Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (IV)

Por SÍNDICO | Em 11 de abril de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Depois do bicampeonato do Santos em 62/63, o Cruzeiro foi o terceiro clube brasileiro a chegar a uma final de Libertadores. Em 68, o Palmeiras perdeu para o Estudiantes; em 74, o São Paulo foi batido pelo Independiente.

Após garantir sua classificação, o tetracampeão mineiro teve que esperar quase dois meses para conhecer o seu adversário na grande final. Quando encerrou sua participação no Grupo 1, o 2 ainda não estava decidido.havia encerrado suas disputas.

River Plate e Independiente terminaram empatados em número de pontos. A vaga foi decidida numa partida extra em 16jul76, apenas cinco dias antes da final, e que terminou com a vitória do River por 1×0.

Entre os 4×1 sobre a LDU no Mineirão, em 30mai76, e a primeira partida da final, marcada pra 21jul76, o Cruzeiro fez 11 jogos pelo Campeonato Mineiro. Foram 8 vitórias e 3 derrotas, duas delas em clássicos contra América e Atlético.

Às voltas com contusões e suspensões, Zezé Moreira utilizou vários reservas, entre eles Hélio, Valdo, Isidoro, Ronaldo, Roberto César, Silva, Mariano e Eli Mendes.

Apenas no último jogo antes da final, contra o América, em 18jul76, vitória de 1×0, Zezé pôde escalar a formação titular com as voltas de Zé Carlos, depois de um mês afastado devido a uma contusão na coxa, e Piazza.

Finalmente, na quarta-feira, 21jul76, o Mineirão recebeu pela primeira vez na sua história uma final de Libertadores. Diante de mais de 58 mil pagantes, Cruzeiro e River Plate começaram uma das mais espetaculares finais do torneio.

Belo Horizonte viveu intensamente o clima da partida. Na entrada do estádio, a Rádio Itatiaia distribuiu panfletos com a letra do Hino Nacional e seu comentarista, Osvaldo faria, pediu que a torcida o cantasse como faziam as hinchadas dos países vizinhos.

E o Mineirão cantou em uníssono. E só atravessou no verso “Onde a imagem do Cruzeiro resplandece”, que não foi cantado, mas gritado. E com os tambores da torcida marcando o ritmo para o potente naipe de sopros da Banda da Polícia Militar.

O Cruzeiro começou pressionando, partindo pro ataque. Desfalcado de Daniel Passarella e Beto Alonso, o River se fechou na defesa tentando contra-atacar, sem muito sucesso. Nos primeiros minutos, utilizou a linha de impedimento. Quando ela não resolvia, seus defensores recorriam às faltas.

Na primeira delas, Fillol não quis barreira e teve que se esticar pra espalmar a cobrança de Nelinho. Aos 21, Zé Carlos lançou Palhinha, que ganhou na corrida de Perfumo e foi derrubado na entrada da área. Dessa vez, Fillol montou a barreira com seis jogadores, mas Nelinho soltou uma bomba indefensável e a bola entrou no canto esquerdo do goleiro.

Aos 29, Joãozinho desarmou JJ López na intermediária, tabelou com Palhinha, passou por Roberto Perfumo e cruzou. A bola saiu alta, Palhinha só conseguiu raspá-la com a cabeça deixando pra Eduardo Amorim a tarefa de recolhê-la, driblar Héctor López, antes de ir ao fundo pra cruzar na medida. No segundo pau, Palhinha só teve o trabalho de colocar a bola fora do alcance dos zagueiros que, em cima da linha, tentavam proteger o arco portenho.

O jogo ficou ainda mais complicado para os argentinos quando, aos 33, Fillol se chocou com Palhinha e foi substituído por Landaburu. Aos 40, Palhinha recebeu lançamento de Piazza, nas costas da zaga, e ficou na cara do gol. Palhinha descreveu o lance, para a Placar:

  • “Eu vi que ele abriu os braços, deu uns passos para a frente e parecia que vinha para cima de mim. Mas mudou de idéia. Quando tentou voltar, eu joguei a bola por cima dele.”

Com 3×0, o Cruzeiro voltou para o 2º tempo disposto a administrar o resultado, poupar energias e jogar no contra-ataque. O River, que não tinha mais nada a perder, foi pra cima tentando descontar a vantagem e, logo aos 5 minutos, Luque perdeu grande chance chutando pra fora, quando estava mano a mano com Raul.

Numa saída de bola errada da defensiva celeste, Sabella, o melhor do River na partida, dominou, passou por Vanderlei e foi derrubado na área por Darci Menezes. Pênalti, que Oscar Más converteu aos 18 minutos.

Aos 35, Palhinha fez fila na defesa argentina e lançou pra Jairzinho, que passou entre Comelles e Perfumo, driblou Landaburu e perdeu o ângulo. Mas viu a chegada de Valdo, que entrara no lugar de Piazza, e rolou a bola, que o volante só teve o trabalho de tocar pro gol vazio.

Cruzeiro 4×1 River Plate, 21jul76, jogo de ida da finl da Libertadores 1976, Mineirão, Belo Horizonte – Público: 58.720 pagantes – Renda: Cr$1.633.680,00 – Juiz: Vicente Lobregat (Venezuela) – Gols: Nelinho, 21, Palhinha, 29 e 40 do 1º tempo; Más, de pênalti, 18,Valdo, 35 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Valdo) e Zé Carlos; Eduardo Amorim (Ronaldo Drummond), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / River Plate: Ubaldo Fillol (Luis Landaburu), Pablo Comelles, Roberto Perfumo, Lonardi e Héctor López; Reinaldo Merlo, Juan José López e Alejandro Sabella; Pedro Gonzalez, Leopoldo Luque e Oscar Más. Tec: Angel Labruna. Notas: 1. Perfumo foi campeão da Libertadores e do Mundial em 67, pelo Racing. Jogou entre 71 e 74 pelo Cruzeiro. Defendeu a Seleção Argentina nas Copas de 66 e 74. 2. Fillol, Passarella (que jogou apenas a 2ª partida), Luque, titulares, e Alonso (que não jogou a 1ª partida), reserva, foram campeões mundiais em 78. 3. Labruna é um dos maiores ídolos do River. Como jogador, fez 515 jogos e marcou 293 gols entre 1939 e 1959. Foi técnico entre 68 e 70 e entre 75 e 81. 4. Sabella conseguiu sua vingança pessoal contra o Cruzeiro conquistando a Libertadores 2009 como treinador do Estudiantes.

A tabela do Campeonato Mineiro marcava um clássico justamente no domingo seguinte, que acabou esvaziado e disputado pelos reservas. Como os rivais estavam disparados na liderança da fase final, a FMF cancelou a última rodada e marcou uma melhor de 4 pontos pra decidir o campeonato, que por falta de datas seria realizada apenas em 1977.

O Cruzeiro foi pra Argentina sabendo que enfrentaria uma guerra. Ainda que o Monumental de Nuñez não fosse acanhado como os estádios de Avellaneda e de Rosario, onde o time sucumbira no ano anterior, o clima seria de pressão total, com 90 mil torcedores cantando e empurrando seu time. Dentro de campo, a catimba dos argentinos.

Um empate garantia o título. Em caso de derrota, por qualquer placar, haveria um terceiro jogo, já que o saldo de gols não era critério de desempate.

Em entrevista à Placar, Zezé Moreira falou sobre o que esperava do jogo:

  • “Eles farão mais ou menos o que realizaram aqui no segundo tempo, quando estavam perdendo por 3×0. Se desdobraram, exercendo uma forte pressão sobre a nossa defesa, mas fomos nós que marcamos um gol. Lá em Buenos Aires, eles partirão assim no primeiro tempo e temos meios para surpreendê-los.”

Zezé tinha razão. Na quarta-feira, 28jul76, o River começou pressionando. Mesmo sem Fillol, contava com as voltas de Passarella e Beto Alonso, seu maior talento. E abriu o placar aos 9 minutos, em cobrança de falta de JJ López.

Depois do gol, o Cruzeiro teve grande chance com Jairzinho, que ficou cara a cara com Landaburu, chutou em cima dele, pegou o rebote e mandou por cima do gol ao tentar encobrir Perfumo, que fazia a cobertura.

A pressão seguiu e o Cruzeiro não estava bem. Piazza errava passes e obrigava Zé Carlos a se desdobrar pra dar conta do trio Merlo, López e Alonso. No ataque, Jairzinho e Palhinha não conseguiam tramar jogadas e Joãozinho era bem marcado por Comelles. Mas a defesa segurou o rojão e o River teve poucas chances reais no 1º tempo.

No 2º tempo, o Cruzeiro voltou fulminante e, logo aos 2 minutos, Palhinha concluiu pras redes uma jogada de Piazza, Zé Carlos e Jairzinho, que trocaram passes curtos. O time cresceu com o empate, mas quando jogava melhor e dava a impressão de que poderia vencer, Jairzinho se envolveu numa discussão com Perfumo e ambos foram expulsos.

Jairzinho ficou inconformado:

  • “O juiz fez tudo premeditadamente. Não queria que eu jogasse e me expulsou. Não posso acreditar: foi muito castigo para uma falta que não houve. O Perfumo e eu estávamos discutindo – essas coisas que dentro de campo acontecem normalmente. Falava pra ele que jogar do jeito que estavam jogando era deslealdade: pegavam a gente sem bola, despistando, e a gente não podia fazer nada para não ser expulso. Cuspiram na minha cara o tempo todo. O pior é que eles agradeceram muito o tratamento, a lealdade com que foram recebidos em Belo Horizonte e retribuíram com pedras. O Perfumo, na hora da expulsão, estava me dizendo que era aquilo mesmo: “Nós temos que ganhar essa de qualquer maneira e vamos ganhar”.

Mesmo bem na partida, o Cruzeiro acabou sofrendo o segundo gol, em um lance que traduz o que era jogar na Argentina naqueles tempos com toda a pressão e intimidação sofrida pelos adversários e pelo juiz.

Aos 30, Luque chutou à queima-roupa, Raul espalmou, a bola subiu e caiu na pequena área. Vanderlei, que tentava tirar, foi seguro acintosamente pelo centroavante e Pedro Gonzalez, com o corpo, empurrou a bola pra dentro do gol. Qual juiz no mundo teria coragem de anular o lance?

Nos acréscimos, quando o River jogava com nove depois da expulsão de JJ López, o Cruzeiro perdeu boa chance de empatar, aos 48, quando Nelinho cruzou e Palhinha, na pequena área, errou a cabeçada.

Depois do jogo, Zezé desabafou:

  • “Os argentinos fazem de tudo dentro de campo. São sujos, desonestos. Vale tudo pra não perderem no campo deles. Esse jogo foi uma lástima. Se tivesse jogado assim antes, o Cruzeiro teria sido eliminado no Paraguai.”

Cruzeiro 1×2 River Plate, 28jul76, jogo de volta da final da Libertadores 1976, Monumental de Nuñez, Buenos Aires – Público: 90.000 – Renda: 653.331 pesos – Juiz: José Martinez Bazán (Uruguai) – Gols: JJ López, de falta, 9 do 1º tempo; Palhinha, 2, Pedro Gonzalez, 30 do 2º –  Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Valdo) e Zé Carlos; Eduardo Amorim (Ronaldo Drummond), Palhinha, Jairzinho e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / River Plate: Luis Landaburu, Pablo Comelles, Roberto Perfumo, Daniel Passarella e Hector Lopez (Lonardi); JJ Lopez, Reinaldo Merlo, Norberto Alonso; Pedro Gonzalez, Leopoldo Luque e Oscar Más (Alejandro Sabella). Tec: Angel Labruna.

Não houve tempo pra descanso. O terceiro jogo aconteceria 48 horas depois em Santiago do Chile. O Cruzeiro não teve Jairzinho, substituído por Ronaldo. O River perdera quase toda a defesa titular. Fillol já estava machucado. Roberto Perfumo, Daniela Passarella e Héctor López ficaram fora de ação.

Na sexta-feira, 30jul76, o Estádio Nacional recebeu mais de 40 mil torcedores, a maioria favorável ao Cruzeiro. Os jogadores entraram em campo carregando uma bandeira chilena e com ela saudaram o público no meio de campo. Depois, posaram para fotos.

O jogo foi uma guerra. Os argentinos usando todo o seu repertório de catimbas, apelando pra entradas duras, mas também com chegadas de categoria. O Cruzeiro, sentindo falta de Jairzinho, jogando na base do toque de bola e das jogadas individuais de Joãozinho.

Logo de cara, Nelinho, chutando de curva, e Joãozinho concluindo na rede pelo lado de fora, assustaram os argentinos. Aos 23, Joãozinho roubou uma bola no ataque, Vanderlei jogou na área e Urquiza cortou com a mão. O juiz marcou pênalti e foi cercado pelos argentinos. Aos 25, Nelinho deslocou Landaburu e abriu o placar.

O River respondeu com dois ataques perigosos. No primeiro, Alonso apareceu livre na entrada da área, escorregou e o chute não saiu forte. No segundo, Raul fez milagre pra defender um chute de Oscar Más.

O segundo gol nasceu de uma roubada de bola de Eduardo no meio de campo, seguido de um lançamento para Palhinha, que tentou encobrir Landaburu. O goleiro saiu da área, e defendeu. Zé Carlos recuperou a bola, tabelou com Ronaldo, que driblou um marcador na entrada da área e rolou para um chute violento de Eduardo, que acertou o ângulo direito estabelecendo 2×0.

Dois minutos depois, Pedro Gonzalez levantou na área, Luque caiu e o juiz marcou pênalti. Oscar Más converteu aos 13 e foi substituído logo depois. Os jogadores celestes cercaram o juiz e catimbaram e a cobrança.

O jogo ficou intenso, com jogadas violentas dos dois aldos. Aos 16, o juiz marcou falta de Vanderlei. Enquanto os cruzeirenses reclamavam, o Alonso bateu rápido e Urquiza chutou cruzado. Raul nem foi na bola. Os jogadores celestes foram pra cima do juiz e do bandeira. Repórteres, fotógrafos, policiais, invadiram a cancha.

Com o empate, renasciam velhos fantasmas. Será que o Cruzeiro perderia outra decisão?

Aos 42, Vanderlei roubou uma bola no meio e passou para Palhinha, que se livrou de um marcador, driblou Lonardi e recebeu um pontapé. Falta quase na meia-lua. Oito jogadores do River formam a barreira. Piazza quer rolar a bola rapidamente pra Palhinha chutar pegando os argentinos de surpresa. Nelinho pisa no pé do Capitão pra impedir que ele fizesse a cobrança rápida. Enquanto os dois discutem, Joãozinho, que estava à espreita, bate de curva no ângulo direito de Landaburu, que nem esboça reação. Golaço.

Joãozinho saí correndo feito um louco pela pista de atletismo. Explode uma briga. Alonso e Ronaldo são expulsos. Fim de jogo. O Cruzeiro é campeão da Libertadores! Piazza ergue a taça em meio a fotógrafos e bicões. Ele conta:

  • “Se houvesse prorrogação, eu não teria dado conta. No intervalo, a dor no púbis estava insuportável e eu pedi pra pedi pra tomar infiltração, mas, no fim da partida, o efeito da anestesia já estava acabando…”

Faltava um ato. Após ergueram a taça, os jogadores se ajoelham em círculo e rezaram  em memória de Roberto Batata. Emocionante!

Na Revista do Cruzeiro, edição de 26nov96, Osvaldo Faria, Chefe da Equipe de Esportes da Rádio Itatiaia contou um pouco do que viu na decisão:

  • Cenas que eu nunca esqueço – Trinta de julho de 1976. Três dias antes, a gente estava em Buenos Aires para a segunda partida Cruzeiro e River. Deu River. Foi necessário o terceiro jogo. Na manhã seguinte, todo mundo amanheceu na porta da Varig, na Avenida Colón. Havia poucos lugares no vôo Buenos Aires Santiago porque a decisão tinha ido para a capital dos chilenos. Começava ali a pressão psicológica. A delegação estava com o coração preso. Poucos dias antes, morrera um dos nossos. O Cruzeiro tinha jogado em Lima. Venceu. Depois do jogo, todo mundo teve que se deitar no ônibus porque chovia pedra de todo lado. E naquele drama, surge a alegria do Roberto Batata, zombando de quem se deitava. Na volta, após uma viagem cansativa, ele pegou o carro e se mandou para Três Corações. Não chegou lá. Bateu o carro na estrada e morreu. Todos nós que tínhamos viajado juntos, ficamos traumatizados. Ganhar a Libertadores era uma questão de honra. Todo mundo queria dedicar o título à memória do Batata. Na terceira partida, em Santiago, o Cruzeiro fez 2×0. O River empatou. E Joãozinho fez aquele incrível terceiro gol, já nos descontos. O gol da “molecagem” como foi chamado na época. Mas outro homem foi quase o responsável pelo título. Ninguém se lembra dele. Estava no banco. Nem era jogador. Três a dois, os argentinos em cima. No último minuto, no último ataque, o juiz deu uma falta em cima da risca da área. Contra o Cruzeiro. Era quase um pênalti. Foi ali que apareceu o anjo salvador. O preparador físico Lacerda invadiu o campo correndo, pegou a bola, deu um bico nela para as arquibancadas. Os argentinos saíram correndo atrás dele. O pau quebrou. O jogo ficou parado. Acabou a pressão do River. Não saiu o gol do empate. O Cruzeiro se reuniu no campo e rezou pela alma do Roberto Batata. Cenas que eu nunca esqueço. Estão aqui. Como se estivessem acontecendo agora.

Cruzeiro 3 x 2 River Plate, 30jul76, jogo-extra da final da Libertadores 1976, Estádio Nacional, Santiago, Chile – Público: 35.182 – Juiz: Alberto Martínez (Chile) – Gols: Nelinho, de pênalti, 24 do 1º tempo; Eduardo, 10, Más, de pênalti, 13, Urquiza, 1, Joãozinho, de falta, 43 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza (Valdo), Zé Carlos e Eduardo Amorim, Ronaldo Drummond, Palhinha e Joãozinho. Tec: Zezé Moreira / River Plate: Luis Landaburu, Pablo Comelles, Lonardi, Héctor Ártico e Urquiza; Sabella, Reinaldo Merlo e Norberto Alonso; Pedro Gonzalez, Leopoldo Luque e Oscar Más (Crespo). Tec: Angel Labruna.

Resumo da campanha

  1. Jogos – 13, com 11 vitórias; 1 empate; 1 derrota; 46 gols pró e 17 gols contra.
  2. Adversários: Sport Club Internacional (Brasil), Club Sportivo Luqueño, Club Olímpia (Paraguai), Liga Deportiva Universitária (Equador), Club Alianza (Peru) e Club Atlético River Plate (Argentina).
  3. Time base: Raul Plassmann; Nelinho, Moraes, Darci Menezes e Wanderley Lázaro; Wilson Piazza. Zé Carlos e Eduardo Amorim; Jairzinho, Palhinha e Joãozinho.
  4. Artilheiros: 13 gols -Palhinha; 12 gols -Jairzinho; 8 gols – Joãozinho; 6 gols – Nelinho; 2 gols -Roberto Batata e Ronaldo Drummond; 1 gol -Darci Menezes, Eduardo Amorim e Valdo.
  5. Atletas: 13 jogos -Raul (Raul Guilherme Plassmann, goleiro); Nelinho (Manoel R. de Matos Cabral, lateral-direito); Eduardo (Eduardo Amorim, meia); Moraes (José Francisco de Moraes, beque central). 12 jogos -Wanderley (Wanderley Lázaro, lateral-esquerdo); Jairzinho (Jair Ventura Filho, meia-esquerda); Joãozinho (João Soares Almeida Filho, ponta-esquerda); 11 jogos -Zé Carlos (José Carlos Bernardo, meia-direita); Piazza (Wilson da Silva Piazza, centromédio); Palhinha (Vanderlei Eustáquio de Oliveira, centroavante); 10 jogos – Darci (Darci Menezes, quarto-zagueiro); 06 jogos – Roberto Batata (Roberto Monteiro, ponta-direita); Osíris (Osíris de Paiva, quarto-zagueiro); 05 jogos -Ronaldo (Ronaldo Gonçalves Drumond, ponta-direita); 04 jogos -Isidoro (Raimundo Isidoro da Silva, centromédio); 02 jogos – Silva (José Gabriel da Silva, centroavante); 01 jogo – Mariano (Mariano Noé Schimitz, lateral-direito); Valdo (Euriovaldo Teixeira, meia armador).
  6. Equipe técnica: Técnico: Zezé Moreira (Alfredo Moreira Júnior). Auxiliar Técnico: Benecy Queiróz – Preparador físico: Antonio Lacerda.
  7. Médicos: Antônio Ronaldo Nazaré, José Vicente e Carlos Piñon.
  8. Staff: Massagistas: Escócio e Guido – Enfermeiro: Leo – Roupeiro: José Pascoácio – Cozinheiro: Coquinho.
  9. Diretoria: Presidente: Felício Brandi – Vice-presidentel: Carmine Furletti – Vice-presidente de futebol Profissional: Adil de Oliveira – Diretores de Futebol: Elias Barburi e Ari da Frota Cruz – Tesoureiro: Geraldo Moreira – Supervisor: Mario Tornelli.

Pra conferir a façanha celeste:

  1. Compacto da TV Chilena, com 15 minutos de duração, histórico Parte I
  2. Compacto da TV Chilena, com 15 minutos de duração, histórico Parte II
  3. Reportagem do SBT, com imagens da torcida assistindo ao jogo em bares de BH
  4. Terceiro gol, com narração de Vilibaldo Alves e participação de Carlos Cesar Pinguim

59 comentários para “Cruzeiro na Libertadores: 1976, a conquista (IV)”

  1. Ernesto Araujo disse:

    Não tem como publicar esse texto na parede dos vestiários da Toca II ? Só assim os que jogam agora saberão o valor daquele título e que não se ganha um torneio desse porte com nhenhenhém….

    • Chaves disse:

      O Marketing do Cruzeiro costuma pegar algumas coisas desse tipo antes de jogos decisivos. Além de levar ex-jogadores para dar uma pequena palestra antes dos jogos. Contra o Velez o escolhido foi o Piazza.

  2. Rodrigo-bsb disse:

    eu posso viver cem anos q

    • Chaves disse:

      Bem que vc está parecendo ter cem anos, custando a completar uma frase, hehehe. O que passa?

  3. Celso Libertadores disse:

    Essa última declaração do Piazza foi de arrepiar.

  4. Rodrigo-bsb disse:

    nao vou esquecer dessa Libertadores. O jogo contra o River, especialmente o primeiro tempo foi uam das maior exibições de um time de futebol que eu já vi na vida. seguramente,a maior do Cruzeiro. São muitas as lembranças daquele dia, especialmente de ter visto o jogo a tres cadeiras de proximidade do Tostão que ao contrário do que dizia o mito nao deixou de gostar de futebol e ia ao Mineirão. Do ultimo jogo nunca vou esquecer assim que o juiz apitou de um bebado passando na rua ali na Claudio Manoel e gritando o Cruzeiro é campeao mundial. A Libertadores de 76 sempre foi, é e será a maior emoção da minha vida de torcedor. Parabéns aos autores desse relato.

  5. Rodrigo-bsb disse:

    esse time foi a mais perfeita sintese de como técnica e raça se complementam.

  6. Moema (MFox) disse:

    A história já é gravada em nossa memória (embora eu não a tenha presenciado, pois estava na “barriga de mamãe”), mas não deixo de me emocionar toda vez que leio. Parabéns Jorge Santana e Mauro França por estas colunas, merecem ser reunidas em um livro – ou, modernamente, em um “hotsite” contando nossas páginas heróicas imortais. Falando em hotsite, pra quem ainda não conhece recomendo a leitura do lindo trabalho feito pelo Benny the Dog: http://www.benny75.com/hotsite/libertadores76/Default.htm

  7. Mauro França disse:

    Apenas uma observação: O Osvaldo Faria enfeitou um pouco o seu relato. Não houve falta pro River no último minuto. A briga na verdade começou logo após o terceiro gol, como se pode ver no compacto da TV chilena e na narração do rádio, quando o Pinguim estava comentando o gol. Mas a confusão realmente começou com o Lacerda e Alonso, que inclusive foi expulso.

    • Arthur disse:

      MAURO, vc não está lembrado, havia simmuma falta e muita catimba, o LACERDA entrou em campo e eisolou a bola, os arrentinos subiram pelas tamancas, foi aquele aspecto psicológico, a falta foi batida a barreira amorteceu, RAUL não chegou nela, mas cjho que foi DARCIO, cortou e isolaram lá pra frente e o árbitro encerrou o jogo. E os arrentinos voaram em cima do árbitro qeurendo “mais prorogação enquanto o nosso povo fazia a festa e o banco invadiu o campo. Por muito pouco não acontece uma 3.a pancadaria. Sobre CRU 4×1 RIVER, assisti com meu pai, e foi das poucas vezes que vi ele tão feliz com futebol, depois de 70. Na verdade após o jogo contra o BAYERN, meu pai não mais voltou ao Mineirão. ABS/ART

      • Mauro França disse:

        Não é isso que mostra o compacto da TV chilena, Arthur. A briga começou logo depois do gol, basta ouvir a narração do rádio, o Pinguim ainda está comentando o gol quando fala da briga.

      • Arthur disse:

        A Filmagem da TV Chilena não mostrou a falta contra o nosso gol… é disso que estou lhe lembrando, e os arrentinos foram todso pra nossa área, e havai toda uma confusão formada, acontece qeu em decorrencia do chute do Radialista, o jogador arrentino foi atrás dele e foi expulso. Isso antes de baterem a falta. lamento se a TVchilena não mostrou tudo…

      • Mauro França disse:

        A TV chilena mostra a expulsão a expulsão do Alonso, que foi depois da briga que estourou na sequencia do gol. Mais claro impossível. A briga estourou depois do gol do Joãozinho. E no compacto aparece o juiz apitado o fina do jogo, num lance bem diferente do que vc narrou.

  8. Celso Libertadores disse:

    Demais! Apenas uma observação, para efeitos de coerência de publicação. Há nomes incompletos.
    http://www.benny75.com/hotsite/libertadores76/popup_07.html

  9. Palmeira. disse:

    Mais um belo relato desses cruzeirenses que nos orgulham, Mauro e Jorge. Foi uma alegria muito grande vivenciar esta conquista inédita para o futebo mineiro. Com ela o Cruzeiro escreveu, de forma definitiva, seu nome entre os principais clubes do Brasil e do mundo.

  10. Renato-SP disse:

    Fora o engasgo na garganta falar o que? Que timaço! Que jogo! Parabéns novamente aos guerreiros celestes.

  11. Beagá Azul disse:

    Coisas que só o Cruzeiro proporciona para a nossa terra.

  12. Celeste disse:

    Emocionante!

  13. Chaves disse:

    Opa. Até arrepiei aqui. Bom demais ser Cruzeiro! Nada melhor que começar um domingão, fazer uma leitura dessa e ouvir Sérgio Reis e Almir Sater. E parabéns a dupla Batman e Robin pelos textos.

  14. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    É muito bom lembrarmos disso tudo. Nessa época, eu, com 15 anos, não perdia um jogo no Mineirão. Se não dava para ir com alguém de carro, ia de ônibus mesmo e batalhava carona na volta. Bons tempos. O River tinha um timaço, jogadores da seleçao ( o veterano Más, Perfumo, Fillol, Passarela, Alonso, Luque), além de bons jogadores como JJ Lopez, Pedro Gonzalez, Merlo e o Sabella, técnico do Estudiantes.

  15. Elias, sempre na primeira disse:

    Hehehe..chique mesmo. Tunel do tempo by PHD. Tanto tempo e parece que foi ontem. Fichado num radio nas OC, cujo sinal cismava em sumir. Ai ficava por conta da imaginação…tempo bom!

    • Rodrigo-bsb disse:

      quem é quem é o craque Piazza com a bola no pé
      será Nelinho ou Jairzinho mas a bomba saiu do Joãozinho…

  16. Ernesto Araujo disse:

    É moçada… Nosso time teve Guerreiros dos Gramados não é de hoje !!!

    • Ernesto Araujo disse:

      Zeeeeeroo,
      Quem conhece a sua história
      De conquistas e vitórias
      Nunca mais se esquecerá !

  17. Chaves disse:

    Eu e Evandro, certza vez, tivemos a oportunidade de almoçar com Joaozinho e Elivelton, após um evento que ambos foram homenageados na loja do Cruzeiro. Na ocasião de lançamento de uma camiseta comemorativa das conquistas da Libertadores. Foi um dia marcante, pode almoçar com os autores dos gols dos títulos mais importantes de nossa história. O almoço ficou marcado por uma foto tirada pelo Fundamentalista do Evandro que jamais me enviou a foto.

  18. O terceiro gol na narração do Vilibaldo Alves é EMOCIONANTE… saudades do pinguim…

  19. Tenho o Jogo gravado no Chile em preto e branco… houve gravações dos jogos no mineirão ou Argentina ?

    • Danilo_VIX disse:

      Caramba, Sangue Azul, vejo que você é o senhor das gravações de TV aqui do PHD. Por acaso foi você quem falou aqui mesmo, em um post anterior, que havia gravado o Cruzeiro x Velez no Mineirão?

      • Sim esta gravado.. tenhos vários jogos gravados do Cruzeiro.. esse contra velez foi emocionante.,

      • Danilo_VIX disse:

        Então! Existe alguma forma de socializar (tenho medo de escrever essa palavra aqui no PHD) essa gravação?

      • Jorge Santana disse:

        Opa, pode escrever socializar sem problemas. Há socialistas democráticos espalhados pelo mundo. Aqui no Brasil, é que se faz confusão. Fascistas se dizem socialistas pra enganar os incautos. O que não vai rolar, nem que a vaca tussa, aqui, é defesa de ditadores, censores, torturadores, terroristas, racistas e afins. Quem insistir nisto terá de procurar algum blog que abrigue fascistas pra fazer proselitismo. Ficou claro?

      • Danilo_VIX disse:

        Claro e cristalino….

      • Logico, me manda um e..m.ail com seu endereco

      • Danilo_VIX disse:

        preciso do seu e-mail….

  20. Prezados Jorge Santana e Mauro França,
    Quem viveu esta decisão e é cruzeirense se lembrará de quão difícil e quão sofrida foi esta conquista. Os argentinos apelaram como sempre para a violência e para a intimidação, mas, após a queda do ano anterior, com a incorporação de jogadores tarimbados como Jairzinho e Ronaldo Drummond, o ótimo elenco do Cruzeiro, soube aguentar as catimbas e provocações e mais, não podia revidar… se fizessem isto estariam expulsos no ato. O Cruzeiro então se viu forçado a jogar bola e foi assim que seu Zezé armou o time, privilegiando a qualidade. Na final vacilamos ao permitir o empate deles, fiquei bravo demais com o lance do gol que tomamos na bola parada… Mas, foi dali que veio a inspiração a Joãozinho.

  21. E Joãozinho bateu a falta com muita, mas, muita categoria mesmo. A curva que a bola fez seria indefensável mesmo que o Landaburu não estivesse olhando a barreira. Se tem um lugar onde o Cruzeiro sempre atuou bem foi no estádio Nacional de Santiago do Chile… muitas lembrarão de Augusto Pinochet, mas, para mim, ali foi o solo sagrado que marcou a nossa 1a. conquista internacional. Valorizar o ato do Lacerda é uma forma de desmerecer todo o resto de nossos feitos. Ataque avassalador, time raçudo, as grandes exibições que fizemos especialmente nos 4×0 contra o Alianza em Lima, nas vitórias de 5×4 e de 2×0 contra o Internacional e também nas grandes partidas da final acima descritas. Jairzinho, Nelinho, Palhinha e Joãozinho jogaram demais.

    • Danilo_VIX disse:

      Sem querer comparar esse tiem histórico de ’76 com o de 2009 que chegou na final, mas uma coisa que me deixou confiante na conquista do título da Libertadores no ano passado foi exatamente a superação do elenco em jogos decisivos. Cito, por exemplo, o jogo contra o São Paulo e Grêmio. Por isso achei que o Cruzeiro levaria a LA 2009. Mas faltou um algo a mais.

  22. OT – Sindico os links do Post não bate com as descrições.. de uma olhada

  23. Só para se ter uma base só estes 4 jogadores marcaram na campanha 37 gols (o time jogou 13 vezes), ou seja, uma média de quase 3 gols / partida. Mas, o trabalho de Piazza, Zé Carlos e Eduardo Rabo de Vaca na armação foi simplesmente maravilhoso. E ninguém ganha título sem bons jogadores no meio-campo. E tem outro porém, DOR faz parte das conquistas… Tem hora que tem que ir pro pau… E aquele time foi macho com força. As pessoas não valorizam a Morais e Darci Menezes, mas, eram eles que impunham respeito na casa… bateu lá, toma aqui.Tudo isto é cenário da Libertadores, ontem e sempre… Muita coisa mudou. Os jogos hoje são transmitidos, reduziu a bandalheira, mas, a catimba persiste.

  24. Não se ganha a Libertadores apenas dentro de campo. Falar antes da hora, achar que já se ganhou qualquer jogo, mesmo contra times fracos é um grande risco. Tivesse o Cruzeiro encarado o Deportivo Itália com a mesma concentração que enfrentou ao Velez e teria produzido uma goleada histórica. Faltou algo na decisão do último 15 de julho… Faltou falar menos, aquelas entrevistas na GLOBO fizeram mal ao time. Discutir premiação na véspera da final é tiro no pé. E também o time atuar mal é problema. Dos 14 que estiveram em campo contra o Estudiantes apenas Henrique e Paraná atuaram normalmente. Todos os demais estiveram abaixo de suas possibilidades… Ai foi o maior problema. E o Estudiantes esteve num dia pouca coisa mais inspirado. Concorda Danilo_Vix ?

    • Palmeira. disse:

      Já escrevi isto aqui. Se tivessem blindado o time da badalação o resultado deveria ser outro. Todo dia, dia e noite, os jogadores do Cruzeiro estavam na mídia e babação de ovo reinava. Foi um desastre. Uma pena.

  25. ACRossi disse:

    Esta dupla JS e MF matam a pau. Arrepio até hoje de lembrar destes momentos. Estas são as verdadeiras paginas heróicas imortais. Estes posts tem que virar livros. Saudações celestes……

  26. Frede disse:

    Fantástico! A riqueza de detalhes dessa série de posts é impressionante. Praticamente vivi esses jogos. Parabéns a duplas Jota & França.

  27. Carlos Campos disse:

    ”E Mestre ! João Duarte do alto da sua experiência Cruzeirense deu o toque detalhista desse post. Pode parecer um detalhe pequeno. Pode parecer sem significado, ou quem sabe “síndrome de perseguiçao”, mas A HISTÓRIA SE REPETE com a HERANÇA FAMILIAR. Oswaldo Evangelista “faria’ ( Oswaldo Evangelista era seu nome, Faria foi aposto depois) e Bob Faria ! QUE COISA! Citar um lance de Antônio Lacerda como O GRANDE RESPONSÁVEL PELA CONQUISTA, reflete toda a ira, inveja, desespero, tentativa de desvalorizar , DO MAIS TÍPICO REPRESENTANTE DAS FRANGAS NA IMPRENSA MINEIRA. O restante é HISTÓRIA VERDADEIRA ! Ler o relato falso do chefe da equipe de esporte da rádio do emanuel carneiro, é mais UMA PROVA HISTÓRICA, que temos que conhecer nossa HISTORIA !

  28. Chaves disse:

    OFF: Guarani venceu o clássico contra o Itaúna em Divinópolis: http://guaranidivinopolis.com.br/site/?page_id=25

  29. Carlos Campos disse:

    A maior GLÓRIA DO FUTEBOL MINEIRO! Uma epopéia azul! 5 anos antes tinha acontecido a zebra do nacional de clubes 1971 (FATO QUE NÁO SE REPETIU E JÁ ENTRA NA PROXIMIDADE DA COMEMORAÇAO DE MEIO SÉCULO). Alguns devem se lembrar da desmoralizaçao que essa equipe sofreu em 1975, quando voltou eliminado da argentina. Escreveram na época uma crônica sobre “OS TIGRES DE PAPEL”, mostrando que nossos jogadores eram verdadeiros covardes. SALVE IMPRENSA MINEIRA! Certamente o que hoje fazem com nossos atletas servem de motivaçao, assim como o q faziam em 1975/1976! A falta de ética/moral dos elementos que militam nas radios, tvs e jornais de BH sáo historicas. JORGE SANTANA explica muito bem esse fenômeno no seu livro PAGINAS HEROICAS… Confere JS?

  30. Naldo disse:

    Todos os times campeões do Cruzeiro foram ou são formados por homens. Homens na acepção da palavra. Gente de fibra, valente, que não foge a luta. A história confirma isto. O Cruzeiro enfrentou na final da Libertadores de 1976 o que sobrou do confronto entre Independiente, (atual campeão) e River o melhor argentino daquele ano e com vários jogadores de seleção. Ganhou porque tinha futebol, tinha sina de campeão e contou com a malandragem do Joãozinho. Ele que aprendeu rápido com os espertalhões, brigões e como não poderia deixar de ser, tambem sabiam jogar futebol, os argentinos. Pra mim esta conquista foi juntamente com a de 1966 o maior triunfo celeste. O Cruzeiro gosta de quebrar hegemonias.

  31. Mauro França disse:

    Uma curiosidade é que não houve recepção aos campeões em BH. De Santiago a delegação seguiu direto para a Europa, onde fez uma excursão que se prolongou por todo o mês de agosto. Imagino como teria sido a festa se os jogadores tivessem voltado para BH.

  32. isso que o jorge e o mauro fazem aqui no blog tinha que ser pago.
    quem quisesse ler tinha que fazer uma senha diferenciada, com cartao de credito… é diferenciado. historico e emocionante.

    • Vamos fazer um Sócio do PHD. Quem pagar X quantia por mes tem direito a conteudo diferenciado, jogos e torneios historicos, filtro anti-cornetagem, direito de comentario virar post, direito de ter comentario negritado, uma Original de cortesia no churrasco do Tio Tate, um ingresso pra final do vôlei com o Voleivirei de guia, entre outros beneficios. Corneta paga 3 X e terá a ficha de inscriçao avaliada.

  33. Jorge Santana disse:

    Tá tudo muito legal, mas eu não concordo com esta história de catimba argentina, que sempre aparece a cada derrota pra eles. Já postei várias passagens do livro do Perfumo mostrando como se pena o futebol na Argentina. Não é jogo pra moças. Mas o que decide, de verdade, é bola na rede. E isto eles sabiam e sabem fazer muito bem. O Cruzeiro não perdeu em 67 para os uruguaios e em 75 para os argentinos por causa de catimba. Perdeu porque era inferior. Como perdeu em 09 por ser inferior ao Estuduantes. Em 77, foi uma fatalidade. Acontece. Agora, esse lero-lero de catimba, jogo comprado e pressão sobre juízes não cola. Com tudo isto, o River teve mais expulsos do que o Cruzeiro na decisão. E por aqui tb nunca se deu refresco pra adversário algum. Quem duvida, confira o que o Santos fez com o Milan no Maracanã em 1963. Não havia santos abaixo do Equador. Quem tem memória curta verifique quantos títulos brasileiros merecem o carimbo de marmelada. Nãos e joga futebol em convento. Ao menos, por enquanto.

  34. Douglas_Sorocaba disse:

    Essas série sobre a conquista de 76 é muito interessante pelo caráter informativo dos torcedores mais novos, como eu. Este ano teve dois acontecimentos marcantes para o maior clube brasileiro da temporada: o 1º grande título e o nascimento deste torcedor que vos escreve.

  35. Douglas_Sorocaba disse:

    Só quero saber uma coisa: cadê o post sobre o jogo de hoje???

    • Mauro França disse:

      O compacto está em duas partes, isso é que gerou a confusão. O link da segunda parte é o que está como a reportagem do SBT.

  36. Leo Vidigal disse:

    Sensacional! Aquela final no Chile me transformou em um verdadeiro cruzeirense. Estava me mudando para BH e já me considerava um torcedor azul, por influência dos meus primos, mas ainda não sabia realmente o que era ser torcer por esse time. Me lembro que cheguei na casa dos meus primos (hoje um deles é conselheiro do clube, como meu tio) e vimos esse jogo épico. Na hora da falta final, todos se deram as mãos e foi durante essa corrente que vimos o Joãozinho surpreender literalmente a todos naquele estádio e que estavam vendo o jogo pela TV e marcar o gol que nos deu a vitória! Este é mesmo um jogo inesquecível. Obrigado a todos os jogadores que nos trouxeram essa alegria imensa! Obrigado Mauro e Jorge por nos contarem essa história com propriedade e riqueza de detalhes.