Arquivo da Categoria ‘História’

José Carlos Bernardo, um homem íntegro

terça-feira, 12 de junho de 2018

ZÉ CARLOS, meio-campista da Academia celeste, morreu hoje, após seis anos sofrendo as sequelas de um AVC.

Conheci-o quando estava pesquisando pra escrever o livro do Cruzeiro da Coleção Camisa 13.

Visitei-o em sua oficina de funilaria em Contagem, almoçamos juntos algumas vezes e ele me contou muitas histórias interessantes. 

Por questões técnicas, não tenho como publicar o post que gostarias. Fica pra outra ocasião. Por ora, publico depoimentos colhidos pelo SUPERESPORTES, que dão a dimensão desse gigante da história do Cruzeiro.

  • Dirceu Lopes“Foram anos de amizade, viemos de baixo juntos, crescemos juntos, perdi um grande irmão. Irmão de verdade. Temos mais ou menos a mesma idade. Convivemos por muitos anos todos os dias, a gente se dava muito bem. Nunca perdi o contato com ele. Essa queda dele eu acompanhei de perto, foi realmente uma coisa muito triste, mas a gente tem que se conformar”.
  • Evaldo Cruz: “Como jogador era um espetáculo. Como pessoa, muito além disso. Gente muito boa, muito sério. É uma vida que se vai, um companheiro que a gente perde, um pai espetacular. Pra definir bem, quando eu fui pra Venezuela, passei uma procuração e minhas coisas pra ele resolver”.
  • Toninho Almeida: “Eu e o Procópio acompanhamos de perto esse momento mais difícil dele. Em 1972, fui sacado do time, perto do vencimento do contrato. Era uma estratégia da diretoria pra renovar o contrato em condições menos favoráveis, com o jogador em baixa.  Mas o Zé Carlos simulou uma distensão e saiu do time, me dando chance de jogar”.
  • Raul Plassmann: “Foi um jogador excepcional, uma pessoa espetacular. Isso tudo todo mundo sabe, é lugar comum. Nas condições em que ele estava, pra ele e pra família, foi melhor. A gente não gostaria nunca de vê-lo nesta condição. Queria levar sempre uma lembrança do Zé. Ele trabalhou comigo na base do Cruzeiro. Era um dos observadores técnicos. Lamento muito, mas ele vai viver pra sempre na nossa lembrança. Estou muito chateado, pela falta que ele vai fazer”.
  • Procópio Cardoso Neto: “Conheci o Zé Carlos no Fluminense. Ele foi do Sport Club Juiz de Fora pra fazer um teste e conseguiu passar. Mas, naquela época, o Fluminense estava sem dinheiro para poder pagar o passe dele. Por isso, ele acabou no Cruzeiro, contratado por Felício Brandi. Depois, fui para o Cruzeiro e tive o privilégio de jogar ao lado dele. Não esqueço de quando voltei a jogar depois de 5 anos, já velho, com 33, recuperado de uma lesão. Na minha estreia, ele e Perfumo, dois que já nos deixaram, me apoiaram muito. Faziam a minha cobertura, me deram apoio moral. Era correto, amigo e leal. Foi uma grande perda”.

Aquele era superior a este

sábado, 2 de junho de 2018

CRUZEIRO contra o Ceará em:

  • 2011 => Fábio — Marquinhos Paraná, Leo, Victorino, Diego Renan — Guerrero, Charles, Fabrício — Montillo — Anselmo Ramon, Wellington Paulista.
  • 2018 => Fábio — Edilson, Dedé, Leo, Egídio — Romero, Lucas — Bruno, Neves, Sobis — Raniel.

(mais…)

Futebol pra todos

quinta-feira, 12 de abril de 2018

MORRINHÃO pode esperar, afinal, serão seis meses de chatices nas mídas e nos estádios.. Por ora, eu quero é esticar as comemorações dos estaduais. Que renderam boas histórias.

  • CRUZEIRO remontou um placar negativo de 0-3 pra campeonar pela 39ª vez.
  • NÁUTICO, após ser rebaixado pra Série C, depois de  anos de fila, campeou, com recorde de público de jogos entre clubes na Arena Pernambuco. Com ajuda do Central, que arrastou 5 mil d=torcedores de Caruaru a São Lourenço da Mata.
  • BOTAFOGO, com um elenco de forma, campeou milagrosamente no Rio. Marcou gol aos 95, saiu atrás nos pênaltis e foi buscar seu 22º caneco, na marra.
  • GRÊMIO foi buscar seu 38º caneco, depois de passar várias rodadas na zona de rebaixamento.
  • BAHIA correu atrás do Vitória desde a primeira rodada e só ultrapassou o rival no pleiofe final. E levantou a taça fora de casa, pra maior deleite de sua torcida.
  • CSA perdeu na ida por 1×0 e remontou com um 2×0 heroico na volta.
  • CORINTHIANS perdeu os três jogos de ida dos pleiofes e venceu os três de volta. E ainda pode curtir a ira espumante do rival, que não aceitou a derrota final.
  • REMO venceu duas vezes o Papão. Com Givanildo Oliveira retomando a pole position dos técnicos campeões de estaduais.

Figueira, Paranaense, Serra, BotaBelo, Abc, Ceará, Moto, Cuiabá, Sobradinho, Rio Branco, Operário também têm suas boas histórias pra contar.

Finalmente, um registro necessário: estádios lotados em todos os quadrantes do País. Com festa, muita festa!

Falta só o caro leitor contar como foi a sua própria festa e a festa em sua cidade. Vamulá!

Paris foi uma selva; Patrocínio, uma festa

terça-feira, 13 de março de 2018

TORCEDOR MODINHA publicou no Twitter, domingo depois do Patrocinense 1×1 Cruzeiro, foto do barranco de uma das laterais do estádio do Cap pra tirar sarro do Campeonato Mineiro.

Essa besta quadrada e colonizada não sabe, que em uma semana, três episódios desmoralizaram o civilizado e milionário futebol europeu:

  1. Torcedores do Pesssegê soltaram rojões na frente do hotel onde se hospedou o Madrid.
  2. Torcedores do Lille invadiram o campo e agrediram jogadores de seu time, após empate com o Montpellier.
  3. Presidente do do grego PAOK invadiu a cancha, com uma revólver na cintura, a fim de pressionar o Juiz.

Teve nada disso no Mineiro. No máximo, um rojão no campo do Villa, uma saraivada de gols, que abateu a Pantera em Juiz de Fora e o anúncio de um público fantasma no jogo das frangas La Pomponera.

Café pequeno, como se vê, comparado às selvajarias (ou selvagerias, como queiram) européias.

Enquanto isso, no simpático, acolhedor e ecológico estádio do Patrocinense, foi tudo uma festa, com torcidas entusiasmadas e civilizadas.

Nem o Ford de Bigode

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

PALIO nasceu, trabalhou durante 22 anos e se aposentou sem ver um bicampeonato das frangas. O Corolla, que já completou 50 anos no batente, mas se recusa a parar, também não viu. Acho que nem o Ford de Bigode viu.

Também não viram Fluminense e Botafogo conquistarem a Libertadores. Cruzeiro e Palmeiras faturarem o Mundial. Ponte Preta dar volta olímpica. São Paulo levantar a Copa do Brasil. Botafogo e Palmeiras abiscoitarem Copinha. Muito menos o  Valeriodoce campeonar em Minas.

Joãozinho Meia Ponto Quatro

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JOÃOZINHO, o pontesquerda por excelência, completa 64 anos hoje. Ele disputou 474 partidas e fez 118 gols coma camisa celeste. 

  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os  
  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os           
  • https://www.youtube.com/watch?v=_tmdMcIzuHE     

Azul-estrelada

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SUPERESPORTES fez enquete pra saber qual a camisa mais bonita usada pelo Cruzeiro em competições internacionais. 

  • 22% Pérola, 60 e 70
  • 14% Adidas, fim dos 80
  • 11% Umbro, Sulamericana 17
  • 6% Penalty, Libertadores 15 — Rhumell, Mundial 97
  • 5% Finta, 92 a 94
  • 4% Finta, 90 e 91 — Reebok, Libertadores 09
  • 3% Puma, Libertadores 08 — Puma, Sulamericana 06 — Rhumell, Libertadores 97
  • 2% Finta, 95 a 97 — Olympikus, Libertadores 14 — Puma, Sulamericana 07 — Reebok, Libertadores 11 — Topper, Libertadores 04 — Topper, Tríplice Coroa 03
  • 1% Reebok, Libertadores 10 — Rhumell, 98 — Topper, Libertadores 01 — Topper, Mercosul 01 —  Topper, Mercosul  99 — Topper, Sulamericana 05 — Topper, 00 — Topper, azul clara, Sulamericana 04.

Destas todas, só a camisa dos 60 e 70 é a legítima azul-estrelada. As demais são deturpações. 

1921: Abrem-se as cortinas do espetáculo!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Testemunho ocular 

Dois de janeiro de 1921, Società Italiana Dante Alighieri, Rua dos Tamoios, entre Rio de Janeiro e São Paulo, a cem metros da Praça Sete, bem no coração da cidade. Duzentos italianos –natos e oriundi– estão reunidos sob a presidência honorária do Cônsul da Itália em Minas para fundar o clube que a rapaziada sonhou nos serões da Casa Ranieri, algumas semanas antes. Ao final dos trabalhos, 72 participantes assinam a verbale de fundação da Società Sportiva Palestra Italia. “Existe um grande clube na cidade”, estará na letra do hino a ser composto 65 anos depois.

Por se definir como um clube italiano, o Palestra sofre preconceitos e perseguições. Convencer a Liga Mineira de Desportos Terrestres de que está pronto para a 1ª Divisão do Campeonato da Cidade é apenas a primeira das batalhas.

A Liga impõe a disputa de dois jogos contra o Ipanema, último colocado da Primeira Divisão e o Palmeiras, primeiro da Segunda em 1920. Esses clubes, à ocasião da inscrição do Palestra, sequer estão aptos a disputar o campeonato por descumprirem disposições estatutárias da Liga. Mas são readmitidos para criar dificuldades à entrada do clube italiano.

Em 19 de abril, Palestra 3×2 Ipanema. Dois dias depois, Palestra 4x 1 Palmeiras. Missão cumprida, lugar garantido entre os grandes, o Palestra passa a sonhar mais alto. Quer seu próprio estádio. “Tão combatido, jamais vencido”, estará na letra do hino a ser composto pelo negro Jadir Ambrósio, 65 anos depois.

O clube ultrapassa suas origens, torna-se o clube dos torcedores de todas as origens étnicas e sociais. Um clube de massa.

Time

Nullo Savini (Eugenio Cicarelli), Polenta, Ciccio — Cecchino, Américo Grande, Antonio Bassi — Lino Pederzolli, Spartaco Dorella, Nani Lazzarotti, Henriqueto Pirani (Nello Nicolai), Attilio (Armandinho).

Goleadores 

Foram 29 jogos com 8 vitórias, 7 empates, 9 derrotas e 5 resultados desconhecidos. O time marcou 29 e levou outros 29 gols. Nani fez 5, Attilio, 4, Spartaco Dorella, 3, Armandinho, 2, Cecchino e Américo, 1 cada.

Dirigentes 

Alberto Noce, o presidente. A primeira diretoria contava, ainda, com Giuseppe Perona (vice), Bruno Piancastelli (secretário), Aristóteles Lodi (tesoureiro), João Ranieri, Domingos Spagnullo e Antonio Pace (comissão fiscal). Foram eleitos por aclamação na assembléia de instalação do clube em 2 janeiro.

É campeão!

Medalha de Ouro da Associação Mineira de Cronistas Desportivos (Palestra 3×0 Athletico) e  Taça VI Centenário Dante Alighieri (jogos contra Yale e AMCD, em 14 de setembro).

Videoteipe 

Palestra 2×0 Villa Nova/Palmeiras, amistoso, no Prado Mineiro, apitado por Hermeto Júnior, do América, em 03Abr. Palestra: Nullo, Polenta, Ciccio; Cecchino, Américo, Bassi; Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho. Combinado: Ferreira, Marcondes, Ruanico; Christovam, Bahiano, Oscar; Raymundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá. Gols: Nani, 16 e 47. Público: 1.500 pessoas. Preliminar: Athletico (equipe secundária) 1×1 Palestra (equipe secundária). Antes e durante os intervalos (cada tempo tinha 40 minutos) dos jogos, a banda da Sociedade Beneficente Italiana animou o festival que celebrava a estréia do time da Società Sportiva Palestra Italia. 

Palestra 3×0 Athletico, disputa da Medalha de Ouro da AMCD, no Prado Mineiro, às 14h06, apitado por Aleixanor Pereira, do América, , em 17Abr. Palestra: Scapelli, Ciccio, Polenta; Chechini, Américo, Kalin; Lino, Spartaco, Nani, Attílio, Henriqueto. Athletico: Walter, Furtado, Alvim; Fernando, Eduardo, Coutinho; Hernani, Zico, Amaral, Minotti, Marcio. Gols: Attílio, 2 e 31, Nani 68. No primeiro clássico, já se disputava uma medalha. O Palestra venceu com folga e assustou os adversários. Como vem se repetindo ao longo da história do futebol mineiro.

Súmula 

Venceu a seletiva para a 1ª Divisão, conquistou a Medalha de Ouro da AMCD e foi vice campeão da cidade.

Tutti buona gente 

O primeiro time do Palestra é formado unicamente por italianos e seus filhos, como determina o estatuto. Os atletas são recrutados no Yale, Athletico, Sete de Setembro, Guarany e Palmeiras. Seus nomes: Alfredo Noce, Americo Grande, Antonio Bassi (Kali), Armando Barulli, Armando Bazzoli (Armandinho), Attilio, Ciccio, Eugenio Ciccarelli, Francisco Volpini (Quiquino), Henriqueto Pirani, Isoni, João Gregório (Polenta), João Lazarotti (Nani), Josefino Camardelli (Nêgo), Leonello Nicolai (Nello), Lino Pederzolli, Miguel Balsamo, Nullo Savini, Otávio Nicolai, Salvador Volpini, Parizzi, Pedro Spitalli, Silvio Pirani, Umberto Lavalli, Scarpelli, Spartaco Dorella,

Camisa verde 

Camisa verde, gola branca, punhos vermelhos. Calções brancos. O uniforme da Società Sportiva Palestra Itália tem as cores da bandeira italiana. Por causa da camisa, o clube passou a ser chamado de Periquito.

LIVRO: Palestra, ano a ano

Top 5: Jogadores do Cruzeiro em 2017

sábado, 30 de dezembro de 2017

Os melhores jogadores do Cruzeiro em 2017:

  • FÁBIO defendeu pênaltis nas cobranças da semifinal e da final da Copa do Brasil, decidindo o torneio. Esteve perfeito em todos os jogos, desde que voltou ao time após se recuperar de lesão no joelho, que o afastou dos campos desde o Brasileiro de 2016.
  • HENRIQUE, capitão desde que Fábio se afastou por lesão, manteve impressionante regularidade, jogando sempre com raça e muita qualidade técnica. Domina todos os fundamentos de sua posição e frustra os adeptos do cabeça de área arranca-toco, que já tentaram emplacar meia dúzia de toscos em seu lugar.
  • LEO, um dos jogadores mais inteligentes do elenco, sabe se posicionar como nenhum outro beque do futebol brasileiro. Exímio na cobertura da lateral-direita, não dá espaços pros centroavantes adversários e ainda orienta os companheiros mais afoitos. Outro que emputeceu seus inimigos, com atuações notáveis nos momentos decisivos.
  • NEVES, uma grande surpresa, apesar do escasso preparo físico. Mostrou técnica, força de vontade e clareza de objetivos, que o fizeram passar por cima de vaias e críticas em seus primeiros jogos. Terminou a temporada como artilheiro do time, com 17 gols.
  • ÁBILA, embora covardemente perseguido pelo técnico, mostrou serviço, terminando a temporada com 14 gols, mesmo jogando poucas vezes como titular. Acabou vendido pela diretoria incompetente, que não tinha como quitar a dívida assumida em sua contratação, escancarando todo o amadorismo e irresponsabilidade dos cartolas celestes. 

Alisson, Barbosa, Hudson, Rafael, Arrascaeta e Murilo também se destacaram, mas não a ponto de competir com este quinteto de ases.

Chefe novo

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

WAGNER PIRES DE SÁ assumiu a presidência do Cruzeiro em lugar de Gilvan de Pinho Tavares.

Em seis anos à frente do Maior de Minas, Gilvan conquistou dois campeonatos brasileiros, 1 Copa do Brasil e um Mineiro.

Mas deixou o clube quebrado, devendo meio mundo (literalmente) e com ambiente conturbado, pois ele não teve ão;sabedoria pra comandar a sucessão.

Pergunto: Títulos importantes compensam os resultados da má gestão? O sucessor será melhor administrador e político? O Cruzeiro, quebrado como está, terá um time forte o suficiente pra se dar bem na Libertadores?