Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (II)

Por SÍNDICO | Em 25 de janeiro de 2010

Mauro França e Jorge Santana

Para ler a 1ª parte do texto, clique aqui.

O Cruzeiro fez os jogos de volta do Grupo 1 contra os times venezuelanos, em meio à disputa do Robertão.

No sábado, 18mar67, fez sua estréia no Mineirão em jogos da Libertadores, vencendo o Deportivo Galícia por 3×1, gols de Tostão (2) e Zé Carlos (1).

O fato de um jogador do nível de Zé Carlos ser reserva atesta a qualidade daquele time.

Cruzeiro 3×1 Deportivo Galícia, sábado, 18mar67, 21h, Mineirão, 3ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 10.733 – Renda: NCr$22.160,00 – Juiz: Rafael Hormazábal (Chile) – Gols: Tostão, 10 e 19 do 1º tempo; Raffa, 3, Zé Carlos, 42 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Celton, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão (Zé Carlos); Natal, Evaldo Cruz e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira / Deportivo Galícia: Perez, David, Amarilla, Freddy e Chacho; Sílvio e Diaz;  Torres, Celso (Suso), Paulo Fernandez e Raffa. Tec: Pepito.

Na última rodada do Grupo, numa segunda-feira, à noite, o campeão brasileiro goleou por 4×0 o Deportivo Itália. Piazza, Vicente (contra) e Natal (2) fizeram os gols.

Com tantos jogos em sequência, o público pagante foi de pouco menos de cinco mil espectadores.

Para entender melhor o comparecimento de público aos jogos a fase incial da Libertadores, é preciso esclarecer alguns pontos sobre o futebol dos Anos 60:

  • Belo Horizonte tinha apenas 1 milhão de habitantes.
  • O Cruzeiro não possuía massa torcedora como a de hoje.
  • Taça Brasil, Robertão e Campeonato Mineiro eram mais valorizados pelo torcedor do que um torneio que o Santos trocava por excursões.
  • Disputando Robertão, Libertadores e excursionando ao mesmo tempo, o Cruzeiro mesclava o time e o torcedor a selecionar melhor os jogos que valia a pena assistir no estádio.
  • O público das cadeiras cativas, os penetras (era comum a prática da carteirada por autoridades e seus parentes e amigos) e os isentos, que iam de detentores do Belfort Duarte a ex-pracinhas, formavam um grande contigente não contabilizado no público anunciado pelo estádio.
  • A região da Pampulha era distante dos bairros populosos e havia poucos meios de transporte. Em grandes jogos, era comum torcedores lotarem carrocerias de caminhões para irem ao estádio.
  • Boa parte do público cruzeirense, que comparecia ao Mineirão nos fins de semana, vinha do interior. Como as partidas da Libertadres eram disputados nas brechas do calendário, às vezes, até em segundas-feiras, este pessoal não comparecia como em fins de semana.

Cruzeiro 4×0 Deportivo Itália, segunda-feira, 20mar67, 21h, Mineirão, 4ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 4.896 – Renda: NCr$10.189,00 – Juiz: Adolfo Reginato (Chile) – Gols: Wilson Piazza (pênalti), 39 do 1º tempo; Vicente (contra) 24, Natal, 36 e 46 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Celton, Procópio e Dawson Laviolla; Wilson Piazza, Dirceu Lopes (Zé Carlos) e Tostão; Natal, Evaldo Cruz e Hilton Oliveira. Tec: Aírton Moreira / Deportivo Itália: Fazzano, Massinha, Nézio, Vicente e Tenório; Mendoza e Elmo (Nino); Zezinho, Tacoronte, Dirceu Pantera e Caixa. Tec: Orlando Fantoni.

O próximo compromisso pela Libertadores, contra o Universitário, deveria ter sido cumprido em Lima, mas o Cruzeiro convenceu os peruanos a aceitarem a inversão de mando pra fazer da viagem a Lima, para o jogo de volta, escala da excursão que seu time misto faria aos Estados Unidos e ao México, em maio.

Os peruanos aceitaram e perderam por 4×1 em 27abr67, no Mineirão.

Entre 22mar67 e 23abr67, o Cruzeiro disputou 8 partidas pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão.

Apesar do excesso de jogos, 13 mil torcedores compareceram ao Mineirão.

Cruzeiro 4×1 Universitário, quinta-feira, 27abr67, 21h, Mineirão, 3ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 12.836 – Renda: NCr$27.381,00 – Juiz: Jayme Amor (Chile) – Expulsões: Dalmar (Cru) e Cruzado (Uni) – Gols: Dirceu Lopes, 11, Wilson Piazza, 35 do 1º tempo; Natal, 1, Cruzado, 27, Natal, 31 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Cláudio, Procópio e Neco; Wilson Piazza, Dirceu Lopes e Tostão; Natal, Wilson Almeida e Dalmar. Tec: Aírton Moreira / Universitário: Agurto, Arguedas, La Fuente, Salinas e Fuentes; Cruzado e Challe, Casaretto, Gonzáles, Uribe e Lobaton. Tec: Marcos Calderón.

Após os jogos contra Sport Boys e Universitário, em Lima, o Cruzeiro seguiria para Estados Unidos com seu time misto, pois a CBD recusou-se a alterar a tabela do Robertão pra facilitar a viagem do campeão brasileiro.

Para os jogos no Peru, o técnico Airton Moreira levou apenas William, Neco e Evaldo, do time titular, que voltaram ao Brasil após o empate contra o Universitário.

Tostão foi o único dos titulares que participou dos amistosos, já que a sua presença era uma exigência dos empresários para o pagamento das cotas.

O time misto não fez feio. No primeiro jogo, em 01mai67, venceu o Sport Boys por 2×1, de virada, gols de Zé Carlos e Evaldo.

Sport Boys 1×2 Cruzeiro, segunda-feira, 01mai67, 21h, Estádio Nacional de Lima, Peru, 4ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 8.000 – Renda: Não fornecida – Juiz: Domingos Massaro (Chile) – Gols: Muñante, 2, Neco, 44 do 1º tempo; Evaldo, 11 do 2º – Cruzeiro: Tonho, Dawson Laviolla, William, Vavá e Neco; Ílton Chaves e Zé Carlos; Marco Antônio, Evaldo Cruz, Batista e Antoninho. Tec: Aírton Moreira. / Sport Boys: Parraga, Milera, Correa, Sanchez e Gonzáles; Leturia e Mayorga; Muñante, Solis, Ferretti e Ramirez. Tec: Cesar Brush.

Quando souberam que o Cruzeiro repetiria o time misto da partida contra o Sport Boys, dirigentes do Universitário foram ao Hotel Savoy pedir a Airton Moreira para anunciar a escalação de Tostão, que nem estava na delegação, para atrair público.

Como o treinador celeste se recusou a mentir para a torcida e a imprensa local, houve bate-boca e ameaça de agressões, que foram evitadas pela segurança do hotel.

Depois da confusão, o time misto empatou com o Universitário em 2×2, gols de Marco Antônio e Evaldo e garantiu a classificação para a semifinal.

Universitário 2×2 Cruzeiro, quarta-feira, 03mai67, 21h, Estádio Nacional de Lima, Peru, 5ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 9.594 – Renda: 287.000 soles – Juiz: Rafael Hormazábal (Chile) – Gols: Lobatón, 11, Marco Antônio, 33, Evaldo Cruz, 41 do 1º tempo; Chumpitaz, 18 do 2º – Cruzeiro: Tonho, Dawson Laviolla (Gleisson), William, Vavá e Neco; Ílton Chaves e Zé Carlos; Marco Antônio, Evaldo Cruz, Batista e Antoninho. Tec: Aírton Moreira. / Universitário: Burella, Gonzáles, La Fuente, Salinas (Jorge Fernandez) e Fuentes; Chumpitaz e Challe, Guzmán, Camaretto, Uribe e Lobaton. Tec: Marcos Calderón. – Notas – 1. Depois do jogo, Tostão se incorporou à delegação, que seguiu para os jogos nos Estados Unidos e no México. 2. Fuentes, Chumpitaz, Challe e Fernandez enfrentaram o Brasil na Copa de 70.

Após o jogo contra o Universitário, o Cruzeiro tentou, sem sucesso, vender o mando de campo ao Sport Boys, pois já estava classificado e o time peruano desclassificado, o que tirava todo interesse da partida para o público mineiro.

Houve também uma tentativa dos peruanos de trocar os ponteiros Antoninho e Lobatón.

Embora interessasse ao treinador Aírton Moreira, o negócio não se concretizou porque o vice-presidente de futebol, Carmine Furletti, não estava presente e sem o seu aval nenhum jogador era contratado pelo presidente Felício Brandi.

No 1º jogo da excursão, num gramado sintético, em Washington, o Cruzeiro estreou perdeu por 4×3 para o Eintracht, da Alemanha.

No 2º jogo, em 11mai67, venceu o Necaxa por 1xo. No 3º, foi goleado por 5×1 pelo América. Nesta partida, o diretor das categorias de base, José Paulo de Souza, o Carioca, ex-jogador dos anos 50, substituiu William, que passou mal devido à altitude, no intervalo.

No 4º jogo, o de encerramento da excursão, em Leon, 17mai67, o Cruzeiro venceu a Seleção do México por 1×0.

Finalmente, em 10mai67, o Cruzeiro encerrou sua participação na fase de grupos. Com os titulares e já classificado, venceu o Sport Boys, no Mineirão, por 3×1, com dois gols de Dirceu Lopes e um de Piazza.

Cruzeiro 3×1 Sport Boys, segunda-feira, 10mai67, 21h, Mineirão, Belo Horizonte, 6ª rodada do Grupo 1 da Libertadores 1967 – Público: 4.671 – Renda: NCr$9.567,00 – Juiz: Esteban Marino (Uruguai) – Gols: Dirceu Lopes, 30 e 36 do 1º tempo; Wilson Piazza, 12, Ramirez, 21 do 2º – Cruzeiro: Raul Plassmann, Pedro Paulo, Cláudio (João Carlos), Procópio e Neco; Wilson Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Wilson Almeida, Evaldo Cruz e Dalmar. Tec: Adelino Torres (interino). / Sport Boys: Parraga, Mayorga, Correa, Gonzáles e Leturia; Muñante e Ferretti; Mazzo, Solis, Gutierrez e Ramirez. Tec: Cesar Brush.

A campanha na primeira fase foi excepcional. O time confirmou o favoritismo ao terminar em 1º no grupo, somando 15 pontos em 8 jogos, com 7 vitórias e 1 empate, 22 gols a favor e apenas 6 contra. (Continua)

53 comentários para “Cruzeiro na Libertadores: 1967, o aprendizado (II)”

  1. Muito legal.. o texto parabens ao JS e o Mauro

    • Imaginavel… colocar time misto na libertadores… hehehe. Realmente o torneio não tinha atrativo financeiro nenhum., era melhor jogar amistosos pela america toda….. como as coisas mudaram

  2. Palmeira. disse:

    Jorge e Mauro, Parabéns! O vosso acervo de informações sobre o Cruzeiro é fantastíco! Jamais tomei conhecimento desta parte da história do Cruzeiro. É legal, porque vamos nos aquecendo para a Libertadores.

  3. Sobrinho disse:

    Interessante ver a média de público do Cruzeiro nessa época e ver como um torneio precisa de tempo para cair no gosto do torcedor.

    • Jorge Santana disse:

      Beagá tinha 1 milhão de habitantes, hoje a RMBH tem 5 milhões. A Pampulha ainda era o fim do mundo. Naquele tempo, bem antes da sua casa, o Cruzeiro tinha uma sede campestre… A avenida de controno do Mineirão servia de pista de corrida de automóveis… No campusa da UFMG só havia o prédiod areitoria… E a torcida celeste ainda não era essa multidão toda que vc conhece.

      • Palmeira. disse:

        Estava pensando justamente nesse assunto. Sem considerar que o Cruzeiro, muito provavelmente, tinha a terceira torcida de Minas. Estou certo?

      • Mauro França disse:

        Não. Essa história de terceira torcida é um mito, que foi alimentado até por cruzeirenses. Desde os tempos de Palestra a torcida celeste já era maior do que a americana. Tem um post publicado aqui no blog que trata do assunto. Vou ver se acho.

      • Mauro França disse:

        Para maiores detalhes, segue o link para o post de Marcos Pinheiro sobre o assunto, publicado em agosto de 2007:
        http://cruzeiro.org/blog/mito-pulverizado/

      • Palmeira. disse:

        Mauro, mais uma vez voce esclareceu. Obrigado!

      • Sobrinho disse:

        É que alimentaram o mito de que antigamente o Mineirão vivia lotado. E no texto sempre se justifica o público presente falando do excesso de jogos, provavelmente preocupado com os cometários que viriam sobre o público.

      • Mauro França disse:

        Sobrinho, realmente houve um excesso de jogos. Em um mês, foram 8 apenas pelo Robertão. Os jogos pela LA foram disputados num sabado e numa segunda-feira. E os adevrsários eram fracos. Uma semana antes do jogo com o Universitario, o publico de um Cruzeiro x Santos foi de 51 mil. Três dias depois, contra o São Paulo, foi de 22 mil. E os jogos da semifinal tiveram um publico bem maior.

      • Jorge Santana disse:

        Tolice do Sobrinho. Públicos acima de 100 mil em RapoCotas eram normais. Nos demais jogos, havia de tudo, desde partidas com 300 espectadores até 100 mil. E, nos primórdios do estádio, milhares de donos cativas e de autoridades que davam carteiradas, não eram contados. Isto mascara um pouco o público real. Mas a visão do nosso jovem confrade é de curto alcance, por isto ele jamais compreenderá outros contextos que não o atual.

      • Sobrinho disse:

        Estou apenas usando os dados para debater usando o método jorgeano/kfouriano. Qual era taxa de ocupação, que você tanto gosta, da epoca? Devia ser em torno de 90%, né? Vou durmir, boa noite!

      • Jorge Santana disse:

        Formule a questão de forma inteligível, por favor.

  4. Romarol disse:

    Estou me sentindo em 1967. Não faço ideia do que nos espera na semi-final. Mas que o público na LA era baixo, era baixo. Acho que os times que o Cruzeiro enfrentou também não ajudava atrair o público.

  5. Leo Vidigal disse:

    Muito legal saber os detalhes desse torneio tão importante na história do Cruzeiro.

  6. Dylan disse:

    fantástico esse post, não conhecia detalhe nenhum sobre essa campanha.

  7. Chaves disse:

    Muito bom, hein? Parabens à dupla…

  8. Chaves disse:

    Off: Pra quem ainda duvidava, O Fernando Rocha, da Globo, falou do Roger no Cruzeiro http://twitter.com/fernandoroch . Bacana é que o cara cita a fonte dele…. “Estão cantando essa pedra desde semana passada. Fonte muito confiavel”. Perceba que ele colocou no plural para se referir ao @semprecruzeiro, provando que realmente o pessoal lá forma uma equipe. rs….. E a equipe parece estar crescendo

    • simone b de castro disse:

      Esse Fernando Rocha é um que trabalhou há um tempo atrás aqui em BH? Ele é cruzeirense?

      • Mauro França disse:

        Sim, mas do tipo que não faz onda contra o time, como muitos por aí.

      • simone b de castro disse:

        Sim, me lembro dele .Ainda bem que ainda existe uma luz no fim do túnel…Bem que ele poderia voltar a trabalhar aqui. A torcida cruzeirense agradeceria!

      • rosan amaral disse:

        Sim o Fernando Rocha é cruzeirense. No jogo Boca x Cruzeiro de 30 de Abril de 2008 ele estava no vou de regresso do dia 03/05 com o filho que vergava o manto azul. É profissional porque nunca o vi puxando a sardinha para o maior de Minas, nem o vi criando crises para o nosso time.

  9. simone b de castro disse:

    E o Cruzeiro, desde sempre, fazendo bonito na Libertadores! Que timaço esse de 67! E os dirigentes do Universitário querendo enganar a torcida. Tudo continua como antes…

    • Jorge Santana disse:

      Na verdade, o Cruzeiro foi quem enganou os dirigentes do Universitário. Inverteu o mando, despachou os peruanos e pôde mandar time misto a Lima, o que prejudicou a arrecadação deles. E, naquele tempo, futebol vivia de bilheteria.

      • simone b de castro disse:

        Ok, mas eu falava da tentativa de forçar o Cruzeiro a anunciar Tostão, que nem estava naquele grupo, só para aumentar o interesse da torcida…No fim das contas, é tudo enrolação mesmo.

      • Jorge Santana disse:

        Sim, mas o treinador celeste não topou a farsa e quase deu pancadaria. Os cartolas do Universitário cogitaram em denunciar o Cruzeiro à Conmebol pelo prejuízo que causou aos clubes locais. Mas como o regulamento não impunha sanções a quem escalasse times mistos, ficou tudo por isso mesmo…

  10. Leopoldo Moura Jr. disse:

    Assisti aos jogos da Libertadores/67 no Mineirão. A lembrança mais clara que tenho é a da partida contra o Deportivo Itália. Apesar do placar adverso de 4X0, o melhor jogador do Deportivo foi o goleiro Fazzano (mesmo pra época, um goleiro muito baixo). Ele fez defesas incríveis – o que deve ter motivado sua contratação pelo Cruzeiro, logo depois.

  11. Que série de posts magnífica!

  12. Jorge Santana disse:

    Ufa! Tive que agregar algumas informações ao texto pra socorrer ao Sobrinho, que não conseguiu, digamos, se contextualizar, ficando atarantado diante dos baixos públicos das fases inciais da Libertadores 67.

  13. Elias disse:

    Sensacional…

  14. Frede disse:

    Awesome!! Parabéns pelo relato!

  15. Damas disse:

    Meu caro Sobrinho: A despeito das dificuldades prá chegar no fim do mundo que era o Mineirão, o público era muito assíduo. Na época não tinha Av. Catalão e o acesso era só pela A. Carlos. Todo mundo de Busão, pois eram poucos aqueles que tinham carro. Aldair Pinto X Vitor Bastos, Xico Antunes X J.A. Ferrari davam o toque de conflito (no bom sentido) e sem dúvida, foram os grandes baluartes desta rivalidade que se estende até os dias atuais. Era uma delícia, chegar ao Mineirão por volta de 12 horas e já ter cerca de 50.000 pessoas fazendo o barulho. Bons tempos!!!

  16. Naldo disse:

    Com o time que o Cruzeiro tinha, era para ter ganho esta Libertadores. Mas, a importância menor ao torneio, o maior interesse e disposição de Uruguaios e Argentinos e mais a mãozinha dos árbitros, fizeram a diferença.

    • Naldo disse:

      Fora outras armas usadas para melhorar o desempenho utilizadas pelos jogadores extrangeiros.

  17. Palmeira. disse:

    Voces que sabem das coisas, favor esclarecer: O Mineirão será fechado para jogos quando? Li que o Maracanã não será fechado enquanto o Flamengo cestiver disputando a LA. Tem alguma coisa parecida em relação ao Mineirão?

  18. Marc3lo disse:

    Eu ouvi falar que esse projeto de reforma do mineirão permite jogos apenas até junho de 2010.

    • Frede disse:

      se nada atrasar….

    • Rogério disse:

      Ontem o governador falou que é possível os jogos do Cruzeiro na parte final da Libertadores acontecerem no Mineirão, mas desde que não atapalhe muito os prazos das obras.

  19. Rogério disse:

    Realmente é uma aula de Libertadores, torneio na época era bem desvalorizado, já hoje é o torneio dos sonhos de todos os clubes da América do Sul.

    • Mauro França disse:

      Desvalorizado pelos brasileiros, Rogério, apesar do bi do Santos em 62/63. Para argentinos e uruguaios, já era questão de vida ou morte, por isso os clubes destes países dominaram o torneio durante muito tempo.

      • Rogério disse:

        É verdade, não é atôa que a Argentina tem 22 Libertadores e o Brasi tem somente 13.

      • Dylan disse:

        não é so isto,na época os jogos não eram transmitidos, acontecia de tudo pelos campos, doping era corriqueiro, era muito dificil ganhar.

  20. rosan amaral disse:

    A data 27 de Abril é especial para o Cruzeiro. No 27 de Abril só acontecem fatos positivos para o maior de Minas. Há alguma partida marcada para 27 de Abril de 2010, Sobrinho?

  21. OFF- hahaha, li por aí “A Maldição dos 7 Anos”:

    2001- Geninho campeão brasileiro /2008- Geninho 0 X 5 Cruzeiro
    2002- Leão campeão brasileiro/ 2009- Leão 0 X 5 Cruzeiro
    2003- Luxa campeão brasileiro/2010- ???

  22. Arísio disse:

    Parabéns ao Mauro e ao Jorge pela série. Já estou no aguardo dos próximos capítulos.

  23. Mario Lucio Vaz disse:

    OFF
    Elias disse:
    25 janeiro 2010 às 10:06 pm

    “Mário…liga prá Itatigalo…parece que vc ganhou uma camisa oficial…ouvia a reportagem do Caçapa e disseram que um nome iguial o seu levou o grande prêmio…”

    Realmente foi eu o ganhador, desse grande prêmio uma camisa oficial do Cruzerio do programa bastidores.

  24. Celeste disse:

    Mais uma aula. Agora ficamos conhecendo alguns reservas daquela verdadeira academia.

  25. ACRossi disse:

    Eta saudade danada….Zé Carlos na reserva…Fomos muito felizes, ter Piazza, Tostão, Dirceu, Natal. Raul do mesmo lado é prá poucos. Saudações Celestes.