Arquivo da Categoria ‘Palestra Itália’

1921: Abrem-se as cortinas do espetáculo!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Testemunho ocular 

Dois de janeiro de 1921, Società Italiana Dante Alighieri, Rua dos Tamoios, entre Rio de Janeiro e São Paulo, a cem metros da Praça Sete, bem no coração da cidade. Duzentos italianos –natos e oriundi– estão reunidos sob a presidência honorária do Cônsul da Itália em Minas para fundar o clube que a rapaziada sonhou nos serões da Casa Ranieri, algumas semanas antes. Ao final dos trabalhos, 72 participantes assinam a verbale de fundação da Società Sportiva Palestra Italia. “Existe um grande clube na cidade”, estará na letra do hino a ser composto 65 anos depois.

Por se definir como um clube italiano, o Palestra sofre preconceitos e perseguições. Convencer a Liga Mineira de Desportos Terrestres de que está pronto para a 1ª Divisão do Campeonato da Cidade é apenas a primeira das batalhas.

A Liga impõe a disputa de dois jogos contra o Ipanema, último colocado da Primeira Divisão e o Palmeiras, primeiro da Segunda em 1920. Esses clubes, à ocasião da inscrição do Palestra, sequer estão aptos a disputar o campeonato por descumprirem disposições estatutárias da Liga. Mas são readmitidos para criar dificuldades à entrada do clube italiano.

Em 19 de abril, Palestra 3×2 Ipanema. Dois dias depois, Palestra 4x 1 Palmeiras. Missão cumprida, lugar garantido entre os grandes, o Palestra passa a sonhar mais alto. Quer seu próprio estádio. “Tão combatido, jamais vencido”, estará na letra do hino a ser composto pelo negro Jadir Ambrósio, 65 anos depois.

O clube ultrapassa suas origens, torna-se o clube dos torcedores de todas as origens étnicas e sociais. Um clube de massa.

Time

Nullo Savini (Eugenio Cicarelli), Polenta, Ciccio — Cecchino, Américo Grande, Antonio Bassi — Lino Pederzolli, Spartaco Dorella, Nani Lazzarotti, Henriqueto Pirani (Nello Nicolai), Attilio (Armandinho).

Goleadores 

Foram 29 jogos com 8 vitórias, 7 empates, 9 derrotas e 5 resultados desconhecidos. O time marcou 29 e levou outros 29 gols. Nani fez 5, Attilio, 4, Spartaco Dorella, 3, Armandinho, 2, Cecchino e Américo, 1 cada.

Dirigentes 

Alberto Noce, o presidente. A primeira diretoria contava, ainda, com Giuseppe Perona (vice), Bruno Piancastelli (secretário), Aristóteles Lodi (tesoureiro), João Ranieri, Domingos Spagnullo e Antonio Pace (comissão fiscal). Foram eleitos por aclamação na assembléia de instalação do clube em 2 janeiro.

É campeão!

Medalha de Ouro da Associação Mineira de Cronistas Desportivos (Palestra 3×0 Athletico) e  Taça VI Centenário Dante Alighieri (jogos contra Yale e AMCD, em 14 de setembro).

Videoteipe 

Palestra 2×0 Villa Nova/Palmeiras, amistoso, no Prado Mineiro, apitado por Hermeto Júnior, do América, em 03Abr. Palestra: Nullo, Polenta, Ciccio; Cecchino, Américo, Bassi; Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho. Combinado: Ferreira, Marcondes, Ruanico; Christovam, Bahiano, Oscar; Raymundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá. Gols: Nani, 16 e 47. Público: 1.500 pessoas. Preliminar: Athletico (equipe secundária) 1×1 Palestra (equipe secundária). Antes e durante os intervalos (cada tempo tinha 40 minutos) dos jogos, a banda da Sociedade Beneficente Italiana animou o festival que celebrava a estréia do time da Società Sportiva Palestra Italia. 

Palestra 3×0 Athletico, disputa da Medalha de Ouro da AMCD, no Prado Mineiro, às 14h06, apitado por Aleixanor Pereira, do América, , em 17Abr. Palestra: Scapelli, Ciccio, Polenta; Chechini, Américo, Kalin; Lino, Spartaco, Nani, Attílio, Henriqueto. Athletico: Walter, Furtado, Alvim; Fernando, Eduardo, Coutinho; Hernani, Zico, Amaral, Minotti, Marcio. Gols: Attílio, 2 e 31, Nani 68. No primeiro clássico, já se disputava uma medalha. O Palestra venceu com folga e assustou os adversários. Como vem se repetindo ao longo da história do futebol mineiro.

Súmula 

Venceu a seletiva para a 1ª Divisão, conquistou a Medalha de Ouro da AMCD e foi vice campeão da cidade.

Tutti buona gente 

O primeiro time do Palestra é formado unicamente por italianos e seus filhos, como determina o estatuto. Os atletas são recrutados no Yale, Athletico, Sete de Setembro, Guarany e Palmeiras. Seus nomes: Alfredo Noce, Americo Grande, Antonio Bassi (Kali), Armando Barulli, Armando Bazzoli (Armandinho), Attilio, Ciccio, Eugenio Ciccarelli, Francisco Volpini (Quiquino), Henriqueto Pirani, Isoni, João Gregório (Polenta), João Lazarotti (Nani), Josefino Camardelli (Nêgo), Leonello Nicolai (Nello), Lino Pederzolli, Miguel Balsamo, Nullo Savini, Otávio Nicolai, Salvador Volpini, Parizzi, Pedro Spitalli, Silvio Pirani, Umberto Lavalli, Scarpelli, Spartaco Dorella,

Camisa verde 

Camisa verde, gola branca, punhos vermelhos. Calções brancos. O uniforme da Società Sportiva Palestra Itália tem as cores da bandeira italiana. Por causa da camisa, o clube passou a ser chamado de Periquito.

LIVRO: Palestra, ano a ano

Cruzeiro, 95 anos hoje

sábado, 2 de janeiro de 2016

CRUZEIRO, 95 anos de conquistas:

Libertadores 1976, 1997 ….. Supercopa Libertadores 1991, 1992 ….. Recopa Sulamericana 1998 ….. Copa Ouro 1995 ….. Copa Master da Supercopa 1995 ….. Brasileiro 1966, 2003, 2013, 2014 ….. Copa do Brasil 1993, 1996, 2000, 2003 ….. SulMinas 2001, 2002 ….. CentroOeste 1999 ….. Copa Campeões Mineiros 1991, 1999 ….. Mineiro 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2002, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009, 2011, 2014 ….. Taça MG 1973, 1982, 1983, 1984, 1985 ….. Copa BH 1960 ….. Torneio Início 1926, 1927, 1929, 1938, 1940, 1941, 1943, 1944, 1948, 1966…

Esta é a história. 

Renegados, segundo um cérebro de galinha

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Post de um adversário do Cruzeiro, que recolhi numa rede social, dia desses:

  • “A torcida do Cruzeiro é composta de foragidos italianos, que saíram da sua pátria para tentar algo no Brasil. São insuportáveis acham que abafam, mas não passam de uns renegados”. (M. Antônio)

Interessante é que este foi um argumento utilizado por dirigentes e torcedores do Athletico, que tentaram cassar o título do Palestra Italia, em 1928.

O mundo gira, a Lusitana roda, mas a boçalidade se mantém inamovível.

Desabafo histórico

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Caro Síndico,

Este texto foi escrito pelo doutorando em História pela UFMG, Geovano Moreira, que está reunindo material para escrever um livro sobre a torcida do Cruzeiro.

Neste fragmento, ele retrata sobre a farsa de que o AtléticoMG tenha surgido como time do povo e que o do Cruzeiro, o time das elites.

Achei interessante. E ele pediu divulgação e penso que seria legal vê-lo no PHD. (mais…)

Cruzeiro, 71 vezes campeão

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Campeoníssimo…

Títulos Oficiais do Cruzeiro

  • Copa Libertadores da América: 1976, 1997
  • Supercopa dos Campeões da Libertadores da América: 1991, 1992
  • Recopa Sul-americana: 1998
  • Copa Master da Supercopa: 1995
  • Copa Ouro: 1995
  • Campeonato Brasileiro: 1966, 2003
  • Copa do Brasil: 1993, 1996, 2000, 2003
  • Copa Sul-Minas: 2001, 2002
  • Copa Centro-Oeste: 1999
  • Supercampeonato Mineiro: 2002
  • Copa dos Campeões Mineiros: 1991, 1999
  • Campeonato Mineiro: 1926, 1928, 1929, 1930, 1940, 1943, 1944, 1945, 1956, 1959, 1960, 1961, 1965, 1966, 1967, 1968, 1969, 1972, 1973, 1974, 1975, 1977, 1984, 1987, 1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2003, 2004, 2006, 2008, 2009 e 2011
  • Taça Minas Gerais: 1973, 1982, 1983, 1984, 1985
  • Taça Belo Horizonte: 1960
  • Torneio Início: 1926, 1927, 1929, 1938, 1940, 1941, 1943, 1944, 1948 e 1966

Títulos Oficiais por Presidentes:

  1. Zezé Perrella, 16 em 10 anos
  2. Felício Brandi, 16 em 21 anos
  3. Alvimar de Oliveira Costa, 6 em 6 anos
  4. Cesar Masci, 5 em 5 anos
  5. Mario Grosso, 5 em 5 anos
  6. Carmine Furletti, 3 em 2 anos
  7. Antonio Falci, 3 em 2 anos
  8. Antonino Pontes, 3 em 2 anos
  9. Benito Masci, 3 em 5 anos
  10. Osvaldo Pinto Coelho, 3 em 5 anos
  11. Americo Gasparini, 2 em 2 anos
  12. Braz Pellegrino, 2 em 2 anos
  13. Salvador Masci, 1 em 1 ano
  14. Manuel de Carvalho, 1 em 2 anos
  15. Ennes Cyro Poni, 1 em 2 anos
  16. Antonio Cunha Lobo, 1 em 2 anos

No tempo em que Dondon era beque do América

sábado, 6 de abril de 2013

Cyro Siqueira contou esta história no Estado de Minas, de 18dez00:

Onde entra o futebol

Vou amenizar esta página me ocupando de um local de trabalho que passou do centro, digamos, histórico da cidade para outro centro, o de negócios. Lewis Munford, certamente uma das maiores autoridades a respeito de problemas metropolitanos, já observou que as grandes metrópoles ao norte da linha do Equador tendem a crescer organicamente para o oeste, enquanto nos países abaixo do Equador, o caso do Brasil, investem em direção ao leste. É claro que a afirmativa sofre o mal de seu esquematismo. De certa forma, Belo Horizonte confirma, em suas linhas gerais, esta tendência. (mais…)

Um RapoCota quando ainda não havia RapoCota

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ficheiro:GeraldoII.jpg

Geraldo II fechando o gol quando o RapoCota ainda não era RapoCota

Cruzeiro 2×1 AtléticoMG, domingo, 11jun44, 15h, Estádio Palestra Itália, Barro Preto, Belo Horizonte, 7ª rodada do Campeonato Mineiro de 1944. Público: 6.000. Renda: Cr$33.823,00. Juiz: Francisco Trindade. Gols: Alcides lemos, 2, Braguinha, 3 do 1º tempo, Rezende, 23 do 2º. Cruzeiro: Geraldo II, Gerson dos Santos e Bituca; Bibi, Juca e Juvenal; Braguinha, Elio Lazzarotti, Niginho, Ismael Caetano e Alcides Lemos. Tec: Ítalo Fratezzi, o Bengala / AtléticoMG: Kafunga, Murilo Silva e Ramos; Cafifa, Hugo Reis e Odilon; Lucas, Baiano, Mário de Souza, Nicola e Rezende. Tec: Gregório Suarez. Notas: 1. O Cruzeiro conquistou o bicampeonato mineiro em 1944. 2. Contratado pelo presidente Mário Grosso pra substituir Bengala, que havia se transferido para o Botafogo, o  juiz Francisco Trindade, atleticano confesso, estreou como técnico do Cruzeiro dm 08ago44 cm uma goleada de 5×1 sobre o América, no Barro Preto. 3. O primeiro RapoCota, Cruzeiro 4×2 AtléticoMG, na Alameda, aconteceu em 20mai45, na semana em que Fernando Pierucetti, o Mangabeira, torcedor do América e chargista do jornal Folha de Minas, anunciou as mascotes dos times mineiros.

Semana 23: Juniores campeonam na Holanda

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Esta foi a Semana 23 de 2011 do Cruzeiro:

  • Domingo, 05jun11 – Nos 10km Brasil Caixa, em São Paulo, Paulo Roberto de Almeida, ficou em 2º lugar, com 29min15seg, atrás apenas do queniano Nicholas Keter. A equipe celeste, dirigida por Alexandre Minardi, conquistou ainda os 4º e 6º lugares com Giomar Pereira (29min49seg) e Valdir Sérgio de Oliveira, respectivamente. /// Nos 10km da Corrida Fundação Torino, em Belo Horizonte,  Belo Horizonte, Célio Rodrigues, chegou em 2º lugar com 31min03seg. Sander Luís Santos terminou a prova em 4º lugar.  /// Equipe Sub19 do Cruzeiro conquista pela 3ª vez o Torneio de Terborg, na Holanda. Campanha: Cruzeiro 2×1 De Graafschap, Cruzeiro 1×0 PSV, Cruzeiro 0x0 Boca Juniors, Cruzeiro 1×0 Twente, Cruzeiro 1×1 Ajax (nos pênaltis, Cruzeiro 5×4). Foi o segundo título celeste nesta excursão à Holanda. O anterior foi o Ado Den Haag. Delegação: Biagio Peluso (vice-presidente), José Maria Fialho (superintendente), José Cesário (médico), Roger Galvão (diretor), Pedro Moreira (gerente de negocios internacionais) Claudiomir Rates (supervisor), Alexandre Grasseli (treinador), Leonardo Almeida (preparador físico), Célio Rossi (preparador de goleiros), Jailson da Silva (massagista),  Edson Diniz (roupeiro), Douglas Pires, Gil, Weslley, Murilo, Gabriel Araújo, Lucas, Eber, Alisson, Marcos, Elber, Alisson, Alex, Igor, Deivisson, Maranhão, Cristian, Fabricio, Hyago (jogadores). ///
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Meu pai não está gostando

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eugenio Raggi

A fama de exigente sempre perseguiu a torcida palestrina. Estendeu-se ao Cruzeiro. Cresceu. Virou um amuleto. Uma lenda.

A torcida celeste cresceu torcendo, sempre com um pé atrás, o que é ótimo. Me lembro do Tostão II, quando deixou o clube, dizendo que é a “torcida mais exigente que ele conhecia”.

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Raposão de Periquito

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Nos anos 20 e 30, o Palestra Itália era chamado de periquito devido à sua camisa verde com detalhes em branco e vermelho, conforme o modelo.

Foi com ela que o clube italiano do Barro Preto conquistou os títulos mineiros de 1926 / 28 / 29 / 30.

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