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Holodomor, o holocausto silenciado

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Quem se lembra da bronca dos russos nos croatas, durante a Copa, por conta de uma postagem do beque Vida, aquele louro com rabo de cavalo? 

Vida jogou na Ucrânia e sabe do sentimento daquele povo com relação ao estado russo. Leiam esta reportagem do jornal italiano SECOLO, pra entender as raízes do problema.

HOLODOMOR: Stalin matou 7 milhões de ucranianos e não se fala disto
Antonio Pannullo
Secolo, 28nov18
 
A Ucrânia celebra nestes dias um dos maiores, talvez o maior, holocausto do século XX, o Holodomor, que literalmente significa “morte por inanição”. O que é isso? Na Europa, e ainda menos na Itália, nunca se falou sobre o que é um dos maiores crimes do comunismo, que, como tantos outros, continua a ser sistematicamente ofuscado pela historiografia e pela mídia. O massacre ocorreu de 1929 a 1933, sob a ditadura de Stalin, e até hoje o número de vítimas é incerto: as fontes mais confiáveis calculam o número de mortes entre sete e dez milhões, embora outras fontes reduzam este número para quatro ou cino milhões. A União Soviética nunca falou sobre o tema. E, mesmo depois da guerra, ONU, UE, OTAN e outras organizações supranacionais nunca se lembraram da história. Só na Ucrânia o aniversário é lembrado anualmente e apenas nos últimos dias de novembro. Infelizmente, até hoje, apenas 23 países e o Parlamento Europeu reconheceram o Holodomor como genocídio. Muitos países, incluindo a Itália, ainda não o fizeram.
 
Stalin planejou o Holodomor
 
Tudo começou quando Stalin pensou na racionalização de todo o país, tanto do ponto de vista agrícola quanto industrial. A Ucrânia, como é conhecida, forneceu à URSS 50% da produção agrícola. O comunismo, como sabemos, colocou as terras e a produção sob o controle do Estado. Na Ucrânia, no entanto, tradicionalmente, as terras foram fragmentadas em pequenas propriedades agrícolas pertencentes aos kulaks. A URSS não podia tolerar essa subdivisão e, pela força, iniciou o processo chamado “dekulakization”, para colocar as kolchoz (cooperativas agrícolas) em seu lugar. Milhões de kulaks que rejeitaram a coletivização comunista foram mortos ou deportados para as regiões da Sibéria e do Ártico. Os poucos sobreviventes foram assediados de forma a impossibilitar sua sobrevivência: as cotas a serem entregues ao Estado tornaram-se muito altas, e muitas vezes os guardas vermelhos apreenderam todos os alimentos das propriedade dos camponeses. Tudo foi requisitado, do trigo à farinha, do pão aos legumes, os animais foram mortos porque os camponeses não podiam possuir nada. O resultado foi que milhões de pessoas morreram e a produção agrícola entrou em colapso. Só Stalin ganhou. De fato, sua intenção não era tanto aumentar a produção agrícola, mas dobrar os kulaks e com eles todos os adversários da ditadura comunista.
 
O Holodomor foi um exemplo para os opositores do comunismo
 
Em resumo, Stalin quis dar um exemplo e deu. Até 1989, ninguém se atreveu a se rebelar contra a feroz ditadura comunista, sob pena de morte ou de ser enviado a um gulag. Os comunistas não se limitaram- a matar fisicamente os opositores. Quiseram também privá-los de todas as formas de apoio. Para ajudar no processo de coletivização, a PCUS enviou dezenas de milhares de comissários do governo e cerca de 25.000 operários para fazer os kolkhozes funcionarem na Ucrânia. Houve incidentes e eles foram reprimidos o mais brutalmente possível. O termo kulaki logo serviu para definir todos aqueles que se opunham ao regime. Dez milhões de camponeses foram investigados e a maioria deles foi aniquilada. Quando, em 1932, Moscou recebeu apenas 39% da produção exigida, Stalin culpou os kulaks de uma suposta sabotagem, com as consequências que podem ser imaginadas. Execuções sumárias, tiroteios, encarceramentos, deportações atingiram milhões, sob o desconhecimento e a impotência dos países ocidentais. A repressão se intensificou: tudo foi confiscado. O Comissariado do Povo para Assuntos Internos, o infame NKVD, proibiu o comércio e as viagens na Ucrânia. Para isto, o exército cercou as fronteiras isolando a Ucrânia do resto da URSS, causando mortes por inanição. Algo como o que ocorreu, em tempos mais recentes, com Biafra, isolada submetida à fome pela Nigéria. Toda a Ucrânia tornou-se então um enorme campo de extermínio e o governo soviético impediu que se viajasse pra lá, especialmente, estrangeiros. Foi assim que o celeiro da URSS tornou-se uma área deprimida, e outras pessoas morreram nos anos seguintes por causa daquele genocídio deliberado que visava dobrar a resistência dos camponeses ucranianos.
 
A URSS escondeu o Holodomor por anos
 
A URSS escondeu a história durante anos. Do Holodomor, só começou a se falar durante a perestroika, sob o governo de Gorbachev. Nas escolas ao redor do mundo, namassacre sob a visão dos ucranianos. O Holodomor ficou esquecido, assim como há décadas não houve menção aos massacres de Katyn, com seus buracos e valas sendo atribuídos pelos comunistas aos nazistas. Eram atrocidades “desconfortáveis”. O número de vítimas ainda é muito debatido, e objetivamente é difícil quantificar, mas a cifra de 7/10 milhões de mortes foi denunciada na 61ª assembleia da ONU. A história do Holodomor ucraniano é paradigmática de como alguns massacres são tratados em comparação com outros. Assim acontece também com o genocídio armênio, ainda negado por razões políticas e geopolíticas, as atrocidades dos guerrilheiros italianos negadas por conveniência política, o genocídio em Biafra. Assim foi que o maior crime humanitário do século passado foi negado a fim de não desagradar a URSS nem a esquerda internacional, de forma a não perturbá-la em sua corrida ao poder por todo o Ocidente.

Tríplice Coroa virou livro

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

ALEX, o Talento Azul, o maior craque do Cruzeiro de 2003, e o escritor Anderson Olivieri uniram-se pra contar os bastidores da Tríplice Coroa. O resultado foi o livro “2003: a tríplice história de um time mágico”.

Alex conta os bastidores do time naquele ano inesquecível. Para o torcedor celeste, trata-se de ótima opção de viagem ao passado e de presente de Natal.

Pra comprar, o torcedor deve acessar LINK ou visitar as lojas oficiais do Cruzeiro.

Lançamentos:

  • Segunda, 26Nov, entre 18h às 22h na Pizzaria Floriano, Av. do Contorno, 3.277, Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia, Belo Horizonte.
  • Segunda, 03Dez, no Restaurante Carpe Diem, entre 19h e 22h30, Asa Sul Comércio Local Sul 104 1, Asa Sul, Brasília.

O livro tem 138 páginas, formato 15 x 21 cm, foi editado por Thiago Soraggi, revisado por Cíntia Maia e Thiago Soraggi, tem projeto gráfico e diagramação de Phellippe Samarone. E custa R$39,90.

Foram às urnas

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A turma do esporte foi às urnas:

  • ELEITOS: Alencar da Silveira Jr, ex-presidente do América, estadual em Minas. João Lweite, ex-goleiro do Mineiro, estadual em Minas. Bebeto, estadual, Rio. Leila, ex-vôlei, senadora, Distrito federal. Danrlei, goleiro, federal RS. Castellar Neto, ez-presidente da FMF, suplente de senador, Minas.
  • DERROTADOS: Ronaldo Granata, viced[residente do Cruzeiro, federal, Daniel Nepomuceno, ex=presidente do Mineiro, suplente de senador. Anderson Racilan, do conselho administrativo do América, federal, Minas. Romário, governador, Rio. Marcelinho Carioca, estadual, São Paulo, Luizão, federal, São Paulo. Zé Carlos, reserva da Seleção na Copa de 1998, federal, São Paulo. João Derly, ex-judoca, ouro no Mundial 2005, federal, RS. Galatto, ex-goleiro, federal, RS. Maurren Maggi, senadora, São Paulo.. Dante, campeão olímpico com o vôlei em 2004, federal em Goiás. Paulo Rink, estadual, Paraná. Baneira de Melo, presidente do Flamengo, federal, Rio. Rodrigão, ex-vôlei, federal, São Paulo.

Vencedores e perdedores, estão todos de parabéns. A Democracia agradece a todos.

José Carlos Bernardo, um homem íntegro

terça-feira, 12 de junho de 2018

ZÉ CARLOS, meio-campista da Academia celeste, morreu hoje, após seis anos sofrendo as sequelas de um AVC.

Conheci-o quando estava pesquisando pra escrever o livro do Cruzeiro da Coleção Camisa 13.

Visitei-o em sua oficina de funilaria em Contagem, almoçamos juntos algumas vezes e ele me contou muitas histórias interessantes. 

Por questões técnicas, não tenho como publicar o post que gostarias. Fica pra outra ocasião. Por ora, publico depoimentos colhidos pelo SUPERESPORTES, que dão a dimensão desse gigante da história do Cruzeiro.

  • Dirceu Lopes“Foram anos de amizade, viemos de baixo juntos, crescemos juntos, perdi um grande irmão. Irmão de verdade. Temos mais ou menos a mesma idade. Convivemos por muitos anos todos os dias, a gente se dava muito bem. Nunca perdi o contato com ele. Essa queda dele eu acompanhei de perto, foi realmente uma coisa muito triste, mas a gente tem que se conformar”.
  • Evaldo Cruz: “Como jogador era um espetáculo. Como pessoa, muito além disso. Gente muito boa, muito sério. É uma vida que se vai, um companheiro que a gente perde, um pai espetacular. Pra definir bem, quando eu fui pra Venezuela, passei uma procuração e minhas coisas pra ele resolver”.
  • Toninho Almeida: “Eu e o Procópio acompanhamos de perto esse momento mais difícil dele. Em 1972, fui sacado do time, perto do vencimento do contrato. Era uma estratégia da diretoria pra renovar o contrato em condições menos favoráveis, com o jogador em baixa.  Mas o Zé Carlos simulou uma distensão e saiu do time, me dando chance de jogar”.
  • Raul Plassmann: “Foi um jogador excepcional, uma pessoa espetacular. Isso tudo todo mundo sabe, é lugar comum. Nas condições em que ele estava, pra ele e pra família, foi melhor. A gente não gostaria nunca de vê-lo nesta condição. Queria levar sempre uma lembrança do Zé. Ele trabalhou comigo na base do Cruzeiro. Era um dos observadores técnicos. Lamento muito, mas ele vai viver pra sempre na nossa lembrança. Estou muito chateado, pela falta que ele vai fazer”.
  • Procópio Cardoso Neto: “Conheci o Zé Carlos no Fluminense. Ele foi do Sport Club Juiz de Fora pra fazer um teste e conseguiu passar. Mas, naquela época, o Fluminense estava sem dinheiro para poder pagar o passe dele. Por isso, ele acabou no Cruzeiro, contratado por Felício Brandi. Depois, fui para o Cruzeiro e tive o privilégio de jogar ao lado dele. Não esqueço de quando voltei a jogar depois de 5 anos, já velho, com 33, recuperado de uma lesão. Na minha estreia, ele e Perfumo, dois que já nos deixaram, me apoiaram muito. Faziam a minha cobertura, me deram apoio moral. Era correto, amigo e leal. Foi uma grande perda”.

Aquele era superior a este

sábado, 2 de junho de 2018

CRUZEIRO contra o Ceará em:

  • 2011 => Fábio — Marquinhos Paraná, Leo, Victorino, Diego Renan — Guerrero, Charles, Fabrício — Montillo — Anselmo Ramon, Wellington Paulista.
  • 2018 => Fábio — Edilson, Dedé, Leo, Egídio — Romero, Lucas — Bruno, Neves, Sobis — Raniel.

(mais…)

Futebol pra todos

quinta-feira, 12 de abril de 2018

MORRINHÃO pode esperar, afinal, serão seis meses de chatices nas mídas e nos estádios.. Por ora, eu quero é esticar as comemorações dos estaduais. Que renderam boas histórias.

  • CRUZEIRO remontou um placar negativo de 0-3 pra campeonar pela 39ª vez.
  • NÁUTICO, após ser rebaixado pra Série C, depois de  anos de fila, campeou, com recorde de público de jogos entre clubes na Arena Pernambuco. Com ajuda do Central, que arrastou 5 mil d=torcedores de Caruaru a São Lourenço da Mata.
  • BOTAFOGO, com um elenco de forma, campeou milagrosamente no Rio. Marcou gol aos 95, saiu atrás nos pênaltis e foi buscar seu 22º caneco, na marra.
  • GRÊMIO foi buscar seu 38º caneco, depois de passar várias rodadas na zona de rebaixamento.
  • BAHIA correu atrás do Vitória desde a primeira rodada e só ultrapassou o rival no pleiofe final. E levantou a taça fora de casa, pra maior deleite de sua torcida.
  • CSA perdeu na ida por 1×0 e remontou com um 2×0 heroico na volta.
  • CORINTHIANS perdeu os três jogos de ida dos pleiofes e venceu os três de volta. E ainda pode curtir a ira espumante do rival, que não aceitou a derrota final.
  • REMO venceu duas vezes o Papão. Com Givanildo Oliveira retomando a pole position dos técnicos campeões de estaduais.

Figueira, Paranaense, Serra, BotaBelo, Abc, Ceará, Moto, Cuiabá, Sobradinho, Rio Branco, Operário também têm suas boas histórias pra contar.

Finalmente, um registro necessário: estádios lotados em todos os quadrantes do País. Com festa, muita festa!

Falta só o caro leitor contar como foi a sua própria festa e a festa em sua cidade. Vamulá!

Paris foi uma selva; Patrocínio, uma festa

terça-feira, 13 de março de 2018

TORCEDOR MODINHA publicou no Twitter, domingo depois do Patrocinense 1×1 Cruzeiro, foto do barranco de uma das laterais do estádio do Cap pra tirar sarro do Campeonato Mineiro.

Essa besta quadrada e colonizada não sabe, que em uma semana, três episódios desmoralizaram o civilizado e milionário futebol europeu:

  1. Torcedores do Pesssegê soltaram rojões na frente do hotel onde se hospedou o Madrid.
  2. Torcedores do Lille invadiram o campo e agrediram jogadores de seu time, após empate com o Montpellier.
  3. Presidente do do grego PAOK invadiu a cancha, com uma revólver na cintura, a fim de pressionar o Juiz.

Teve nada disso no Mineiro. No máximo, um rojão no campo do Villa, uma saraivada de gols, que abateu a Pantera em Juiz de Fora e o anúncio de um público fantasma no jogo das frangas La Pomponera.

Café pequeno, como se vê, comparado às selvajarias (ou selvagerias, como queiram) européias.

Enquanto isso, no simpático, acolhedor e ecológico estádio do Patrocinense, foi tudo uma festa, com torcidas entusiasmadas e civilizadas.

Nem o Ford de Bigode

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

PALIO nasceu, trabalhou durante 22 anos e se aposentou sem ver um bicampeonato das frangas. O Corolla, que já completou 50 anos no batente, mas se recusa a parar, também não viu. Acho que nem o Ford de Bigode viu.

Também não viram Fluminense e Botafogo conquistarem a Libertadores. Cruzeiro e Palmeiras faturarem o Mundial. Ponte Preta dar volta olímpica. São Paulo levantar a Copa do Brasil. Botafogo e Palmeiras abiscoitarem Copinha. Muito menos o  Valeriodoce campeonar em Minas.

Joãozinho Meia Ponto Quatro

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JOÃOZINHO, o pontesquerda por excelência, completa 64 anos hoje. Ele disputou 474 partidas e fez 118 gols coma camisa celeste. 

  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os  
  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os           
  • https://www.youtube.com/watch?v=_tmdMcIzuHE     

Azul-estrelada

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SUPERESPORTES fez enquete pra saber qual a camisa mais bonita usada pelo Cruzeiro em competições internacionais. 

  • 22% Pérola, 60 e 70
  • 14% Adidas, fim dos 80
  • 11% Umbro, Sulamericana 17
  • 6% Penalty, Libertadores 15 — Rhumell, Mundial 97
  • 5% Finta, 92 a 94
  • 4% Finta, 90 e 91 — Reebok, Libertadores 09
  • 3% Puma, Libertadores 08 — Puma, Sulamericana 06 — Rhumell, Libertadores 97
  • 2% Finta, 95 a 97 — Olympikus, Libertadores 14 — Puma, Sulamericana 07 — Reebok, Libertadores 11 — Topper, Libertadores 04 — Topper, Tríplice Coroa 03
  • 1% Reebok, Libertadores 10 — Rhumell, 98 — Topper, Libertadores 01 — Topper, Mercosul 01 —  Topper, Mercosul  99 — Topper, Sulamericana 05 — Topper, 00 — Topper, azul clara, Sulamericana 04.

Destas todas, só a camisa dos 60 e 70 é a legítima azul-estrelada. As demais são deturpações.