Arquivo da Categoria ‘Cultura’

A Regra (e o horário) do Jogo

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Deu na VEJA:

Com ritmo mais acelerado e uma série de revelações nos últimos capítulos, A REGRA DO JOGO parece realmente ter caído no gosto do público. A cerca de dois meses do fim, a novela das nove da Globo cravou ontem novo recorde de audiência, com 35 pontos em São Paulo, equivalentes a 53% dos televisores ligados, e de 40 pontos no Rio (58% de participação). A trama das sete, TOTALMENTE DEMAIS também teve seu melhor dia entre os cariocas: marcou 33 pontos de audiência, com 53% de share.

Algum jogo de futebol dá isto? Não? Então, parem e reclamar de futebol às 22h.

Aprendam, de uma vez por todas: quem manda é o consumidor, não o fanático por futebol.

Duvidam?

Então, encontrem uma TV disposta a passar futebol diariamente às 21h pra ver que fim ela terá.

O país dos pais pirados

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Nones de jogadores que disputam a Copa SP de Futebol Júnior:

Allexson, Ayallan, Carlisson, Charleston, Charleston Filho, Clifton, Dalberson, Diancesaris, Domilson, Eliasafe, Piu, Guibon, Hercolys, Izano, Jordson, Jory, Karlenilson, Keiller, Kelvenny, Klisman, Liverson, Makton, Mardem, Nerison, Odilávio, Otacildo, Queven, Randson, Rickelvy, Riuler, Romércio, Sirnande, Tarssis, Tchulio, Wembley, Will, Wyrakitan, Ortega.

That’s Brazil!

O presente dos magos

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O PRESENTE DOS MAGOS

O. Henry

Um dólar e oitenta e sete centavos. Era tudo. E sessenta centavos eram em moedas. Moedas economizadas uma a uma, pechinchando com o dono do armazém, o dono da quitanda, o açougueiro, até o rosto arder à muda acusação de parcimínia que tais pechinchas implicavam. Três vezes Della contou o dinheiro. Um dólar e oitenta e sete centavos. E no dia seguinte seria Natal.

Não havia evidentemente mais nada a fazer senão atirar-se ao pequeno sofá puído e chorar. Foi o que Della fez. O que leva à reflexão moral de que a vida é feita de soluços, fungadelas e sorrisos, com predomínio das fungadelas.

Della terminou de chorar e cuidou do rosto com a esponja de pó. Postou-se junto à janela e ficou a contemplar melancolicamente um gato cinzento caminhando sobre uma cerca cinzenta num quintal cinzento. Amanhã seria Dia de Natal e ela tinha apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. Estivera a economizar tostão por tostão havia meses, e esse era o resultado. As despesas tinham sido maiores do que calculara. Sempre são. Apenas um dólar e oitenta e sete centavos para comprar o presente de Jim. O seu Jim. Muitas horas felizes passara ela planejando comprar-lhe alguma coisa bonita. Alguma coisa fina, rara, legítima, algo que estivesse bem perto de merecer a honra de ser possuí­da por Jim.

Subitamente, afastou-se da janela e postou-se diante de um espelho. Seus olhos estavam brilhantes mas sua face perdeu a cor ao cabo de vinte segundos. Num gesto rápido, soltou o cabelo e deixou desdobrar-se em toda a sua extensão.

Ora, os James Dillingham Youngs tinham dois haveres de que muito se orgulhavam. Um era o relógio de ouro de Jim, que pertencera a seu pai e a seu avô. O outro era o cabelo de Della.

O cabelo de Della, pois, caiu-lhe pelas costas, ondulando e brilhando como uma cascata de águas castanhas. Chegava-lhe abaixo do joelho e quase lhe servia de manto. Ela então o prendeu de novo, célere e nervosamente. A certo momento, deteve-se e permaneceu imóvel, enquanto uma ou duas lágrimas caí­am sobre o puí­do tapete vermelho.

Vestiu o velho casaco marron; pôs o velho chapéu marron. Desceu rapidamente a escada que levava à rua. Parou onde havia um letreiro anunciando: “Mme Sofronie, Artigos de Toda Espécie para Cabelos. Della subiu a correr um lance de escada e se deteve no alto, arquejante para recompor-se. Madame, corpulenta, alva demais, fria.

– Quer comprar meu cabelo? ” perguntou Della.

– Eu compro cabelo  -disse Madame. Tire o chapéu e vamos dar uma olhada no seu.

Despenhou-se, ondulante, a cascata de águas castanhas.

– Vinte dólares -ofereceu Madame, erguendo a massa com mão prática.

– Dê-me o dinheiro depressa -pediu Della.

Oh, as duas horas seguintes voaram com asas róseas. Della se pôs a vasculhar as lojas à procura de um presente para Jim.

Encontrou-o por fim. Fora feito para ele e para ninguém mais. Nada havia que se lhe parecesse nas outras lojas, e ela as revirara de alto a baixo. Era uma corrente de platina, curta, simples e de modelo discreto, proclamando adequadamente seu valor por sua mesma substância e não por qualquer ornamentação espúria.

Era digna até do relógio. Tão logo a viu, soube que tinha de ser de Jim. Era como ele. Serenidade e valor -a descrição se aplicava a ambos. Vinte e um dólares cobraram-lhe por ela, e Della correu para casa com os oitenta e sete centavos. Com aquela corrente no relógio, Jim poderia preocupar-se decentemente com o tempo na frente de qualquer pessoa. Grande como era o relógio, ele às vezes o consultava meio envergonhado devido à velha tira de couro que usava em lugar de corrente.

Quando Della chegou em casa, seu embevecimento cedeu lugar a um pouco de prudência e razão. Pegou os ferros de frisar, acendeu o gás e pôs-se a reparar os estragos causados pela generosidade acrescida ao amor. O que sempre é uma tarefa muito árdua, queridos amigos, uma tarefa gigantesca.

Ao cabo de quarenta minutos, sua cabeça estava coberta de pequenos caracóis cerrados, que a faziam parecer, admiravelmente, um menino vadio.

Às sete horas, o café estava preparado e uma frigideira quente no fogão esperava o momento de fritar as costeletas. Jim nunca se atrasava. Della dobrou a corrente no côncavo da mão e sentou-se a um canto da mesa, perto da porta pela qual ele sempre entrava. Ouviu então seus passos no primeiro lance da escada e empalideceu por um instante.

– Oh, Deus, fazei-o por favor achar-me ainda bonita!

A porta se abriu, Jim entrou e a fechou. Parecia magro e muito sério. Pobre sujeito, apenas vinte e dois anos e já responsável por uma família! Precisava de um sobretudo novo e não tinha luvas.

Jim Avançou alguns passos. Seus olhos estavam fitos em Della e havia neles uma expressão que ela não conseguia ler e que a aterrorizava. Não era raiva, nem surpresa, nem desaprovação, nem horror; não era nenhum dos sentimentos para os quais ela estava preparada.

Della esgueirou-se para fora da mesa e se encaminhou para ele.

– Jim, querido –gritou- não me olhe desse jeito! Mandei cortar o cabelo e o vendi porque não poderia passar o Natal sem dar um presente a você. Ele crescerá de novo… não se aborreça, por favor. Meu cabelo cresce terrivelmente depressa. Diga Feliz Natal!, Jim, e fiquemos felizes. Você não sabe que coisa bonita, que belo presente tenho para você.

– Mandou cortar o cabelo? -perguntou Jim a custo, como se não tivesse ainda compenetrado desse fato patente após o mais árduo esforço mental.

– Cortei-o e vendi-o -disse Della. Você não continua a gostar de mim do mesmo jeito, então? Não precisa procurar por meu cabelo, foi vendido, como lhe disse… vendido, não está mais aqui. À véspera de Natal, querido. Seja bonzinho comigo, fiz isso por sua causa. Ninguém poderá jamais avaliar o meu amor por você. Posso fritar as costeletas, Jim?

Emergindo do seu transe, Jim pareceu despertar rapidamente. Abraçou a sua Della. Os magos trouxeram presentes valiosos, mas isso não estava entre eles. Esta asserção obscura será esclarecida mais tarde.

Jim tirou um pacote do bolso e atirou-o sobre a mesa.

– Não me interprete mal, Della -disse. Não acho que haja alguma coisa, corte de cabelo, raspagem ou xampu, capaz de fazer-me gostar menos da minha mulherzinha. Mas se você abrir este pacote, poderá ver por que fiquei abalado no princípio.

Alvos dedos ligeiros desfizeram o atilho e o embrulho. Ouviu-se então um grito extático de alegria, e depois, ai!, uma súbita mudança feminina para as lágrimas e os gemidos, que exigiram o imediato emprego de todos os poderes de consolação do senhor do apartamento.

Pois sobre a mesa jaziam Os Pentes, o jogo de pentes para cabelos que Della adorara havia muito numa vitrine. Belos pentes, de tartaruga legítima, orlados de pedraria, da cor exata para combinar com seu lindo cabelo. Eram pentes caros, ela o sabia, e seu coração se limitara a desejá-los e a suspirar por eles sem a menor esperança de vir um dia a possuí­-los. E agora pertenciam-lhe, mas as tranças que os anelados enfeites deveriam adornar não mais existiam.

Ela, porém, os apertou contra o peito e, por fim, pode erguer os olhos nublados, sorrir e dizer:

– Meu cabelo cresce tão depressa, Jim!

Jim ainda não vira o seu belo presente. Ela lho estendeu ansiosamente na palma da mão aberta. O fosco metal precioso parecia brilhar com o reflexo do seu jubilante e ardente espírito.

– Não é uma beleza, Jim? Vasculhei a cidade toda para achá-lo. Doravante, você terá de ver as horas uma centena de vezes por dia. Dê-me o seu relógio. Quero ver como fica nele.

Em lugar de obedecer, Jim deixou-se cair no sofá, pôs as mãos atrás da cabeça e sorriu:

– Della -disse-, vamos por os nossos presentes de Natal de lado e deixá-los por algum tempo. São lindos demais para poderem ser usados agora. Vendi o relógio para comprar os seus pentes. Que tal se você fritasse as costeletas agora?

Natal sem China

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Quase tudo o que se vende neztepaiz, atualmente, é Made in China. E, assim, a gente vai comprando e mandando nossos empregos pra lá.

Meu saco encheu dessa burrice. E o meu saco de Papai Noel será Free China, este ano. Vou dar presentes brasileiros.

  • SEMIJOIAS, que a minha filha Lúcia vende. Confiram no Instagram: @belalu_acessorios
  • BISCOITOS FINOS da Comadre Canela, fabricados pela super cruzeirense Mariana Paiva (confiram no Facebook).
  • ALMANAQUE DO CRUZEIRO, do Carlos Henrique Ribeiro, mais completo do que nunca. Pode ser adquirido na Loja do Cruzeiro.
  • LIVROS dos peagadistas Anderson Olivieri e Agnaldo Morato. Perguntem como comprar, que eles logo aparecem pra informar.
  • ASSINATURA DA FILARMÔNICA. Nada pode ser mais agradável. Fique com os ingressos e vá convidando, uma a uma, aquelas amigas mais sensíveis. Não tem erro: muitas vão querer esticar depois do concerto.
  • SÓCIO DO FUTEBOL pros filhos e a patroa, a fim de evitar bola nas costas de uma virada de casaca na família. Seja responsável!
  • ESTADIA de fim de semana no Hotel Vila Serrana, do peagadista Arísio França, em Sete Lagoas. Restaurantes, grutas, lagoas e passeios pela região. A patroa vai adorar uma noite no bistrô anexo.
  • NUM ÁTIMO, livro de Walfrido Ferreira.  Sinopse: Uma mão, um revólver e uma bala que inicia sua trajetória. Quem atira, quem é a vítima? Que história está por trás de tudo? Dr. Vanclefe é um vilão ou uma vítima do destino? D. Tarsília é a vingança dos tempos? Os delicados chineses terão paz? Suspense! Na área de comentários, o autor responderá suas dúvidas, caro leitor. Desde que vc não peça que ele cometa um spoiller.
  • PELÉ ETERNO, documentário de Anibal Massaini Neto sobre o Rei do Futebol, com roteiro de Armando Nogueira e José Roberto Torero. Mais de 300 gols do Maior de Todos os Tempos. Essencial pra educação futebolística de filhos e netos.

Pronto, quebrei! Mas vou fazer a alegria de muita gente. E ajudar a manter o emprego de várias outras.

PS: Este post vai sendo ampliado, na medida em que se aproxima a hora de enfrentar o comércio e em que o blogueiro vai descobrindo jóias pelo caminho.

Angus Deaton, pra vc pensar fora da caixinha

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

ANGUS DEATON, Nobel de Economia 2015, por Leandro Narloch

DESIGUALDADE é consequência inevitável da prosperidade. No filme A Grande Fuga, 250 prisioneiros da II Guerra Mundial escapam de um campo nazista. A fuga foi excelente para os que conseguiram escapar, mas provocou desigualdade entre os prisioneiros. Se antes estavam todos igualmente presos, com o episódio alguns conquistaram a liberdade, enquanto outros foram deixados para trás. Na soma geral, porém, nenhum prisioneiro ficou numa situação pior.

Angus Deaton, ganhador do Nobel de Economia 2015, inspirou-se nesse filme pra títular seu livro A Grande Fuga: Riqueza e Origens da Desigualdade.

Até a Revolução Industrial, o mundo todo era igualmente miserável. A prosperidade da partir de então tirou alguns países da miséria, enquanto outros seguiram pobres. A desigualdade aumentou, ainda que ninguém tenha piorado de situação. Diz ele: “Desigualdade é frequentemente consequência do progresso. Nem todos enriquecem ao mesmo tempo, e nem todos têm acesso imediato às medidas profiláticas mais recentes, seja o acesso a água limpa, vacinas ou a novas drogas de prevenção a doenças.

Desigualdade, por sua vez, afeta o progresso. Ela pode ser boa: crianças indianas percebem o que a educação pode fazer e também vão à escola. E pode ser má se os vencedores tentam impedir os outros de segui-los, puxando pra cima as escadas atrás deles. A Revolução Industrial, começando na Inglaterra nos séculos 18 e 19, iniciou o crescimento econômico que tem sido responsável por centenas de milhões de pessoas escapando da privação material. O outro lado da mesma Revolução Industrial é o que os historiadores chamam de ‘Grande Divergência’, quando a Inglaterra, seguida um pouco depois pelo noroeste da Europa e pelos Estados Unidos, se afastou do resto do mundo, criando enorme golfo entre o Ocidente e o resto.

CONHECIMENTO, mais do que a riqueza, foi o que nos tornou mais saudáveis. Uma ideia bem aceita entre demógrafos e economistas é que o aumento da renda a partir da Revolução Industrial causou a enorme melhoria da saúde e da expectativa de vida nos últimos três séculos. Com mais comida na mesa e dinheiro pra bancar descobertas médicas, as pessoas viveram mais e melhor. Um europeu médio hoje é 11cm mais alto e vive 40 anos mais que no século 18. Deaton concorda que a renda contribui pra saúde, mas dá pouca importância a essa relação. Mostra, por exemplo, que em 1.750 famílias ricas e bem alimentadas tinham a mesma expectativa de vida que os pobres. Pra ele, o que nos tornou mais saudáveis não foi tanto o crescimento econômico, mas o maior conhecimento sobre germes e doenças.

AJUDA À ÁFRICA atrapalha. Deaton abraça a ideia de que a maior parte da ajuda humanitária mais prejudica que contribui com o desenvolvimento da África. Pra ele, o que os países mais pobres precisam é de instituições que propiciem o crescimento econômico, e muitas vezes a ajuda humanitária enfraquece ainda mais as instituições: Ajuda estrangeira mina o desenvolvimento da capacidade do estado. Isso é mais óbvio nos países onde o governo recebe grandes quantias de ajuda direta. Esses governos não precisam de contato com os seus cidadãos, nem parlamento e nem sistema de coleta de impostos.

Beagá, 118

sábado, 12 de dezembro de 2015

BELO HORIZONTE completa 118 anos neste 12Dez. Ela já foi mais bonita e inteligente, hoje em dia, vive de um certo charme cultivado em seus melhores anos.

É a segunda cidade grande mais agradável do país. Anos-luz atrás de Curitiba, mas bem melhor do que as destroçadas Rio e Sampa.

Às vezes, me dá vontade de ir embora, mas acabo ficando. Pelo Cruzeiro, pela Filarmônica, pelos amigos e por curtir alguns lugares, que me dão prazer. Por exemplo:

  1. SALA MINAS GERAIS, onde a Filarmônica oferece 60 concertos anuais, que não perco por nada.
  2. MINEIRÃO, antigo estádio que virou teatro, onde bato ponto sempre que o Cruzeiro joga.
  3. PRAÇA DA LIBERDADE, com seu circuito cultural sem igual no país. Cinemas, museus, livrarias, cafés, salas de exposição, auditórios, teatros, coreto, além da alameda pra caminhada na sombra. 
  4. PALÁCIO DAS ARTES, com seu grande teatro recebendo operas, balés, concertos, shows, debates, peças teatrais faz a cidade respirar o melhor da cultura ocidental. E ainda tem loja de artesanato, teatro de bolso, cinema, livraria, galeria de arte, uma ode ao belo.
  5. SPECIALI, restaurante, que serve a melhor pizza da cidade, com bons vinhos e música educada pra não atrapalhar o bate papo com os amigos.

Tem mais, contudo, fico por aqui, no aguardo da lista de cada um dos leitores.

Rock ‘n’ Sissy

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

De Little Richard a Elton John, o rock nunca enganou a ninguém. Mas a coisa tá só piorando.

Vejam a lista de frescuras que os malucos contestadores de araque pediram nos camarins:

  • FAITH NO MORE: grande quantidade de canetas esferográficas, além de blocos de papel sem linhas, marcadores preto, dourado e prata pro grupo se divertir e estimular a criatividade antes do show. No cardápio, pratos vegetarianos, bebidas de gengibre e águas vitaminadas especiais.
  • SYSTEM OF A DOWN: bebida achocolatada, sanduíches zipados, guardados em saco de gelo, e café turco.
  • QUEEN: comida vegetariana, chás ingleses, geleias europeias, mel manuka, ágave (adoçante natural), frutas e legumes orgânicos e vinhos brasileiros.
  • HOLLYWOOD VAMPIRES: comida orgânica fresca, suplemento vitamínico, água superpura, extraída de cratera vulcânica, ovos cozidos e cerveja sem álcool.
  • ONE REPUBLIC: comida tailandesa e indiana, água de coco, chá, limonada industrializada, achocolatado, iogurte grego de morango e blueberry, frutas orgânicas, sucos naturais, cerveja escura e vinhos brancos e tintos.
  • ELTON JOHN: arranjos de flores idênticos aos produzidos por seu florista, em Londres. As flores devem ser organizadas em cortes milimetricamente iguais aos de fotos enviadas por sua produção.

E vc aí, dormindo na fila e fazendo chifrinho com os dedos pra esses doces diabinhos, hem?

FONTE: Site Veja

Lagoinha, universo entre as praças XII e Vaz de Melo

sábado, 12 de setembro de 2015

Texto do Wikipedia, com alguns acréscimos, enviado pelo VELHO DAMAS

LAGOINHA é um bairro de Belo Horizonte, construído por italianos e migrantes da região central de Minas. Nascido fora dos limites planejados da nova capital mineira, o bairro foi um dos primeiros de origem operária, e suas casas foram erguidas em torno de uma pequena lagoa, onde hoje está erguido o Complexo Viário da Lagoinha.

Antigamente a região era pantanosa e cercada por várias lagoas, o que explica o nome do bairro. Os italianos e os migrantes do interior do estado viviam harmonicamente, formando uma comunidade que compartilhava manifestações culturais mineiras e italianas. Ainda existem no bairro algumas famílias remanescentes dos operários da Comissão Construtora. Durante muito tempo o local ficou conhecido como cantinho da velha Itália em Minas Gerais.

A atual favela Pedreira Prado Lopes, surgida no limite norte do bairro, na fronteira com o Santo André e o São Cristóvão, é relevante na história da construção da capital. No início das obras, o engenheiro Antônio Prado Lopes Pereira, da 1ª classe da Comissão Construtora da Capital, 3ª divisão, já explorava o local para dali retirar suas pedras e usá-las na edificação de casas da cidade.

Ao falar dos sobre os materiais empregados na construção da Nova Capital, Abílio Barreto ressalta o problema das pedras: “Quando a Comissão Construtora entrou definitivamente no período das construções, com exceção das pequenas pedreiras mal exploradas pelos empreiteiros de obras e que não davam resultado satisfatório, nenhuma havia ainda em condições de poder suprir a avultada quantidade desse material, que se ia tornando grandemente necessário”.

Antes da Av Antônio Carlos, a Rua Itapecerica, apesar de estreita e muito congestionada, era a principal via de acesso ao bairro.

A popular Praça Vaz de Melo era reduto do baixo meretrício e dos boêmios de segunda classe, que conviviam de forma amistosa com os demais moradores. Seu nome foi homenagem ao principal comerciante do local, Guilherme Vaz de Melo. Em consonância com essa herança boêmia, a Lagoinha é considerada um dos berços do samba em Belo Horizonte. Dessa época vem a designação do popular “copo lagoinha”, atribuído a um modelo popular de copo de vidro muito utilizado nos botequins e rodas de samba tradicionais na região.

Os últimos boêmios de Belo Horizonte não se esquecem da velha Lagoinha, bairro de limites difusos, mas de características marcantes. Escondida pela rodoviária, cortada por viadutos e radicalmente transformada com a chegada do trem metropolitano, a Lagoinha de 1950 era reduto de seresteiros, dançarinos e amantes da noite de Belo Horizonte. Ali, a menos de um quilômetro do Centro, viviam à margem da capital, com seu comércio agitado, os botequins sempre abertos e cheios, suas pensões, o ribeirão Arrudas, o mercado, as farmácias, os camelôs, as delegacias, o barulho do trem do subúrbio e cinemas Paisandu, Mauá e São Geraldo. Tinha ligação com a atual rodoviária, onde na época estavam a Feira de Amostras e a Rádio Inconfidência.

Separados do bairro por uma colina, estavam os bairros da Graça, Colégio Batista, Concórdia e um pedaço da Floresta, que, ainda abrigam típicas famílias de classe média vivendo com a tranqüilidade das cidades do interior. Espremida entre esses bairros e o Centro, a Lagoinha fervilhava dia e noite na pura boemia, e se perdia no crescimento da cidade que, inevitavelmente, pediria passagem para estender-se às regiões que o bairro dividia

Hoje, o bairro está completamente diferente, devido à demolição dos velhos casarões e de parte da zona boêmia. Além disto, os quintais das casas restantes (muitas vezes comunitários) diminuíram e elas deixaram de ostentar o rigor antigo de suas fachadas.

O charme do lugar decaiu. Das tradicionais rodas de samba, aos redutos do baixo meretrício, a boemia perdeu espaço. Essa boemia que tanto havia se desenvolvido na década de 60, acabara por afastar o convívio familiar, fazendo com que famílias tradicionais se mudassem do bairro.

Mas a Lagoinha boêmia começou mesmo a morrer, quando se construiu o túnel Lagoinha-Concórdia, em 1971, recebendo o golpe de misericórdia, quando o túnel, junto com os viadutos que ligavam o Centro à zona Norte, foi duplicado, em 1984. E foi definitivamente sepultada com a chegada do trem metropolitano, de modernas plataformas de embarque e desembarque, bem no coração do bairro, atrás da rodoviária.

No futebol, a Lagoinha fez muito sucesso com times amadores espetaculares como Terrestre, Pitangui, São Cristóvão, Praça 12 etc. No futebol profissional passaram por lá o cruzeirense Hilton Oliveira e o atleticano Toninho Cerezo. Mas seus maiores ícones foram o palestrino Souza e o cruzeirense Pampolini, nascidos lá.

Hoje em dia, o bairro mantém o nome, mas sua história profunda sobrevive apenas na lembrança de antigos e renitentes boêmios.

Filmes que vi, revi e recomendo (II)

sábado, 1 de agosto de 2015

Segunda parte da minhas lista dos melhores filmes:

  • 1927 O CIRCO (Chaplin)
  • 1939 NO TEMPO DAS DILIGÊNCIAS (Ford)
  • 1940 VINHAS DA IRA (Ford)
  • 1941 RELÍQUIA MACABRA (Huston)
  • 1946 PAIXÃO DE FORTES (Ford)
  • 1952 CARNAVAL ATLÂNTIDA (Burle e Manga)
  • 1954 AS FÉRIAS DO Sr. HULOT (Tati)
  • 1955 FÉRIAS DE AMOR (Logan)
  • 1955 LADRÃO DE CASACA (Hitchcock)
  • 1955 RIFIFI (Dassin)
  • 1957 QUANDO VOAM AS CEGONHAS (Kalatozov)
  • 1957 TRONO MANCHADO DE SANGUE (Kurosawa)
  • 1958 UM CORPO QUE CAI (Hitchcock)
  • 1960 A AVENTURA (Antonioni)
  • 1960 O SOL POR TESTEMUNHA (Clément)
  • 1960 SE MEU APARTAMENTO FALASSE (Wilder)
  • 1961 BONEQUINHA DE LUXO (Edwards)
  • 1961 VIRIDIANA (Buñuel)
  • 1963 A PANTERA COR DE ROSA (Edwards)
  • 1963 MOSCOU CONTRA 007 (Young)
  • 1963 O BANDIDO GIULIANO (Rossi)
  • 1963 O LEOPARDO (Visconti)
  • 1963 OITO E MEIO (Fellini)
  • 1963 UM DIA, UM GATO (Jasny)
  • 1964 007 CONTRA GOLDFINGER (Hamilton)
  • 1964 OS REIS DO IÊ IÊ IÊ (Lester)
  • 1967 A BELA DA TARDE (Buñuel)
  • 1967 O ESTRANGEIRO (Visconti)
  • 1968 UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO (Edwards)
  • 1970 A ESTRATÉGIA DA ARANHA (Bertolucci)
  • 1972 ROMA (Fellini)
  • 1972 SOLARIS (Tarkovski)
  • 1973 A NOITE AMERICANA (Truffaut)
  • 1973 AMARCORD (Fellini)
  • 1973 O DIA DO CHACAL (Zinnemann)
  • 1974 VIOLÊNCIA E PAIXÃO (Visconti)
  • 1975 DERSU UZALA (Kurosawa)
  • 1976 NOVECENTO (Bertolucci)
  • 1979 APOCALYPSE NOW (Coppola)
  • 1979 MANHATTAN (Allen)
  • 1984 GAIJIN (Yamazaki)
  • 1985 QUANDO PAPAI SAIU EM VIAGEM DE NEGÓCIOS (Kusturika)
  • 1986 POR VOLTA DA MEIA NOITE (Tavernier)
  • 1991 URGA – UMA PAIXÃO NO FIM DO MUNDO (Mikhalkov)
  • 1995 Mr. HOLLAND, ADORÁVEL PROFESSOR (Herek)
  • 2001 NOVE RAINHAS (Bielinsky)
  • 2001 O FILHO DA NOIVA (Campanella)
  • 2003 BOM DIA, NOITE (Belocchio)
  • 2003 VALENTIN (Agresti)
  • 2007 TROPA DE ELITE (Padilha)

Estou à disposição para esclarecimentos.

Filmes que vi, revi e recomendo (I)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Matheus Chaves e Bruno RJ7L me pediram lista de bons filmes, no post da entrevista.

Aqui vai uma lista de com alguns que vi, revi e indico.

Sem ordem de preferência.

  • 1925 EM BUSCA DO OURO (Chaplin)
  • 1927 A GENERAL (Keaton)
  • 1938 ALEXANDRE NEVSKI (Eisenstein)
  • 1939 A REGRA DO JOGO (Renoir)
  • 1939 E O VENTO LEVOU (Fleming)
  • 1939 O MÁGICO DE OZ (Fleming)
  • 1941 CIDADÃO KANE (Welles)
  • 1942 CASABLANCA (Curtiz)
  • 1944 IVAN, O TERRÍVEL (Eisenstein)
  • 1948 LADRÕES DE BICICLETA (De Sica)
  • 1951 RASHOMON (Kurosawa)
  • 1952 CANTANDO NA CHUVA (Donen)
  • 1952 MATAR OU MORRER (Zinnemann)
  • 1952 UMBERTO D (De Sica)
  • 1952 VIVER (Kurosawa)
  • 1953 A UM PASSO DA ETERNIDADE (Zinnemann)
  • 1954 JANELA INDISCRETA (Hitchcock)
  • 1954 OS SETE SAMURAIS (Kurosawa)
  • 1954 SHANE (Stevens)
  • 1954 SINDICATO DE LADRÕES (Kazan)
  • 1955 VIDAS AMARGAS (Kazan)
  • 1956 RASTROS DE ÓDIO (Ford)
  • 1957 A PONTE DO RIO KWAI (Lean)
  • 1957 MORANGOS SILVESTRES (Bergman)
  • 1957 O SÉTIMO SELO (Bergman)
  • 1959 INTRIGA INTERNACIONAL (Hitchcock)
  • 1959 QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (Wilder)
  • 1960 PSICOSE (Hitchcock)
  • 1962 LA DOLCE VITA (Fellini)
  • 1962 LAWRENCE DA ARÁBIA (Lean)
  • 1962 O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA (Ford)
  • 1962 O SOL É PARA TODOS (Mulligan)
  • 1963 ACOSSADO (Godard)
  • 1963 OS PÁSSAROS (Hitchcock)
  • 1965 BLOW UP (Antonioni)
  • 1965 DOUTOR JIVAGO (Lean)
  • 1967 A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM (Nichols)
  • 1968 2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO (Kubrick)
  • 1970 A CONFISSÃO (Gravas)
  • 1970 SONHOS DE UM SEDUTOR (Ross)
  • 1971 LARANJA MECÂNICA (Kubrick)
  • 1972 O PODEROSO CHEFÃO (a trilogia) (Coppola)
  • 1977 ANNIE HALL (Allen)
  • 1982 E.T. (Spielberg)
  • 1986 CURTINDO A VIDA ADOIDADO (Hughes)
  • 1987 A ERA DO RÁDIO (Allen)
  • 1988 CINEMA PARADISO (Tornatore)
  • 1993 MADADAYO (Kurosawa)
  • 1996 KOLYA (Sverák)
  • 1998 CENTRAL DO BRASIL (Salles)