Arquivo da Categoria ‘Miscelânea’

Chico Duro, o craque e o livro

quinta-feira, 28 de junho de 2018

MARCELO MACHADO, jornalista, escreveu um livro. Eis o realease:

Chico Duro, a história de um craque valadarense

“Se você jogar metade da bola que o seu pai jogou, vai ficar milionário.”

Assim como todo filho de craque (ou suposto craque) de futebol, eu cresci ouvindo essa frase. Era quase um mantra repetido por todos que viram o meu pai jogar em Governador Valadares e região.

Centroavante magro, rápido e habilidoso, com um drible longo, Francisco Oliveira Silva, o Chico ou Chico Duro, chutava tão bem com as duas pernas que era difícil cravar se era destro ou canhoto.

Compensava a estatura mediana (1,75m) com uma impulsão acima da média e uma precisão letal no cabeceio. Talvez porque executasse o fundamento à maneira Pelé, ou seja, com os olhos arregalados para enxergar o lance completo e ver a bola ganhar a rede.

Chico Duro capitaneou uma conquista estadual do time de futebol de salão do Ilusão Esporte Clube, em 1960, quando fez cinco gols na goleada por 9 a 1 sobre o Siderúrgica, na decisão disputada em Belo Horizonte.

Integrou o Clube Atlético Pastoril, o CAP, um mítico time amador valadarense que encarava de igual para igual os grandes esquadrões nacionais em amistosos nos anos 50/60.

O brilho maior de Chico Duro, porém, foi no Democrata. Basta dizer que a maior vitória democratense sobre o Atlético Mineiro em toda a história, 3 a 1, em 1963, teve o centroavante como protagonista e autor de um gol.

Chico Duro, porém, disse não ao futebol. Recusou proposta do Bahia e do próprio Atlético. Antes, não topara fazer parte do juvenil do Cruzeiro. Isso após marcar um gol de bicicleta durante um treino avulso pela equipe, no Barro Preto.

“O Chico era melhor que o Pelé”, exagera Vicente, um ex-companheiro dos tempos de Ilusão e Democrata. “Quem é Pelé?”, provoca Julio Tostes, outro fã do craque valadarense. “Jogava como o Ronaldo (Fenômeno)”, assegura Dorcelino, um pintor de paredes que não perdia um jogo sequer de Chico.

Com 200 páginas, 32 capítulos e galeria de fotos, o livro sobre este personagem nacionalmente anônimo, de fama apenas local, já está concluído. Traz a história de um homem comum do interior do Brasil. Trajetória esta que envolve nomes como Getúlio Vargas, JK, Garrincha, Pelé, Castilho, Procópio, Dalva de Oliveira, Elis Regina, Gonzaguinha, Agnaldo Timóteo e outras personalidades.

A contextualização histórica garante à obra o papel de contribuir para a preservação da memória de Valadares e região, com um resgate de fatos que marcaram a economia, a política, o esporte e a cultura valadarense nos anos 40, 50 e 60.

Em tempo: como não joguei nem metade da bola que ele jogou, não me tornei um milionário. Mas eu fazia os meus golzinhos também. E sigo batendo com as duas…

Corações divididos

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Num esforço de pesquisa, o PHD descobriu o segundo time de cada comentarista do blog. Confiram: 

  • Romarol (Peñarol), Franca (Francana), Setelagoas (Bela Vista), Polaco (Legya), Zuloobas (Zulia), Chaves (Chaves), Velloso (Velo), Barros (Barroso), Mariana (Resende), Frede (Frederiquense), Celeste (Napoli), Arreguy (Estrela Vermelha), Tato (Tottenham), Vilela (Vila), Penido (Avenida), Braga (Bragantino), Beth (Bétis), Clemenceau (Pescara), Sobrinho (Sobradinho), Raher (Fazenda), Galvão (Galvez), Luizito (Carabobo).

Nenhuma segundo time desses cruzeirenses foi escolhido ao léu. Todos têm alguma afinidade com o torcedor. 

Convocação pra Copa

segunda-feira, 14 de maio de 2018

TITE vai convocar a Seleção da Copa, daqui  pouco.

Três jogadores do Cruzeiro podem ser chamados: Fábio, o melhor goleiro brasileiro, Edílson, que se considera amigo do técnico, e Dedé, o maior ídolo da torcida celeste.

Pode, contudo, aparecer o nome de mais um cruzeirense: eu. Tenho alguns críticos severos, mas Tite é justo e não vai dar papo pra essas bestas.

Agora, vou dormir. Se meu nome aparecer na telinha, postem a notícia aqui no PHD.

P.S: Foram convocados: Alisson, Ederson, Cássio (G), Fagner, Danilo, Marcelo, Filipe (L), Miranda, Thiago, Geromel, Marquinhos (B). Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Fred (V),  Augusto, Coutinho, Willian (M), Neymar, Firmino, Jesus, Taison, Douglas (A).

Tempos idos

sexta-feira, 30 de março de 2018

ESSE TEMPO

Álvaro Faria

Sexta-Feira Santa me leva à infância.
O silêncio da casa.
No rádio, só música clássica.
Nada de jogar bola na rua.
Lembro-me que eu me sentia profundamente triste.
Um dia de falar baixo.
Um dia de silêncio.
De muito respeito.
Eu agradeço ter vivido esse tempo.

Neste País desarmado…

quinta-feira, 15 de março de 2018

BRASIL TEM 164 ASSASSINATOS POR DIA.
Antes da Vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro (por que se esquecem dele?), foram mortos, pra mencionar apenas autoridades:
O ex-vice prefeito de Ourolândia, José Roberto Soares Vieira, que delatou cúmplices à Lavajato;
A Juíza Patrícia Acioli, que condenou policiais corruptos no Rio de Janeiro;
Os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva e o motorista do Ministério do Trabalho Ailton Pereira de Oliveira, assassinados em Unaí;
O promotor Francisco José Lins do Rêgo Santos, que investigava postos de gasolina em Belo Horizonte;
O prefeito Celso Daniel, de Santo André;
O prefeito Toninho, de Campinas;
O prefeito Walderi Braz Paschoalin, de Jandira;
O prefeito Esvandir Antonio Mendes, de Colniza;
O prefeito Waldemir Antônio da Silva, de Novo Santo Antônio;
A deputada federal de Alagoas, Ceci Cunha;
O prefeito Antônio Luiz César de Castro, de Nova Canaã;
O vereador Marcelino Chiarello, de Chapecó;
A perita do INSS, em Governador Valadares, Maria Cristina Felipe da Silva;
E os milhares de cidadãos anônimos cujas mortes são lamentadas apenas nos círculos familiares.
Este é o Brasil. Sem armas. Mas com políticos, traficantes, milicianos e muitos jornalistas contestando juízes e brigando pra impedir a intervenção das Forças Armadas na segurança pública.
No Rio de Janeiro, ao menos, existe alternativa pra combater a violência, a curto prazo?

Top 5 das praias brasileiras

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SÍNDICO, fiquei lhe devendo um Top 5 turístico. O Top 5 que escrevi anteriormente ficou com cara de “Merchan” e desisti dele. Mas lhe envio este sobre praias que conheço no Brasil. Se for do seu agrado, publique, se não for, não se acanhe em jogar na lixeira.

  1. BAIA DO SANCHO (Fernando de Noronha, PE) Paa chegar tem que descer uma escadaria de 50 metros que se tem acesso por uma abertura entre as rochas. Pessoas com fisico “avantajado” como Evandrão ou Sobrinho ficariam entalados nesta abertura, mas vale a pena tentar. Quando chegamos na areia, vimos que a praia é maravilhosa. Mas é bom não gastar toda energia, porque na volta tem que subir esta escadaria. Pra Noronha há voos da Trip e da Gol,. Os preços são altos, mas vale a pena ir pelo uma vez. Depois, é administrar a vontade de voltar.
  2. AVENTUREIRO (Ilha Grande, RJ) Fica na parte oceânica da ilha, tem areia fina e mar azul. Complicado é chegar lá. Ideal é por lancha, mas dá pra chegar também por trilha. É a mais bonita da Ilha Grande e foi uma difícil escolha já que as praias na Ilha Grande são rodas belíssimas. Pra chegar à Ilha Grande tem que pegar balsa em Angra dos Reis ou Mangaratiba.
  3. PIPA (RN) Estando em Natal é imprescindível separar um dia pra ir até lá. Fica a 80 km de Natal e dá pra conhecer bem num dia, mas pra quem quiser ficar mais tempo, a cidade oferece muitas opções de hospedagem  pra todos os bolsos, O estilo é de vila de pescadores, muito agradável. O mais econômico pra ir a Natal é comprar pacotes de uma semana que os operadores oferecem, com preços bem convidativos.
  4.  BARREIRA DO BOQUEIRÃO (AL) A melhor maneira para chegar é alugando carro em Maceió pra seguir em direção ao litoral norte e ir parando em várias praias até chegar em Maragogi, onde é preciso atravessar de balsa um rio, pois uma ponte ainda não está pronta dez anos depois de iniciada a construção.
  5. ITACAREZINHO (Itacaré, BA) Extensa e com Coqueirais, típica do Sul da Bahia. Fui lá duas vezes e voltaria dezenas de outras vezes. No final da praia existe ma queda de água doce, que dá um charme especial à praia. Itacaré fica erro de Ilhéus que recebe voos direto de BH. Os pacotes têm preços excelentes. Custo beneficio interessante.Saudações cruzeireses, Rogério Bastos, da Potencial Turismo.

Séries

sábado, 29 de abril de 2017

Pra relaxar antes do RapoCota:

  1. Alfa, Beta, ______, Delta e Épsilon.
  2. Barone, Mendes, Cruz, ______ e Oliveira.
  3. Felix, Carlos, ______, Wilson e Everaldo.
  4. Humberto, ______, Emílio, Ernesto e João.
  5. Guaicurus, Caetés, Tupinambás, Carijós e _____.
  6. Oscar, Marcel, Israel, Gerson e ______.
  7. Laimbeer, Edwards, Rodman, Dumars e ______.
  8. Jagger, Richards, Jones, ______ e Watts.
  9. Portela, ______, Salgueiro, Mangueira e Grande Rio.
  10. ______, Tombense, Uberlândia, Joinville e São Paulo.

Completem pra cada serie ficar perfeita.

O vencedor receberá um prêmio virtual.

Goleiros

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Hoje é o dia do goleiro. Besteira. Mas vamos aproveitar a data pra escolher:

  1. Quem foi o melhor goleiro que vc viu jogar?
  2. Quem é o melhor goleiro brasileiro da atualidade (atuando aqui e alhures)?
  3. Quem foi o melhor goleiro da historia do Cruzeiro?

Meus votos: Buffon, Danilo e Fábio.

Há 54 anos, Minas conquistava Brasileiro de Seleções

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

MARCOS PINHEIRO

Neste 30Jan, comemora-se o 54º aniversário da conquista do Campeonato Brasileiro de Seleções de 1962 por Minas Gerais. O troféu está no Museu do Futebol do Mineirão, sem qualquer explicação adicional para os visitantes.

Minas Gerais estreou nas quartas-de-final, contra o Paraná, em 10jan63, mas a competição havia começado em 04nov62, que é seu ano oficial de referência, conforme escrito no próprio troféu. O segundo jogo da final contra a Guanabara foi em 30jan63.

Já foi bastante comum no futebol brasileiro a competição de um ano terminar no ano seguinte. O Mineiro de 1937, por exemplo, terminou em Abr38. A 1ª fase do Brasileiro de 1988 terminou em dezembro, os jogadores entraram de férias e o campeonato recomeçou no final de janeiro já nas quartas-de-final. O atacante Careca, do Cruzeiro, que estava voando no ano anterior, voltou das férias com mais de 100 Kg pra enfrentar o Internacional.

No caso do título mineiro, como o escrete estreou e terminou a competição em 1963, é comum se dizer que o torneio foi em 1963, mas na verdade Minas campeonou em 1962, assim como o título brasileiro que o Bahia conquistou em 1989 foi o de 1988.

Detalhe interessante é que a placa colada ao troféu menciona ser o “XXV Campeonato Brasileiro de Futebol”, mostrando que a CBD continuava ignorando o campeonato brasileiro que ela mesma organizou em 1922. Nesse ano, por ocasião das comemorações do Centenário da Independência, a entidade realizou, no Rio de Janeiro, o “Campeonato Brasileiro de Futebol”, com esse nome. A competição foi um sucesso e a única coisa que deu errado pra CBD foi São Paulo, cuja federação, à época, vivia às turras com a CBD, ter campeonado. Pra diminuir a conquista paulista, em 1923, a CBD voltou a organizar a competição, chamando-a de “1º Campeonato Brasileiro de Futebol”, alegando que a competição do ano anterior era experimental, e portanto não contaria. De nada adiantou os protestos paulistas, que voltariam a vencer a competição em 1923.

O Campeonato Brasileiro de Futebol continuaria acontecendo anualmente até 1944 (não houve edições em alguns anos), quando passou a a ser disputado de dois em dois anos e, a partir de 1959, de três em três. Após a edição de 1962, não houve novas edições até que em 1987 se tentou ressuscitar a competição. Minas, por ser campeã, entrou direto na semifinal e na final o Rio de Janeiro, representado pelo Americano de Campos, ganhou o título. Quatro anos depois, em 1991, houve a última edição da competição. Após uma primeira fase sem os estados mais importantes e com baixíssimo interesse do público, a competição não teve continuidade, terminando sem definição do campeão.

Na verdade, desde a década de 50, com o início do Rio-São Paulo, era crescente perda de interesse do público pela competição entre seleções estaduais. Desinteresse que se acentuou com o início da Taça Brasil em 1959.

  • CAMPEÕES: 1922, São Paulo — 1923, São Paulo — 1924, Distrito Federal — 1925, Distrito Federal — 1926, São Paulo — 1927, Distrito Federal — 1928, Distrito Federal — 1929, São Paulo — 1931, Distrito Federal — 1933, São Paulo (FBF) — 1934, Bahia (CBD) e São Paulo (FBF) — 1935, Distrito Federal (CBD) e Distrito Federal (FBF) — 1936, São Paulo (CBD) — 1938, Distrito Federal — 1939, Distrito Federal — 1940, Distrito Federal — 1941, São Paulo — 1942, São Paulo — 1943, Distrito Federal — 1944, Distrito Federal — 1946, Distrito Federal — 1950, Distrito Federal — 1952, São Paulo — 1954, São Paulo — 1956, São Paulo — 1959, São Paulo — 1962, Minas Gerais — 1987, Rio de Janeiro — 1991, não concluído.

Os sobreviventes

terça-feira, 29 de novembro de 2016

GUILLERMO MOLINA, médico e diretor do Hospital San Juan Dios, de La Ceja, esclareceu a situação dos sobreviventes do acidente que vitimou a maior parte da delegação da Chapecoense.

  • “Chegaram vivos aqui o Rafael Henzel, jornalista de Chapecó, e um jogador da Chapecoense, o Alan Ruschel. Os dois não estavam com consciência total, mas em um estado complicado geral. O Neto chegou em estado muito severo, comprometimentos encéfalo-craniano e do tórax, fraturas expostas de membros inferiores, foi entubado, passou por exames, está em cirurgia. O Alan Ruschel chegou entre 2h30 e 3h da manhã (horário local), estava com uma fratura no membro inferior, comprometimento abdominal, e uma fratura de vértebra. Foi transferido pra outra clínica a fim de realizar exames e outros procedimentos porque necessitou de imobilização na coluna. Conversei com o médico do hospital San Vicente Fundación e ele me disse que o Danilo morreu e o Jackson Follman teve de amputar um membro inferior.”

Resta torcer pra que todos sobrevivam. Eles e os tripulantes bolivianos Erwin e Ximena Suarez.