Copa dos Sonhos: Pelé venceu Mané

Por SÍNDICO | Em 9 de janeiro de 2007

Entre os blogueiros do http://blogdojuca.blog.uol.com.br/ , Santos 80 x 74 Botafogo. Para os analistas, Santos 7 x 3.

  • Botafogo: Manga, CA Torres, Leônidas, Mauro Galvão e Nílton Santos; Gérson, Didi e PC Caju; Garrincha, Túlio e Jairzinho. Tec: João Saldanha e Zagallo.
  • Santos: Gilmar, CA Torres, Mauro, Alex e Léo; Zito e Clodoaldo; Robinho, Coutinho, Pelé e Pepe. Tec: Lula

“Aqui poderia vencer o meio-de-campo mais consistente, do Botafogo. Mas com Pelé, quem há de bater o Santos? 5 x 4 e está de bom tamanho.” (PVC)

“Realmente complicado, quase no chutômetro! Vou de Botafogo e por algumas razões: Pelé e Garrincha quase se equivaliam na época (com vantagem para O Rei); os clássicos eram equilibrados, mas o Botafogo perdia mais porque a defesa e o esquema eram vulneráveis. Com esse novo mix aí, a defesa do Botafogo subiu vários níveis e no ataque acho que Jairzinho no auge conta mais que o atual Robinho.” (Márcio Guedes)

“Santos, de Pelé!” (José Trajano)

“Reprodução de um dos maiores clássicos dos anos dourados. Acho o meio de campo do Santos mais marcador, mais estável, principalmente quando Lula coloca Mengálvio no lugar de Pepe, no 2º tempo. Dá Santos apertado.” (Ugo Giorgetti)

“O Botafogo vai ganhar.” (Fernando Calazans)

“Santos 6 x 5. Esses times fizeram os jogos mais bonitos que vi em toda a minha vida. Pena que um tenha de ser eliminado.” (Tostão)

“Santos 3 x 2. Sem mais.” (Renato Maurício Prado)

“A vitória do Santos seguiu padrões da tradição – o Santos de Pelé sempre vencia o Botafogo de Mané.” (Alberto Helena Jr.)

“Perversidade própria dos sorteios. Santos x Botafogo, não importa onde nem a hora, seria jogo de pênaltis se Mané Garrincha não estivesse maravilhosamente enlouquecido e fizesse um gol não mais do que um (o outro que também dele, mas em impedimento embora extravagantemente comemorado). Mas foi isso. Por mais que se esforçasse, o Santos não conseguiu inverter esse delicado destino. O jogo que tinha tudo para decidir a Copa dos Sonhos acabou por ser travado na semifinal, imposição de um sorteio cruel.” (Ruy Ostermann)

“Foi sensacional Garrincha passava fácil por Léo e cruzava. A sorte do Santos é que sua zaga, com Mauro Ramos e Alex, ganhava fácil de Túlio e Jairzinho, que não foi tão bem pela esquerda. O meio campo do Botafogo trocou passes sensacionais. Não se podia esperar outra coisa de Gérson, Didi e Paulo César. O problema é que ninguém marcava. Já o Santos, com Clodoaldo e Zito, tinha uma boa pegada. E, quando retomava a bola, o contra-ataque com Robinho, Coutinho, Pelé e Pepe causava terremotos. No fim das contas, quem esteve presente viu uma partida espetacular, sonho de qualquer torcedor. Coisa para fazer o suicida mais decidido mudar de idéia e sair pulando pela rua. Até os 44 do 2º tempo tivemos um 3 a 3 inesquecível. Marcaram Coutinho, Garrincha (quando decidiu não mais cruzar para Túlio), Pelé (numa tabelinha com Robinho), Didi (de folha-seca, claro) e Carlos Alberto (uma vez para cada equipe). Mas aí, no último minuto, uma bomba de Pepe, o canhão da Vila, decidiu tudo.” (José Roberto Torero)

9 comentários para “Copa dos Sonhos: Pelé venceu Mané”

  1. Benny the Dog disse:

    A dupla dinâmica Marcio Guedes e Fernando Calazans nem quiseram saber qual era outro time: simplesmente votaram RIO. Ou seja, no jogo do Cruzeiro já estaremos com 2 votos negativos, por isso que a torcida azul tem que fazer seu dever e votar Cruzeiro!
    Saluti Celesti

  2. Walterson disse:

    O Santos é mais equilibrado (como diria o Helena mas não disse) e tem um ataque demolidor. Do outro lado, temos PC Caju e Túlio Maravilha (botafoguense tá de brincadeira). Moleza pro rei!

  3. Ernesto Araujo disse:

    Quem há de bater o Santos ? Quem ? Respondam cruzeirenses !

  4. Jorge Santana disse:

    O Cruzeiro, Ernesto. Como bateu três vezes em 1966 (4 x 3, 6 x 2 e 3 x 2), quando sos dois times estavam no auge.

  5. Naldo disse:

    Nesse jogo o Botafogo levou 3X2. Numa noite em que o Garrincha tinha dormido na Zona e resolveu fazer chover para o desespero do grande Pelé.

    Quanto a pergunta do nobre colega Ernesto.

    Tô com o Jorge – CRUZEIRO ESPORTE CLUBE, que aliás preciva vencer os cariocas.

    Sds

  6. BRASILEIRÃO VIRTUAL
    O Santos B também bateria os falsos mitos cariocas

    Terminou com a esperada vitória do Peixe o brasileirão virtual promovido pelo blog do Juca Kfouri no UOL. Em sistema de mata-mata, o Santos de todos os tempos enfrentou se não me engano o Palmeiras, o Botafogo e o Flamengo, na final. Quem decidiu o resultado dos confrontos foi um time de cronistas esportivos, basicamente do Rio e de São Paulo, com a participação de um gaúcho (Ruy Ostermann) e um mineiro (Tostão). O jogo mais equilibrado foi contra o Botafogo, contrariando o histórico das disputas entre os dois times, na época que serviu de base para a formação das equipes imaginárias. O Santos ganhava sempre, em geral de goleada. Na partida final, apesar de 10 jornalistas escolherem o Santos e apenas um (Ostermann) ter optado pelo empate, todos atribuíram placares apertados ao confronto. Outro absurdo, tal a diferença real entre o Santos de Zito e Pelé e o Flamengo de Júnior e Zico.

    Se não há o que questionar no título virtual atribuído ao nosso Peixe, constata-se que a influente crônica carioca do passado continua a formar opinião e a perpetuar mentiras. E que seus jornalistas ainda na ativa mantêm o hábito de puxar a brasa para as próprias sardinhas. Isso se observa, por exemplo, no destaque dado ao Botafogo e no menosprezo com que são tratados os parceiros do Rei no Santos. Para Fernando Calazans, por exemplo, o Santos com Zito e Clodoaldo no meio de campo seria inferior ao Botafogo de Didi e Gérson. A lógica do veterano jornalista é de uma estupidez bovina: Zito e Clodoaldo teriam sido coadjuvantes de Didi e Gérson nas Copas de 58/62 e de 70. O viúvo do Maracanã, que junto com os cabelos parece ter perdido também o juízo, ainda reforça sua argumentação com a presença de Paulo César Caju no time carioca. Como se o reserva usado por Zagalo para barrar Edu tivesse papel de alguma relevância histórica. Fala sério, Calazans!

    O que permite que equívocos como esses venham sendo repetidos até hoje é um fenômeno antigo. A força do futebol carioca sempre esteve muito ligada aos bastidores (influência na CBD/CBF) e ao oba-oba de sua crônica esportiva, que formou a opinião no país até mais ou menos a década de 1960 do século passado. No campo, mesmo contra a parcialidade dos árbitros, os golpes nos regulamentos das competições e outras mutretas, a vantagem do futebol paulista é enorme. Os paulistas ganharam a maioria dos campeonatos de seleções (que já não existem mais), têm mais títulos nacionais (Taça Brasil, Robertão, campeonato nacional e Copa do Brasil) e superaram os rivais desde os primórdios dos confrontos diretos do Rio-São Paulo.

    No entanto, o Rio manda e desmanda na seleção. Daí o favorecimento dos jogadores dos clubes cariocas nas convocações, mesmo no auge do Santos. A imprensa e o esquema da confederação (dirigentes, treinadores, pessoal de infra-estrutura) só tinha olhos para o que acontecia no Maracanã. Daí que o Brasil perdia sempre. Jogava bonito, dava show, encantava, mas na hora H tomava ferro. Aqui mesmo, na América do Sul, era freguês de carteirinha de uruguaios e argentinos. Nélson Rodrigues até criou a expressão “complexo de vira-lata”. Vira-latas, na verdade, não eram os brasileiros, mas sim os cariocas apadrinhados da CBD e endeusados da crônica de lá. Porque o grande dramaturgo também só via futebol no Maracanã.

    Então, quando o Santos começou a ir ao Rio e encher de gols os grandes times deles, os cronistas cariocas começaram a se dar conta que o melhor do jogo da bola poderia estar além da moldura maravilhosa das montanhas e mares da Guanabara. Rendidos, adotaram o esquadrão da Vila, que Nélson Rodrigues proclamou “o mais carioca dos times de futebol”. Tentativa vã de cooptação, porque o Santos era diferente dos times de lá. E era diferente porque tinha Zito.

    Era aí que eu queria chegar. No Zito. Na importância nunca reconhecida que o grande capitão santista teve para o futebol brasileiro. Foi ele que fez, primeiro, o Santos vencedor. E, seguida, a seleção. A influente crônica carioca conseguiu fazer passar para a posteridade o engodo de se atribuir a Nílton Santos e Didi os méritos das conquistas na Suécia e no Chile. Esses dois, entretanto, vinham perdendo tudo, desde 1950. O que mudou na Suécia, levou a seleção ao título e transformou o Brasil em vencedor foi a presença do Zito. Em 1958, foi ele quem acabou com a velha tremedeira, que começou a se manifestar no empate com a Inglaterra — e não os protagonistas ou descendentes em linha direta dos enxotados do Maracanaço. Aqueles que correram assustados quando viram Obdúlio Varela pela frente. No México, 12 anos depois, é claro que não cabia ao garoto Clodoaldo liderar o escrete. E nem ao Gérson, porque até mesmo no Santos o bastão de Zito já havia sido passado para Pelé.

    Uma vez, antes da Copa de 2002, o Clóvis Rossi especulou na Folha com a hipótese de Pelé não ter ido jogar no Santos. Concluiu que o Peixe teria continuado a ser um time mediano, como na primeira metade do século passado. Sugeri ao grande jornalista que fizesse o raciocínio contrário: Pelé teria sido Pelé em outro time? Minha resposta, que no campo da especulação vale tanto quanto a do Rossi: Pelé seria um grande jogador em qualquer lugar, mas não seria o Rei. Seria talvez um Rivelino, um Tostão, um Zico aperfeiçoado. Mas não seria Pelé, porque esse papel estava destinado a quem ocupasse a camisa 10 da Vila, tendo ao lado um grupo de jogadores fabulosos e sob a liderança impressionante do Zito. Ou seja: o trono estava pronto para ser ocupado e foi Pelé quem chegou na hora certa. Se Dona Celeste tivesse segurado o menino Dico em Bauru por mais tempo, a coroa caberia em outra cabeça. Na de Coutinho, por exemplo.

    Na verdade, é covardia pôr o Santos de todos os tempos para enfrentar os adversários desse campeonato virtual. Para dar mais equilíbrio e alguma graça à competição, melhor seria considerar hours-concours o time de Gilmar, Lima, Mauro, Calvet, Dalmo, Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho, Pelé, Pepe e todos os reservas que o Lula levou a Lisboa (62) e ao Maracanã (63). Ganharíamos da mesma forma com uma equipe B, que o Antoninho Fernandes podia montar sem cansar muito a cabeça: Cejas, Carlos Alberto, Marinho Peres, Joel Camargo e Leo; Clodoaldo, Diego e Giovanni; Robinho, Pagão e Edu. Para a reserva? Que tal Rodolfo Rodrigues, Ramos Delgado, Ramiro, Orlando Peçanha, Joel Camargo, Geraldino, Rildo, Dema, Renato e Elano, mais o Guerreiro e o Chulapa no ataque? Num jogo mais complicado, o próprio técnico entraria em campo e resolveria a parada.

    Apesar do tamanho deste texto, na dá para terminar sem restabelecer algumas verdades históricas. O Botafogo, em nível nacional, foi mais ou menos o que o Corinthians representou para o Santos em São Paulo: um bom freguês. E a vantagem santista sobre o time de Garrincha e Didi só não foi maior porque, para garantir outra bela renda no Maracanã, palco invariável do terceiro jogo (vantagem que o Santos sempre concedia ao adversário, numa boa), Athié e Modesto Roma arrumavam um jeito de o time não decidir a fatura na segunda partida. Aconteciam então estranhos empates, às vezes até derrotas “surpreendentes”, se me entendem. Além de perder sistematicamente do Peixe, o foguinho não conseguiu um único título internacional até hoje. Sua estrela solitária é o Brasileirão de 1995, roubado justamente do Santos.

    Quanto ao Flamengo, basta dizer que a base do rubro-negra é a mesma das seleções de novo “vira-latas” da década de 1980. Suas maiores expressões são também símbolos fortes das derrotas de 1982 (Espanha) e 1986 (México). Quem não se lembra da patética cena do lateral Júnior, em cima da linha do gol estufado por Paolo Rossi, braços erguidos, pedindo ridiculamente o impedimento do atacante italiano? E quem não se lembra da amarelada do Galinho, no pênalti contra a França? Colocar essa turma para encarar o Peixe numa final de brasileirão só podia dar goleada, como deu.
    Marcos Fonseca

  7. Leon disse:

    Porra ESSE CARA TEM A MANHA!!
    SEU TEXTO EH DU CARAI!
    TO CONTIGO ATE A MORTE
    SANTOS SEMPRE SANTOSSSS

  8. Fabio Duarte disse:

    Santos = Pelé

    Botafogo = Garrincha, Nilton Santos, Jairzinho, Gerson, Didi, Mauro Galvão, Manga, CA Torres, PC Caju …

    É, acho que só no Futebol de MENTIRINHA pra vcs ganharem de glorioso Botafogo…