Arquivo da Categoria ‘História’

Nem o Ford de Bigode

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

PALIO nasceu, trabalhou durante 22 anos e se aposentou sem ver um bicampeonato das frangas. O Corolla, que já completou 50 anos no batente, mas se recusa a parar, também não viu. Acho que nem o Ford de Bigode viu.

Também não viram Fluminense e Botafogo conquistarem a Libertadores. Cruzeiro e Palmeiras faturarem o Mundial. Ponte Preta dar volta olímpica. São Paulo levantar a Copa do Brasil. Botafogo e Palmeiras abiscoitarem Copinha. Muito menos o  Valeriodoce campeonar em Minas.

Joãozinho Meia Ponto Quatro

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

JOÃOZINHO, o pontesquerda por excelência, completa 64 anos hoje. Ele disputou 474 partidas e fez 118 gols coma camisa celeste. 

  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os  
  • https://www.youtube.com/watch?v=WKdR12W8_Os           
  • https://www.youtube.com/watch?v=_tmdMcIzuHE     

Azul-estrelada

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

SUPERESPORTES fez enquete pra saber qual a camisa mais bonita usada pelo Cruzeiro em competições internacionais. 

  • 22% Pérola, 60 e 70
  • 14% Adidas, fim dos 80
  • 11% Umbro, Sulamericana 17
  • 6% Penalty, Libertadores 15 — Rhumell, Mundial 97
  • 5% Finta, 92 a 94
  • 4% Finta, 90 e 91 — Reebok, Libertadores 09
  • 3% Puma, Libertadores 08 — Puma, Sulamericana 06 — Rhumell, Libertadores 97
  • 2% Finta, 95 a 97 — Olympikus, Libertadores 14 — Puma, Sulamericana 07 — Reebok, Libertadores 11 — Topper, Libertadores 04 — Topper, Tríplice Coroa 03
  • 1% Reebok, Libertadores 10 — Rhumell, 98 — Topper, Libertadores 01 — Topper, Mercosul 01 —  Topper, Mercosul  99 — Topper, Sulamericana 05 — Topper, 00 — Topper, azul clara, Sulamericana 04.

Destas todas, só a camisa dos 60 e 70 é a legítima azul-estrelada. As demais são deturpações. 

1921: Abrem-se as cortinas do espetáculo!

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Testemunho ocular 

Dois de janeiro de 1921, Società Italiana Dante Alighieri, Rua dos Tamoios, entre Rio de Janeiro e São Paulo, a cem metros da Praça Sete, bem no coração da cidade. Duzentos italianos –natos e oriundi– estão reunidos sob a presidência honorária do Cônsul da Itália em Minas para fundar o clube que a rapaziada sonhou nos serões da Casa Ranieri, algumas semanas antes. Ao final dos trabalhos, 72 participantes assinam a verbale de fundação da Società Sportiva Palestra Italia. “Existe um grande clube na cidade”, estará na letra do hino a ser composto 65 anos depois.

Por se definir como um clube italiano, o Palestra sofre preconceitos e perseguições. Convencer a Liga Mineira de Desportos Terrestres de que está pronto para a 1ª Divisão do Campeonato da Cidade é apenas a primeira das batalhas.

A Liga impõe a disputa de dois jogos contra o Ipanema, último colocado da Primeira Divisão e o Palmeiras, primeiro da Segunda em 1920. Esses clubes, à ocasião da inscrição do Palestra, sequer estão aptos a disputar o campeonato por descumprirem disposições estatutárias da Liga. Mas são readmitidos para criar dificuldades à entrada do clube italiano.

Em 19 de abril, Palestra 3×2 Ipanema. Dois dias depois, Palestra 4x 1 Palmeiras. Missão cumprida, lugar garantido entre os grandes, o Palestra passa a sonhar mais alto. Quer seu próprio estádio. “Tão combatido, jamais vencido”, estará na letra do hino a ser composto pelo negro Jadir Ambrósio, 65 anos depois.

O clube ultrapassa suas origens, torna-se o clube dos torcedores de todas as origens étnicas e sociais. Um clube de massa.

Time

Nullo Savini (Eugenio Cicarelli), Polenta, Ciccio — Cecchino, Américo Grande, Antonio Bassi — Lino Pederzolli, Spartaco Dorella, Nani Lazzarotti, Henriqueto Pirani (Nello Nicolai), Attilio (Armandinho).

Goleadores 

Foram 29 jogos com 8 vitórias, 7 empates, 9 derrotas e 5 resultados desconhecidos. O time marcou 29 e levou outros 29 gols. Nani fez 5, Attilio, 4, Spartaco Dorella, 3, Armandinho, 2, Cecchino e Américo, 1 cada.

Dirigentes 

Alberto Noce, o presidente. A primeira diretoria contava, ainda, com Giuseppe Perona (vice), Bruno Piancastelli (secretário), Aristóteles Lodi (tesoureiro), João Ranieri, Domingos Spagnullo e Antonio Pace (comissão fiscal). Foram eleitos por aclamação na assembléia de instalação do clube em 2 janeiro.

É campeão!

Medalha de Ouro da Associação Mineira de Cronistas Desportivos (Palestra 3×0 Athletico) e  Taça VI Centenário Dante Alighieri (jogos contra Yale e AMCD, em 14 de setembro).

Videoteipe 

Palestra 2×0 Villa Nova/Palmeiras, amistoso, no Prado Mineiro, apitado por Hermeto Júnior, do América, em 03Abr. Palestra: Nullo, Polenta, Ciccio; Cecchino, Américo, Bassi; Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho. Combinado: Ferreira, Marcondes, Ruanico; Christovam, Bahiano, Oscar; Raymundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá. Gols: Nani, 16 e 47. Público: 1.500 pessoas. Preliminar: Athletico (equipe secundária) 1×1 Palestra (equipe secundária). Antes e durante os intervalos (cada tempo tinha 40 minutos) dos jogos, a banda da Sociedade Beneficente Italiana animou o festival que celebrava a estréia do time da Società Sportiva Palestra Italia. 

Palestra 3×0 Athletico, disputa da Medalha de Ouro da AMCD, no Prado Mineiro, às 14h06, apitado por Aleixanor Pereira, do América, , em 17Abr. Palestra: Scapelli, Ciccio, Polenta; Chechini, Américo, Kalin; Lino, Spartaco, Nani, Attílio, Henriqueto. Athletico: Walter, Furtado, Alvim; Fernando, Eduardo, Coutinho; Hernani, Zico, Amaral, Minotti, Marcio. Gols: Attílio, 2 e 31, Nani 68. No primeiro clássico, já se disputava uma medalha. O Palestra venceu com folga e assustou os adversários. Como vem se repetindo ao longo da história do futebol mineiro.

Súmula 

Venceu a seletiva para a 1ª Divisão, conquistou a Medalha de Ouro da AMCD e foi vice campeão da cidade.

Tutti buona gente 

O primeiro time do Palestra é formado unicamente por italianos e seus filhos, como determina o estatuto. Os atletas são recrutados no Yale, Athletico, Sete de Setembro, Guarany e Palmeiras. Seus nomes: Alfredo Noce, Americo Grande, Antonio Bassi (Kali), Armando Barulli, Armando Bazzoli (Armandinho), Attilio, Ciccio, Eugenio Ciccarelli, Francisco Volpini (Quiquino), Henriqueto Pirani, Isoni, João Gregório (Polenta), João Lazarotti (Nani), Josefino Camardelli (Nêgo), Leonello Nicolai (Nello), Lino Pederzolli, Miguel Balsamo, Nullo Savini, Otávio Nicolai, Salvador Volpini, Parizzi, Pedro Spitalli, Silvio Pirani, Umberto Lavalli, Scarpelli, Spartaco Dorella,

Camisa verde 

Camisa verde, gola branca, punhos vermelhos. Calções brancos. O uniforme da Società Sportiva Palestra Itália tem as cores da bandeira italiana. Por causa da camisa, o clube passou a ser chamado de Periquito.

LIVRO: Palestra, ano a ano

Top 5: Jogadores do Cruzeiro em 2017

sábado, 30 de dezembro de 2017

Os melhores jogadores do Cruzeiro em 2017:

  • FÁBIO defendeu pênaltis nas cobranças da semifinal e da final da Copa do Brasil, decidindo o torneio. Esteve perfeito em todos os jogos, desde que voltou ao time após se recuperar de lesão no joelho, que o afastou dos campos desde o Brasileiro de 2016.
  • HENRIQUE, capitão desde que Fábio se afastou por lesão, manteve impressionante regularidade, jogando sempre com raça e muita qualidade técnica. Domina todos os fundamentos de sua posição e frustra os adeptos do cabeça de área arranca-toco, que já tentaram emplacar meia dúzia de toscos em seu lugar.
  • LEO, um dos jogadores mais inteligentes do elenco, sabe se posicionar como nenhum outro beque do futebol brasileiro. Exímio na cobertura da lateral-direita, não dá espaços pros centroavantes adversários e ainda orienta os companheiros mais afoitos. Outro que emputeceu seus inimigos, com atuações notáveis nos momentos decisivos.
  • NEVES, uma grande surpresa, apesar do escasso preparo físico. Mostrou técnica, força de vontade e clareza de objetivos, que o fizeram passar por cima de vaias e críticas em seus primeiros jogos. Terminou a temporada como artilheiro do time, com 17 gols.
  • ÁBILA, embora covardemente perseguido pelo técnico, mostrou serviço, terminando a temporada com 14 gols, mesmo jogando poucas vezes como titular. Acabou vendido pela diretoria incompetente, que não tinha como quitar a dívida assumida em sua contratação, escancarando todo o amadorismo e irresponsabilidade dos cartolas celestes. 

Alisson, Barbosa, Hudson, Rafael, Arrascaeta e Murilo também se destacaram, mas não a ponto de competir com este quinteto de ases.

Chefe novo

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

WAGNER PIRES DE SÁ assumiu a presidência do Cruzeiro em lugar de Gilvan de Pinho Tavares.

Em seis anos à frente do Maior de Minas, Gilvan conquistou dois campeonatos brasileiros, 1 Copa do Brasil e um Mineiro.

Mas deixou o clube quebrado, devendo meio mundo (literalmente) e com ambiente conturbado, pois ele não teve ão;sabedoria pra comandar a sucessão.

Pergunto: Títulos importantes compensam os resultados da má gestão? O sucessor será melhor administrador e político? O Cruzeiro, quebrado como está, terá um time forte o suficiente pra se dar bem na Libertadores?

O urbanista genial e o caudilhete paroquial

sábado, 16 de dezembro de 2017

JAIME LERNER está completando 80 anos. Ele fez de Curitiba a melhor cidade grande pra se viver neztepaiz.

Curitiba oferece mais qualidade vida a seus habitantes do que qualquer cidade de seu porte no mundo inteiro.

Claro, claro, não conheço todas presencialmente, mas hoje em dia, num planeta inundado por imagens e infos, isto é apenas um detalhe.

Beagá e outras cidades brasileiras tentam, tardiamente, copiar projetos implantados por Lerner na Curitiba de 40 anos atrás.

Perguntado por um jornal da cidade sobre o que acha de Lerner, o caudilhete paroquial, Roberto Requião, vomitou: “Foi um bom paisagista de cidades”.

Lerner, urnamista incensado no mundo inteiro respondeu: “Eu já nem lembrava do Requião, mas percebo que pra ele eu sou inesquecível”. 

Top 5: Legado de Gilvan

domingo, 10 de dezembro de 2017

GILVAN fez besteiras aos montes, mas também, acertou. E, quando acertou, fez histórias. como nessas cinco ocasiões:

  1. BICAMPEONATO brasileiro 13/14.
  2. CONQUISTA da Copa do Brasil 2017.
  3. CAMPEONATO Mineiro 2014.
  4. PACIÊNCIA com Roth, Marcelo e Mano, não os demitindo na primeira chiadeira da torcida. 
  5. CONTRATAÇÕES  de Arrascaeta, Ribeiro, Goulart, Egídio , Neves.

E vc, caro leitor, viu algo mais de positivos nesses seus anos de Gpt?

Goleada completa 70 anos; rebaixamento, 12

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

ESTADO DE MINAS está comemorando, hoje, os 70 anos da goleada do Athletico sobre o Palestra por 9×2.

Mas não está comemorando os 12 anos da queda das frangas pra segunda divisão.

E talvez não comemore, em 12out19, os 70 anos do Corinthians 11×2 Athletico, maior vexame da história do futebol mineiro.

Vexame que só não foi mais amplo porque, diante da ameaça dos mineiros de tirarem o time de campo, caso a maldade no tivesse fim, o juiz anulou seis gols seguidos dos paulistas.

Na bucha, o placar foi 17×2. Com desconto, apenas 11×2.

Mistérios

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nunca saberemos:

  1. Se Capitu traiu Bentinho.
  2. Quem matou Celso Daniel.
  3. Quem subornou a Portuguesa.
  4. O que sairá da caixa preta do Barro Preto.
  5. Das tratativas entre Janota, Miler e Joesley.
  6. Quanta grana rolou nas eleições do Cruzeiro.
  7. Quem mandou apagar os reflectores do Independência.
  8. Os termos do contrato do Bnfes com o Governo de Cuba.
  9. Se Mariza realmente era a culpada por todos os malfeitos.
  10. Quanta propina cartolas sulamericanos receberam de televisões.
  11. O que levou Ruy Rei a forçar sua expulsão contra gambás em 1977.
  12. O que conversaram Janota e o advogado Friboi atrás de engradados num boteco de Brasília.

Melhor, então, a gente criar teorias conspiratórias.

Selecione um tema destes e crie sua TC, caro leitor.