Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (III)

Por SÍNDICO | Em 8 de fevereiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

[Clique para ler as partes UM e DOIS]

Depois da sofrida classificação para a fase semifinal, o Cruzeiro disputou sete partidas pela 1ª fase do Campeonato Mineiro, entre 20abr75 e 14mai75, antes de voltar suas atenções para o torneio sul-americano.

Os adversários na semifinal seriam os argentinos Rosário Central e Independiente, dois grandes times, especialmente o segundo, à época tricampeão da Libertadores.

O Independiente entrou diretamente na fase semifinal como campeão de 1974 (quando derrotou o São Paulo na final). O Rosário classificou-se como 1º colocado do Grupo 1, depois de uma disputa acirrada com o Olímpia do Paraguai e o rival Newell’s Old Boys, com o qual terminou empatado em pontos, vencendo pelo maior saldo de gols.

O clássico argentino abriu o Grupo B. Em 06mai75, jogando em casa, o Rosário derrotou o Independiente por 2×0. Na quarta-feira, 21mai75, Cruzeiro e Rosário se enfrentaram no Mineirão, que recebeu um público de 42.500 torcedores.

O Cruzeiro começou arrasador e abriu o placar logo aos 3 minutos. Dirceu Lopes, caindo pela ponta direita, avançou até a área e cruzou para Palhinha, que se antecipou ao zagueiro e completou para o gol.

A pressão durou até os 15 minutos, mas o time não conseguiu ampliar o marcador, seja por erros no último passe ou excesso de preciosismo. Depois o jogo ficou equilibrado. Mesmo com um maior volume de jogo, o Cruzeiro criou poucas chances de gol.

O Rosário chegou com perigo, aos 3 do 2º tempo, em uma cobrança de escanteio de Kempes. Aos 9, Mário Killer chutou de longa distância e Raul espalmou pela linha de fundo.

O Cruzeiro teve grande oportunidade aos 22 com Roberto Batata, que recebeu cruzamento de Joãozinho dominou no peito e bateu de voleio. A bola saiu rente à baliza.

Aos 24, o Cruzeiro finalmente conseguiu marcar o 2º gol. E foi um golaço. Piazza fez um lançamento longo para Palhinha, que na corrida deixou Pascuttini caído, driblou Daniel Killer e o goleiro Biasutto e tocou para o gol vazio à sua frente.

O Rosário teve grande chance para diminuir aos 30, quando Kempes se jogou na área e o juiz marcou pênalti. Pascuttini cobrou e Raul defendeu, mantendo a vantagem de dois gols.

Cruzeiro 2×0 Rosário Central, quarta-feira, 21mai75, Mineirão, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 42.500 – Renda: Cr$523.222,00 – Juiz: Jose Martinez Bazán (Uruguai) – Gols: Palhinha, 3 do 1º tempo e 24 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Souza) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho (Eli Mendes). Tec: Ílton Chaves / Rosário Central: Carlos Biassuto, Gonzalez, Daniel Killer, Jose Pascuttini e Mario Killer; Carlos Aimar, Eduardo Solari, Ramon Boveda (Cerminato), Roberto Cabral, Zavagno e Mario Kempes. Tec: Carlos Griguol –  Notas – 1. Os irmãos Killer, Boveda e Kempes jogaram pela Seleção Argentina na Copa América de 75. Na Copa de 78, Daniel Killer foi reserva e Kempes, o grande astro. 2. Com essa base, o Rosário conquistou o campeonato Nacional em 73 e foi vice do Nacional e do Metropolitano em 74. Chegou à Libertadores ao bater o San Lorenzo e o rival Newell’s old Boys, campeões de 74, num torneio seletivo que indicou os representantes argentinos na edição de 75.

Apenas 48 horas depois, na sexta-feira, 23mai75, o Cruzeiro voltou a campo para enfrentar o Independiente, então o tricampeão do torneio, com vários jogadores de Seleção no time. Mais de 46.000 torcedores foram ao Mineirão.

Os argentinos ameaçaram logo aos 3 minutos, quando Bochini lançou Rojas, que chutou pra fora. Aos 7, Joãozinho lançou Vanderlei, que chutou pra defesa de Perez.

Aos poucos, o meio de campo celeste foi se impondo e as chances de gol aparecendo. Aos 16, Perez fez grande defesa em chute de Roberto Batata. Um minuto depois, Dirceu Lopes arrancou em velocidade e só foi parado com falta no bico da grande área, pela direita. Nelinho soltou a bomba e acertou o ângulo de Perez, fazendo 1×0.

Nelinho ainda acertou o travessão em outra cobrança de falta, aos 29. O ataque do Independiente praticamente não ameaçou, graças a grande atuação do sistema defensivo celeste.

O Cruzeiro manteve o ritmo no 2º tempo. Joãozinho desequilibrava no ataque e a defesa anulava bem as tentativas do adversário.

Aos 24, Joãozinho bateu escanteio curto pra Eduardo, recebeu de volta e cruzou. Roberto Batata dominou, passou por Pavoni e bateu para o gol, sem chance defesa para Perez. O Cruzeiro ainda criou chances para ampliar, mas o 2×0 se manteve até o final.

Cruzeiro 2×0 Independiente, sexta-feira, 23mai75, Mineirão, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 46.136 – Renda: Cr$557.098,00 – Juiz: Edson Perez (Peru) – Gols: Nelinho, 17 do 1º tempo; Roberto Batata, 24 do 2º.  – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes (Souza) e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata, Palhinha e Joãozinho (Eli Mendes). Tec: Ílton Chaves / Independiente: Perico Perez, Comisso, Manuel Sá, Semenewicz, Ricardo Pavoni; Aldo Rodriguez, Ruben Galván; Percy Rojas (Ruiz Moreno), Balbuena, Ricardo Bochini e Daniel Bertoni. Tec: Pedro Dellacha. – Notas1: Bochini era o grande ídolo dos rojos, mas teve poucas chances na Seleção, em função da concorrência. Já veterano, participou, como reserva, da vitoriosa campanha da Argentina na Copa de 86. 2: Pavoni disputou a Copa América de 75. Bertoni e Galván foram campeões mundiais em 78, sendo que o primeiro jogou também na Copa de 82. 3: O Independiente disputou três finais do Mundial Interclubes. Ganhou em 73, batendo o Juventus da Itália (o Ajax desistiu de jogar). E perdeu em 72, para o Ajax, e em 74 para o Atlético Madrid (o Bayern Munich desistiu). Em 75, Bayern e Independiente não entraram em acordo quanto as datas e a final não foi disputada.

Como em 1967, o Cruzeiro abriu boa vantagem sobre os adversário e viajou pra Argentina precisando apenas de um empate pra se classificar à final.

Podia até mesmo perder as duas partidas por dois gols de diferença, desde que fizesse pelo menos um gol. Isto porque, no jogo da volta entre os argentinos, em 30mai75, o Independiente batera o Rosário, em Avellaneda, por 2×0.

O Cruzeiro tinha 4 pontos e 4 gols de saldo, com mais 2 jogos para fazer. Os argentinos tinham, cada um, 2 pontos e saldo de 0, com apenas mais um jogo por fazer.

Antes das partidas na Argentina, o Cruzeiro enfrentou o Esab na final da 1ª fase do Campeonato Mineiro, em três partidas disputadas em 25/28/30mai75. O primeiro jogo terminou 2×1.

Nos dois seguintes, o campeão mineiro fez 6×2 e 1×0, conquistou o título e um ponto extra para o quadrangular final, que seria disputado no início de 76. No último jogo, quatro dias antes de encarar o Rosário, Ílton Chaves escalou um time reserva.

Jogar na Argentina não era fácil. O clima era de guerra, com a torcida atirando tudo que fosse possível no gramado. Em campo, o repertório de catimbas incluía cusparadas, tapas, puxões e agressões variadas. Coagidos pelo clima hostil, os juízes fingiam não ver.

Mas é preciso reconhecer: acima de tudo, Rosário e Independiente tinham grandes times.

O jogo em Rosário foi disputado na terça-feira, 03jun75, sob um frio de 5º graus e com o campo enlameado. O Cruzeiro dominou o 1º tempo, mas não abriu o placar. O que aconteceria aos 4 do 2º, com um gol de Dirceu Lopes.

Mas o Rosário empatou aos 7, com Kempes cobrando pênalti inexistente, segundo a imprensa brasileira. O empate inflamou o time local, que não deu tréguas ao sistema defensivo do Cruzeiro. Aos 18, Cabral desempatou e, aos 33, Kempes fechou a conta. Nos minutos finais, o Cruzeiro reagiu e criou situações de perigo, mas não conseguiu diminuir o marcador.

Toninho Almeida, reserva do meio de campo, naquela Libertadores, conta como foi o jogo em Rosário:

  • “Em Rosário, nosso time foi hostilizado desde o desembarcou na cidade. À noite, os torcedores do Central, faziam barulho e soltavam foguetes com a intenção de nos intimidar.  A partida foi tensa do início ao fim. Moedas e pedras foram atiradas nos jogadores cruzeirenses durante todo o jogo.  Perdemos por 3×1 com o último gol dos argentinos marcado em impedimento no final da partida. Quando o banco do do Cruzeiro protestou, a polícia jogou gás lacrimogêneo pra nos dispersar.  Depois da partida, nossa delegação teve de sair escoltada do estádio.”

Cruzeiro 1×3 Rosário Central, terça-feira, 03jun75, em Rosário, Argentina, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 22.226 – Renda:  876. 696 pesos – Juiz: César Orozco (Peru) – Gols: Dirceu Lopes, 4, Kempes, de pênalti, 7, Cabral, 18, Kempes, 33 2º tempo – Cruzeiro: Rau Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata (Eli Mendes), Palhinha (Cândido e Joãozinho. Tec: Ílton Chaves / Rosário Central: Carlos Biassuto, Gonzalez, Daniel Killer, Jose Pascuttini e Mario Killer; Carlos Aimar, Eduardo Solari, Ramon Boveda, Roberto Cabral (Hugo Carril), Zavagno e Mario Kempes. Tec: Carlos Griguol.

Apesar da derrota, o Cruzeiro viajou a Buenos Aires com alguma folga. Se perdesse por 2 gols de diferença, disputaria a final.

Na sexta-feira, 06jun75, o time mineiro começou melhor na Doble Visera, Avellaneda. Aos 5, Nelinho acertou o travessão cobrando falta. Aos 12, Dirceu Lopes fez jogada individual e serviu Palhinha que, na cara do gol, chutou pra fora.

Depois dos sustos, o Independiente passou a dominar a partida e abriu o marcador aos 35, com Pavoni cobrando pênalti, corretamente marcado.

No 2º tempo, o Independiente aumentou o ritmo e partiu em busca dos gols que lhe faltavam. Explorando principalmente as jogadas pelas pontas, os rojos criaram e perderam pelo menos três chances claras para marcar entre os 12 e 16 minutos.

A pressão deu resultado, Aos 20, Bertoni fez um gol olímpico e o Independiente tomou conta da partida impedindo o Cruzeiro de atacar. Finalmente, aos 31, Ruiz Moreno marcou o 3º. O Cruzeiro não teve forças para reagir e a classificação pra final escapou, inacreditavelmente.

Na volta, o torcedor Antônio Carlos Rossi, perguntou ao goleiro Raul: “A gente podia perder até de dois, será que não dava pra segurar o placar?” Realista e debochado, o goleiro resumiu o desastre:

  • ” Sorte nossa, eles precisarem só de 3, se precisassem de 5, teriam feito também.”

Cruzeiro 0×3 Independiente, sexta-feira, 06jun75, Avellaneda, Argentina, semifinal da Libertadores 1975 – Público: 40.000 – Juiz: Carlos Robles (Chile) – Gols: Pavoni, de pênalti, 35, Bertoni, 20 e Ruiz Moreno, 31 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Nelinho, Morais, Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Wilson Piazza, Eduardo Amorim e Dirceu Lopes; Roberto Batata (Eli Mendes), Palhinha e Joãozinho (Cândido). Tec: Ílton Chaves / Independiente: Perico Perez, Comisso, Manuel Sá, Semenewicz, Ricardo Pavoni; Ruben Galvan e Percy Rojas; Balbuena, Ricardo Bochini, Daniel Bertoni e Ruiz Moreno (Giribert). Tec: Pedro Dellacha.

Como sempre, as explicações proliferaram. O enviado de Placar aos jogos, Divino Fonseca, da sucursal de Porto Alegre, culpou o esquema excessivamente defensivo montado por Ílton Chaves, que teria abdicado do ataque.

Outros culparam as falhas da defesa, os erros dos juízes e insinuaram doping dos argentinos. Muitos lembraram os insucessos anteriores para sustentar que o time amarelava nas decisões.

Em entrevista à Placar, Wilson Piazza declarou:

  • “Fiquei convencido de não estamos preparados para enfrentar o futebol de competição que os argentinos mostraram”.

Na mesma linha, Raul disse:

  • “Eles são muito mais manhosos e experientes do que nós nesse negócio de Libertadores”.

Seja como for, como já tinha acontecido em 67, o Cruzeiro enfrentou dois grandes times e perdeu apenas no saldo de gols.

Foi competente ao ganhar os jogos em casa, como os adversários também foram. Cometeu erros, deixou escapar uma boa vantagem, mas é difícil falar em vexame.

A experiência adquirida naquele ano seria de fundamental importância na próxima campanha, em 76.

A conseqüência imediata da desclassificação foi a demissão do técnico Ílton Chaves, que estava no comando do time há três anos.

Para seu lugar foi contratado Zezé Moreira, 65 anos, técnico de grande experiência. Zezé recuperou o time e o levou ao vice-campeonato no Brasileiro de 75, obtendo mais uma classificação para a Libertadores.

NÚMEROS

Campanha: 10 jogos, 5 vitórias, 1 empate e 4 derrotas. 15 gols a favor, 15 contra.

Artilheiros: Palhinha (7), Nelinho (3), Roberta Batata e Dirceu Lopes (2) e Vanderlei (1).

Jogadores (número de jogos): Raul (10), Nelinho (10), Morais (6), Darci Menezes (10), Vandrlei (9), Piazza (8), Eduardo (10), Roberto Batata (8), Palhinha (10), Dirceu Lopes (10), Joãozinho (8), Souza (6), Aender (1), Eli Mendes (4), Cândido (6), Zé Carlos (4), Baiano (2), Moacir (2).

Técnico: Ílton Chaves.

144 comentários para “Cruzeiro na Libertadores: 1975, a guerra (III)”

  1. Mauro França disse:

    Cabe aqui um agradecimento ao João Chiabi Duarte, pela permissão do uso dos seus artigos sobre os jogos contra os argentinos no Mineirão.

  2. silverio candido disse:

    Fica uma pergunta no ar: Assim como em 1975 (que serviu de base e experiência para vencermos a libertadores no ano seguinte) será que a Libertadores de 2009 serviu para ensinar aos jogadores e comissão técnica que precisamos de mais malandragem e catimba para conquistarmos a américa?

  3. silverio candido disse:

    De qualquer forma, vale ressaltar e destacar o texto acima, que nos remete a um passado de conquistas e de grandes jogadores que vestiram a camisa do Cruzeiro com orgulho, carinho e dedicação.

  4. Naldo disse:

    O Rosário teve grande chance para diminuir aos 30, quando Kempes se jogou na área e o juiz marcou pênalti. Pascuttini cobrou e Raul defendeu, mantendo a vantagem de dois gols. Naquele tempo o juiz marcava penalidade a favor dos argentinos até se zagueiro olhasse pra eles com cara feia imagina o cara se atirando ao chão.

  5. Naldo disse:

    Jogar na Argentina não era fácil. O clima era de guerra, com a torcida atirando tudo que fosse possível no gramado. Em campo, o repertório de catimbas incluía cusparadas, tapas, puxões e agressões variadas. Coagidos pelo clima hostil, os juízes fingiam não ver. Os argentinos eram verdadeiros selvagens e usavam todos os artifícios possíveis e imagináveis para vencer. Isto só mudou depois que a FIFA começou a civilizar o futebol. Os Europeus se recusaram a jogar o Mundial temendo jogar na América do Sul. Alem, claro, do fato de que tudo hoje tá na TV e todos vêem.

  6. Raf Lima disse:

    Falando em clubs arrentinos, o zagueiro Luis Alberto é o novo contratado do CA Boca Jrs..

  7. Naldo disse:

    Penalidades inexistentes e gol em impedimento eram praxe, fora as expulsões inventadas.

    • Naldo disse:

      Interessante que até aqui foram 3 penalidades para os argentinos e nenhuma para o Cruzeiro. Eram santos estes argentinos…

  8. Naldo disse:

    Já ouvi vários comentários que neste gol olímpico, o Raul foi jogado pra dentro do gol por um atacante argentino e o juizão ( bund@o) que fez que não viu.

  9. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    OT.:Placar final em Itabira: 3 a 0

  10. Dylan disse:

    Nunca vi imagens desses jogos no Mineirão, nem na Argentina. As partidas nao foram transmitidas, nem mesmo os gols foram exibidos. Ficou na minha memória por alguma razão que o Raul tinha tomado dois gols de escanteio. Tudo muito abstrato,mas a decepção foi muito real. De qualquer forma, a melhor coisa que poderia ter trazido pro Cruzeiro foi ter trazido um treinador do calibre do Zezé Moreira pra treinar aquele timaço.

    • Jorge Santana disse:

      Mandei este comentário pra Madame Natasha e ela traduziu a verborréia sem rodeios: “O autor tá pedindo da cabeça do Adílson Baptista”. Na mosca!

      • Dylan disse:

        por mim o Adilson tinha saido do Cruzeiro ano passado. Nao preciso de post nostalgico pra falar isto nas entrelinhas.

      • Dylan disse:

        alias, um excelente post , prefeiro vcs falando sobre o passado do Cruzeiro do que sobre o presente.

    • Mauro França disse:

      Dylan, o Raul tomou outro gol olimpico no Brasileiro, alguns meses depois, num jogo contra o Fluminense. Paulo Cesar Caju marcou, aos 44 do segundo tempo, decretando a vitória do Flu por 2×1.

      • Dylan disse:

        sim,é verdade, desse eu lembro porque inclusive eu tava no Mineirao,foi numa quarta a noite, mas eu achava que tinham sido dois olimpicos na Argentina.

      • claudio(xina)lemos disse:

        Que por sinal foi um jogaço, não vi mas ouvi no radio, um jogo sensacional. Meus irmãos foram, como tinha apenas 8 anos não pude ir ao campo.

  11. Eduardo disse:

    To com pressentimento que a próxima não escapa

  12. Dylan disse:

    cabe lembrar que cerca de um mes depois da Libertadores começou a Copa América na qual a seleção brasileira foi representada por uma seleção mineira, na verdade um combinado Cruzeiro-Atlético. Pra ser democrático, oSvaldo Brandão cometeu absurdos como deixar Joãozinho no banco e escalar Romeu Cambalhota. De qualquer maneira, nao apenas o fracasso na Libertadores mas os jogos feitos na América do Sul por jogadores do Cruzeiro representando a seleção foram importantes pra maturidade que o time exibiu na Libertadores 76. Essa copa américa merecia um post.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Como é que se explica: Danival (quem?) foi o destaque desse combinado.

    • Mauro França disse:

      Lendo algumas reportagens da época, percebe-se que o Joãozinho estava fora de forma.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        O que era comum…

      • Mauro França disse:

        Eu dioscordo de que essa Copa América tenha tido uma influência maior na Libertadores de 76. Alguns jogadores já tinham experiencia na Seleção. Piazza e Nelinho foram à Copa de 74. Palhinha tinha sido convocado em 75. Jairzinho e o próprio Zezé Moreira agregaram muito mais experiencia ao time do que a Seleção.

      • Mauro França disse:

        Escalação da Seleção no jogo de ida contra o Peru pela semifinais, no Mineirão, 30set75: Raul, Nelinho, Miguel (Vasco), Piazza, Getúlio; Vanderlei Paiva, Geraldo (Fla) (Zé Carlos); Roberto Batata, Roberto (Vasco) (Reinaldo), Palhinha, Romeu. O Peru venceu por 3×1.

      • Mauro França disse:

        No jogo da volta, em Lima, 04out75: Valdir Peres (SP), Nelinho, Vantuir, Piazza, Getúlio; Vanderlei Paiva, Zé Carlos; Roberto Batata, Geraldo (Palhinha), Campos (Roberto), Romeu. O Brasil venceu por 2×0 e a vaga na final foi decidida no sorteio. O Peru ganhou.

      • Naldo disse:

        Bem feito!!! Joãozinho reserva de Romeu Cambalhota, tenha dó!!!

      • Dylan disse:

        nao acho que tenha sido maior. Foi importante também, porque os jogadores puderam jogar na América do Sul, especialmente na Argentina e vencer, adquiriram mais tarimba, náo por causa da selecao em si. Apesar de que vc ta errado: essa foi a primeira convocacao do Palhinha e a unica o Roberto Batata.

      • Dylan disse:

        eu fui nesse jogo de ida contra o Peru. E também no jogo do Mineirao contra a Argentinha. ~Doi a primeira vez que eu vi o Brasil jogar.No jogo com o Peru o Brasil levou um bai;le de bola. O Cubillas arrebentou.

      • Mauro França disse:

        Errei a data, apenas. Palhinha foi convocado em 73, fazendo 3 jogos, contra Bolivia, Austria e Suecia. O primeiro foi um amistoso no Brasil, os demais numa excrusão à Europa, aquela do Manifesto de Glasgow.

      • Dylan disse:

        disso eu nao sabia. É que na copa de 74 ele nao foi, foi o Mirandinha.

  13. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Ainda que Rosario e, principalmente, o Independiente fossem grandes equipes, a verdade é que, se fosse nos dias de hoje, com tv e tudo o mais, dificilmente o Cruzeiro deixaria escapar a disputa da final. O Independiente, além dos já citados, ainda tinha Sá e Balbuena, destaques da seleção argentina no mundial de 1974 e o peruano Percy Rojas (naquela época o Peru ainda tinha um time respeitável que viria a disputar o mundial de 78, com Teofilo Cubillas em final de carreira).

  14. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Lembro-me que não aguentei ouvir o segundo jogo na Argentina pelo rádio e resolvi ir ao cinema na sessão das 22h. A decepção ao saber o resultado final foi enorme, mas mal sabia eu que a compensação viria logo no ano seguinte.

  15. ACRossi disse:

    Boa Noite. No jogo contra o Independente no Mineirão aconteceu uma das jogadas mais bonitas que já vi. Numa espirrada a bola subiu muito e foi para Joãozinho na meia-esquerda, ele parou a bola no pé sem deixa-la cair e passou para Eduardo com um chicote, O rabo de vaca fez a mesma coisa, dominando a bola sem ela tocar no chão, ela ficou colada no pé dele. O mineirão veio abaixo. Até para descrever é dificil..Feliz de quem viu…Saudações Celestes

  16. Romarol disse:

    Fiquei impressionado com essas histórias. Futebol realmente é surpreendente e emocionante. Também há muita dose de sorte no futebol. Pequenos detalhes mudam o rumo de uma conquista.

  17. ACRossi disse:

    Fora do Post. Cruzeiro 3 x 0 Cimed. Somos fortes também no volei….

  18. Jorge Santana disse:

    O que não deve passar batido: o Independiente tinha mais time do que o Cruzeiro em 1975. Como o Nacional tinha em 1967 e o Estudiantes em 2009. Assim, fica mais fácil entender as derrotas.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Não sei não: O Cruzeiro tinha, pelo menos, cinco jogadores em nível de seleção brasileira, o que não é pouca coisa: Raul, Nelinho, Piazza, Dirceu Lopes, Palhinha e Joãozinho. Tanto é verdade que, no Mineirão, ainda que tenham sido jogos difíceis, foram duas vitórias incontestáveis. Mantenho a minha opinião: nos dias de hoje, os mesmos times, com TV, acho que a história seria outra.

      • Mauro França disse:

        O Independiente era tri-campeão da Libertadores e seria tetra naquele ano, Raul.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Tudo bem, mas, no Mineirão, a vitória ocorreu com autoridade.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Ganhar dos argentinos em seus domínios, naquela época, era impossível. Por melhor que fosse o time, eles ganhavam na marra. Tanto é que os grandes times europeus morriam de medo de vir por esses lados, pelo mundial interclubes.

    • Naldo disse:

      Em 1967 e 1975 o Cruzeiro tinha dois timaços. Uruguaios e argentinos tinham mais tarimba em Libertadores tanto que todos apanharam no Mineirão. O Estudiantes ganhou mas se perdesse ficava de bom tamanho.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Essa derrota para o Estudiantes ocorreu em circunstâncias totalmente anormais. O clima de oba-oba, o já ganhou, a dureza dos argentinos com a conivência do Chandia, foram fatores que pesaram (e muito) contra nós.

      • Jorge Santana disse:

        Qual é o problema de se jogar duro? Futebol é jogo de contato, brusco. Quem não dá conta, que jogue tênis, golfe ou peteca. Agora, botar a derrota na conta do Chandia só pode ser brincadeira. Se não houve gol irregular, o resultado foi correto. Joga-se uma partida pra se apurar o melhor time. E, nos 4 confrontos, o Estudiantes foi melhor em três.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Eu não atribuí a derrota exclusivamente ao Chandia. Agora que ele pegou leve com a pancadaria dos argentinos, não há dúvida. Mas, de qualquer forma, o Cruzeiro entrou em campo achando que o título já estava ganho e amoleceu.

      • Naldo disse:

        Alguns não vieram .

      • Dylan disse:

        o Independiente era melhor do que o Cruzeiro?eles ganharam pelo fator campo. o Cruzeiro tinha Ze carlos, Nelinho., Palhinha, joãozinho,um dos maiores times de todos os tempos.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Individualmente, o Cruzeiro era melhor.

  19. Geraldo Sergio disse:

    Doping é pouco, acho que o correto é overdoping … quem vê a Libertadores agora não pode imaginar o que era na década de 70 e antes … uma verdadeira guerra, em todos os sentidos, com a torcida transformando o estádio de Avellaneda, La Bombonera e outros num verdadeiro inferno, com pedra, pilhas, moedas atiradas no campo, rolos de papel em profusão a se enrolar nas pernas dos jogadores – isso do lado de fora das quatro linhas, porque do lado de dentro, o que se via eram pontapés, carrinhos, socos e cusparadas, tudo sob o olhar complacente dos árbitros hermanos, que faziam vista grossa contra os argentinos, mas em compensação não hesitavam nunca em assinalar penalidades ao menor sinal de queda dos Kempes, Bertonis, Mastrangelos e Bochinis….

  20. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    De qualquer forma, foram bons tempos esses aí. Eu tinha de 14 para 15 anos, ia a TODOS os jogos do Cruzeiro no Mineirão ( meu pai me deu uma cadeira cativa de presente ), inclusive dos inimigos também (para torcer contra, é claro ). Naquela época, os jogos noturnos ainda eram às 21 h e eu, em muitas oportunidades, fui de ônibus ao Mineirão. Quando não arrumava companhia, ia sozinho mesmo e batalhava carona para voltar.

    • Raul,
      Meus amigos tinham cadeira cativa… Eu tinha que pular da arquibancada para as cadeiras… Corria ao banheiro e trocava a camisa…
      Muitas vezes eles é que pulavam da cativa para a arquibancada para que todos pudéssemos assistir ao jogo juntos…
      E pegar carona naquela época era comum… não tinha erro. Eu morava na Serra e pegava carona na Praça Milton Campos (aliás começava por lá e depois ia descendo até a Praça Sete)…
      Vi todos os jogos do Cruzeiro nas Libertadores de 75, 76 e 77. Muitos destes jogos fazem parte da minha cadernetinha. O único jogo que não vi foi a única derrota do Cruzeiro contra o Atlético Nacional da Colômbia.
      Virei amuleto da turma e sempre tinha um a me ajudar a pagar o ingresso. A grana era curta naqueles tempos.

  21. Celeste disse:

    Obrigada ao Mauro e Jorge por mais uma aula de história. Na LA os argentinos sempre serão a pedra na chuteira dos brasileiros. São marrentos, catimbam e jogam com muita raça.

  22. Geraldo Sergio disse:

    Sem falar que realmente os times argentinos e uruguaios da época eram realmente memoráveis, com grandes jogadores … não adianta nem citar uns, pois muitos ficarão de fora. Por isso é que acho que a Esquadra Azzurra conseguiu feitos heróicos, disputando a Libertadores de 1975 e sendo desclassificado da forma narrada no post, ganhando o título em 1976 disputando a final com o River Plate, e perdendo a final de 1977 na disputa de penâltis contra o Boca …. FEITOS MEMORÁVEIS, para dizer pouco ….

    E parabéns pelo post, e por resgatar para os torcedores mais novos um pouco das páginas heróicas e imortais do Cruzeiro Esporte Clube.

  23. Jorge Santana disse:

    Pois é, afora tudo isto, o Independiente era melhor do que o Cruzeiro, que tb era um grande time. O passeio em Avellaneda foi completo. O Cruzeiro tinha muita classe. Os rojos eram avassaladores. Não deixaram o Cruzeiro respirar. Foi um massacre técnico. Seis a zero teria sido o placar mais correto. Futebol tem diso: às vezes um time é bem melhor do que o outro e vence. Foi o caso.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Eu não tive a (in)felicidade de ver esse jogo, mas continuo discordando.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Será que se a disputa tivesse sido em campo neutro – os dois jogos – o resultado seria o mesmo?

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Ou melhor, os quatro jogos.

      • Mauro França disse:

        Raul, como eu falei aí em cima, o Inpendiente era tri-campeão da Libertadores. Seria tetra naquele ano. Não é pouca coisa. E admitir que o adversário era melhor, ou que jogou melhor, não tira os méritos do Cruzeiro.

      • Jorge Santana disse:

        Campeonatos são decididos nas canchas, nunca na imaginação, onde o se aina tem alguma oportunidade de virar o placar.

      • Raul,
        Los Diablos Rojos jogavam muita bola, comandados pela dupla BB : Bochini e Bertoni.
        O Cruzeiro abriu vantagem e no gol olímpico sofrido pelo Raul é preciso se saber que Bertoni sabia que os reflectores incidiam sobre os olhos do goleiro. Aliás, Bertoni era um craque milongueiro, manhoso, inteligente, raçudo, enfim, um jogador completo.
        O Independiente foi tetra da Libertadores e ganhou do AJAX de Cruijff, Neskeens, Suurbier e Rudy Krol.
        O Cruzeiro era muito bom time, mas, não era imbatível…
        Concordo que poderíamos ter ganho deles, principalmente pelas chances perdidas no início do jogo do Independiente. Mas, não fizemos com Dirceu e Palhinha. E depois vieram como rolo compressor… o Raul me falou também que fariam 6 se precisassem.

    • Naldo disse:

      E como é que esse timaço apanhou as duas fora de casa? Era um grande time caseiro.

      • Jorge Santana disse:

        Não, era um time fraquinho. Ganhava Libertadores todo ano, mas só por conta de pontapé e cusparada. Afe!

      • Naldo disse:

        Estou rindo, rs.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Gostaria que pelo menos as minhas palavras não fossem distorcidas. Mas que eles apelavam para o extra-campo, isso é inegável, tanto que os europeus não vinham.

      • Jorge Santana disse:

        Quando vinham perdiam. Em 65, o Penãrol bateu o Real por 2×0. Primeiro em Madrid, depois em Montevidéu.

      • Dylan disse:

        o Independiente só ganhava jogos em casa. Usavam todo tipo de expediente naquela época. Se ele jogaram melhor eu nao sei,pois nao vi o jogo,alias so viu quem foi lá. Mas comparar as duas equipes é brincadeira, bota no papel jogador por jogador e ve quem é melhor.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Aliás, se eu não me engano, apenas o Ajax conseguiu não perder na Argentina.

  24. Jorge Santana disse:

    Pra não ficar dúvida, aos números: vampeonatos nacionais: Rojos 14×2; Libertadores: 7×2; Mundiais: 2×0; Supercopas: 2×2; Copas interamericanas 3×0; Recopas: 1×1. Nós só vencemos esses caras em campeonatos mineiros: 36×0. Cito estes números pra gente não se iludir. Os caras constroem uma história monumental e vem e jornalista brasileiro, na maior cara-de-pau, reduzir tudo a doping, cusparada e pontapés. Como não sou emplumado, não vivo de fantasias malucas, nem repito conversa fiada da imprensa tabajara. A distância entre Cruzeiro e Independiente é colossal no quesito títulos. Mas ainda podemos alcançá-los. Jogando bola, nunca conversa fora.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Ao contrário da maior parte dos brasileiros, sou fã do futebol argentino desde a Copa de 1974. Aquele time com Perfumo, Heredia, Babington, Wolff, Brindisi e Ayala me encantou. Não sei explicar se foi pela presença do Perfumo, na época do Cruzeiro, torci demais por aquele time ( depois do Brasil). A qualidade do time do Independiente e dos outros não se questiona. Entretanto, ganhar deles lá não tinha jeito. se não dava na bola, eles apelavam para o extra-campo mesmo. Lembram-se do jogo River 2 x 1 Cruzeiro, na final de 1976?

    • O Independiente não é o melhor do ranking por causa de pontapés e cusparadas. Os caras jogavam muita bola… Concordo com a visão do Jorge Santana com relação a isto…

  25. Gustavo Barcellos disse:

    OFF: Quero ver jogar assim contra o Cruzeiro. Quero só ver. http://www.superesportes.com.br/ed_esportes/002/template_esportes_002_145526.shtml

  26. Elias teleguiado disse:

    Uma tremenda dificuldade acompanhar o Maior de Minas naquela época. Não tinha TV (mal mal os melhores momentos no dia seguinte ou dias depois), o jogo era seguido na base do rádio. Tinhamos um Transglobe da Philco (era assim???) com várias faixas de onda. OM (ou AM) não funcionava direito, só à noite. Só na base das OC. E ficávamos na expectativa de um gol, imaginando como era uma jogada, sofrendo com os “exagerados” locutores (que, aliás, exageram até hoje). Sofrimento, alegria, vibração, emoção, sensações perdidas no tempo. E valia até deixar a namorada esperando a peleja acabar prá ir ao encontro depois. E ouvir sempre que “parecia” que eu gostava mais do Cruzeiro que delas, hehehe 😉 GOOD TIMES!!!

  27. Naldo disse:

    1975 Independiente Unión Española (Chile) 0x1, 3×1 e 2×0
    Independentiende campeão no terceiro jogo contra os Chilenos.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Perderam fora de casa até para os chilenos.

      • Jorge Santana disse:

        Simplifique: foram tetracampeões. Fora os outros 3 títulos conquistados em outras ocasiões.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        Não discuto a qualidade do time do Independiente. Só que o Cruzeiro era tão bom quanto ele.

      • Mauro França disse:

        Exagero.

      • Dylan disse:

        foiram tretracampoes numa éppoca que os brasileiros nao liugavam pra Libertadores e os Argentinos ganhavam ajudados pelo juiz e a custa de dopng e violencia. O segundo jogo da final da Libertadores de 76 já foi uma vergonha com televisão,imagina sem transmissão.

      • Dylan disse:

        nao era tao bom qunato.Era melhor, muito melhor. A vitoria do Cruzeiro em casa, limpa, na bola prova isto.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        MAuro, não é exagero não. Se você tiver o cuidado de examinar um a um, talvez, apenas a zaga perde feio.

      • Raul,
        Quando um time chega na final tem os seus méritos. Normalmente o melhor time prevalecia na negra.
        O Cruzeiro ganhou do River em 76 e perdeu na Argentina o jogo da volta. Teve fatores extra-campo, sim.
        Mas, como falar mal de um time que tinha Fillol, Perfumo, Sabella, Passarela, Norberto Alonso, JJ Lopez, Luque, Oscar Más, Pedro Rodrigues… pô o River de Angel Labruña jogava um futebol de sonho, pergunte ao Jorginho Schulmann para você ver…

  28. OT – É galera hoje tô fazendo 18 anos e gostaria de compartilhar minha alegria com meus irmãos de PHD!

  29. Lamparina Acesa disse:

    Agora temos de continuar trilhando a história com mais títulos. Já faz tempo que estamos no quase. E os outros aproximando. Tomara que o técnico, os jogadores tenham aprendido com os erros de 2009. A Direção pelo visto não aprendeu. E vai arriscar com as mesmas deficiências de 2009. Se tivermos sorte, chegaremos lá. As demais times estão reforçando seus elencos. Falta-lhes o entrosamento. Que será adquirido no decorrer do campeonato. Aí, uma vez entrosado, o diferencial é que decidirá a partida.

  30. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Jorge, tanto o futebol argentino quanto o uruguaio impunham muito respeito. O fato do Peñarol ganhar do Real Madrid lá só vem comprovar isso. O Uruguai caiu muito mas já teve grandes times. Nessa época, inclusive, Mazurkiewicz, Forlan, Pedro Rocha, Abadie e Spencer eram jogadores comparáveis aos melhores do mundo. O que eu falei é que, se não desse na bola, o pau cantava mesmo.

    • Jorge Santana disse:

      Nos 3×0, o Independiente arrebentou com o Cruzeiro. Na bola. Ricardo Bocchini, que fez 638 partidas em 20 anos de clube, simplesmente estraçalhou. Perdemos e pronto. Prefiro aceitar a superioridade do adversário, quando ela é patente, do que passar décadas choramingando. Naquela noite, de um lado estava um tricampeão sul-americanos, do outro, um novato na competição. Tudo o mais que se disser é desculpa. Que o Raul Plassmann, por exemplo, não usou pra justificar o “cachetazo”.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        O Bocchini chamou a atenção no Mineirão pela sua técnica, apesar da pouca idade à época. Realmente um grande jogador. Quanto à fala do Raul, acho que o que ele quis dizer é que nada impediria a classificação dos argentinos, que eles usariam todos os recursos lícitos ou não para consegui-la

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Jorge, são suas as palavras: “Pois é, afora tudo isto, o Independiente era melhor do que o Cruzeiro(…) O Cruzeiro tinha muita classe. Os rojos eram avassaladores. Não deixaram o Cruzeiro respirar. (…)” Como na técnica, não daria, partiram para a força.

  31. Naldo disse:

    Lembrem-se: se o Cruzeiro perder para o Velez não é o fim. E 1997 o Cruzeiro começou perdendo e terminou campeão. Em 2009 o Estudiantes começou perdendo e terminou campeão.

    • RAUL MIRANDA PENNA disse:

      Mas lembre-se que só o primeiro colocado se garante. Estrategica e psicologicamente, uma derrota poderá ter consequências inimagináveis, uma vez que a pressão pelas vitórias será total. Além disso, dado o equilíbrio do grupo, a chance do segundo colocado não fazer uma quantidade de pontos suficiente é muito grande.

  32. Geraldo Sergio disse:

    Jorge, perdoe-me pelo pequeno adendo ao seu comentário …. a grandiosa, monumental história do futebol argentino na década de 70, foi sim em parte construída graças a fatores extra-campo. Concordo que recursos técnicos, força anímica, catimba, grandes líderes dentro e fora do campo não faltavam na época – tanto que admiro o estilo argentino de se jogar futebol pelo que pude ver dos times argentinos de então – principalmente Independiente, Boca Juniors, Rosário Central e River. Não se trata de reduzir tudo à catimba, à violência, aos árbitros coniventes…. méritos é inegável que tiveram, e muito, mas fatores extra-campo deram uma ajudazinha, isso inclusive é narrado pelos próprios jogadores que disputaram essas partidas- o testemunho do Toninho Almeida corrobora isso .

    • Jorge Santana disse:

      Catimba é aspecto secundário. O melhor futebol quase sempre ganha. Quando o Cruzeiro foi melhor, venceu. Quando foi pior, perdeu.

      • RAUL MIRANDA PENNA disse:

        O cruel é a decisão em um único jogo. Veja os casos da Holanda em 74, da Hungria em 54 e do Brasil em 82. Viva os playoffs.

      • Dylan disse:

        bobagem. Futebol é o unico esporte em que o melhor nem sempre ganha. Holanda em 74, Hungria em 68 e Brasil em 83 sao exemplos disto. Fora os casos em que o juiz ajuda como nesta Libertadores de 75.

      • Dylan disse:

        Brasil em 82

      • Jorge Santana disse:

        Raul, o futebol é o reino da desculpa esfarrapada. Em 54, houve equilíbrio na final. A Alemanha não ganhou por acaso, embora as pessoas se lembrem do 8×3 que ela tomou na 1ª fase da Hungria. O que não dizem é que Sepp Herberger escalou 8 reservas mais procupado em usar os titulares para jogos mais decisivos. E, no mais decisivo, a final, seu time jogou muito e veirou um 0x2 pra 3×2. Os húngaros reclamam menos do jogo do que os brasileiros mistificadores. Em 1974, a Alemanha era melhor e ganhou. A Holanda deu seu brilhareco e, depois, tomou a virada de um time que tinha Maier, Breitner, Mueller, Beckenbauer e outras feras. 82 é piada de brasileiro. De que se reclama? A Itália enfileirou Argentina, Brasil, Polônia e Alemanha ganhando de todas com folga. Com folga. Foi campeã porque era melhor. Reveja o teipe do Brasil 2×3 Itália e vc ficará feliz. Nossa caixa era pra 5 ou 6.

  33. Palmeira. disse:

    Mais um capítulo da saga do Cruzeiro na Libertadores. A narrativa, muito clara, me traz boas lembranças daquele ótimo time do Cruzeiro. Meu radinho wansat me acompanhava no colégio e dava para ouvir as rádios Guarani e Inconfidência com razoável qualidade. Não haviam os tais fones de ouvidos, mas os professores fingiam que não percebiam que estávamos de ouvido ligado no radinho. Naquela época não conhecia a tal Itatiaia. Felizmente.

  34. Palmeira. disse:

    O.T.: Não resisti à manchete do superfrangas: “Com Luxa, a ordem é jogar como time grande (08/02)”

    Seria possível?

    • Palmeira. disse:

      “Nos últimos anos, o Atlético montou equipes cuja característica principal era se fechar na defesa e explorar a velocidade na saída para o contra-ataque. Essa filosofia de jogo, na opinião de Vanderlei Luxemburgo, é para time pequeno. O Galo não pode atuar assim, ressaltou o treinador. A nova proposta é armar uma equipe que agrida o adversário os 90 minutos de jogo.

      “O time do Atlético não é time pequeno para ficar fechadinho, jogando no contragolpe. Atlético é time grande e vai jogar no campo adversário, buscando o resultado o tempo todo, podendo até se expor”, destacou. “Tem que ir para cima. Tem que se expor. Se não se expuser, vai ganhar o quê?”,

    • Isto é mais uma bravata do profexor. Num foi fechadinho, jogando nos contra-golpes que conseguiram em 2009 a melhor campanha na era dos pontos corridos.

      • Celso Libertadores disse:

        Teatro do Luxa. Não enganda ninguém.

      • Celso Libertadores disse:

        ops. não engana ninguém.

      • Elias teleguiado disse:

        Ele está fazendo o que sempre faz. Manda a torcida calar a boca, tenta chamá-la pro seu lado e sempre mansinha, enaltece seu jeito de trabalhar, lembra seus títulos e faz, realmente, seu teatrinho. Dá provas que não conhece tanto o Monotítulo quanto a definhante…

  35. RAUL MIRANDA PENNA disse:

    Valeu pela discussão. Um papo saudável e altamente enriquecedor. Pena que agora eu tenha que me despedir. Boa noite a todos.

  36. Naldo disse:

    1979 Olimpia Boca Juniors 2×0 e 0x0
    1978 Boca Juniors Deportivo Cáli (Col) 0x0 e 4×0
    1977 Boca Juniors Cruzeiro 1×0,0x1,0x0 (5×4 p.)
    1976 Cruzeiro River Plate 4×1, 1×2 e 3×2
    1975 Independiente Unión Española (Chile) 0x1, 3×1 e 2×0
    1974 Independiente São Paulo 1×2, 2×0 e 1×0
    1973 Independiente Colo Colo (Chile) 1×1, 0x0 e 2×1
    1972 Independiente Universitario (Peru) 0x0 e 2×1
    1971 Nacional Estudiantes 0x1, 1×0 e 2×0
    1970 Estudiantes Peñarol 1×0 e 0x0
    De 1970 a 1979 os argentinos só não ganharam a LIBERTADORES em 3 edições e ganharam a Copa do Mundo de 1978. Não era fácil ganhar dos Hermanos.

  37. Chaves disse:

    Bacana o post. Show de história.

  38. simone b de castro disse:

    O fato é que mesmo as equipes argentinas tendo melhores times, ainda contavam com a tal catimba de jogadores e torcedores. Era realmente uma guerra. Mas hoje em dia, alguma coisa mudou. Não temos que temê-los, só respeitá-los. Afinal, de que país é o melhor futebol do mundo mesmo????

  39. Mario Lucio Vaz disse:

    “Em 75, Bayern e Independiente não entraram em acordo quanto as datas e a final não foi disputada.” Na verdade o Bayern não quis jogar contra a catimba dos Argentinos tem uma reportagens da revista Placar que conta detalhes de todas as libertadorees saiu na decada de 90.

    • Jorge Santana disse:

      MLV, se eu fosse vc, não levaria a Placar tão a sério. Em 1970, ela fez uma capa para o “Fluminense, campeão brasileiro” e, depois, aboliu o título e só passou a considerá-lo válido a partir de 1971. Placar tb foi a revista que criou o mito de que os argentinos e uruguaios só ganhavam na porrada. Uma completa e irremediável idiotice. Uma reportagem correta sobre a época, deveria dizer que os europeus não tinham grande interesse pela competição (continuam não tendo), abominavam a catimba, mas, e sempre tem um mas, se oferecessem grana, eles atravessavam o Atlântico. Placar teria outra opinião se o Cortiniãs, que ela diz ser campeão do mundo, tivesse conseguido disputar alguma Libertadores naqueles tempos.

      • Naldo disse:

        Revista do Eixo só da valor a campetições se algum time de lá ganhar. Desdenham a tríplice corôa do Cruzeiro, consideram o SCCP campeão mundial e o CRF penta. No passado eu lia muito a Placar, até por falta de melhores opções.

      • Gustavo Barcellos disse:

        E quais são as boas opções hoje? Lance? Superbarrigas? EM? Para mim, hoje só se salvam as colunas do Tostão.

      • Naldo disse:

        Temos o PHD e quejandos.

  40. Naldo disse:

    JS e França, é redundãncia falar que o post foi mais um show de história. Parabens.

  41. ACRossi disse:

    Mestre Jorge, mesmo com todo respeito que tenho por voce, não posso concordar com algumas de suas posições. Acredito que os argentinos realmente tinham grandes times, com jogadores espetaculares, mas nem sempre ganhavam na bola. Aquele time do Cruzeiro da decada de 70 se tivesse a decisão em casa contra Rosário e Independente, a história seria diferente. A pressão nos campos argentinos (sem transmissão da TV), eram mesmo absurdas. Assim como acredito que na Copa do Brasil de 1996 não tinhamos o melhor time, nem na Libertadores de 1997, também na decada de 70 tinhamos mais time que os argentinos, e toda vez que foi decidido lá, perdemos. Lembrando que em 1977 já com um time mexido, só perdemos para o Boca nos penaltis, e com a arbitragem mandando voltar um penalty do Boca que bateu na trave

  42. ACRossi disse:

    Desculpe o tamanho do comentário….mas seguindo…..pressão, juizes e campo, realmente fazem diferença. Oferecer um Mineirão para o visitante e depois visitar o Campo do Rosário, lógico que tem diferença.
    De toda forma continuo concordando com o mestre na maioria das posições …tanto politicas como futebolisticas…..rsrsrsrsrsr. saudações celestes….

  43. Naldo disse:

    E só para completar esse assunto de que o melhor sempre vence: O São Paulo de 1977 era melhor que o CAM e venceu. O Flamengo de 1981 era mellhor que o CAM e venceu. Não tem conversa.

  44. ACRossi disse:

    Naldo, O CAM, mesmo quando tinha melhor time não era favorito, como até hoje, eles tem complexo de inferioridade e não conseguem campeonar. Eles tiveram melhor time em quase toda decada de 80 e perderam para Flamengo, Corinthians, Santos, Coritiba, e outros que não me lembro. Chegavam na hora fatal e borravam como o próprio cacique deles disse. saudações celestes;

  45. Walterson disse:

    Eram mesmo grandes times. O Rosário despachou nada menos que o Newells Old Boys onde então labutava o Dieguito e o Independiente tinha dois Killers e o matador Kempes, ou seja, um time de assassinos (a torcida tambem ajudava). Enquanto os arrentinos jogavam num Mineirão enorme, longe da pressão da torcida, o Cruzeiro tinha de jogar em verdadeiros alçapões. Já começava perdendo aí.

  46. claudio(xina)lemos disse:

    O independente era um timão assim como o cruzeiro que era um otimo time mas ainda não tão bom quanto. Mas um ano depois seriamos com o mesmo time praticamente campeões em cima de um time que para mim era melhor do que o do independente. Ganhamos de um River Plate maiusculo, talvez o melhor que tenha existido de 1970 até hoje. Fillol, Perfumo, Sabella, Passarela, Norberto Alonso, JJ Lopez, Luque, Oscar Más, Pedro Rodrigues um timaço, mas ganhamos de 4×1 no mineirão em cima de uma defesa que tinha Fillol, Perfumo e Passarela, o que é um feito memorável. Talves a presença do jairzinho e do zeze moreiro expliquem porque ganhamos do River e não Do Independente, não acho que o independente era melhor que o River.

  47. Leo Vidigal disse:

    Muito legal o post. Ainda morava no Rio naquela época, por isso não pude acompanhar essa Libertas. Será que na Argentina não possuem imagens destes jogos? Eles são bem melhores do que nós em matéria de arquivos audiovisuais.