Desconcentrar o futebol, uma obrigação

Por SÍNDICO | Em 2 de dezembro de 2009

Rodrigo Oliveira

Encerradas as séries B e C, – com a mácula de um jogo para 5 pagantes – ficaram definidos os clubes que disputarão as duas divisões mais importantes do Campeonato Brasileiro em 2010.

  1. SP: São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Barueri, Santos, Santo André, Guarani, Portuguesa, São Caetano, Bragantino, Ponte Preta, Guaratinguetá.
  2. RJ: Flamengo, Botafogo, Fluminense, Vasco, Duque de Caxias.
  3. MG: Atlético-MG, Cruzeiro , Ipatinga, América.
  4. GO: Goiás, Atlético-GO, Vila Nova.
  5. PR: Coritiba, Atlético-PR, Paraná.
  6. RS: Internacional, Grêmio.
  7. SC: Avaí, Figueirense.
  8. BA: Vitória, Bahia.
  9. PE: Náutico, Sport.
  10. CE: Ceará, Icasa.
  11. DF: Brasiliense.
  12. RN: América.
  13. AL: Asa.

Numa avaliação quantitativa, temos o seguinte verificamos que apenas 13 unidades da Federação (48,1%) estarão representadas nas duas séries mais importantes do futebol brasileiro.

  1. SP: 12 clubes, 30,0%
  2. RJ: 5 clubes, 12,5%
  3. MG: 4 clubes, 10,0%
  4. GO: 3 clubes, 7,5%
  5. PR: 3 clubes, 7,5%
  6. RS: 2 clubes, 5,0%
  7. SC: 2 clubes, 5,0%
  8. BA: 2 clubes, 5,0%
  9. PE: 2 clubes, 5,0%
  10. CE: 2 clubes, 5,0%
  11. DF: 1 clube, 2,5%
  12. RN: 1 clube, 2,5%
  13. AL: 1 clube, 2,5%

Agrupando os clubes por região teremos:

  1. Sudeste: 21 clubes, 52,5%
  2. Nordeste: 8 clubes, 20,0%
  3. Sul: 7 clubes, 17,5%
  4. Centro-Oeste: 4 clubes, 10,0%
  5. Norte: 0, 0,%

Levando-se em conta estes números, observamos os seguintes aspectos:

  • 14 Unidades da Federação (mais da metade ou 51,9%) não possuem representação;
  • Mais de 40% dos clubes concentram-se no eixo RJ e SP;
  • Somente a Região Sudeste tem mais da metade dos clubes nas duas principais divisões. As demais Unidades da Federação (22 Estados e o DF) são representadas por 19 clubes, menos de um por Estado;
  • A Região Norte não possui um representante sequer;
  • A parte ocidental do Brasil não está representada nas divisões principais do campeonato;
  • Clubes tradicionais como Juventude, Criciúma, Santa Cruz, Fortaleza, Sampaio Correia, Moto Club, Nacional, Mixto, Operário, Campinense, Treze, CSA, CRB, Sergipe, Confiança, Botafogo-PB, Desportiva, Rio Branco, Londrina, Paissandu, Remo e outros não aparecem mais no mapa do futebol de temporada longa;
  • Espírito Santo, Pará, Amazonas, Sergipe, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, tradicionais formadores de craques estão fora da temporada;

O sistema do futebol brasileiro é excludente. Vai de encontro ao que dispõe a Constituição Federal, que tem vários dispositivos normativos destinador a promover o equilíbrio do desenvolvimento socioeconômico entre as diferentes regiões do país.

O social da palavra “socioeconômico” tem implicações na cultura e, consequentemente,  no futebol.

Em vista disto, é dever do poder público intervir neste sistema excludente.

Uma solução de curtíssimo prazo seria exigir que a CBF alterasse o regulamento da Série C dando a cada região uma vaga a Série B.

É preciso fazer modificações para que haja um equilíbrio mínimo entre as diversas regiões do Brasil nesta parcela da atividade cultural que é o futebol.

Rodrigo Oliveira, 30, cruzeirense, administrador público pela Escola de Governo Paulo Neves de Carvalho, trabalha no Governo Federal, nasceu em Belo Horizonte, mora em Brasília.

71 comentários para “Desconcentrar o futebol, uma obrigação”

  1. rdish disse:

    Faltou a série D, que é composta por representantes de todos os estados. Apenas para informação, porque minha opinião eu sei que não conta pra esse assunto.

  2. rdish disse:

    Prefiro brincar de especular, do que discutir esses assuntos que surgem nos espasmos de delírio relativo ao assunto. Daqui a pouco, vão querer exigir que empresas como a Vale, a ArcelorMittal e outras sejam OBRIGADAS a estar em todos os estados para dirimir desigualmente. Isso é populismo puro e simples. Não se evita concentração econômica assim. Tampouco se evita concentração futebolísticas com calendários complicados. Vamos as especulações, que ganhamos mais: 1) Será por isso que não foi anunciado o patrocínio do Cruzeiro?

    • Alan Mendonca disse:

      Rdish, o que faria um banqueiro forte e que tem dividas a receber do falido franguinho aceitar uma imposicao dessas?

    • Jorge Santana disse:

      Com todo respeito, rdish, mas vc falou besteira pra mais de metro. Burrices a dar com pau. Seguindo seu tosco “raciocínio” seria o caso de mandar a Fifa tirar asiáticos, africanos e centro-americanos da Copa. E o que o governo mais faz é distribuir incentivos para a interiorização do desenvolvimento. Que preguiça!

      • rdish disse:

        Só na sua cabeça que meus argumentos dariam essa conclusão, JS. Sua teoria sem pé nem cabeça é má fundamentada justamente por essas opiniões infundadas. Você tem uma dificuldade enorme com as opiniões contrárias a sua teoria, isso é que fica bem evidente. Tanto que sempre tenta criar fatos em cima de informações que não existem. Mas entendo, isso é coisa de teimoso, e como eu também o sou, entendo como se sente. É ruim para um teimoso admitir um erro.

      • rdish disse:

        Bom, sobre essa sua conclusão absurda, usemos um pouco dela, para comprovar a minha idéia. A Copa do Mundo tem uma divisão relativamente justa de vagas, considerando o número de países e a tradição dos mesmos nas competições de futebol. Mas considerando a porcentagem de clubes campeões e o número de títulos de cada um deles, conclui-se ou não que a Copa do Mundo também é concentradora?

      • Jorge Santana disse:

        Não te chamo de cavalgadura em respeito ao seu vasto currículo, mas de distraído posso te chamar, Ok? O texto não é meu. É do Rodrigo. Ele escreve e vc me ataca? Sei que vc não percebe certos detalhes, mas não me obrigue a ficar o tempo todo te informando com quem vc deve debater. Enche o saco ficar te avisando sempre quem é o autor dos textos.

      • rdish disse:

        Sejamos justos, JS. Eu não te ataquei desta vez. Só citei seu nokme num post abaixo, somente referenciado sua idéia de modelo de campeonatos… E foi depois de você me chamar de burro.

      • Jorge Santana disse:

        Ora, mas eu disse justamente que não ia te chamar de burrro. Nem se vc merecesse, eu te chamaria de burro.

      • rdish disse:

        Mas disse que ‘falei burrices a dar com o pau’.
        De qualquer forma, fique tranquilo. Não fiz ataque algum a sua pessoa.

      • Jorge Santana disse:

        Burros não falam. Logo falar burrice não coisa de burro. Então, se vc fala burrices, é pq vc é humano.

      • rdish disse:

        Tem razão. Interpretei mal.

    • Naldo disse:

      Cabe ao Cruzeiro usar a sua força. 1 – Exigir uma negociação em separado, cada clube cuidando do seu interesse e se dando o valor que merecesse. 2 – Esperar uma melhor proposta e dar uma banana pras as frangas. 3 – Se não aparecer proposta melhor, negocia com quem estiver interessado, mesmo que pagando menos e dê uma banana pras frangas. 4 – Se isto é verdade, em hipótese nenhuma o Cruzeiro deve se submeter a qualquer imposição das frangas. Pecado mortal, imperdoável.

  3. Celso disse:

    Todo dia ela faz
    Tudo sempre igual
    Me sacode
    Às seis horas da manhã
    Me sorri um sorriso pontual
    E me beija com a boca
    De hortelã…

    Todo dia ela diz
    Que é pr’eu me cuidar
    E essas coisas que diz
    Toda mulher
    Diz que está me esperando
    Pr’o jantar
    E me beija com a boca
    De café…

    Todo dia eu só penso
    Em poder parar
    Meio-dia eu só penso
    Em dizer não
    Depois penso na vida
    Prá levar
    E me calo com a boca
    De feijão…

    Seis da tarde
    Como era de se esperar
    Ela pega
    E me espera no portão
    Diz que está muito louca
    Prá beijar
    E me beija com a boca
    De paixão…

    Toda noite ela diz
    Pr’eu não me afastar
    Meia-noite ela jura eterno amor
    E me aperta pr’eu quase sufocar
    E me morde com a boca de pavor…

  4. Dilson C. Louback disse:

    Rodrigo, muito interessante este levantamento. Gostaria de ver tb a comparação deste estudo, com um que nos mostrasse o percentual do PIB de cada estado da federação na economia do Brasil. Sou capaz de apostar que ñ teríamos uma diferença muito grande.

    • Romarol disse:

      % PIB a preço de mercado – 2007
      Fonte: IBGE

      1. SP 33,92
      2. RJ 11,15
      3. MG 9,07
      4. RS 6,64
      5. PR 6,07
      6. BA 4,12
      7. SC 3,93
      8. DF 3,76
      9. GO 2,45
      10. PE 2,34
      11. ES 2,27
      12. CE 1,89
      13. PA 1,86
      14. MT 1,60
      15. AM 1,58
      16. MA 1,19
      17. MS 1,06
      18. RN 0,86
      19. PB 0,83
      20. AL 0,67
      21. SE 0,63
      22. RO 0,56
      23. PI 0,53
      24. TO 0,42
      25. AM 0,23
      26. AC 0,22
      27. RR 0,16

      1. Sudeste 56,41
      2. Sul 16,64
      3. Nordeste 13,07
      4. Centro-Oeste 8,87
      5. Norte 5,02

    • Romarol disse:

      1. SP: 12 clubes, 30,0% SP 33,92%
      2. RJ: 5 clubes, 12,5% RJ 11,15%
      3. MG: 4 clubes, 10,0% MG 9,07%
      4. GO: 3 clubes, 7,5% GO 2,45%
      5. PR: 3 clubes, 7,5% PR 6,07%
      6. RS: 2 clubes, 5,0% RS 6,64%
      7. SC: 2 clubes, 5,0% SC 3,93%
      8. BA: 2 clubes, 5,0% BA 4,12%
      9. PE: 2 clubes, 5,0% PE 2,34%
      10. CE: 2 clubes, 5,0% CE 1,89%
      11. DF: 1 clube, 2,5% DF 3,76%
      12. RN: 1 clube, 2,5% RN 0,86%
      13. AL: 1 clube, 2,5% AL 0,67%

      13,13% do PIB sem representatividade (não é pouco)
      Correlação fraca para os Estados de GO, PE e CE.

  5. Mauro França disse:

    Que o modelo é concentrador, não há dúvida, é só conferir o post. Só discordo em relação à intervenção estatal, desnecessária. Os critérios de participação nos torneios deviam ser mais claros, mas não deveriam ser impostos. Uma eventual intervenção do governo certamente descambaria para o populismo, demagogia e troca de favores.

    • rdish disse:

      Ai que está um erro. Não existe um ‘modelo concentrador’. A concentração ocorre por si só, enquanto existirem vencedores e perdedores. É natural que aqueles mais bem-sucedidos com mais frequência tendam a manter esse ‘status-quo’. E numa mudança de modelo, apenas mudará a forma de concentração. Não há como correr disso.
      Mas minimizar é plenamente possível. E nem é preciso mudar calendário para isto.

      • Mauro França disse:

        Mais de 50% dos estados sem representante nas Séries A e B. 40% dos times do eixo RJ-SP, nenhum clube da região norte. Metade dos clubes do Sudeste. Pencas de clubes tradicionais (e seus torcedores) longe das disputas. Se isto não é concentração, não sei qual nome deveriamos dar.

      • rdish disse:

        Não disse que isso, França. Disse que a concentração não ocorre por causa de um ‘modelo de futebol concentrador’, e sim porque a concentração é consequência da diferenciação econômica, e que ela ocorreria com qualquer modelo que fosse.

  6. rdish disse:

    Acho legal o blogueiro bater na tecla da concentração, pois o exagero dela pode sim acabar com o esporte. Eu não creio que existam formas de cortar 100% da concentração, mas acredito em formas de minimizá-la, ou ao menos os efeitos dela. O que eu insisto ser um erro, é achar que estaduais de pontos corridos e competições ‘a la Champions League’ nacionais piorariam a concentração, ao invés de amenizar, mas como esse assunto não está neste post, não vou estender de novo nesse assunto.

  7. Renato-SP disse:

    Gostei do levantamento. Porque esse debate nunca surge de maneira correta e honesta na mídia do eixo? Os revoltados da turma do bate-bola da eSPn por exemplo devem estar carecas de saber, mas pra que discutir coisa séria né? Na concorrente e dona do campeonato eu nem cogito. Equidade na distribuição das cotas é o mínimo que poderia se exigir. Senao fica assim: “ó, os times de sp e rio vão receber quase o dobro de vocês (resto do brasil) e no final do ano vocês tem que fazer uma campanha tão boa quanto a deles. Sem cair pra 2ª divisão hein?”. Revisão séria com o objetivo de incluir todo o país deveria ser a 1ª coisa a ser feita.

  8. Branchio disse:

    O poder público não atua nem quando o safado é flagrado colocando a propina na meias ou cuecas. Ah, já ia me esquecendo! Nosso folgado presidente já falou que “a imagem não fala por si”. Nenhuma surpresa para quem recebe com honras de Estado o sinistro fantoche dos aiatolás. Agora só falta o Kim Jong-il desembarcar no Planalto Central. Tristes trópicos.

    • Leo Vidigal disse:

      Sei, o presidente falar que “O que fala por si é todo um processo de investigação, todo um processo de apuração. Quando estiver toda a apuração terminada, a Polícia Federal vai ter que apresentar um resultado final”, logo depois da frase citada por voce, nao vale. Se ele tivesse condenado o Arrudao de cara, muitos iriam se levantar contra o pré-julgamento. Alguém na posicao do presidente nao pode fazer isso, até porque fizeram e continuam fazendo isso com ele no caso do mensalao (e se calam nesse caso do mensalao do D.E.M e também no caso do mensalao mineiro). Realmente, tristes trópicos esses.

      • Leo Vidigal disse:

        E aquele chamado de “folgado”, continua: “Espero que o Congresso Nacional tenha a maturidade para compreender que grande parte dos problemas que acontecem com dinheiro tem a questão da estruturação partidária como razão. Então, vamos mudar urgentemente e fazer a reforma política. A reforma política é condição fundamental para a gente evitar que problemas como esse continuem a ocorrer”. Realmente, é muito folgado e desinteressado esse senhor. Haja má-vontade!

  9. Damas disse:

    O Rdish é teimoso prakarai. Mas nesta estou com ele. “Quem não tem competência, que não se estabeleça”!!!!

    • A questão aqui não é de teimosia. O RDish, além de teimoso, é muitas outras coisas… mas a questão aqui é travestir uma idéia fixa tentando mostrar firulas que fogem ao tema principal.
      Vou repetir a pergunta que fiz noutro comentários.
      QUEM quer e POR QUE quer a desconcentração do Futebol Brasileiro. Coisa mais absurda apresentar teorias para algo que tá sendo escondido. Desconcentrar PRA QUÊ?

      • Sou capaz de apostar que alguns torcedores de alguns times não querem ser de uma determinada divisão por saberem que farão papel de otários. Certo é o Rio Branco de Andradas que, convidado para a Série B, declinou do convite dado saber que não tinha pernas. E agora me aparece mais um teórico-adesista achando que desconcentraçào resolve algum problema. Nem o blogueiro oficial consegue fazer melhor.

      • Romarol disse:

        Teórico-adesista foi demais. Obrigado.

  10. rdish disse:

    Especulação Número 2:
    Na lista de discussão, o povo está debatendo sobre uma fala da Dimara Oliveira, no programa ‘Minas Esporte’. Segundo eles, a Dimara ouviu do Eduardo Maluf que UM ATACANTE PARA SER TITULAR ABSOLUTO foi contratado pelo Cruzeiro, mas que seu nome não pode ser revelado. A lista está tentando chutar quem seria tal atacante. Fred? Washington? Borges? Fernandão? Difícil saber, até porque a informação pode não ser verídica.
    E coincidência ou não, segundo o site FutebolInterior, quem está vindo pro Cruzeiro é o JÓBSON, do Botafogo. Por empréstimo.
    http://www.futebolinterior.com.br/news.php?id_news=107604

    • simone b de castro disse:

      Eu também assisti ao programa, rdish. Estou tentando adivinhar quem seria. Mas se for o Jóbson, ficarei decepcionada. O que ele fez até agora para ser considerado titular absoluto? Só pelo jogo contra o SP? E quanto ao fato do Kalil “ditar regras” para o patrocínio do Cruzeiro pelo BMG, simplesmente absurdo, como tudo o que vem do lado escuro da lagoa! Cabe ao ZZP não aceitar!

      • Leo Vidigal disse:

        É desmoralizar todo o trabalho feito pela diretoria. E se o banco aceitou isso, nao merece ter seu nome associado ao Cruzeiro Esporte Clube.

  11. Gleyton disse:

    Plenamente de acordo de que o poder público intervenha com regras claras e transparentes para desconcentrar o futebol brailsiro. Afinal, se isto não for feito pelo próprio poder público será feito por quem? Pela CBF? Pelos cartolas? Pelos empresários de futebol? Faz-me rir.

    • rdish disse:

      Não sei não. Lei para tentar controlar algo que é praticamente incontrolável?
      O nosso país mal tem competência para controlar coisas mais básicas…
      E é bom lembrar que a FIFA é contra a interferência estatal na gestão do futebol. Não sei até onde poderia atuar o Estado sem ferir essa premissa.

    • Mauro França disse:

      Intervenção estatal é a pior coisa que poderia ser feita. Não conserta nada, pelo contrário, periga de estragar mais ainda. Campo fértil para populismo e demagogia.

    • Mario Lucio Vaz disse:

      Então tem que fazer o mesmo no campeonato mineiro e outro por ai.

    • JOTAFRANCO disse:

      Que que é isso meu caro? E daí com a intervenção federal criaríamos a FUTELBOLBRAS, com incentivos do Banco Nacional de Desenvolvimento do Futebol – BANDEF? Estatização do futebol é coisa da antiga URSS e seus ex-satélites comunistas.

    • Gleyton,
      Me explique uma coisa. Prá quê desconcentar o futebol brasileiro?
      O Rodrigo fez um bom levantamento mas que não me prova e nem justifica nada.
      Se os torcedores do Santa Cruz entendem e querem a desconcentração que lutem por ela.
      não existe revoluçào de modelos feitos por cima.
      Que o articulista que escreveu o texto não entenda isso e não consiga mostrar PRA QUE E POR QUE desconcentrar é compreensível. Mas extendo a pergunta a você e todos que querem desconcentrar o futebol brasileiro.

      • Romarol disse:

        Futebol além de desporto, também é cultura. A cultura regional deve ser preservada. A rivalidade sadia de torcedores locais deve ser resguardada. A tentativa de suprir a rivalidade dos torcedores paraenses (Remo e Paissandu) ou dos torcedores pernambucanos (Santa, Sport e Náutico) é tentar acabar com a cultura local, regional. Viajar ao Maranhão e ver pessoas torcerem para Vasco e Flamengo que ficam mais de dois mil quilômetros de distância ao invés de torcerem por seus times locais é triste. A globalização faz o mesmo quando meninos brasileiros acompanham o Real e Milan ao invés de comprar uma camisa do Cruzeiro ou Santos. Daí o motivo de desconcentrar o futebol.

      • Romarol,
        Me desculpe mas você não conhece o país que você mora e muito menos a CULTURA que deve ser preservada. Dar dinheiro ao futebol a pretexto de função sócio-cultural e deixar à míngua a verdadeira cultura como tem acontecido é o fim da picada.
        Nem se eu – que sou apaixonado com esportes e principalmente futebol – nos meus maiores momentos de loucura e insanidade faria tal proposiçào’.
        Música, artesanato, teatro, cinema, merecem muito mais o título de CULTURA.

      • Romarol disse:

        Evandro, eu não escrevi em nenhum lugar em “dar dinheiro ao futebol”. Sou radicalmente contra colocar dinheiro público no futebol. A elite dos protagonistas (jogadores e técnicos da Série A) recebem salários de 1 mês que equivalem a renda de uma vida inteira de um cidadão brasileiro. Sou a favor de o governo estabelecer metas junto a CBF e C13 em busca de desconcentrar o futebol com objetivo de preservar as rivalidades locais e ainda distribuir cotas de TV de forma mais harmônica e equilibrada.

  12. JOTAFRANCO disse:

    rdish,
    Corremps o risco de ser o Val Baiano.

  13. Rodrigo,
    Excelente trabalho de levantamento e distribuições. Entretanto, a questão da sua opinião, pueril (a opinião, entenda bem!) e a frase “…Em vista disto, é dever do poder público intervir neste sistema excludente…” me aterrorizam. O regime militar e os governadores da Arena não conseguiriam fazer melhor (lembrei-me de um bordão do tipo: “… onde a Arena vai mal, um time no Nacional…” Em todo caso, principalmente com alguns reacionários, tradicionalistas e cabeças-dura, deve fazer sucesso.
    Sugestão: Aprimora o trabalho de levantamento e coloca pesos nos times e estados em função de PIB e torcedores. Talvez fique mais atrativo. “dever do Poder Público”… jamais vou me esquecer. PUTZ!

  14. Embora bem escrito, e com certa lógica… o levantamento do Rodrigo deveria ficar SEPARADO da opinião dele… fica sem graça a gente ficar rindo de algums pérolas… Colocar o estado do Espírito Santo como “celeiro” de craques é uma PIADA. Não dá para encher nem uma mão de “craques” do Espirito Santo na história do Brasileiro. Mas como para defender esta tal “desconcentração” vale TUDO… vamos que vamos… “exigir da CBF a alteração do regulamento da Série C”. Aqui… FALA SÉRIO!!!

    • Celso disse:

      Uma excelente sugestão seria o rebaixamento de 6 clubes da série A todo ano. Os 3 últimos vão para as série C. Os outros 3 para a série B. Os 3 primeiros da série C e os 3 primeiros da séria B sobem para a série A. Assim, sempre teriamos clubes de várias partes do Brasil na série A. Times da série C não sobem para a série B. Vão sempre direto para a série A, lembrando, os 3 primeiros. E não existe rebaixamento na série B. Sacou a parada?

    • Jorge Santana disse:

      Vc não queria que o Espírito Santo produzisse tantos craques quanto São Paulo, né Evandrão? Ou queria? Tem que prestar atenção nas proporções.

  15. Naldo disse:

    Eu gostei do Post. Gostei do assunto, claro. Distribuição de cotas no futebol brasileiro não existe. Estamos apenas acompanhando uma tendência mundial.
    São Paulo eu tiro fora nas comparações pois é um outro Brasil. Comparo dentro da realidade – RJ, MG e RS.
    RJ – 5 Clubes: 2 clubes na série A, 2 indefinidos entre A ou B e 1 na B. Pode ficar assim, 3 na A e 2 na B – MG – 2 na A e 2 na B – RS – 2 na A. A situação dos gauchos ja esteve melhor. MG esta bem próxima do RJ e melhor do que o RS.

  16. Cuné disse:

    Como diria Evandrão, não há revolução que venha de cima. Mas se fosse pra fazer uma, acho que seria mais viável lutar pela igualdade nas cotas de TV do que pela “descentralização”. Até porque também não vi nenhum motivo ou maneira de se fazer isso. Como disse alguém aí em cima, quem tem competência se estabelece. E no caso, quem não tem, desce.

  17. Geniba disse:

    Nao sei porque tanto espanto. O futebol é somente um reflexo do cenário sócio-econômico do país. Assim como é na Argentina, por exemplo. Um post tão grande como esse pra concluir que a riqueza futebolística está concentrada no sudeste?

  18. Celso disse:

    Já que todos querem reduzir a desigualdade entre os clubes, em MG poderiamos dividir a renda da televisão igualmente com os clubes do interior. E também, se algum clube for campeão num ano, cai de divisão. Assim, poderiamos ter um rodízio de times entre as divisões. Além disso tudo, esse papo de bi-campeão, tri-campeão, etc… é coisa de capitalismo selvagem.

  19. Jorge Santana disse:

    O mais engraçado é que o coro dos contentes não consegue perceber que, ano após ano, o futebol brasileiro mais se atola em dívidas e fica menos competitivo. Mas é o tal negócio: se o Juca e o Teixeirão querem assim, assim tem de ser. Afinal, alguma coisa eles devem saber mais do que nós, pobres idiotas. Então, nem na Série C se pode mexer. A perfeição existe. E foi bolada pelo Teixeirão e pelo Juca.

  20. Jorge Santana disse:

    Governo não tem de se meter no futebol. Nem mesmo dando dinheiro de estatal pra ajudar o Vasco. Mas o establishment do futebol devia interiorizar o esporte, não de concentrá-lo à exaustão como está fazendo. Devia aprender com o Havelange, que fez isto na Fifa. E a Série C, de certa forma, já é regionalizada e irriga a B com times que, noutro regulamento, não apareciam nela nem a pau. Mas poderia ser mais democrática ainda. Se é pra ter apenas time de regiões ricas, por que não acabar logo com o Morrinhão e deixar o paulistão cumprir o papel de campeonato nacional? Ficaria mais barato e, nem por isto, menos emocionante.

  21. Frede disse:

    O futebol é reflexo da economia do país… O Sudeste é o maior PIB disparado do país…

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