Ceará 1×0 Cruzeiro: Que venha logo a Copa!

Por Jorge Angrisano Santana | Em 31 de maio de 2010

Mauro França

O Cruzeiro tenta manter uma invencibilidade de 14 jogos atuando fora de casa pelo Brasileiro diante do embalado Ceará de PC Gusmão.

Uma vitória garante o segundo lugar na classificação. Ainda sem Fabrício e Diego Renan, Adilson, sem muitas opções, lança a mesma formação que começou jogando contra o Botafogo. 

Fernandinho segue na lateral e Fabinho no meio.

1º TEMPO

O Ceará ensaiou uma pressão nos minutos iniciai. Rondou a área celeste, mas não criou nenhum lance de perigo. Por volta dos 5 minutos, o Cruzeiro equilibrou as ações e começou a sair para o jogo. A maior posse de bola, no entanto, não se traduziu em chegadas efetivas ao ataque. 

Pelo contrário, o time tocava a bola com lentidão excessiva, cozinhando o jogo. Improdutivo, chegava, no máximo, até a congestionada intermediária cearense.  A partir daí, as jogadas não tinham sequência com os muitos erros de passes.

Roger era uma nulidade. Kleber saía da área para buscar jogo e facilitava a vida dos zagueiros.  Thiago Ribeiro tentava se movimentar, mas era pouco acionado. E mesmo quando recebia a bola, não acontecia muita coisa. Os laterais não apoiavam. Na marcação, os volantes apenas cercavam, sem agredir, e erravam muito ao sair para o jogo.

Uma das poucas chegadas em todo o primeiro tempo foi numa bola parada, aos 16. Roger cobrou uma falta pela esquerda e Kleber desviou de cabeça, jogando pela linha de fundo com certo perigo.

O Ceará se fechou para tentar sair em contra ataques rápidos pelos lados, especialmente pela esquerda com Misael, que dava trabalho para Jonathan, ou com o Geraldo. Mas fora uma ou outra jogada ocasional, também criou pouco. 

Na sua melhor chance, aos 22, Fabrício, de costas para o gol, desviou de cabeça um cruzamento que veio da esquerda e a bola saiu raspando a trave esquerda de Fábio.

Com muitos erros e pouca criação dos dois lados, o jogo se desenrolou sonolento, num marasmo total. Depois de muito tempo sem incomodar, o Cruzeiro chegou aos 34. Depois de uma rara troca de passes objetiva, Thiago Ribeiro recebeu pela esquerda, cortou para o meio e bateu fraco para defesa tranqüila de Diego.

O Ceará forçou um pouco mais depois dos 35 minutos e teve uma boa sequência no ataque.  Aos 37, Ernandes pegou uma sobra e disparou uma bomba de fora da área. Fábio se esticou todo para espalmar para escanteio. Aos 39, Misael recebeu na área, bailou diante de Jonathan e cruzou rasteiro para a pequena área. A bola passou por Geraldo e chegou até Lopes, que, livre de marcação, só escorou para o gol. Ceará, 1×0.

O Cruzeiro não conseguiu reagir e seguiu sem nenhuma força no ataque. O Ceará teve uma boa chance aos 44. Geraldo desceu pela direita e enfiou boa bola para João Marcos, que cruzou para a área. Fábio cortou parcialmente e no rebote Lopes chutou por cima do gol.

2º TEMPO

PC Gusmão não fez nenhuma alteração. Adilson, por sua vez, sacou Roger e Fabinho para a entrada de Pedro Ken e Elicarlos. Com o primeiro, tentou melhorar a movimentação do meio de campo. Eli entrou para fechar o lado direito e liberar Jonathan para o apoio.

De inicio, deu resultado. O time voltou com mais presença no ataque, rondando a área cearense, ainda que sem criar situações claras para marcar.  Aos 6, Paraná avançou pelo meio e foi parado na proximidades da área com falta cometida por Anderson, que recebeu o amarelo. Na cobrança, Fernandinho acertou a barreira.

Aos 11, Pedro Ken recebeu na área, rente à linha de fundo e foi atropelado por Heleno. O juiz marcou falta do cruzeirense. O zagueiro se contundiu no lance e foi substituído aos 14 por Careca.

Depois dos 15, o Cruzeiro voltou a mostrar a mesma lentidão do primeiro tempo. Tinha maior posse de bola, mas criava pouco. O Ceará também chegava com pouca intensidade ao ataque. Misael, sua melhor opção ofensiva, era anulado por Elicarlos. O jogo voltou a ficar sonolento.

O Cruzeiro criou a sua melhor oportunidade em toda a partida aos 20. Elicarlos enfiou bela bola para Thiago Ribeiro, que penetrou em diagonal do meio para a direita e, da entrada da área, bateu de virada, acertado a trave esquerda de Diego.

Aos 21, Wellington Amorim substituiu Lopes. A melhor chegada dos cearenses foi aos 28, numa cobrança de falta pela intermediária. Ernandes soltou a bomba e Fábio se esticou para espalmar pela linha de fundo.

Um minuto antes, Adilson tentou reforçar o ataque com a entrada de Wellington Paulista no lugar de Paraná. Não deu resultado. O Cruzeiro seguiu improdutivo no ataque. Chegou aos 29, depois que Jonathan tabelou com Henrique e arriscou da entrada da área. O chute saiu fraco e Diego fez a defesa.

Daí em diante, O Cruzeiro só teve chances em bolas paradas, que não resultaram em nada. Como aos 32, quando Kleber desceu pela direita e foi agarrado por Michel, que recebeu o amarelo. Na cobrança, Jonathan jogou na área e a zaga cortou.

Pouco antes, Fernandinho se fez notar ao reclamar do bandeira e receber o amarelo. Para piorar o que já era ruim, Wellington Paulista fez falta pelo meio de campo, aos 34. Reclamou e recebeu o amarelo. Seguiu reclamando, jogou a bola no chão e recebeu outro amarelo, sendo expulso de forma patética.

Inoperante, o time nem mesmo conseguiu aproveitar as cobranças de falta. Aos 38, Fernandinho cobrou falta sofrida por Kleber ao lado da área e Gil cabeceou fraco, para fora.  Aos 39, o mesmo Fernandinho bateu outra falta, de longe, e desta feita Diego cortou de soco.

Depois dos 40 e até o apito final do juiz, aos 49, o Ceará se preocupou apenas em tocar a bola e gastar tempo. Os jogadores celestes apenas assistiram, sem conseguir esboçar alguma reação, num final de jogo melancólico.

Faltou força de ataque. Mesmo com maior posse de bola, o Cruzeiro foi inofensivo. E com a derrota, caiu para o 9º lugar na classificação. No entanto, mais do que a posição na tabela, o que preocupa mesmo é a queda vertiginosa do time e a falta de opções dentro do elenco para mudar o quadro. Situação mais do que complicada. Que venha logo a parada para a Copa.

Mauro França, 47, cruzeirense, economiário, historiador, nasceu em Sete Lagoas, mora em Belo Horizonte.

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