Dança da Chuva

Por SÍNDICO | Em 25 de agosto de 2010

A desfaçatez continua. O talentoso Jonathan não encontraa gramado que lhe convenha.

Após o empate com o Grêmio decretou: “A Arena do Jacaré já deu!”. Agora, ele volta a choramingar:

“A gente não está jogando em casa, nossa casa é o Mineirão. Estamos sempre pingando aqui e ali e não estamos conseguindo nos adaptar ao gramado, mas temos que achar melhor forma para jogar em casa e voltar a vencer. Esses pontos são importantes.”

O diretor Valdir Barbosa, outro que desancou a Arena do Jacaré, dá sinais de que pode voltar atrás. Basta o Corpo de Bombeiros aumentar a capacidade do estádio de Seven Lakes.

Ora, bolas!, mas a capacidade da Arena tem sido até maior do que do Ipatingão. E a torcida tem lotado os dois estádios pra torcer pelo Cruzeiro, não pelos adversários.

Não cabe reclamação, pois.

Dizer que o Cruzeiro não tem estádio é ofender os torcedores do interior que, por onde o time passa, o recebem com festa e esforçam-se pra animá-lo nos jogos.

E eles não têm culpa de um clube que está prestes a completar 90 anos não ter estádio próprio.

O atual presidente já anunciou 47 vezes a contrução de uma arena e, no entanto, o clube continua dependente dos favores do poder público para praticar seu negócio particular.

Melhor seria recolher-se a um silêncio obsequioso e parar de arranjar justificativas para o péssimo futebol do time.

E lembrar que, também no Mineirão, também, a equipe deixou pontos contra Avaí e Santos.

“Nunca descartamos 100% a Arena do Jacaré. Somos um clube sem teto, estamos encontrando muitas dificuldades na readaptação. O vestiário não é aquele que está acostumado, você não se identifica. Vamos ao Parque do Sabiá, depois podemos fazer mais jogos na Arena do Jacaré, a gente espera que solicitações do Corpo de Bombeiros e do Ministério Público tenham sido atendidas e o estádio possa comportar público maior. Podemos voltar a jogar na Arena se gramado estiver melhor.”

Chega de chororô. Ele só deixa a equipe mais fraca animicamente. Esta mania de choramingar já deu. Já deu muito mais do que jogar em Sete Lagoas.

Pra finalizar, os chorões deveriam conferir o estado dos gramados do Barradão, da Vila Belmiro e do Maracanã, que andam lastimáveis. Muito piores do que o da Arena do Jacará.

E lembrar ainda que, com 16% de umidade do ar, não se consegue um relvado inglês nem com reza brava.

Jonathan e Barbosa, ao invés de chorar, deveriam praticar a dança da chuva. Com ela a cancha ficará mais fofa.

Só não podem entrar em êxtase e dançar além da conta pra não virar lamaçal que nem aconteceu em Salvador na decisão da Copa do Brasil.

21 comentários para “Dança da Chuva”

  1. Damas disse:

    O futebol mineiro perdeu o glamour com a ausência de jogos em Beagá. Se tem uma coisa que faz a diferença no futebol é a presença do torcedor cativo, aquele que lê as notícias, que acompanha os programas de rádio e TV, aquele que vai acompanhando o ônibus do clube buzinado de alegria rumo ao Mineirão. Tá certo que jogador ganha muito para jogar bem em qualquer canto, mas não é assim que funciona. Posso estar dando um depoimento meio romântico, mas por conhecer a minha terra e a minha gente, tanto CAM, quanto o CEC estão jogando fora de casa todas as partidas – e isto afeta os resultados!!!!

    • Dylan disse:

      sábio Damas…

      • Alan Mendonca disse:

        Damas, concordo cm voce, o torcedor do interior, que prestigia o time somente em algumas ocasioes tem perfil totalmente diferente do torcedor cativo. Por isso, acredito que o torcedor do Corinthians ou Flamengo no Parque do Sabia nao fará nenhuma pressao no Cruzeiro. Os times de BH estao mesmo sentindo fata do Mineirao, mas nao adianta ficar chorando, tem que pelo menos escapar da zona.

    • Hermes disse:

      Tenho que concordar, estive em Ipatinga neste fim de semana e observei que a atmosfera do ambiente é diferente, muito mais amistosa. Foi um grande erro da diretoria em não definir sua casa, seja onde for, ficar mudando igual cigano não leva a nada. Não é atoa que os 3 grandes do Rio reclamam de jogar no Engenhão. Só um detalhe; na hora de empurrar a bola para rede, pode ser até no Campista em Ermida, os caras não podem falharem.

  2. Alan Mendonca disse:

    Confesso que diante do atual panorama, se o Cruzeiro contratar o Levice ano que vem eu nao me surpreederia, o que sera um retrocesso imenso.

    • Binho disse:

      Não sei porque. Levir sempre monta times competitivos. Não morro de simpatia por ele mas em vista do que há disponível no mercado, é um bom nome.

      • Binho disse:

        Retrocesso mesmo seria Marcos Aurélio. Totalmente ultrapassado.

      • Alan Mendonca disse:

        Ai voce apelou ne binho, so faltou falar no Ivo Wortmann. Se o Cruzeiro chamar um desses caras estaremos fufu. O Levice ate monta bons times, mas nao consigo digerir aquele campeonato de 98.

      • Matheus Reis disse:

        Uai… Mas Marco Aurélio ganhou uma Copa do Brasil, logo fez um grande trabalho, né.

        Não morro de amores pelo Levir, mas também não o odeio mortalmente como muita gente. A reta final de 98 foi pra tirar o couro do time. Nego abriu o bico legal.

      • Binho disse:

        Não atribuo a Levir, a perca daquelas finais. PErdeu pra times melhores que o dele. Com a LA de 2009.

  3. Binho disse:

    Tem é que jogar bola ou a vaca vai pro brejo. Ou comemos a grama, boa ou não, na série A, ou vamos pastar na série B. Lá sim, teremos campos espetaculares e bem conservados.

  4. Matheus Reis disse:

    A postura tem que a ser a mesma quando se perde um grande jogador por contusão séria. Vai fazer falta, mas precisamos nos acostumar.

    Ficar com essa muleta não vai levar à nada. É cômodo e engana o torcedor. Tô falando; daqui a pouco nego vai começar a falar de pão, manteiga e gols nadegais.

    Se o time estivesse ganhando, tava todo mundo elogiando a força do torcedor no interior e que tais.

  5. Só de brincadeira, fingindo que essas declarações não passam de desculpas vazias, pela boa lógica significaria que o Cruzeiro seria rebaixado com essas adversidades. Pois jogando fora do Mineirão sente-se um estranho e não vence por isso, o que dirá na casa do adversário?

  6. simone b de castro disse:

    Só dou razão aos jogadores em relação ao GRAMADO da Arena do Jacaré, que era mesmo muito ruim, o que, claro, dificulta o bom toque de bola. Até o patético reclamou. Agora em Ipatinga, em Uberlândia, não há esse problema. Esse papo de Mineirão não pode se tornar desculpa. Claro que o torcedor aqui é diferente, mas se for assim, o que dizer de jogar na casa dos adversários, como bem disse o Victor? Quantas vezes o Cruzeiro jogou fora e ganhou? Cruzeiro é time grande demais para ficar com esse papo de “casa”. A casa do Cruzeiro é o mundo! Os jogadores estão todos acostumados a isso, pelamor! Cuca, meu filho, chama esse pessoal à responsa!

  7. Rogério disse:

    Uma coisa tem que ser feita, define uma cidade e manda TODOS os jogos nela até o final do Campeonato, criaria uma identidade com este local, acostumariam com as condições e dimesnsões deste gramado, chega desta postura itinerante caça votos…

  8. Cleber Mendes disse:

    A estiagem prolongada e a baixa umidade do ar em Uberlândia são fatos. Mas isso não pode servir de justificativa para outra má atuação do time. O Jonathan conhece o relvado do Parque, jogou aqui no ano passado, embora em situação climática oposta, pois choveu muito naquele dia. O que esses jogadores devem fazer é encararem o pavão mysterioso e se superarem. Mas, cá entre nós, eu acredito que o Cruzeirão MultiSuperCampeão vencerá o duelo contra os gambás, tanto no campo quanto nas arquibancadas.

  9. claudio(xina)lemos disse:

    O falta de assunto. Repisar o que já foi exaustivamente discutido. Para querer deitar guela a baixo a sua opinião. A vida segue.

  10. Chiabi Jr. disse:

    É fato que o Mineirão vai ficar um bom tempo “contundido”.
    Fato também que não teremos o Independência em 2011.
    Então, ficar choramingando por não ter casa, não resolve e leva a nada!!!
    O gramado da Arena Lagoa Azul está sendo ajustado, estão deixando a grama crescer um pouco mais, e, pelo que consta, tem dimensão apenas 1 metro a menos que o do Mineirão.
    É sabido também que jogadores não gostam de Sete Lagoas porque o alambrado é muitíssimo perto do campo e a pressão da torcida é muito grande. Mas se o time joga bem, a torcida apoia o tempo todo, e essa pressão será total sobre o adversário.

  11. Romarol disse:

    Um post, “coragem pra dizer a verdade”…

  12. Naldo disse:

    Todos tem as suas razões mas o Mineirão esta fechado e não vai abrir agora, se os jogadores do Cruzeiro continuarem a chorar a falta do Mineirão, os estádios da segundona em 2011 serão ainda piores.