Dez destinos pra educar os filhos

Por SÍNDICO | Em 21 de junho de 2019

FÉRIAS DE JULHO estão batendo à porta. É hora dos pais se programarem. Pra quem tem filhos entre 8 e 15 anos, minha sugestão é a de que a viagem tenha como foco a cultura: História, Geografia, Biologia etc. Praia fica pro fim de ano.

Minhas sugestões:

  1. Ouro Preto / Mariana, em Minas (barroco mineiro, um caso à parte na história da arquitetura, música, pintura e escultura mundiais)
  2. Tiradentes / São João Del Rei, em Minas (barroco, culinária, maria-fumaça etc).
  3. Parque dos Falcões, em Sergipe (40 pássaros, entre harpias, carcarás, corujas, falcoes e águias, muitos deles adestrados e amigáveis).
  4. Jardim Botânico / Centro Histórico, no Rio de Janeiro (Mata Atlântica e espécimes desplantas raras, incluindo a Vitória Régia, no Jardim Botânico, e muita história do Brasil imperial no centro). 
  5. Parques Curitibanos / Serra do Mar, no Paraná (passeio de teem descendo a serra do Mar rumo ao mar, parques temáticos e bosques incríveis em Curitiba, e o Museu “do Olho”, criado por Niemeyer).
  6. Imigração Alemã, em Santa Catarina (igrejas em estilo gótico impressionantes em Blumenau e Brusque, museu da imigração e comida alemã em Pomerode). 
  7. Museus Paulistanos, em São Paulo (Masp e Pinacoteca, com obras de  imenso valor artístico e histórico e o Museu do Futebol, no Pacaembu, que vai agradar à garotada).
  8. Pelourinho, na Bahia (arquitetura do Brasil colonial, dança, batuque e culinária local). 
  9. Recife / Olinda, em Pernambuco (arquitetura do Brasil colonial, centros de artesanato, passeios de barco pelo Capibaribe, culinária requintada e a emocionante sinagoga da época da ocupação holandesa, no Recife).
  10. Missões, no Rio Grande do Sul história das reduções guaranis promovidas pelos jesuítas).

Na área e comentários, mais tarde, vou detalhar cada atração destas.

E, pra orientar os viajantes, convocarei meu amigo Rogério Bastos, da Potencial Turismo, comentarista bissexto deo PHD, mestre na organização de viagens turísticas.

27 comentários para “Dez destinos pra educar os filhos”

  1. SÍNDICO disse:

    QUEM conhece todos esses lugares?

    • Wagner CPM disse:

      Conheço Tiradentes, Parques Curitibanos, Museus Paulistanos, Pelourinho e Recife / Olinda. Todos ótimos lugares para visitar.

      • Wagner CPM disse:

        Em SP eu indico MASP, Museu do Futebol, Instituto Butatan, Museu Catavento (excelente para crianças e tem 1 sábado no mês que é de graça). Museu do Ipiranga era muito bom, mas está em reforma, próximo a ele tem o Museu de Zoologia da USP, pequeno mas muito bom.

      • SÍNDICO disse:

        São Paulo tem ainda a Pinacoteca e terá, a partir do próximo ano, o Museu da Língua Portuguesa, que está sendo reconstruído. após ter sido destruído por um incêndio. Meu filho recomenda tb o Farol do Santander, no prédio do antigo Banespa, no Centro.

      • SÍNDICO disse:

        Ãs terças, a entrada é franca nos museus paulistanos.

      • mrr disse:

        Já que mencionou museus, para quem acatar a sugestão de Olinda/ Recife, aproveite e conheçam o Instituto Brennand de arte, vale a pena!

    • Matheus Penido disse:

      1,2,4,5,6,8 e 9. Todos valem a pena.

  2. SÍNDICO disse:

    MISSÕES JESUÍTICAS NA AMÉRICA. As missões jesuíticas na América, também chamadas de reduções, foram os aldeamentos indígenas organizados e administrados pelos padres jesuítas no Novo Mundo, como parte de sua obra de cunho civilizador e evangelizador. O objetivo principal das missões jesuíticas foi o de criar uma sociedade com os benefícios e qualidades da sociedade cristã europeia, mas isenta dos seus vícios e maldades. Essas missões foram fundadas pelos jesuítas em toda a América colonial e, segundo Manuel Marzal, sintetizando a visão de outros estudiosos, constituem uma das mais notáveis utopias da história. Para conseguirem seu objetivo, os jesuítas desenvolveram técnicas de contato e atração dos índios e logo aprenderam suas línguas e, a partir disso, os reuniram em povoados que, por vezes, abrigaram milhares de indivíduos. Eram, em larga medida, autossuficientes, dispunham de uma completa infraestrutura administrativa, econômica e cultural que funcionava num regime comunitário, onde os nativos foram educados na fé cristã e ensinados a criar arte às vezes com elevado grau de sofisticação, mas sempre em moldes europeus. Depois de um início assistemático marcado por tentativas frustradas, em meados do século XVII, o modelo missioneiro já estava bem consolidado e disseminado por quase toda a América, mas teve de continuar enfrentando a oposição de setores da Igreja Católica que não concordavam com seus métodos, do restante da população colonizadora, para quem os índios não valiam a pena o esforço de cristianizá-los, e os bandos de caçadores de escravos, que aprisionavam os índios para submetê-los ao trabalho forçado na economia colonial e destruíram diversos povoados, causando muitas mortes. Mesmo com vários problemas a vencer, as missões prosperaram a ponto de, em meados do século XVIII, os jesuítas se tornarem suspeitos de tentar criar um império independente, o que foi um dos argumentos usados na intensa campanha difamatória que sofreram na América e na Europa e que acabou por resultar na sua expulsão das colônias a partir de 1759 e na dissolução da sua Ordem em 1773. Com isso, o sistema missioneiro entrou em colapso, causando a dispersão dos povos indígenas reduzidos. O sistema missioneiro buscou introduzir o cristianismo e um modo de vida europeizado, integrando, porém, vários dos valores culturais dos próprios índios, e estava baseado no respeito à sua pessoa e às suas tradições grupais, até onde estas não entrassem em conflito direto com os conceitos básicos na nova fé e da justiça. O mérito e a extensão do sucesso dessa tentativa têm sido objeto de muito debate entre os historiadores, mas o fato é que foi de importância central para a primeira organização do território e para o lançamento das fundações da sociedade americana como hoje ela é conhecida. Vários monumentos missioneiros são hoje Patrimônio Mundial. (Wkipedia)

  3. SÍNDICO disse:

    JARFIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO é um instituto de pesquisas e jardim botânico localizado na zona sul do município do Rio. Uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, é um exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas. A instituição abriga, ainda, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 000 volumes e o maior herbário do Brasil, com cerca de 650 mil amostras desidratadas completamente informatizadas e disponíveis para o público na página da instituição. É responsável pela coordenação da Lista de Espécies da Flora do Brasil e pela avaliação de risco de extinção destas espécies. Sua origem remonta à transferência da corte portuguesa para o Brasil, entre 1808 e 1821. A corte fixou-se no Rio de Janeiro, desde 1763 sede do Estado do Brasil, uma colônia portuguesa, e agora alçada à condição de sede do império português, propiciando-lhe diversas oportunidades e melhorias. Dentre essas destaca-se a implantação de uma fábrica de pólvora na sede do antigo “Engenho da Lagoa”, de propriedade de Rodrigo de Freitas, cujas ruínas dos muros atualmente integram os limites da instituição. Por decreto real de 13jun1808, o príncipe-regente Dom João (futuro rei D. João VI), em nome de sua mãe incapacitada -rainha Dona Maria I-, “Manda tomar posse do engenho e terras denominadas da Lagoa Rodrigo de Freitas”, para criar naquele espaço o Jardim de Aclimação, com a finalidade de aclimatar as plantas de especiarias oriundas das Índias Orientais: noz-moscada, canela e pimenta-do-reino. Np mesmo ano, a 11Out, recebeu o nome de Real Horto. (Wikipedia)

  4. SÍNDICO disse:

    MARIA FUMAÇA Tiradentes a S João del Rei. Em 1874, surgia a segunda ferrovia de Minas Gerais e a 13ª do Brasil, a Estrada de Ferro Leopoldina. Cinco anos depois, nascia a Estrada de Ferro Oeste de Minas, inaugurada no dia 30set80, ligando a Antônio Carlos a Barbacena e Barroso. A EFOM foi considerada a ferrovia “mais” mineira, pois um ano após a inauguração, sua sede passou a ser em Sâo João Del Rei, resultado do esforço realizado pela comunidade local para que a ferrovia chegasse até à cidade. Nessa época, por onde passavava o trem já despertava o interesse e a emoção dos moradores. Alguns historiadores chegaram a considerar a Estrada de Ferro Oeste de Minas como a primeira ferrovia do estado, já que as demais possuíam suas sedes no Rio de Janeiro. A ferrovia de São João del-Rei possuía características bastante peculiares, que a tornaram muito especial. Sua bitola estreita, de 76 centímetros, a fez herdar o carinhoso apelido de “Bitolinha”. A ferrovia chegou a antigir 602 km de extensão e pode ser considerada uma das raízes do que viria a ser, anos mais tarde, a Ferrovia Centro-Atlântica, herdeira da malha Centro-Leste brasileira, a partir do da desestatização da Rede Ferroviária Federal., em 01set96. Desde sua fundação, a ferrovia nunca parou de funcionar. O tráfego ferroviário nos 12 quilômetros do trecho entre São João Del Rei a cidade histórica de Tiradentes ainda atrai muitos turistas e moradores locais, interessados em viajar pela história, a bordo das centenárias locomotivas, orundas da Estrada de Ferro Oeste de Minas. O complexo Ferroviário de São João Del Rei, onde está localizado o Museu Ferroviário, tombado pelo patrimônio histórico, em 03ago89, nos convida a fazer uma viagem da origem ao crescimento das ferrovias no Brasil. Uma história que vem, há mais de um século, acompanhando os acontecimentos do País e deixando saudosas lembranças na memória das famílias brasileiras. Uma história marcada, acima de tudo por cultura, arte e emoção. Para mais informações e reservas de passeios acesse a página oficial da empresa responsável: http://www.vli-logistica.com.br/sustentabilidade/trem-turistico/

  5. Bruno 7L RJ disse:

    Faltou a Disney!

  6. Fabrício disse:

    Serve!

  7. Flavio Carneiro disse:

    Eu só não conheço o Parque dos Falcões (Sergipe) e as Missões (RS), nas demais atrações já estive. Faltou incluir na lista Porto Seguro, Museu Imperial (Petrópolis), Diamantina/Serro (MG), Inhotim…

    • Flavio Carneiro disse:

      As notícias do Cruzeiro andam tão ruins que o melhor é falar de turismo mesmo… Nem cruzeiro marítimo estou arriscando fazer.

    • SÍNDICO disse:

      De acordo. Inhotim, Diamantina, Serro, Petrópolis e Congonhas valem viagens educativas para os filhos crescidinhos.

  8. Leonardo Matarelli disse:

    A “fase ruim” parece não ter fim. Hoje pela manhã nosso time master conseguiu mais uma proeza: derrota para o América, na Toca II, por 1×2. América, 18º colocado na segundona…e não adianta argumentarem que foi treino, etc, etc. Pra eles também foi…

    • Leonardo Matarelli disse:

      E gente que assistiu disse que o time rodou na mesma toada das últimas rodadas do brasileiro…

      • Leonardo Matarelli disse:

        Ou seja: tudo leva a crer que esse mês de julho vai aprofundar ainda mais a crise, levando-a definitivamente para dentro de campo.

  9. Ronaldo disse:

    Meu filho acha o máximo ficar nas escadas da estátua do Tiradentes em Ouro Preto. Já fizemos isso duas vezes e tenho que negociar para sair de lá.

  10. Ronaldo disse:

    Outro passeio clássico com crianças, que já fiz, é em Caxambu. Nesse minha esposa estava junto. Foi fantástico. Meu filho tinha três anos. Andar de charrete é um sucesso. O cavalo se chamava Guaraní e o charreteiro Se Zé.

    • SÍNDICO disse:

      Caxambu é bom pra crianças e idosos. Pra estimular o interesse pela Biologia, História, Geografia e outras disciplinas, existem destinos mais apropriados.

  11. Ronaldo disse:

    Rio de Janeiro não é lugar para passear. O trem lá é muito tenso. Bang bang.

  12. Ronaldo disse:

    Valeu pelas dicas. Interessantes!