Dança da Chuva

Por Jorge Angrisano Santana | Em 25 de agosto de 2010

A desfaçatez continua. O talentoso Jonathan não encontraa gramado que lhe convenha.

Após o empate com o Grêmio decretou: “A Arena do Jacaré já deu!”. Agora, ele volta a choramingar:

“A gente não está jogando em casa, nossa casa é o Mineirão. Estamos sempre pingando aqui e ali e não estamos conseguindo nos adaptar ao gramado, mas temos que achar melhor forma para jogar em casa e voltar a vencer. Esses pontos são importantes.”

O diretor Valdir Barbosa, outro que desancou a Arena do Jacaré, dá sinais de que pode voltar atrás. Basta o Corpo de Bombeiros aumentar a capacidade do estádio de Seven Lakes.

Ora, bolas!, mas a capacidade da Arena tem sido até maior do que do Ipatingão. E a torcida tem lotado os dois estádios pra torcer pelo Cruzeiro, não pelos adversários.

Não cabe reclamação, pois.

Dizer que o Cruzeiro não tem estádio é ofender os torcedores do interior que, por onde o time passa, o recebem com festa e esforçam-se pra animá-lo nos jogos.

E eles não têm culpa de um clube que está prestes a completar 90 anos não ter estádio próprio.

O atual presidente já anunciou 47 vezes a contrução de uma arena e, no entanto, o clube continua dependente dos favores do poder público para praticar seu negócio particular.

Melhor seria recolher-se a um silêncio obsequioso e parar de arranjar justificativas para o péssimo futebol do time.

E lembrar que, também no Mineirão, também, a equipe deixou pontos contra Avaí e Santos.

“Nunca descartamos 100% a Arena do Jacaré. Somos um clube sem teto, estamos encontrando muitas dificuldades na readaptação. O vestiário não é aquele que está acostumado, você não se identifica. Vamos ao Parque do Sabiá, depois podemos fazer mais jogos na Arena do Jacaré, a gente espera que solicitações do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público tenham sido atendidas e o estádio possa comportar público maior. Podemos voltar a jogar na Arena se gramado estiver melhor.”

Chega de chororô. Ele só deixa a equipe mais fraca animicamente. Esta mania de choramingar já deu. Já deu muito mais do que jogar em Sete Lagoas.

Pra finalizar, os chorões deveriam conferir o estado dos gramados do Barradão, da Vila Belmiro e do Maracanã, que andam lastimáveis. Muito piores do que o da Arena do Jacará.

E lembrar ainda que, com 16% de umidade do ar, não se consegue um relvado inglês nem com reza brava.

Jonathan e Barbosa, ao invés de chorar, deveriam praticar a dança da chuva. Com ela a cancha ficará mais fofa.

Só não podem entrar em êxtase e dançar além da conta pra não virar lamaçal que nem aconteceu em Salvador na decisão da Copa do Brasil.

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