Arquivo da Categoria ‘LIBERTADORES!’

Os dezoito jogos malditos

sábado, 10 de agosto de 2019

“UMA VITÓRIA EM 18 JOGOS!” bradam os apopléticos termocéfalos. É uma sequência ruim, mesmo. Mas não foi construída somente com péssimas apresentações, nem com o mesmo time.

Teve de tudo: prejuízo causado por más arbitragens, grandes exibições dos adversários, time recheado de estagiários etc. Como teve também jogos de péssima qualidade do time celeste. Enfim, a terra jamais foi plana nesses dezoito jogos.

  • 1×2 Emelec. Cruzeiro foi muito prejudicado pela arbitragem.
  • 1×3 Inter. Cruzeiro jogou um tempo bom, outro péssimo.
  • 1×1 Fluminense. Cruzeiro abriu vantagem, segurou o resultado, mas levou um gol irregular aos 95.
  • 1×4 Fluminense. Cruzeiro jogou mal e voltou a levar gol aos 95.
  • 1×2 Chapecoense. Cruzeiro jogou melhor que o adversário, mas perdeu.
  • 1×1 São Paulo. Cruzeiro jogou bem, mas o goleiro Volpi fehou o gol tricolor.
  • 2×2 Fluminense. Cruzeiro jogou bem, levou outro gol aos 95, mas venceu nos pênaltis.
  • 0x0 Corinthians. Cruzeiro jogou bem, mas o goleiro Walter fez milagres e salvou seu time.
  • 1×2 Fortaleza. Cruzeiro disputou uma péssima partida.
  • 3×0 Mineiro. Show de bola contra as frangas.
  • 0x0 Botafogo. Cruzeiro dominou, mas falhou nas conclusões.
  • 0x2 Mineiro. Cruzeiro fez uma partida conservadora, pra manter a vantagem e foi garfado.
  • 0x0 Bahia. Time de garotos disputou bela partida e criou mais chances do que o tricolor. 
  • 0x0 River. Cruzeiro fez um jogo estratégico e, por pouco não arranca uma vitória.
  • 0x2 Paranaense. Cruzeiro voltou a jogar com os garotos, mas desta vez muito mal.
  • 0/2×0/4 River. Cruzeiro criou mais chances de gol, foi pros pênaltis e perdeu.
  • 0x2 Mineiro. Cruzeiro teve mais posse, mas foi pouco criativo e tomou dois gols, um em cada acréscimo de tempo.
  • 0x1 Internacional. Cruzeiro dominou, mas não soube furar o bloqueio defensivo e acabou tomando um gol.

Os terraplanistas do futebol viram apenas péssimas exibições do time celeste. Alguns por burrice, outros por má fé. Há também o caso dos que nem viram todos os jogos, mas destamparam falatório cheio de lugares comuns e frases feitas.

That’s football.

Chaves: “O Cruzeiro teve as melhores chances”

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

PITACOS acerca do CRUZEIRO 0/2-0/4 RIVER PLATE Mineirão, Belo Horizonte, 30jul19ter19h15, volta das oitavas da Libertadores 2019:

MANO MENEZES: O objetivo no primeiro jogo era trazer a decisão pra nossa casa. Mas sabíamos que o jogo seria tão difícil aqui quanto foi lá. Falamos sobre a série de sucessos que eles estão tendo na Libertadores com esse grupo e nos preparamos pra entender o jogo. Iniciamos mal, errando muito e não se pode errar contra um time que tem qualidade. Houve um pouco de ansiedade. Depois da primeira chance clara, a mais clara do jogo, as coisas começaram a se equilibrar, a equipe passou a ter mais tranquilidade. Tínhamos algumas dificuldades na escolha da formação ideal, porque Robinho só tinha capacidade pra 30 minutos, então a escolha foi pela formação que terminou o jogo lá e que deu bom resultado. Aos 60, tiramos um volante e botamos Robinho. Depois fomos um pouco mais com um homem de área, Fred. Críamos oito oportunidades, o River teve cinco. Não foi por falta de tentativa nem de esforço. Nosso adversário sempre jogou ofensivamente e também não conseguiu marcar gol no Cruzeiro em 180 minutos. Não conseguimos o objetivo porque perdemos nos pênaltis, assim como já vencemos muitas vezes assim  Estamos tristes, como o torcedor. Lutamos como podíamos pra passar de fase. Em nenhum momento o Cruzeiro deixou de acreditar. Lutou até o fim tentando o gol. A derrota pode ser dura, triste, mas a gente não pode enganar o torcedor. Não se trata de estilo, de abdicar, de não querer.

DEDÉ: Jogamos, tivemos chances, nos entregamos ao máximo, mas estou emocionado é por gratidão. Sou grato a Deus, por me capacitar em jogar uma competição como essa, Nossa Senhora da Aparecida, que eu sempre peço pra estar cobrindo seu manto em minha família, meus amigos, quem eu gosto, nosso clube. E eu parei pra orar um pouquinho, passou muita coisa positiva na minha cabeça. Isso me emocionou. Perdemos nos pênaltis, num jogo bem jogado, um jogão, o River enfrentou nosso time, mas acho que nosso time ainda suportou um pouco mais, teve um pouco mais de resistência no jogo, tivemos chances claras no final, pra matar. Mas, infelizmente, não matamos e, em mais uma disputa de pênaltis, infelizmente dessa vez não deu pra gente. Com méritos aos batedores, ao goleiro do River, mas nosso time não pode sair de cabeça baixa, temos mais duas competições pra disputar, uma que estamos num dilema grande, que é o Brasileiro, e vamos voltar a vencer, se Deus quiser. 

FRED: Trabalho pra voltar a ser titular. Enquanto isso não acontece, tentarei ajudar enquanto estiver em campo ou fora, independente de qualquer coisa. É lógico que a gente fica triste em sair do time, mas entende que é uma característica do Mano, de marcar bem lá atrás com todo mundo e depois sair no contra-ataque. Eu não me encaixo nas características dele. Mas quando precisar eu vou procurar fazer meu melhor.

FERNANDÃO ÁVILA:  Jogo brigado, com boas chances pros dois lados. Os times toparam os pênaltis. E eu só pensava que o Sobis tinha ido embora e não tinha ninguém confiável pra abrir as cobranças. Durante o jogo demos o azar normal de futebol, M Gabriel afoito na hora de definir, dentro da sua característica, Fred entrou fazendo bem o pivô e adiantando o time. O River cansou mais que o Cruzeiro. Pra eles é início de temporada, e o time embora tenha sido mais presente no fim, não conseguiu marcar. Vida que segue. Fui dormir muito puto, mas confiante na Copa do Brasil. 

DOUGLAS VELLOSO: Bom jogo. No primeiro tempo, os erros de passe prejudicaram a estratégia e Rocha não foi escape necessário. Mesmo com o meio campo mais preenchido pelo Cruzeiro, o jogo foi semelhante à primeira etapa na Argentina. Ruim doi ter demorado pra se buscar uma jogada mais vertical. Mérito do River não foi deixar isso acontecer, pois é um time ciente de suas qualidades e limitações. Mesmo assim, a melhor chance foi do Cruzeiro. No segundo tempo, empurrado  pela torcida, o Cruzeiro atacou, fez mais ultrapassagens e jogou no seu limite, com disposição. O sistema defensivo, mostrando sua boa qualidade. Uma pena Robinho e Neves nõ estarem em boas condições físicas. Sobre os pênaltis, tudo o que se disser é especulativo. 

MATHEUS CHAVES: O Cruzeiro fez um bom jogo, dentro das suas características e das dificuldades impostas pelo adversário, que é bom, embora não seja essa maravilha toda. O Cruzeiro teve as melhores chances, mas foi incompetente na conclusão. Foi um filme já visto em várias decisões recentes, só que desta vez a sorte não estava do nosso lado. 

Dedé, Henrique, Orejuela, os melhores

quarta-feira, 31 de julho de 2019

ATUAÇÕES dos protagonistas do CRUZEIRO 0/2-0/4 RIVER PLATE Mineirão, Belo Horizonte, 30jul19ter19h15, volta das oitavas da Libertadores 2019:

TORCIDA CELESTE enfrentou as imensas dificuldades do trânsito, devido ao horário estúpido do jogo, lotou o estádio e apoiou seu time o tempo todo. Segundo o Cláudio Inani, ela deu aula de como se emular um time às hinchadas argentinas.

FÁBIO defendeu com segurança todas as bolas que chegaram ao arco celeste. Nos pênaltis, não viu a corda bola. Foram todos bem batidos.

OREJUELA marcou bem, com desarmes e interceptações de passes. Foi bastante ao ataque, mas não conseguiu bons cruzamentos.

DEDÉ venceu todos os duelos em que se meteu. Rebateu todas as bolas, usou bem o corpo nas disputas, no ataque, nada conseguiu nos cruzamentos.

LEO fez uma partida impecável, liderando a defesa celeste, desmanchando ataques argentinos e apoiando os companheiros de defesa.

EGÍDIO marcou muito e apoiou quando foi possível. Errou passes, como vários outros jogadores dos dois times. Erros forçados pela forte marcação adversária.

HENRIQUE marcou bem, dificultou as ações dos argentinos. Uma partida perfeita, que só teve um senão: o pênalti mal cobrado.

CABRAL marcou e passou bem, Jogou uma hora e saiu, com a missão cumprida.

ROMERO dedicou-se à marcação, cercando os argentinos pelo lado direito da defesa celeste.

NEVES fez algumas boas jogadas, trocando passes no ataque, deu um chute a gola e ficou em campo porque Mano acredita que ele poderia decidir numa jogada individual, algo que os argentinos não permitiram.

M GABRIEL gastou energia marcando e criou pouco no ataque.

ROCHA não conseguiu puxar contra-ataques, não recebeu boas bolas e acabou saindo mais cedo, sem justificar sua nova posição no time.

DAVID jogou menos de dez minutos, sem ajudar, nem atrapalhar o time. Nas cobranças de pênalti, foi quem chutou pior, com totozinho, que facilitou a defesa de Armani.

ROBINHO jogou meia hora e esteve bem, com boas jogadas e passes precisos. Com ele, o time teve seu melhor momento na partida. Nos pênaltis, cumpriu bem seu papel, acertando a cobrança.

FRED entrou na parte final do jogo e deu um ótimo passe, que Marquinhos Gabriel não aproveitou para fazer o gol. Nos pênaltis, foi quem fez a melhor cobrança.

MANO escalou o que tinha de melhor e fez boas substituições. Sua estratégia funcionou, ao impedir que o River criasse oportunidades para fazer um gol, que obrigaria o Cruzeiro a marcar dois. Na etapa final, soltou mais o time, mas não conseguiu impedir que a decisão fosse para os pênaltis.

CRUZEIRO, perfeito taticamente, impediu que o River criasse chances de fazer um gol fatal, não soube decidir quando a oportunidade apareceu. E foi mal nas cobranças de pênaltis.

RIVER conseguiu ocupar todos os espaços do campo, de forma a não permitir contratações fatais do Cruzeiro. Buscou o gol, mas esbarrou na defesa celeste e não teve chances para marcar. Para compensar, cortou quase tudo na defesa e contou coma sorte de a baliza cercar a bola mais perigosa do time celeste. Nos pênaltis, Armani fez a diferença e levou o time às quartas de final.

ÁRBITROS não foram muito notados, o que é bom sinal.

MelhorDoJogo => DEDÉ [[[33]]] Sá, Beth, Walterson, Clemenceau, Ianni, Nem, Jean, Igor, Alex, Rezende, Klauss, Freitas, Morato, Gil, Angrisano, Olivieri, Bitencourt, Sobrinho, Walfrido, Vasconcelos, Borroló, Rosan,  Velame, Soares, Milani, Vanda, Ramos, Zuloobas, Velloso, Chaves, Penido, França, Vítor, Marilu —– HENRIQUE [[[10]]] Soalheiro, Serelo, Anchieta, Guilherme, Breno, Juliana, Flavia, Luciano, Romarol, Síndico  —–OREJUELA [[[7]]] Fivestars, Wagner, Setelagoas, Walery, Bastos, Jotapê, Dudu —– LEO [[[4]]] Guidugli, Seisaum, Monica, Barnabé —– ROMERO [[[2]]] Chong, Andre —– M GABRIEL [[[2]]] Alan, Schrier —– ROBINHO [[[1]]] Lauanda — NEVES [[[1]]] Gilberto —– MANO [[[1]]] Gesoco —ARMANI [[[4]]] Uol, Jair, Sanchotene, Amaral —– GALLARDO [[[2]]] Luizito, Talentim…

Cruzeiro 0/2×0/4 River Plate: jogo de xadrez

terça-feira, 30 de julho de 2019

CRUZEIRO contra River Plate, Mineirão, Belo Horizonte, 30jul19ter19h15, volta das oitavas da Libertadores 2019.

CLASSIFICAÇÃO: na fase de grupos, Cruzeiro foi o 1º, no grupo A, contra Emelec, Lara e Huracán. River foi 2º, no grupo B, com Internacional.

TEMPO nublado, temperatura 22º, vento 18 Km/h, umidade 54%.

TRANSMISSÃO: Sportv, com narração de Rogério Corrêa, comentários de Bob Faria e Ricardinho.

ARBITRAGEM: Roberto Tobar, Claudio Rios, Alejandro Molina (Chile). VAR: Nicolas Gallo (Colômbia).

CRUZEIRO: Fábio – Orejuela, Dedé, Leo, Egídio – Henrique, Cabral — Romero, Neves, M Gabriel — Rocha. T: Mano Menezes.

BANCO: Rafael (G), Weverton (L), Cacá (B), Fabruno (B), Dodô (L), Ederson (V), Jadson (V), Robinho (M), Maurício (M), Sassá (A), Fred (A), David (A).

AUSENTES: Edílson, Rodriguinho (lesionados).

PENDURADOSS: ninguém.

RIVER PLATE: Armani – Montiel, Rojas, Martinez, Casco – Ponzio, Pérez — Fernandez, Carrascal, — Borré, Pratto. T: Marcelo Gallardo.

BANCO: Lux (G), López (L), Zuculini (V), Ferreira (V), De la Cruz (M), Palacios (M),  Rollheiser (A), Alvarez (A), Suárez (A).

AUSENTES: Quintero, Scocco, Pinola, Angileri (lesionados).

PENDURADOS: ninguém.

CRUZEIRO 0(2)x(4)0 RIVER PLATE, 30jul19ter19h15. TEMPO nublado, temperatura 19º, vento 10 Km/h, umidade 60%. LOCAL: Mineirão (62 mil), Belo Horizonte. MOTIVO: volta das oitavas da Libertadores 2019. TRANSMISSÃO: Sportv. PÚBLICO: 55.567 presentes, R$2.464.451, média R$44. ARBITRAGEM: Roberto Tobar, Cláudio Rios, Alejandro Molina (Chile). VAR: Nicolas Gallo (Colômbia), AMARELOS: Romero, Pérez, Carrasca. O%ENALTIS: Fred, Rovinho (converteram, Henrique, David (perderam), De La Cruz, Montiel, Martínez, Borré (converteram). CRUZEIRO: Fábio; Orejuela, Dedé, Leo, Egídio; Romero, Henrique, Cabral (Robinho, 60); Neves, M Gabriel (David, 85); Rocha (Fred, 72). T: Mano Menezes. RIVER: Armani; Montiel, Martínez, Rojas, Casco, Ponzio (Palácio, 46), Pérez, Carrascal, Fernández (De la Cruz, 70), Pratto (Suárez, 65), Borré. T: Marcelo Gallardo.

HISTÓRICO. 16 jogos, com 10 vitórias do Cruzeiro, 4 do River, 2 empate, 24 gols do Cruzeiro, 13 do River. Os dois decidiram a Libertadores 1976, o torneio 20 Anos do Mineirão, em 1985, a Supercopa 1991 e a Recopa 1998, sempre com vantagem do Cruzeiro.

Tolentino: “Tem que sentar a vara no Henrique”

sexta-feira, 26 de julho de 2019

OPINIÕES de alguns críticos do do futebol celeste, recomendados pelo Setelagoas:

UOL: Ao lado de Robinho, Marquinhos Gabriel cometeu muitos erros e não acertou quase nada que tentou. No primeiro tempo, teve uma ótima chance no contra-golpe, mas segurou demais a bola e acabou desperdiçando o ataque.

M RIZZI: Primeiro tempo uma lástima, pois essa proposta não funcionará se pegar um adversário qualificado, basta observar os times grandes que pegamos no Brasileiro, só sacode! E digo mais, se Prato estivesse no primeiro tempo quando o volume de bolas alçadas na área foi maior, não sei se sairíamos com o empate. Novamente, Mano brinca com a sorte. River tem nome, mas hoje estava desfalcado, por exemplo, o Prato retornando, viu a quantidade de lances de perigo que proporcionou? 

A ALVARENGA: Vi um time enrolhado no primeiro tempo, tentando algo no segundo, um gol perdido por alguns segundos, um River perdendo várias chances e um pênalti bobo que o argentino chutou nas nuvens. Sorte empatar. E achar que o raio vai cair no mesmo lugar duas vezes? Com torcida ou não, cai fora na próxima e não adianta choro…

B TOLENTINO: Tem que sentar a vara no Henrique quase põe tudo a perder num lance amador. Tipo de burrice que custa a classificação. —– Em se tratando de Mano Menezes o 0 a 0 não foi um excelente resultado. O longo histórico de empates do Mr. Retranca leva-nos a crer numa eliminação com gol qualificado. 1×1 ou 2×2 são os placares mais prováveis na volta. O time do Cruzeiro demonstra uma dificuldade absurda para propor o jogo ou jogar em busca da vitória.

B BARROS: Deus escalou [Cabral]. Realmente se foi por isso mesmo [lesão do Robinho] o único mérito do treinador no jogo cai por terra. —– Fábio soltou pelo menos 3 bolas, uma em um chute no primeiro tempo e 2 cruzamentos, que dava molinho pra ele segurar. Deixou a criança viva e quase a vaca deita.

E BITENCOURT: Henrique, assim como Egídio, errou tantos passes quantos tentou.

B SETELAGOAS: Fábio andou errando bolas que havia muito tempo não errava. E a reposição continua uma porcaria. Errou um soco mandando para meia lua (beabá), espalmou uma bola fraquinha e catou uma borboletinha.

M C PEREIRA: O Cruzeiro não perdeu por muito pouco. Não perdeu por incompetência do fraco Suárez, não sei o que faz no River Plate. E aí o campeoníssimo Gallardo ainda coloca ele para cobrar pênalti e ele bate nas nuvens. O Fábio fez grandes defesas (…) O Cruzeiro não chutou uma bola no gol, gente. Não dá, não é possível. Você sai do Brasil e vai para a Argentina, não se importa se é o Boca, o River, não importa quem. Você tem que dar alguma resposta, alfinetar, chutar uma bola no gol. E o Cruzeiro marca da sua intermediária para trás, se defende. A paixão do Mano Menezes por esse tipo de jogo é assustadora. Parece que ela vai se acentuando.

J Kfouri:  O assoprador chileno de apito não marcou um pisão de Dedé em Montiel dentro da área brasileira, em pênalti não assinalado, e porque, aos 38′, Pratto desperdiçou cabeçada preciosa. Curioso que o VAR não tenha sido acionado para ver a falta de Dedé.

Mano: “Nos preparamos pra enfrentar o campeão da América”

quinta-feira, 25 de julho de 2019

PITACOS acerca do RIVER PLATE 0-0 CRUZEIRO, Monumental, Buenos Aires, ida das oitavas de final da Libertadores 2019:

MANO MENEZES: Nos preparamos para enfrentar o campeão da América em sua casa. Esperávamos o jogo com essa característica. Penso que poderíamos ter sido durante os 90 minutos o que fomos no segundo tempo, a equipe trabalhando melhor a bola, encontrando espaços. Erramos muito no primeiro tempo. Levamos um 0x0 que é a primeira parte do confronto, mas saímos daqui sabendo o quanto ainda falta para passarmos para as quartas de final. 

FÁBIO: Ele ia bater cruzado, mas em cima da hora virou o pé. Aí, qualquer força a mais, a bola pode subir. Se tivesse a intenção de bater no meio, é um chute com mais precisão e menos força. Acho que ele tinha em mente bater cruzado e em algum momento ali decidiu bater no meio. Graças a Deus deu certo, a gente conseguiu não tomar gol. É um bom resultado. Mas, vamos ter que fazer muito em Belo Horizonte para sairmos com a classificação.

DEDÉ: Bom resultado, mas acho que tem que ser comemorado apenas se houver a classificação. Até porque 0x0 é um resultado perigoso. O River tem história, está defendendo o título, mas fizemos um bom jogo. A pressão é normal, ainda mais na Argentina, mas creio que se tivéssemos um pouquinho mais de tranquilidade, dava pra sair com um resultado positivo. Nosso setor ofensivo ajudou bastante, principalmente ali atrás, é um ponto positivo. Saio contente com o que a equipe produziu taticamente.

DOUGLAS VELLOSO: No primeiro tempo o Cruzeiro foi prensado em seu campo de defesa, com pouco ou nenhum escape. Existia pelo lado esquerdo da defesa uma dificuldade que foi explorada pelo River, que preencheu o meio de campo e buscava sempre o gol, verticalmente – o Cruzeiro entrou com duas linhas de quatro e teve dificuldades na saída de jogo, sempre com um do adversário na ‘sobra’. Neves e Robinho pouco buscaram a bola para iniciar jogadas. Na segunda etapa a trinca do meio formada por Romero, Henrique e Cabral mudou o panorama da partida e o Cruzeiro passou a rodar a bola, fazendo o seu jogo, buscando o ataque – o defeito principal da partida de ontem, mesmo depois da evolução no segundo tempo, foi o excessivo erro de passes. Destaco Dedé, Orejuela, Romero, Ariel. 

MARC BSB: Achei que esse pênalti foi forçado pelo VAR. O jogador argentino empurra o Henrique, que meio no “instinto” acaba segurando. Lance que ninguém viu durante a partida. Enfim… melhor que não entrou e nós é que saímos com gostinho de vitória.

MARCUS OLIVEIRA: Primeiro tempo de angústia para o torcedor: time primando por fechar espaços e diminuir o ímpeto do River. Segundo tempo com ajustes: M Gabriel duplicando marcação com Egídio (que virou um terceiro zagueiro quando River atacava), David acelerando a saída de bola e Pedro Rocha aberto na esquerda para ter espaço em jogadas individuais. Orejuela e Romero muito bem pela direita. Henrique movimentando no espaço entre a linha defensiva e a dupla de meias (Cabral/Romero, depois Cabral/Jadson). Bom resultado! Que quase se foi em um lance infantil no fim…

ROSAN AMARAL: Então, o melhor time argentino da atualidade e atual campeão da Libertadores não é qualificado? Pode até torcer contra o Maior de Minas só para depois bradar  “eu não disse?”. Mas não brigue com os fatos!

JOTA DIAS: Dedé atrai a bola. Ela vai na cabeça dele o tempo todo.

Torcedores platônicos

quarta-feira, 24 de julho de 2019

No mundo das ideias, há um jogo ideal, cujo placar é River 7×1 Cruzeiro. O que aconteceu no Monumental, ontem, foi uma cópia pálida da verdade. É o que se depreende lendo comentários de platônicos torcedores cruzeirenses nas redes. Pra mim, que sou aristotélico, terminou 0x0, mesmo.

O River é mais rico e menos endividado do que o Cruzeiro. Tem mais torcida, torcida infinitamente mais fiel, público médio 4x maior do que o do Cruzeiro e 3x mais sócios. Por tudo isto, é favorito pra seguir adiante na Libertadores. 

O que o River não tem e o Cruzeiro tem de sobra são jogadores aguerridos e taticamente disciplinados. E é nisto que se apoia a fé dos poucos torcedores de verdade do time celeste.

Dedé e Orejuela, os mais eficientes

quarta-feira, 24 de julho de 2019

ATUAÇÕES dos protagonistas do RIVER PLATE 0-0 CRUZEIRO, Monumental, Buenos Aires, ida das oitavas de final da Libertadores 2019:

TORCIDA CELESTE compareceu e apoiou o time, ao contrário dos mão torcedores que secam porque não gostam de um ou outro profissional ou cartola.

FÁBIO não passou tantos apertos quanto dizem os mesa-redondistas e seus seguidores. Mas as bolas que apareceram, ele catou. No fim, assustou o batedor oficial do River, que entregou a cobrança a um companheiro que chutou com se fosse um kicker da NFL.

OREJUELA fez um grande trabalho defensivo, sendo um dos destaques da partida.

DEDÉ venceu quase todos os duelos pelo alto e por baixo. Atuação espetacular.

LEO brilhou, com mais uma atuação quase perfeita.

EGÍDIO errou alguns passes, mas esteve bem na marcação e ainda apareceu na área adversário para arrematar com perigo, no fim do jogo.

HENRIQUE fez uma partida impecável na proteção à biqueira e na cobertura da lateral direita. Bo gim comeu um pênalti, por conta de um ato reflexo, que achou sendo chutado para fora por u m cobrador assustado com Fábio.

ROMERO, bem na marcação, lesionou-se e saiu antes do fim do jogo.

CABRAL disputou a etapa final e foi peça fundamental na marcação e no apoio.

NEVES, mal fisicamente, não incomodou a defesa o River e saiu mais cedo.

M GABRIEL foi muito bem taticamente, como primeira barreira, diminuindo espaços para os argentinos e bem tecnicamente. Marcou o único gol do jogo. Belo gol, anulado pelo politicamente correto

JADSON entrou para marcar e cumpriu o que foi pedido.

DAVID entrou na etapa final e usou o vigor físico para incomodar a defesa portenha. Boa atuação.

ROCHA fez boas jogadas indiciais na etapa final, mas se perdeu no último passe e na finalização.

MANO montou o time possível e tentou vencer no contra-ataque. Não deu certo na etapa inicial. Na final, com a entrada de Cabral, equilibrou o meio de campo e o jogo. As substituições foram oportunas.

CRUZEIRO, com duas linhas de quatro e marcando baixo não deu pressão na etapa inicial. Melhorou na etapa final e conseguiu até marcar o único gol do jogo, anulado no detalhe, por impedimento.

RIVER impose seu jogo na etapa inicial, mas c rio apenas duas oportunidades de gol, ambas desperdiçadas. Na etapa final, foi atacado e, por pouco, não perde a partida. No fim teve um pênalti a favor, que talvez fosse melhor não ter acontecido, tamanha a tremedeira do batedor oficial e de seu adjunto.

ÁRBITROS, com ajuda do var nos lances capitais, fizeram bom trabalho, coma cara desses tempos pautados pelo politicamente correto.

MelhorDoJogo => DEDÉ [[[21]]] Palmeira, Alex, Setelagoas, Braga, Velloso, Dias, Ramos, Penido, Fivestars, Klauss, Anchieta, Wallace, Bitencourt, Walterson, Beth, Walery, Schrier, Gil, Soares, Walfrido, Castelões —– OREJUELA [[[11]]] Rizzi, Marcoalex, Bastos, Ianni, Olivieri, Nanayoski, Rocha, Campos, Resende, Romarol, Barnabé —– ROMERO [[[7]]] Ge, Freitas, Arreguy, Amaral, Seisaum, Patrícia, Dudu —– FÁBIO [[[5]]] Gonçalves, Sá, Morato, Vitor, Celeste —– HENRIQUE [[[4]]] Nem, Gilberto, Síndico, Lulu —– CABRAL [[[2]]] Talentim, Fran4a —– MANO [[[1]]] Polaco —– SUÁREZ [[[1]]] Dinho —– PALACIOS [[[1]]] Uol…

River Plate 0x0 Cruzeiro: empate inédito

terça-feira, 23 de julho de 2019

CRUZEIRO contra River Plate, Monumental de Nuñez, Buenos Aires, 23jul19ter19h15, ida das oitavas de final da Libertadores 2019.

CLASSIFICAÇÃO: na fase de grupos, Cruzeiro foi o 1º, no grupo A, contra Emelec, Lara e Huracán. River foi 2º, no grupo B, com Internacional.

TEMPO limpo, temperatura 11º, vento 16 Km/h, umidade 70%.

TRANSMISSÃO: SporTV (com Rogério Corrêa e Maurício Noriega), reportagens de Rodrigo Franco e Gabriel Duarte. ARBITRAGEM: Julio Bascuñan, Christian Schiemann, Cláudio Urrutia (Chile). VAR: Piero Maza (Chile).

CRUZEIRO: Fábio – Orejuela, Dedé, Leo, Egídio – Henrique, Romero – Robinho, Neves, M Gabriel — Rocha. T: Mano Menezes.

BANCO: Rafael (G), Weverton (L), Cacá (B), Fabruno (B), Charles, Ederson (V), Jadson (V),  Maurício (M), Sassá (A), David (A).

AUSENTES: Edílson, Rodriguinho (lesionados), Fred (doente).

PENDURADOSS: ninguém.

RIVER PLATE:  Armani – Montiel, Hernandez, Pinola, Angileri – Pérez — De la Cruz, Palacios, Fernandez —  Suárez, Alvarez. T: Marcelo Gallardo.

BANCO: Lux (G), (L), Gallardo (B), Martinez (B), Rojas (L), Ponzio (V), Zuculini (V), Ferreira (V) Pisculichi (M), Carrascal (M), Pratto (A). Rollheiser (A).

AUSENTES: Quintero, Scocco (lesionados), Casco, Borré (suspensos).

PENDURADOS: ninguém.

RIVER PLATE 0x0 CRUZEIRO, 23jul19ter19h15, TEMPO limpo, temperatura 12º, vento 9 Km/h, umidade 60%. LOCAL: Nuñez (60 mil), Buenos Aires. MOTIVO: ida das oitavas da Libertadores 2019. TRANSMISSÃO: Sportv. PÚBLICO: 60.000. ARBITRAGEM: Julio Bascuñán, Christian Schiemann, Claudio Urrutia (Chile). VARL ​Piero Maza (Chile). AMARELOS: Álvarez, Pérez, De La Cruz, Leo. RIVER: Armani; Montiel, Martínez, Pínola (Rojas, 77), Angileri; Fernández, Pérez, De la Cruz (Ferreira, 70), Palacios, Álvarez (Pratto, 60); Suárez. T: Marcelo Gallardo. CRUZEIRO: Fábio; Orejuela, Dedé, Leo, Egídio; Romero (Jadson, 76), Henrique, Robinho (Cabral, 46), Neves (David, 61), M Gabriel, Rocha. T: Mano Menezes.

HISTÓRICO. 15 jogos, com 10 vitórias do Cruzeiro, 4 do River, 1 empate, 24 gols do Cruzeiro, 13 do River. Os dois decidiram a Libertadores 1976, o torneio 20 Anos do Mineirão, em 1985, a Supercopa 1991 e a Recopa 1998, sempre com vantagem do Cruzeiro.

Egídio: “nem conversamos sobre o extracampo”

quarta-feira, 26 de junho de 2019

MANO disse que a crise política pode afetar o rime.

EGÍDIO discorda: 

Sempre foi falado aqui que temos um grupo experiente e sábio. E além da experiência, nosso time é muito unido e respeitador. Então, nós sabemos diferenciar as coisas dentro de campo, em relação as situações fora das quatro linhas. Nós nem conversamos sobre essa situação de política extracampo, estamos focados mesmo nas decisões que temos pela frente.

Concordo com Egídio e confio na inteligência e experiência dos atletas.

Se perderem as classificação na Libertadores e na Copa do Brasil, não será por conta da crise, mas por conta das vicissitudes do futebol.