Arquivo da Categoria ‘Personas’

Bem que gostariam de ser a mãe do Neymar

sábado, 14 de julho de 2018

FILÓSOFO Victor Pimentel se deu ao trabalho de ver e comentar:

Ontem, na mesa redonda dos comunistas mais assumidos, gastou-se o primeiro bloco inteiro, do último programa antes da final da Copa, falando de Neymar e de como Neymar precisa resgatar sua imagem.

Os sujeitos são os que começam toda a perseguição e depois exigem do cara que ele faça alguma coisa pra terminar com ela, sendo que até então não há qualquer indício que o cara esteja incomodado.

Foi muito ridículo.

Os caras inventaram que Neymar tinha de se humanizar. Um tal de Tirone falou que ele tinha de dar alguma declaração, falar com a imprensa pra ser mais humano

hahahahaha

Chegou ao ponto de dizer que “o Fantástico faz entrevistas longas quando acontecem esses momentos. Mais debilóide, impossível.

Mermão, que coisa ridícula! Os caras estão se doendo demais porque um jogador de futebol, depois de jogar futebol, foi tocar sua própria vida.

Quando Neymar não fala com as empresas jornalísticas o negócio delas não gira. Neymar fez um post em sua rede pra milhões de seguidores e fim de papo. Está muito certo.

O rol de soluções sugeridos não acabou aí. Um mala rabugento sugeriu que Neymar contratasse um especialista em gerenciamento de crise. Outro falou em terapia.

Sei lá. Acho que é inveja falocentrica que eles têm do pai do Neymar. Vai ver eles desejam ser mãe do Neymar.

Craques migratórios

terça-feira, 10 de julho de 2018

Craques migram. Ou não.

  • CRISTIANO: Sporting, ManU, Madrid, Juventus.
  • NEYMAR: Santos, Barcelona, Paris.
  • SOBIS: Inter, Flu, Tigres, Cruzeiro.
  • MESSI: não sai no ninho do Barça, nem fodendo!

Agora, pelo critério migratório, quem está à frente de todos é o BARCOS, que já vestiu as camisas de Racing, Guaraní, Olmedo, Estrela Vermelha, Huracán, Shanghaï, Shenzhen, LDU Quito, Palmeiras, Grêmio, Tianjin, Sporting, Vélez e LDU Quito, antes de chegar ao Asilo da Toca.

Compensação

segunda-feira, 9 de julho de 2018

MERRECA de salário, grana curta no banco, sem jatinho, comendo só bucho, não sabe jogar bola, morar em Paris não pode, autógrafo e selfie ninguém pede. Fracasso! Bate o desespero e o caboclo decide fazer análise. SUS não oferece. Resta escrachar o Neymar, jogador terapêutico.

Fernandinho, um cara bem-sucedido

domingo, 8 de julho de 2018

FERNANDINHO, além dos 52 jogos pela Seleção Brasileira, tem os seguintes títulos na carreira de futebolista:

  • Brasileiro 2001, Paranaense 2001, 2002, 2005, Copa Sesquicentenário Paraná 2003, Copa Paraná 2003. Ucraniano: 2005, 2007, 2009, 2010, 2011, 2012, Copa da Ucrânia 2007, 2010, 2011, 2012, Supercopa Ucrânia 2008, 2010, 2012, Liga Europa 2008, Copa Liga Inglesa, 2013, 2015, 2017, Inglês 2013, 2017, Mundial Sub20 2003, Superclássico Américas 2014.

São 27 títulos. Quantos têm os pobres diabos que o ofenderam? Nenhum! São apenas uns escrotos prenhes de ressentimento, preconceito e burrice. Fracassados que deviam se limitar a lamber a chuteira do craque.

O gênio chato que vale a pena assistir na Copa

sexta-feira, 6 de julho de 2018

O GÊNIO CHATO QUE VALE A PENA ASSISTIR NA COPA DO MUNDO

Em defesa do brasileiro Neymar da Silva Santos Júnior – e todas as suas travessuras

FRANKLIN FOER, 05jul18, The Atlenatic, CULTURA

Há um jogador transcendente deixado nesta Copa do Mundo, um jogador a quem o olho trilha irresistivelmente enquanto ele atravessa o campo – e, se você já o viu, provavelmente o odeia. Ou pelo menos você está sendo treinado para odiá-lo. Neymar da Silva Santos Júnior, do Brasil, é o tipo de ser humano que os especialistas ingleses e americanos do futebol, educados no culto do estoicismo masculino e propenso a sereios hipócritas sobre fair play, nasceram para desdenhar. E depois de seu desempenho exagerado no jogo que derrotou o México na segunda-feira, o ódio de Neymar viajou um pouco mais do que isso. O jornal brasileiro Globo publicou a manchete precisa: “Neymar encantou o Brasil, mas aborreceu o mundo inteiro”.

Mas aqui está o que supostamente os caracteriza: os críticos de Neymar desprezam suas contorções teatrais no chão após uma brisa acariciar seu pescoço; eles zombam de seus cabelos protéicos, que ele reestilizou quatro vezes nas últimas duas semanas. (Para ser justo, ele começou o torneio olhando, como alguns observadores notaram, como se ele tivesse artisticamente colocado um pacote de ramen cru em seu couro cabeludo.) Quando Neymar toca a bola, ele freqüentemente ignora o fato de que o campo está cheio de colegas de equipe. do mais alto calibre – e essa conveniência ditaria que ele passasse para eles. As palavras que você mais ouve associadas a Neymar são travessuras e adolescentes.

Mas esta Copa do Mundo é um momento para admitir o óbvio: o duopólio de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, que dominou o jogo global na última década, está em sua era tardia. Neste torneio, tanto Messi quanto Ronaldo desapareceram no jogo crucial de seu país. Eles pareciam exaustos e privados da criatividade e audácia que definiram suas carreiras. Nós podemos perdoar isso. A Copa do Mundo é um espetáculo que testa o corpo, chegando ao final de uma longa temporada e ocorrendo em condições de verão inóspitas a um esporte de resistência como o futebol.

No entanto, Ronaldo e Messi já se foram e Neymar está agora com a equipe favorita para vencer a Copa do Mundo – uma equipe que, ao que tudo indica, respeita respeitosamente sua genialidade e sente genuíno prazer em seu sucesso. Contra o México, um dos seus chutes desviados foi batido na rede por seu companheiro de equipe Roberto Firmino. Rompendo com as convenções das comemorações do gol, o Brasil se apressou em abraçar e empilhar em cima de Neymar, em vez do cara que marcou. O mundo pode considerar que Neymar seja mimado, mas seus compatriotas têm prazer em satisfazê-lo.

Quando Neymar recebe a bola, ele costuma fazer uma pausa antes de começar seu movimento. Ele quer congelar o defensor no lugar. Para todos aqueles que o observam, este momento representa um tipo muito específico de ponto de interrogação cinético. Porque quando Neymar toca a bola, tudo é possível. Ele pode se envolver em um ataque imprudente a três defensores – e, embora ele fracasse com frequência, ocasionalmente ele também prevalecerá. Ele poderia implantar um dos muitos truques que ele inventou, como a bola do arco-íris que ele jogou sobre a cabeça de um defensor costa-riquenho. Como o jornalista Tim Vickery, um ótimo explicador do jogo sul-americano, escreveu: “Neymar não é apenas dotado de habilidades espetaculares de bola, ele também é extraordinariamente mentalmente aguçado. Como Jake LaMotta em Raging Bull, há momentos em que ele parece estar vendo coisas em câmera lenta. Enquanto seu marcador é dominado pela velocidade de seu movimento, ele parece ter tempo de sobra para decidir o que quer fazer”.

Antes da primeira Copa do Mundo de Neymar, em 2014, a Nike produziu um anúncio que declarava “Ouse ser brasileiro”. O local acenou para a história recente do jogo brasileiro. As expectativas de sucesso pesam muito sobre o Brasil, já que seu sucesso no torneio ajudou a definir a identidade da nação. Depois de ter erguido a Copa do Mundo cinco vezes, ela pode suportar o fato de não vencer desde 2002. Para recuperar suas glórias passadas, a equipe voltou-se repetidamente para treinadores pragmáticos que encheram a equipe com jogadores que trabalhavam dentro de um sistema rígido. . Esse pragmatismo espremeu o núcleo espiritual do jogo brasileiro, dificultando a diferenciação da equipe em relação aos competidores.Neymar, como o anúncio sugeriu, representa o sonho de retornar ao estilo estiloso e improvisado de Pelé, Garrincha e Ronaldo, uma reversão ao que se chama futebol-arte. Isso é um pouco de pressão para colocar em uma pessoa de 26 anos – a pressão não apenas para ter sucesso, mas também a expectativa de que sua performance o colocará em um cânone de grandeza artística. Meu palpite é que essa pressão ajuda a explicar por que Neymar às vezes parece estar forçando o problema. Sua esperteza pode parecer mais artificial do que orgânica.

Desfrutar de Neymar requer perdoar as crises de sofrimento exagerado. Primeiro, precisamos considerar seu físico vulnerável. Ele é improvávelmente insignificante. Quando o joelho de um defensor obstrui o caminho de seu drible, ele é arremessado para o ar e depois flutua para o gramado como uma folha. Ao entrar em contato com o solo, ele participará de seu rolo de assinatura. Para alguém com tão pouca massa, é incrível que ele consiga o impulso de virar tantas vezes. Sim, este é o trabalho de um ator amador, o equivalente futebolístico de uma cena de morte que nunca termina.

Este pequeno melodrama pode ser explicado e justificado. Para parar um jogador com a velocidade e imprevisibilidade de Neymar, seus oponentes devem recorrer a sujá-lo. Qualquer pessoa familiarizada com a história do futebol brasileiro sabe que essa agressão pode ser ruinosa. Custou o Brasil a Copa do Mundo em várias ocasiões. Em 1966, os búlgaros atacaram Pelé, forçando-o a perder jogos – e depois os portugueses fizeram o mesmo, quando ele voltou para a programação. As mesmas táticas foram usadas contra Neymar na última Copa do Mundo, quando o joelho de um defensor colombiano entrou em Neymar, quebrando uma vértebra nas costas. Os médicos disseram a Neymar que ele tinha acabado de escapar de uma lesão que o teria paralisado, e isso o manteve de lado por toda a duração da Copa do Mundo. Não há dúvida de que a lesão arruinou as esperanças do Brasil de vencer a edição de 2014 do torneio, que terminou na catastrófica derrota do país por 7 a 1 para a Alemanha. Sujar um jogador indescritível como Neymar talvez seja uma tática compreensível, mas também é compreensível que Neymar usasse tudo em seu arsenal para chamar atenção para essa agressão. Suas reações exageradas são apelos para as intervenções protetoras dos árbitros.

O truque de Neymar merece absolvição, porque é a própria fonte de sua grandeza. Uma mente que está sempre pensando em como enganar um defensor também está sempre pensando em como enganar um árbitro. Astúcia é o seu estoque e comércio. Desta forma, a descrição do “adolescente” se encaixa. Ele é como o adolescente que encontra uma desculpa engenhosa e improvável; ele é Ferris Bueller correndo para casa. Mas ao contrário de seus oponentes, que desejam infligir dor, seus pecados são essencialmente sem vítimas – especialmente desde que este torneio introduziu árbitros assistentes de vídeo, com suas travessuras constantemente sendo revistas pelo replay. (Árbitros assistentes em vídeo teriam capturado Ferris Bueller antes do final do segundo período.)

Esta tem sido uma Copa do Mundo imensamente satisfatória, com mais do que sua parcela de surpresas e finalizações de última hora. E talvez uma grande Copa do Mundo precise de um vilão para todos se unirem. Ainda assim, em vez de juntar-me a um pânico moral contra Neymar, recomendo que aprecie seu espírito de jogo, sua falsidade, até mesmo seu egoísmo – já que Neymar almeja alcançar algo mais que um resultado; ele quer se provar o digno herdeiro de uma grande tradição.

FRANKLIN FOER é correspondente nacional do The Atlantic. Ele é o autor do World Without Mind e como o futebol explica o mundo: uma teoria improvável da globalização. Ele é o ex-editor da The New Republic.

Bernadete

quarta-feira, 4 de julho de 2018

CELESTE CAMPOS

No domingo, 17Jun, conforme é do conhecimento da maioria de vocês, minha mãe faleceu, aos 82 anos, em Itajubá.

Até os 80, sempre foi independente, ativa e ocupada com os afazeres da igreja que frequentava. Morava sozinha e cuidava da casa e do jardim como ninguém. Logo que completou 80, em maio de 2016, sofreu uma queda com fraturas de costelas Um ano depois, em maio de 17, em uma consulta de rotina e depois de realizar um hemograma, o médico suspeitou de uma doença grave na medula óssea, que acabou sendo confirmada, infelizmente.

Essa situação me fez mudar minha rotina para adaptar à nova rotina dela e tentar lhe proporcionar um pouco de conforto. Minhas viagens para Itajubá passaram a ser rotineiras. Até perdi o medo de dirigir sozinha pela Fernão Dias. Uma vez lá, procurava entrar no mundo dela. Víamos TV juntas, voltei a acompanhar novelas. Pela TV Aparecida, assistimos A Padroeira e agora O Direito de Nascer, sentávamos na calçada e conversávamos com quase todo mundo que passava.  Ainda sobrava um tempinho para cuidar do jardim. Ela me ensinou a podar as flores e me fez passar a máquina na grama algumas vezes, trabalho difícil que ela sempre fez sem maiores dificuldades.

Numa dessas idas a Itajubá, meu irmão e eu, a levamos a Aparecida do Norte. Foi um momento ímpar. De volta a Sorocaba, falávamos pelo telefone diariamente e ela sempre me contava o que aconteceu na novela, me sugeria uma foto de igreja parar meu Facebook, me falava de quem a visitara, quem telefonou etc. Enfim, durante todas as noites tive o privilégio de lhe dizer “bença, mãe!” e ouvir um “Deus lhe abençoe”.

Nesse tempo, ela vinha  respondendo bem à quimioterapia (feita por meio de comprimidos) e estava animada e cheia de  projetos. Porém, dada a idade avançada, o tratamento seria por um curto período de tempo. A última quimioterapia estava programada para o final desse mês. O prognóstico da doença, a longo prazo, não era bom. Em 11 de junho, ela não amanheceu bem.  Meu irmão a levou ao pronto socorro e foi diagnosticada uma pneumonia.

Viajei imediatamente para lá. A doença evoluiu rapidamente e na quinta pela manhã ela passou a respirar por aparelhos, em coma induzido. Foi triste vê-la sofrer. Creio que vou demorar para esquecer esses últimos dias de vida dela. Fiquei do lado e pude repetir várias vezes o quanto eu a amava.

Escrevo aqui para aliviar um pouco a minha dor e pedir aos que ainda têm a mãe por perto, que façam tudo por elas. Se eu pudesse voltar no tempo, faria muito mais do que fiz… Acho que fiquei devendo e isso dói.

Hoje, 4 de julho, é meu aniversário, 57 anos. Dia de celebrar a vida e agradecer ao criador por ter uma mãe por perto na maior parte da minha existência.

A Copa de alguns cruzeirenses

sábado, 30 de junho de 2018

GENTE, que veste ou que já vestiu a azul-estrelada, em atividade durante a Copa: DIGÃO foi emprestado ao Fluminense. SASSÁ deve operar o joelho esquerdo, com problemas na cartilagem. VITINHO, do Sub17, assinou contrato com multa de R$330 milhões. JONATHAS, centroavante campeão da Copinha 2007, assinou com o Corinthians. DEIVID trocou a carreira de técnico pela de empresário de futebol. FRED faz fisioterapia no gramado. LUCAS deve continuar no Cruzeiro. DAVID treina com bola. ARRASCAETA teve seu futebol chamado de mágico peo compatriota Suárez. EX-CRUZEIRENSES comentando na Copa: Ronaldo (Globo), Zinho (Fox), Edmundo (Fox), Gilberto (Fox), Roger (Globo), Aristizábal (Fox), Sorín (Telemundo), Cuca (Sportv). 

Chico Duro, o craque e o livro

quinta-feira, 28 de junho de 2018

MARCELO MACHADO, jornalista, escreveu um livro. Eis o realease:

Chico Duro, a história de um craque valadarense

“Se você jogar metade da bola que o seu pai jogou, vai ficar milionário.”

Assim como todo filho de craque (ou suposto craque) de futebol, eu cresci ouvindo essa frase. Era quase um mantra repetido por todos que viram o meu pai jogar em Governador Valadares e região.

Centroavante magro, rápido e habilidoso, com um drible longo, Francisco Oliveira Silva, o Chico ou Chico Duro, chutava tão bem com as duas pernas que era difícil cravar se era destro ou canhoto.

Compensava a estatura mediana (1,75m) com uma impulsão acima da média e uma precisão letal no cabeceio. Talvez porque executasse o fundamento à maneira Pelé, ou seja, com os olhos arregalados para enxergar o lance completo e ver a bola ganhar a rede.

Chico Duro capitaneou uma conquista estadual do time de futebol de salão do Ilusão Esporte Clube, em 1960, quando fez cinco gols na goleada por 9 a 1 sobre o Siderúrgica, na decisão disputada em Belo Horizonte.

Integrou o Clube Atlético Pastoril, o CAP, um mítico time amador valadarense que encarava de igual para igual os grandes esquadrões nacionais em amistosos nos anos 50/60.

O brilho maior de Chico Duro, porém, foi no Democrata. Basta dizer que a maior vitória democratense sobre o Atlético Mineiro em toda a história, 3 a 1, em 1963, teve o centroavante como protagonista e autor de um gol.

Chico Duro, porém, disse não ao futebol. Recusou proposta do Bahia e do próprio Atlético. Antes, não topara fazer parte do juvenil do Cruzeiro. Isso após marcar um gol de bicicleta durante um treino avulso pela equipe, no Barro Preto.

“O Chico era melhor que o Pelé”, exagera Vicente, um ex-companheiro dos tempos de Ilusão e Democrata. “Quem é Pelé?”, provoca Julio Tostes, outro fã do craque valadarense. “Jogava como o Ronaldo (Fenômeno)”, assegura Dorcelino, um pintor de paredes que não perdia um jogo sequer de Chico.

Com 200 páginas, 32 capítulos e galeria de fotos, o livro sobre este personagem nacionalmente anônimo, de fama apenas local, já está concluído. Traz a história de um homem comum do interior do Brasil. Trajetória esta que envolve nomes como Getúlio Vargas, JK, Garrincha, Pelé, Castilho, Procópio, Dalva de Oliveira, Elis Regina, Gonzaguinha, Agnaldo Timóteo e outras personalidades.

A contextualização histórica garante à obra o papel de contribuir para a preservação da memória de Valadares e região, com um resgate de fatos que marcaram a economia, a política, o esporte e a cultura valadarense nos anos 40, 50 e 60.

Em tempo: como não joguei nem metade da bola que ele jogou, não me tornei um milionário. Mas eu fazia os meus golzinhos também. E sigo batendo com as duas…

José Carlos Bernardo, um homem íntegro

terça-feira, 12 de junho de 2018

ZÉ CARLOS, meio-campista da Academia celeste, morreu hoje, após seis anos sofrendo as sequelas de um AVC.

Conheci-o quando estava pesquisando pra escrever o livro do Cruzeiro da Coleção Camisa 13.

Visitei-o em sua oficina de funilaria em Contagem, almoçamos juntos algumas vezes e ele me contou muitas histórias interessantes. 

Por questões técnicas, não tenho como publicar o post que gostarias. Fica pra outra ocasião. Por ora, publico depoimentos colhidos pelo SUPERESPORTES, que dão a dimensão desse gigante da história do Cruzeiro.

  • Dirceu Lopes“Foram anos de amizade, viemos de baixo juntos, crescemos juntos, perdi um grande irmão. Irmão de verdade. Temos mais ou menos a mesma idade. Convivemos por muitos anos todos os dias, a gente se dava muito bem. Nunca perdi o contato com ele. Essa queda dele eu acompanhei de perto, foi realmente uma coisa muito triste, mas a gente tem que se conformar”.
  • Evaldo Cruz: “Como jogador era um espetáculo. Como pessoa, muito além disso. Gente muito boa, muito sério. É uma vida que se vai, um companheiro que a gente perde, um pai espetacular. Pra definir bem, quando eu fui pra Venezuela, passei uma procuração e minhas coisas pra ele resolver”.
  • Toninho Almeida: “Eu e o Procópio acompanhamos de perto esse momento mais difícil dele. Em 1972, fui sacado do time, perto do vencimento do contrato. Era uma estratégia da diretoria pra renovar o contrato em condições menos favoráveis, com o jogador em baixa.  Mas o Zé Carlos simulou uma distensão e saiu do time, me dando chance de jogar”.
  • Raul Plassmann: “Foi um jogador excepcional, uma pessoa espetacular. Isso tudo todo mundo sabe, é lugar comum. Nas condições em que ele estava, pra ele e pra família, foi melhor. A gente não gostaria nunca de vê-lo nesta condição. Queria levar sempre uma lembrança do Zé. Ele trabalhou comigo na base do Cruzeiro. Era um dos observadores técnicos. Lamento muito, mas ele vai viver pra sempre na nossa lembrança. Estou muito chateado, pela falta que ele vai fazer”.
  • Procópio Cardoso Neto: “Conheci o Zé Carlos no Fluminense. Ele foi do Sport Club Juiz de Fora pra fazer um teste e conseguiu passar. Mas, naquela época, o Fluminense estava sem dinheiro para poder pagar o passe dele. Por isso, ele acabou no Cruzeiro, contratado por Felício Brandi. Depois, fui para o Cruzeiro e tive o privilégio de jogar ao lado dele. Não esqueço de quando voltei a jogar depois de 5 anos, já velho, com 33, recuperado de uma lesão. Na minha estreia, ele e Perfumo, dois que já nos deixaram, me apoiaram muito. Faziam a minha cobertura, me deram apoio moral. Era correto, amigo e leal. Foi uma grande perda”.

Convocação pra Copa

segunda-feira, 14 de maio de 2018

TITE vai convocar a Seleção da Copa, daqui  pouco.

Três jogadores do Cruzeiro podem ser chamados: Fábio, o melhor goleiro brasileiro, Edílson, que se considera amigo do técnico, e Dedé, o maior ídolo da torcida celeste.

Pode, contudo, aparecer o nome de mais um cruzeirense: eu. Tenho alguns críticos severos, mas Tite é justo e não vai dar papo pra essas bestas.

Agora, vou dormir. Se meu nome aparecer na telinha, postem a notícia aqui no PHD.

P.S: Foram convocados: Alisson, Ederson, Cássio (G), Fagner, Danilo, Marcelo, Filipe (L), Miranda, Thiago, Geromel, Marquinhos (B). Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Fred (V),  Augusto, Coutinho, Willian (M), Neymar, Firmino, Jesus, Taison, Douglas (A).