Arquivo da Categoria ‘História’

Clubes formadores de craques celestes

sábado, 16 de novembro de 2019

CLUBES MINEIROS que revelaram jogadores históricos do Cruzeiro:

  • YALE: Bengala
  • AMÉRICA: Tostão e Fred
  • SETE DE SETEMBRI: Amaury de Castro
  • ATLÉTICO: Nello Nicolai
  • ALVES NOGUEIRA: Caieira
  • BELA VISTA: Genuíno
  • ASAS: Rossi
  • GUARANY da Lagoinha: Souza
  • NACIONA de Uberaba: Vanderlei
  • POUSO ALEGRE: Nonato
  • PEDRO LEOPOLDO: Pelau
  • VILLA NOVA: Bento Russain e Neco
  • RETIRO: Pires
  • RENASCENÇA: Procópio e Piazza
  • SPORT: Zé Carlos
  • MERIDIONAL: Elmo
  • SIDERÚRGICA: Paulo Florêncio e Geraldino
  • CRUZEIRO de Luz: Azevedo

Quem contribuiu mais?  É possível que se repita algo assim no futuro?

A divisão política que causou estragos

terça-feira, 15 de outubro de 2019

JOÃO CHIABI DUARTE

O Cruzeiro só se ferrou com a divisão que aconteceu após a eleição da atual diretoria. Mas agora apareceu uma saída para o caos no qual o clube se meteu por gestão irresponsável e incompetente.

Quando Alexandre Mattos saiu do clube em 2014, o endividamento era de R$220 milhões, com perfil de dívidas tranquilo, porque as dívidas com bancos eram baixas (creio que na faixa de R$ 60 milhões).

No início de 2015, as vendas de Goulart, Ribeiro, Lucas, Nilton e Egídio aportaram perto de R$100 milhões ao caixa do clube.

Mas com Gilvan acumulando as funções de vice e de diretor de futebol concluiu as vendas. Mas, na hora da reposição, falhou.

Em junho demitiu Marcelo Oliveira que havia perdido os vestiários e trouxe Luxa, e, porco depois, Isaías Tinoco, que não durou um mês.

Bruno Vicintin foi nomeado diretor de futebol e com ele veio Thiago Scuro. Mais adiante, Mano Menezes, que que livrou o time do rebaixamento, mas, recebeu proposta da China e foi embora.

Numa das últimas vezes que conversei com o Bruno Vicintin no início de 2016, ele me reclamava que era muito difícil se fazer futebol sem dinheiro.

Foi a época da planilha do Scuro. O Cruzeiro investiu em Deivid como treinador, que foi dispensado após ser eliminado nas semifinais do Mineiro e trouxe Paulo Bento.

Com o português, o Cruzeiro fez a festa dos adversários, com uma campanha muito ruim. Vicintin trouxe Mano de volta e ele novamente fez campanha de recuperação em 2016.

Scuro saiu e veio Klaus Câmara que havia trabalhado com Bruno na base. Foi montado um elenco cascudo, que teve Thiago Neves como seu maior expoente.

A Folha se expandiu com um elenco reforçado. Diz-se que o Cruzeiro recebeu nesta época R$96 milhões pela renovação com a Globo a título de luvas.

No final de 2017, com a conquista da Copa do Brasil, a situação venceu as eleições por estreita margem. Mas, logo em seguida,  Gilvan e Vicintin romperam com Wagner Pires de Sá por conta da contratação de Itair Machado. Não era o combinado, disseram os dois.

Zezé Perrela, que havia sido derrotado, viu no fato uma oportunidade de se aproximar de Wagner. Fizeram acordo e retiraram do Conselho nomes que eram desafetos de ambos, como o pessoal ligado ao Vicintin, que inclusive por não ser conselheiro nato ficou de fora do clube.

Wagner e Zezé indicaram, cada um, 159 nomes para o Conselho e a chapa única se elegeu para o triênio 1918/20. Zezé Perrela foi eleito presidente do Conselho.

Iniciava-se assim a gestão de Wagner Pires de Sá. Uma das primeiras providências do novo presidente foi contratar uma auditoria das contas do futebol.

Descobriu-se, então, que ao invés de um superávit de R$30 milhões, o exercício de 2017 tinha dado prejuízo de R$50 milhões. Com isto, ao invés de R$338 milhões de endividamento, o valor correto era foi de R$418 milhões.

Além disto, o clube havia sido recebido com atrasos de 2 meses de salários e 5 meses de direitos de imagem de alguns atletas, além da caução da Minas Arena cujo débito era estimado em R$26 milhões (parte depositada em juízo).

Então começou aí uma série de ações da oposição dificultando a gestão do clube… Fui pouco ao Cruzeiro em 2018 e 2019, mas, conversando com as pessoas no clube, nestas raras oportunidades, ouvia que a situação financeira era caótica.

Porém o Cruzeiro foi campeão Mineiro de 2018, hexa da Copa do Brasil em 2018 e novamente campeão mineiro em 2019. E era o time de melhor performance do Brasil nos primeiros 4 meses de 2019.

A diretoria arrumou um empréstimo de R$300 milhões com carência de 18 meses. Seria um bom negócio, mas a crise aprofundou coma reportagem do Fantástico e deu no que deu. O empréstimo ficou inviável e o resto da história todos sabem qual foi.

Agora, para botar a casa em ordem, só pondo um ponto final nessa divisão política. Conseguiremos?

Torcidas brasileiras

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

MARCOS PINHEIRO

Fui no site do Datafolha e achei dados mais completos site a pesquisa das torcidas publicada hoje.

Com base neles, calculei os percentuais estimados do tamanho de cada torcida, sem arredondamento.

  1. Flamengo – 20,2%
  2. Corinthians – 14,1%
  3. São Paulo – 7,8%
  4. Palmeiras – 5,5%
  5. Vasco – 4,0%
  6. Cruzeiro – 3,6%
  7. Grêmio – 3,5%
  8. Internacional – 2,8%
  9. Santos – 2,7%
  10. Mineiro – 2,3%
  11. Sele
  12. Selecão – 1,9%
  13. Botafogo, Bahia, Fluminense – 1,3%
  14. Sport – 1,1%

A torcida cruzeirense tem 47% de seu contingente na faixa entre 16 e 34 anos, É maior percentual festa faixa dentre todos os times.

Em relação aos mineiros, o resultado do Datafolha 2019 está coerente com a última pesquisa feita exclusivamente de Minas Gerais, pelo Paraná Pesquisas, entre 31Mar e 5Abr2017, com 2,5% de margem de erro:

  1. Cruzeiro – 32,7%
  2. Mineiro – 20,5%
  3. Flamengo – 7,5%
  4. Corinthians – 4,9%
  5. São Paulo – 2,1%
  6. Vasco – 1,9%
  7. Palmeiras – 1,3%
  8. Botafogo – 1,2%
  9. Fluminense – 0,8%
  10. Santos – 0,7%
  11. América – 0,6%
  12. Não torce – 24,8%
  13. Outros – 1,0%

Um País do Avesso

sexta-feira, 29 de março de 2019

Esqueçam a política. Este caso vai muito além. Tem a ver com valores. Com justiça. Com decência. Com caráter nacional.

UM PAÍS DO AVESSO
 
Será retomado o julgamento sobre ação de vítima de terroristas em 1968
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Já que o regime militar está na pauta, vale ler o que publicamos em março do ano passado, sobre Orlando Lovecchio Filho, vítima de um atentado a bomba perpetrado por terroristas da Aliança Libertadora Nacional, em 1968. Ele perdeu parte de uma das pernas e não pôde seguir a carreira de piloto de avião.
 
O autor do atentado recebeu pensão vitalícia do Estado três vezes maior do que a pensão especial que lhe foi concedida a duras penas.
 
Lovecchio entrou na Justiça. O caso está no TRF3. O julgamento, parado há um ano, será retomado no dia 11, com a apresentação do voto do desembargador Fábio Prieto.
 
Leia a nota publicada em 2018:
 
Em 19 de março de 1968, Orlando Lovecchio Filho, então com 22 anos, estava no estacionamento do Conjunto Nacional, para pegar o seu carro, quando foi colhido pela explosão de uma bomba que havia sido colocada no prédio por terroristas da Aliança Libertadora Nacional — o alvo era o consulado americano em São Paulo, então instalado no prédio da Avenida Paulista.
 
Lovecchio Filho saiu vivo do atentado, mas perdeu parte de uma das pernas e não pôde seguir a carreira de piloto de avião.
 
Ele entrou com uma ação na Justiça Federal, porque o autor do atentado terrorista recebe uma pensão vitalícia do Estado brasileiro três vezes maior do que a pensão especial que lhe foi concedida. Já é um escândalo que ex-terroristas recebam pensão por terem escolhido ser terroristas, mas sigamos com a história.
 
Com a redemocratização, Lovecchio Filho pleiteou uma indenização junto à Comissão de Anistia, porque foi perseguido pelo regime militar como suspeito inicial do atentado. Para a sua surpresa, a Comissão de Anistia lhe exigiu uma prova de militância de esquerda.
 
Mais: a Comissão de Anistia concluiu que o atentado terrorista havia sido “fatalidade”, “acidente” –Lovecchio Filho, ora vejam só, “embrenhou-se por vias erradas” ao postular o pedido via Comissão.
 
Não, não é piada: a vítima de um atentado terrorista se tornou culpada de um vago destino e um pedido formulado no balcão errado. É como responsabilizar a vítima de uma “bala perdida” por estar no lugar errado na hora errada.
 
Lovecchio Filho entrou com uma ação na Justiça Federal e, em seguida, no TRF-3, mas os juízes de ambos os tribunais decidiram contra ele, alegando prescrição. Lovecchio Filho não entendeu nada, porque o STJ considerou que atos de exceção praticados durante o regime militar eram imprescritíveis.
 
Neste exato momento, o seu último recurso — embargos de declaração — está no TRF-3. O juiz federal Paulo Sarno não acolheu o pedido de Lovecchio Filho, mas o julgamento foi interrompido por pedido de vista do desembargador Fábio Prieto.
 
É um país do avesso.
ANTAGONISTA, 29mar19

Cinco dias turbulentos, em tuítes

sexta-feira, 15 de março de 2019

Segunda a sexta em tuítes. Mais uma com quase nada pra se comemorar.

  1. TERRORISTA NEOZELANDÊS não aprova miscigenação brasileira, nem democracia. Ama videogames, cruzados, nazismo e comunismo chinês.
  2. MANO já escalou o Cruzeiro pra jogar contra o Tupi: Fábio — Edilson, Leo, Dedé, Egídio — Romero, Henrique — Robinho, Rodriguinho, Rafinha — Fred.
  3. RAIOS, TROVÕES, GRANIZO… Defesa Civil emite alerta para possibilidade de pancadas de chuva nesta sexta, em Belo Horizonte.
  4. 21 MIL cargos eliminados, com economia da R$195 milhões / ano no governo federal.
  5. VAGABUNDAGEM, videogame, ateísmo, apatia, loucura, mochila, revólver, besta, machado, drogas, filmes, séries, novelas, jornalismo.
  6. RONNIE, o vizinho do Jair Messias, está de mudança. Em breve, será vizinho do Luiz Inácio.
  7. IRÃ chefiará Subcomissão da Mulher, na ONU, após aiatolás condenarem feminista Nasrin Sotoudeh a 38 anos de cana e 148 chibatadas.
  8. LARA não consegue driblar Maduro e o Cruzeiro é obrigdo a liderar seu grupo na Libertadores, sem jogar.
  9. CORONÉ chamou GLEISI de chefe da quadrilha. Gleisi chamou Coroné de oportunista. O espetáculo não pode parar. A moçada pede bis! Bravo! Bravo! Bravo!
  10. DELENDA EST FOUCAULT! Vamos parar de achar que doido é quem acha que doido é doido e tirar de circulação os pirados violentos.
  11. PIÇOLO-PETISTAS já montaram palanque na tragédia de Suzano. Não deixam nem os mortos serem velados, antes de começar a política.
  12. GOVERNO Bolsonaro tem 51% de aprovação no Ceará, estado governado pelo Petê e curral de coronéis populistas de esquerda.
  13. TABELINHA DESFEITA. Coutinho viajou fora do combinado.
  14. GENTE DOIDA: 75% dos brasileiros aprovam governo do Bolso, mas 46% não querem saber de reforma da previdência.
  15. TRIPLEX do Cristiano em Turim. Juventus precisva fazer 3×0 no A Madrid pra avançar na Champions. Cristiano Ronaldo fez os três.
  16. SUAVE EXÍLIO: Tiburi (Paris), Wyllys (Berlin), Mourighela (Los Angeles), Caê (Leblon), Chico (Lagoa). Caracas e Havana, não!
  17. FAKENEWS 2018: spam no Whatsapp (Folha), suástica na lacradora (G1), Mourão torturador (Haddad), Haddad vira em SP (Ibope).
  18. MARCAS: Cruzeiro, 200 jogos no Novo Mineirão; Dedé, 150 jogos com a camisa celeste, Rafael, 109 jogos; Popó subiu da Base carregando 127 gols e 44 assistências.
  19. TRETA NA TL é o negócio do Bolso. Governar ele deixa por conta dos ministros. Melhor assim. Fosse o contrário, estaríamos fritos.
  20. DITADURA venezuelana mata na fronteira, nas ruas, nos hospitais com aparelhos desligados e faz crianças matarem aula. PT apoia.

Família

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Parentesco:

  • CRUZEIRO: Belo Horizonte, Porto Alegre/Cachoeirinha…
  • RAPOSA: Cruzeiro, Campinense, Leicester…
  • AZUL E BRANCO: Cruzeiro, Cruzeiro RS, Everton, Chelsea, Millonarios, Urt, Porto, Vitória ES, Csa, Avaí, Confiança, Nacional AM, Remo, Espanyol, Rio Branco Andradas, Leicester, Rangers, Católica, Dom Bosco, Alianza, Casimiro de Abreu, Macaé, Olympic, Schalke, São Bento, Cruz Azul, Minas São João del-Rei…

Pesquise e descubra outros parentes do Cruzeiro, caro leitor.

Holodomor, o holocausto silenciado

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Quem se lembra da bronca dos russos nos croatas, durante a Copa, por conta de uma postagem do beque Vida, aquele louro com rabo de cavalo? 

Vida jogou na Ucrânia e sabe do sentimento daquele povo com relação ao estado russo. Leiam esta reportagem do jornal italiano SECOLO, pra entender as raízes do problema.

HOLODOMOR: Stalin matou 7 milhões de ucranianos e não se fala disto
Antonio Pannullo
Secolo, 28nov18
 
A Ucrânia celebra nestes dias um dos maiores, talvez o maior, holocausto do século XX, o Holodomor, que literalmente significa “morte por inanição”. O que é isso? Na Europa, e ainda menos na Itália, nunca se falou sobre o que é um dos maiores crimes do comunismo, que, como tantos outros, continua a ser sistematicamente ofuscado pela historiografia e pela mídia. O massacre ocorreu de 1929 a 1933, sob a ditadura de Stalin, e até hoje o número de vítimas é incerto: as fontes mais confiáveis calculam o número de mortes entre sete e dez milhões, embora outras fontes reduzam este número para quatro ou cino milhões. A União Soviética nunca falou sobre o tema. E, mesmo depois da guerra, ONU, UE, OTAN e outras organizações supranacionais nunca se lembraram da história. Só na Ucrânia o aniversário é lembrado anualmente e apenas nos últimos dias de novembro. Infelizmente, até hoje, apenas 23 países e o Parlamento Europeu reconheceram o Holodomor como genocídio. Muitos países, incluindo a Itália, ainda não o fizeram.
 
Stalin planejou o Holodomor
 
Tudo começou quando Stalin pensou na racionalização de todo o país, tanto do ponto de vista agrícola quanto industrial. A Ucrânia, como é conhecida, forneceu à URSS 50% da produção agrícola. O comunismo, como sabemos, colocou as terras e a produção sob o controle do Estado. Na Ucrânia, no entanto, tradicionalmente, as terras foram fragmentadas em pequenas propriedades agrícolas pertencentes aos kulaks. A URSS não podia tolerar essa subdivisão e, pela força, iniciou o processo chamado “dekulakization”, para colocar as kolchoz (cooperativas agrícolas) em seu lugar. Milhões de kulaks que rejeitaram a coletivização comunista foram mortos ou deportados para as regiões da Sibéria e do Ártico. Os poucos sobreviventes foram assediados de forma a impossibilitar sua sobrevivência: as cotas a serem entregues ao Estado tornaram-se muito altas, e muitas vezes os guardas vermelhos apreenderam todos os alimentos das propriedade dos camponeses. Tudo foi requisitado, do trigo à farinha, do pão aos legumes, os animais foram mortos porque os camponeses não podiam possuir nada. O resultado foi que milhões de pessoas morreram e a produção agrícola entrou em colapso. Só Stalin ganhou. De fato, sua intenção não era tanto aumentar a produção agrícola, mas dobrar os kulaks e com eles todos os adversários da ditadura comunista.
 
O Holodomor foi um exemplo para os opositores do comunismo
 
Em resumo, Stalin quis dar um exemplo e deu. Até 1989, ninguém se atreveu a se rebelar contra a feroz ditadura comunista, sob pena de morte ou de ser enviado a um gulag. Os comunistas não se limitaram- a matar fisicamente os opositores. Quiseram também privá-los de todas as formas de apoio. Para ajudar no processo de coletivização, a PCUS enviou dezenas de milhares de comissários do governo e cerca de 25.000 operários para fazer os kolkhozes funcionarem na Ucrânia. Houve incidentes e eles foram reprimidos o mais brutalmente possível. O termo kulaki logo serviu para definir todos aqueles que se opunham ao regime. Dez milhões de camponeses foram investigados e a maioria deles foi aniquilada. Quando, em 1932, Moscou recebeu apenas 39% da produção exigida, Stalin culpou os kulaks de uma suposta sabotagem, com as consequências que podem ser imaginadas. Execuções sumárias, tiroteios, encarceramentos, deportações atingiram milhões, sob o desconhecimento e a impotência dos países ocidentais. A repressão se intensificou: tudo foi confiscado. O Comissariado do Povo para Assuntos Internos, o infame NKVD, proibiu o comércio e as viagens na Ucrânia. Para isto, o exército cercou as fronteiras isolando a Ucrânia do resto da URSS, causando mortes por inanição. Algo como o que ocorreu, em tempos mais recentes, com Biafra, isolada submetida à fome pela Nigéria. Toda a Ucrânia tornou-se então um enorme campo de extermínio e o governo soviético impediu que se viajasse pra lá, especialmente, estrangeiros. Foi assim que o celeiro da URSS tornou-se uma área deprimida, e outras pessoas morreram nos anos seguintes por causa daquele genocídio deliberado que visava dobrar a resistência dos camponeses ucranianos.
 
A URSS escondeu o Holodomor por anos
 
A URSS escondeu a história durante anos. Do Holodomor, só começou a se falar durante a perestroika, sob o governo de Gorbachev. Nas escolas ao redor do mundo, namassacre sob a visão dos ucranianos. O Holodomor ficou esquecido, assim como há décadas não houve menção aos massacres de Katyn, com seus buracos e valas sendo atribuídos pelos comunistas aos nazistas. Eram atrocidades “desconfortáveis”. O número de vítimas ainda é muito debatido, e objetivamente é difícil quantificar, mas a cifra de 7/10 milhões de mortes foi denunciada na 61ª assembleia da ONU. A história do Holodomor ucraniano é paradigmática de como alguns massacres são tratados em comparação com outros. Assim acontece também com o genocídio armênio, ainda negado por razões políticas e geopolíticas, as atrocidades dos guerrilheiros italianos negadas por conveniência política, o genocídio em Biafra. Assim foi que o maior crime humanitário do século passado foi negado a fim de não desagradar a URSS nem a esquerda internacional, de forma a não perturbá-la em sua corrida ao poder por todo o Ocidente.

Tríplice Coroa virou livro

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ALEX, o Talento Azul, o maior craque do Cruzeiro de 2003, e o escritor Anderson Olivieri uniram-se pra contar os bastidores da Tríplice Coroa. O resultado foi o livro “2003: a tríplice história de um time mágico”.

Alex conta os bastidores do time naquele ano inesquecível. Para o torcedor celeste, trata-se de ótima opção de viagem ao passado e de presente de Natal.

Pra comprar, o torcedor deve acessar LINK ou visitar as lojas oficiais do Cruzeiro.

Lançamentos:

  • Segunda, 26Nov, entre 18h às 22h na Pizzaria Floriano, Av. do Contorno, 3.277, Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia, Belo Horizonte.
  • Segunda, 03Dez, no Restaurante Carpe Diem, entre 19h e 22h30, Asa Sul Comércio Local Sul 104 1, Asa Sul, Brasília.

O livro tem 138 páginas, formato 15 x 21 cm, foi editado por Thiago Soraggi, revisado por Cíntia Maia e Thiago Soraggi, tem projeto gráfico e diagramação de Phellippe Samarone. E custa R$39,90.

Foram às urnas

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A turma do esporte foi às urnas:

  • ELEITOS: Alencar da Silveira Jr, ex-presidente do América, estadual em Minas. João Lweite, ex-goleiro do Mineiro, estadual em Minas. Bebeto, estadual, Rio. Leila, ex-vôlei, senadora, Distrito federal. Danrlei, goleiro, federal RS. Castellar Neto, ez-presidente da FMF, suplente de senador, Minas.
  • DERROTADOS: Ronaldo Granata, viced[residente do Cruzeiro, federal, Daniel Nepomuceno, ex=presidente do Mineiro, suplente de senador. Anderson Racilan, do conselho administrativo do América, federal, Minas. Romário, governador, Rio. Marcelinho Carioca, estadual, São Paulo, Luizão, federal, São Paulo. Zé Carlos, reserva da Seleção na Copa de 1998, federal, São Paulo. João Derly, ex-judoca, ouro no Mundial 2005, federal, RS. Galatto, ex-goleiro, federal, RS. Maurren Maggi, senadora, São Paulo.. Dante, campeão olímpico com o vôlei em 2004, federal em Goiás. Paulo Rink, estadual, Paraná. Baneira de Melo, presidente do Flamengo, federal, Rio. Rodrigão, ex-vôlei, federal, São Paulo.

Vencedores e perdedores, estão todos de parabéns. A Democracia agradece a todos.

José Carlos Bernardo, um homem íntegro

terça-feira, 12 de junho de 2018

ZÉ CARLOS, meio-campista da Academia celeste, morreu hoje, após seis anos sofrendo as sequelas de um AVC.

Conheci-o quando estava pesquisando pra escrever o livro do Cruzeiro da Coleção Camisa 13.

Visitei-o em sua oficina de funilaria em Contagem, almoçamos juntos algumas vezes e ele me contou muitas histórias interessantes. 

Por questões técnicas, não tenho como publicar o post que gostarias. Fica pra outra ocasião. Por ora, publico depoimentos colhidos pelo SUPERESPORTES, que dão a dimensão desse gigante da história do Cruzeiro.

  • Dirceu Lopes“Foram anos de amizade, viemos de baixo juntos, crescemos juntos, perdi um grande irmão. Irmão de verdade. Temos mais ou menos a mesma idade. Convivemos por muitos anos todos os dias, a gente se dava muito bem. Nunca perdi o contato com ele. Essa queda dele eu acompanhei de perto, foi realmente uma coisa muito triste, mas a gente tem que se conformar”.
  • Evaldo Cruz: “Como jogador era um espetáculo. Como pessoa, muito além disso. Gente muito boa, muito sério. É uma vida que se vai, um companheiro que a gente perde, um pai espetacular. Pra definir bem, quando eu fui pra Venezuela, passei uma procuração e minhas coisas pra ele resolver”.
  • Toninho Almeida: “Eu e o Procópio acompanhamos de perto esse momento mais difícil dele. Em 1972, fui sacado do time, perto do vencimento do contrato. Era uma estratégia da diretoria pra renovar o contrato em condições menos favoráveis, com o jogador em baixa.  Mas o Zé Carlos simulou uma distensão e saiu do time, me dando chance de jogar”.
  • Raul Plassmann: “Foi um jogador excepcional, uma pessoa espetacular. Isso tudo todo mundo sabe, é lugar comum. Nas condições em que ele estava, pra ele e pra família, foi melhor. A gente não gostaria nunca de vê-lo nesta condição. Queria levar sempre uma lembrança do Zé. Ele trabalhou comigo na base do Cruzeiro. Era um dos observadores técnicos. Lamento muito, mas ele vai viver pra sempre na nossa lembrança. Estou muito chateado, pela falta que ele vai fazer”.
  • Procópio Cardoso Neto: “Conheci o Zé Carlos no Fluminense. Ele foi do Sport Club Juiz de Fora pra fazer um teste e conseguiu passar. Mas, naquela época, o Fluminense estava sem dinheiro para poder pagar o passe dele. Por isso, ele acabou no Cruzeiro, contratado por Felício Brandi. Depois, fui para o Cruzeiro e tive o privilégio de jogar ao lado dele. Não esqueço de quando voltei a jogar depois de 5 anos, já velho, com 33, recuperado de uma lesão. Na minha estreia, ele e Perfumo, dois que já nos deixaram, me apoiaram muito. Faziam a minha cobertura, me deram apoio moral. Era correto, amigo e leal. Foi uma grande perda”.