Cortina de fumaça

Por Jorge Angrisano Santana | Em 28 de maio de 2015

Após a derrota por 3×0 para o River, as avaliações dos cruzeirenses foram as de praxe neste tipo de situação:

  • Faltou pegada, sugeriu Marcelo Oliveira.
  • Faltou atitude, garantiu Fábio
  • Faltou raça, escancarou Marquinhos.

Negativo. Faltou mesmo foi bola. E sobrou incompetência tática e, principalmente, técnica.

O River jogou como não fazia desde o ano passado e como não fez em nenhuma partida desta Libertadores.

Contou com a sorte de não levar um gol logo aos 3 e, daí em diante, se impôs com muita categoria.

Cercou Mayke, acabando com a única opção de apoio pelos lados, trocou passes envolventes na intermediária celeste, abrindo enormes espaços e deixando exposta a bequeira azul.

O Cruzeiro acusou o golpe. Percebeu que era inferior e se apavorou. Pressionados, seus beques erraram como nunca.

Sem ajuda do dorminhoco Arrascaeta, os volantes não viram a cor da bola.

E Damião foi entregue à própria sorte, sem bolas pra mostrar seu jogo.

Marcelo Oliveira vacilou. Se trocasse Arrascaeta por Xavier, logo após o gol de Sanchez, poderia ter tirado o River do conforto.

Mas ele esperou o intervalo e deu tempo aos argentinos de liquidarem a fatura.

As desculpas do técnico e dos jogadores apenas criam uma cortina de fumaça tentando esconder a diferença de qualidade entre os dois times.

Admitir que joga menos bola que o adversário deve ser doloroso pra qualquer profissional, mas foi esta a conclusão inevitável de quem assistiu ao jogo com atenção.

Eu preferia ter ouvido que o time foi além de sua competência, deixando pelo caminho outras equipes mais fortes, como Boca, Corintiãs, Sumpaulo e Franga.

Olhando por este ângulo, o resultado fica mais aceitável. Mais realista. Mais animador na volta ao Campeonato Brasileiro.

E, pra encerrar, algo de bom: nenhum cruzeirense perderá o sono, de hoje até dezembro, pensando num hipotético confronto com Barça o Juve.

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