a falta de controle e de uma liderança como o JS escreveu.

  6. Ernesto Araujo disse:

    Faltou também ver o adversário. Escrevi, mas não terminei por falta de tempo, um post chamado “A Argentina vestiu laranja”. Mas a derrota do Brasil virou “notícia velha”. O ponto principal desse texto é mostrar que a Holanda, obrigada até por contrato a mostrar sempre um futebol vistoso, nessa Copa 2010 vem apresentando um futebol copeiro e pragmático. E foram absolutamente argentinos ao jogar com bastante inteligencia com o emocional do Brasil, procurando irritar os brasileiros e jogar a arbitragem contra os nossos jogadores. Não vi diferença nenhuma entre o que se passou em campo no segundo tempo e aquelas clássicas derrotas de times brasileiros para times argentinos nas Libertadores.

    • Hugo 5erel0 disse:

      Discordo. Os holandeses de argentinos não tiveram nada. Estavam totalmente afoitos no primeiro tempo. Poderiam levar uma balaiada. No segundo tempo, mantiveram a calma, tocaram a bola e conseguiram virar. O úncio jogador que tentou (e conseguiu) catimbar foi o Robben.

      • Jorge Santana disse:

        E como catimbou! No 1º tempo, o Brasil dominou com seu time bem organizado. No 2º, os holandeses melhoraram, mas o gol saiu numa jogada besta. Daí em diante, o Brasil não jogou mais. E perdeu, embora os holandeses não tivessem jogado tão mais…

      • Bruno Pontes disse:

        Exato. O maior mérito dos holandeses foi manter a calma, enquanto a seleção brasileira se desfacelava emocionalmente.

      • Hugo 5erel0 disse:

        Robbem tá certo em catimbar. O cara é velhaco. Não tem culpa se Felipe Melo e Robinho são burros.

      • Mauro França disse:

        Afinal de contas, não é proibido catimbar contra o Brasil, ou é?

      • Ernesto Araujo disse:

        Veja bem, Mauro, claro que pode catimbar sim. O que escrevi foi apenas que esse tipo de comportamento não é característico da Holanda e que também não foi algo causual. Aparentou ser totalmente premeditado… E funcionou MUITO BEM.

  7. Naldo disse:

    Assim como o futebol brasileiro esta se concentrando no eixo, o mundial esta se concentrando na Europa. É a força do dinheiro.

  8. Hugo 5erel0 disse:

    Em 98 foi uma amarelada. Em 2010, uma alaranjada.

  9. Celeste disse:

    Perdeu porque alguém tinha que perder.

  10. Celeste disse:

    A principal característica do jogador brasileiro sempre foi a habilidade e a malandragem. Um dos exemplos que tivemos desse tipo de jogador foi o Bailarino da Toca, o craque Joãozinho. Ele aliou as duas qualidades e nos deu uma LA. O que vejo muitas vêzes no jogador brasileiro é que ele vem sofrendo um processo de lavagem cerebral promovido por técnicos e empresários. Apesar de sua capacidade só faz o que o professor manda. Alguém percebeu que no Jogo contra a Holanda o Daniel Alves bateu todos os escanteios. O Maicon só começou a bater depois que já estávamos perdendo e foi perigoso em 3 oportunidades. E os empresários hoje olham o jogador com olhos de Tio Patinhas. Acho que deveriam se preocupar também com a formação do cidadão como um todo.

    • Jorge Santana disse:

      Pro Joãozinho, o Cruzeiro era o teto do mundo. Pros jogadores atuais, o teto é a Europa. Ou jogam como se joga lá, ou tchau e benção. E, aqui, com tanta grana rolando tb nãos e joga mais como se jogava há décadas.

      • Celeste disse:

        Jorge a Aleanha e Espanha estão apresentando um futebol bem diferente do padrão europeu.

      • Celeste disse:

        Alemanha.

      • Ernesto Araujo disse:

        Concordo, Celeste. São equipes bem diferentes, principalmente a Alemanha, de seus padrões. Já a Holanda parece que cansou de jogar bonitinho e perder e resolveu ganhar, não importa o que diz Cruyff ou o contrato… Alemanha: Cuidado com a HOLANDA !

  11. Ernesto Araujo disse:

    Só para reforçar: Não estou procurando NENHUMA teoria conspiratória absurda. Quero apenas aguardar as entrevistas e reportagens com informações novas para que tenhamos condições de adicionar mais alguns ingredientes ao debate. Pode ser que, de fora e pela TV, alguns aspectos naõ estejam sendo levados em consideração ou sejam diferentes daquilo que estamos imaginando.

  12. Celeste disse:

    Muitos de nossos jogadores são semi alfabetizados, mal sabem se portar frente a uma câmera de TV e pouco sabem do país onde nasceram. E também não devem conhecer e nem saber brigar por seus direitos. É interessante que quando a TV mostrou a história de cada um, sempre havia um treinador de um pequeno clube ou de um campinho de periféria que ajudou o rapaz a crescer. E esses anjos da guarda continuam lá fazendo o mesmo trabalho com outros jovens. Nenhum se enriqueceu às custa de seus pupilos. E finalizando, fui contra a lei da mordaça e a favor do boicote a TV Globo. Sou a favor da liberdade de imprensa mas com igualdade para todos os veículos de informação.

    • Ernesto Araujo disse:

      Essa questão foi muito mal administrada. A Globo, ao que parece tem direitos exclusivos previstos em contrato, os quais não foram atendidos. Se isso for verdade, Dunga e Grupo erraram pois não podem descumprir um contrato. Se aceitaram o cargo (Dunga) e a convocação (jogadores), eles devem saber das regras que regem a situação. Não concordo com o fato de que, sendo verdade que as exclusivas e outras regalias, estavam previstas em contrato com Globo e foram arbitrariamente não cumpridas pelo Dunga e pelo Grupo. Isso deveria ter sido melhor adminstrado e negociado para não prejudicar quem paga as contas.

  13. Eduardo Arreguy Campos disse:

    Existe um paralelo entre o que aconteceu com a seleção brasileira no segundo tempo e o jogo do Cruzeiro contra o estudiantes na final da LA. O apagão foi o mesmo. Torcida gelada e time também, após o primeiro gol da Holanda (ou vice versa). Debito tudo ao futebol, único esporte em que um time inferior técnicamente, pode vencer o outro. Vivas ao futebol e homenagens aos deuses, conforme a fé de cada um.

  14. Dylan disse:

    chega a se engraçado os que cultuam a seleção de 94 dizendo que o time da Alemanha é um exemplo de aplicação tática. os herdeiros daquele time nessa copa foram Suiça, Italia e o proprio Brasil, todos eliminados. A Alemanha nao tem nada a ver com aquilo. Tem muito mais a ver com o Barcelona e o Santos de 2010, um time aplicado sim,mas com grandes jogadores capazes de armar, criar e pensar o jogo. É futebol arte sim. A Espanha , por sinal, também joga assim, so que a Alemanha tá jogando melhor.

    • Bruno Pontes disse:

      Cada um enxerga o que quer. A Alemanha tem um belo time, com ótimos jogadores. E também é um exemplo crasso de aplicação tática. E isso não é dito só no PHD não, é a imprensa mundial que está falando. Praticamente todos concordam com você que o time tem ótimos jogadores. Mas você precisa ainda desmerecer a aplicação tática? Não enxerga que tanto Espanha quanto Alemanha são times aplicadíssimos e que isso não contradiz a técnica? Técnica e tática convivem juntas. Você não precisa abrir guerra contra uma pra defender a outra.

      • Mauro França disse:

        A Alemanha é um time que se defende bem e sai em velocidade em contra-ataque. Tem jogadores de qualidade, sim. Técnica, aplicação e eficiencia podem estar juntas. Mas de maneira nenhuma é um time que sequer guara semelhança com Seleções e times defendidos pelos saudosistas do futebol-arte. Toque de bola, movimentação, ocupação de espaços, troca de posições, jogadores exercendo mais de uma função, eram conceitos até outro dia criticados pelos saudosistas/oportunistas de plantão.

      • Mauro França disse:

        Antes da Copa, nem os alemães tnham certeza que sua Seleção faria um bom papel na Copa. Havia uma grande dúvida quanto a ausencia de Ballack e a falta de experiencia de alguns jogadores. Agora, virou sinonimo de futebol total.

      • Mauro França disse:

        A Argentina e seus muitos atacantes era o exemplo mais acabado do que pediam mesa-redondistas e saudosistas que abominavam esquemas defensivos e pragmaticos.

      • Sobrinho disse:

        A hiena não consegue entender que a Argentina, por exemplo, poderia ser um time muito eficiente e aplicado com a mesma escalação, bastaria o treinador definir algumas funções defensivas para Messi e Tevez e organizar a marcação da linha de 3 volantes. Agora seria impossível ganhar da Alemanha com Messi, Tevez e Higuain parados no meio campo esperando o Mascherando tomar a bola do Ozil, Podoslky e Muller com voadoras e carrinhos para depois passar pros 3 atancantes. Mascherano é bom, mas milagre não da para fazer.

      • Dylan disse:

        funcao defensiva pro Messi., Que portento de pensamento. Quanta sabedoria. Sobrinho pra técnico do Barcelona, Ele descobriu o que deve ser feito pro Messi ser o jogador brilhante que ninguém ainda descobriu.

      • Sobrinho disse:

        O bicho lesado, dá dó.

  15. Bruno Pontes disse:

    Ricardo Teixeira demitiu também Américo Faria e José Luís Runco. É muita ignorância. To falando que a preparação pra 2014 vai ser na casa do BBB…

  16. carlosacs40 disse:

    Muito bom o texto. No meu entendimento, o que determinou a derrota foi o abatimento após o gol do Julio Cesar (o goleiro deslocou o Felipe Melo o que determinou a trajetoria da bola para o fundo das redes). E, claro a falta de um líder para naquele momento chamar o Felipe Mello e o time todo que o jogo nao tinha acabado. Lúcio ou mesmo o Julio Cesar teriam que assumir esse papel. Um gol daquele abate qualquer time. Mas, também nao vamos esquecer do penalti nao marcado no 1 tempo e dos erros pequenos do juiz na marcacao de faltas, mas que mexem com o emocional do time. E a Holanda é realmente é um ótimo time, 2 anos invictas e a terceira no ranking da FIFA.

  17. claudio(xina)lemos disse:

    Cada uma, o cara de ser cego ou querer fazer prevalecer seu ponto de vista de qualquer forma, querer comparar o futebol da alemanhã ao do Barcelona e do Santos é o cúmulo do absurdo. Primeiro Santos e Barcelona jogam futebol totalmente diferente. Um tem futebol consistente com boa marcação e posse de bola. O outro joga um futebol de frágil consistência e sem marcação. Já a Alemanha joga com rapidez e no contrataque. Com forte marcação. Todos os times citados tem caracteristicas diferentes.

  18. Naldo disse:

    O Dunga tentou repetir 1994, mas faltou ao time um Parreira, um Dunga e um Romário. O Dunga tentou ser o Parreira, mas faltou a ele equilíbrio, coisa que o Pé de Uva tinha de sobra. Tentou fazer do Felipe Melo seu espelho, mas faltou futebol e liderança ao rapaz. O Romário, este não foi culpa dele, no futebol brasileiro atual não tem.

  19. Naldo disse:

    Tambem gostei muito do texto do Jorge, e tambem me lembrei da atitude do grande Didi em 1958.

  20. Mauricio CJ disse:

    Sobre o texto, perfeito!. Sobre o comentário do Ernesto no texto, lembro-me de que na mesma partida, se não me engano em um passe do Robinho, comentei com um amigo o fato de a jogada concluída pelo Maicon para fora ser parecida com a de Pelé para Torres em 70. Algo que um comentarista falou pouco depois…Fato é que saímos de um primeiro tempo primoroso para um segundo vergonhoso. Isso acontece, mas se fosse para chutar um comentário, diria que me lembro, já com medo do pior, de ficar batendo no peito (já bêbado…rs) pedindo para alguém chamar a responsabilidade (como o Didi). Sinceramente estava botando fé em um time operário, que num momento como este apareceria alguém (Lúcio, Robinho, Kaká Gilbertos) para levantar o queixo da moçada. Inexplicavelmente isto não aconteceu.

    • Jorge Santana disse:

      Vamos levar tempo pra entender. Revi a segunda metade do 2º tempo e percebi que a Holanda não concedeu o menor espaço pra jogadas trabalhadas do Brasil. Foi marcação intensa até o fim. O Brasil tentou sufocar, mas não encontrou meios. Houve um pênalti, que o Juiz não percebeu. O melhor a se fazer era despejar bolas na área, mas nem isto funcionou. Ficar atrás no placar tem sido fatal neste Mundial. Deixar a Holanda virar o jogo foi uma roubada. E com um gol gratuito, ainda mais. Um cara mais cerebral talvez ajudasse. Kaká seria o cara. Lúcio poderia ser outro. Não foram. Ou não adiantou tentar serem, sabe-se-lá.

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