Arquivo da Categoria ‘Cruzeiro’

Charles voltou, sem ter ido

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

O vvolante CHARLES está de volta, embora jamais tenha saído.

  • Conversei com a diretoria e comissão técnica e chegamos a um acordo pra me reintegrarem ao elenco. Estou muito feliz e vendo isso como nova oportunidade. É como se tivesse assinando um novo contrato, um recomeço de tudo. Esqueçam aquele Charles que passou em 2012. O novo Charles quer e vai vencer. Despertei o interesse de vários clubes, como Botafogo e AméricaMG, mas eu preferi ficar aqui no Cruzeiro treinando em separado. Sabia que uma hora poderia voltar e ainda bem que o Marcelo Oliveira me deu esta nova oportunidade. Agora é agarrar com unhas e dentes. Sempre soube que meu ciclo aqui não tinha acabado e tenho que agradecer demais essa chance.

E vc, disciplinador comentarista, o que acha disto?

O Síndico apóia a reintegração do jogador e deseja boa sorte a ele.

Gabriel Xavier, o meia que faltava

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Deu no GloboEsporte, hoje:

O presidente do Cruzeiro, Gilvan de Pinho Tavares, confirmou a chegada do meia Gabriel Xavier, 20 anos, da Portuguesa. Após liberação amigável com a Lusa, o jogador é aguardado em Belo Horizonte até quarta pra exames e assinatura de contrato por 4 anos. Gabriel Xavier foi o destaque da Portuguesa no último Brasileiro Série B. Apesar da campanha ruim, que culminou com a lanterna e o e seu time pra Série C, o meia chamou atenção, marcando 4 gols e dando várias assistências. Gabriel é o 13º reforço do Cruzeiro em 2015. Até o momento, chegaram os zagueiros Paulo André e Douglas Grolli, os laterais Fabiano, Mena e Pará, os volantes Seymour e Willians, o meia De Arrascaeta, e os atacantes Leandro Damião, Joel, Riascos e Henrique.

Nem ilustre, nem sequer conhecido. Mas deve ter sido monitorado -a palavra da moda- pela equipe do Pacote.

  • Gabriel Augusto Xavier, armador, 21 anos, 1m70, canhoto, nascido em São Paulo (15jul93), revelado nas categorias de base de Corinthians (08), São Paulo (09/11) e Portuguesa (12/13), profissionalizado na Portuguesa (13/14), 42 jogos, 6 gols, média de 0,14.

Ou será que nem monitorado foi? Não é possível, não venham me dizer que foi contratado após análise de DVD.

Então, vamos aguardar.

Givaldo foi jogador, agora é torcedor

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

GIVALDO jogou no Cruzeiro em meados dos anos 80.

Não fez mais do que três dezenas de partidas com a azul estrelada.

Não entrou no panteão dos heróis celestes, mas virou um torcedor fiel.

Esta entrevista foi realizada por e-mail, há dois anos.

  1. Onde quando vc nasceu? Uberaba, em 03ag060.
  2. Quais são os nomes de seus pais e irmãos e o que eles fazem? Meu pai, João Antonio de Oliveria, já falecido foi meu maior exemplo de vida. Maria Aparecida de Oliveira, minha mãe, sempre cuidou do lar. Dois de meus irmãos jogaram futebol: Gilmar dos Reis de Oliveira foi campeão da Taça de Prata pelo Uberlândia e João Henrique de Oliveira, vestiu a camisa do Democrata de Valadares. Leandro Antonio de Oliveira foi o único dos quatro que não jogou futebol.
  3. Seu pai também jogou futebol? Em que time? Ele dizia que sim, no Uberaba Sport. Pra mim, ele o melhor técnico e preparador físico. Foi o meu maior ídolo.
  4. Onde vc estudou? Faculdade de Educação Física de Uberaba.
  5. Qual era seu time de infância? Nacional, em Uberaba, Cruzeiro, em BH.
  6. Na sua infância, era grande a rivalidade entre Uberaba e Nacional? Os nacionalinos já eram chamados de mãos pretas? Sim. Mãos pretas porque ficavam na arquibancada onde batia o sol e tinham de proteger as vistas com as mãos.
  7. Quais foram seus times de juventude? Comecei no juvenil do Uberaba Sport, depois fui pro Clube Atletico Abadiense.
  8. Que jogadores te inspiraram no futebol? Zico e Toinzinho, craque do Uberaba Sport.
  9. Onde e quando vc começou a jogar profissionalmente? Nacional Futebol Clube, de Uberaba.
  10. Por quais clubes vc jogou? Nacional, Mixto, pelo qual fui campeão matogrossense, Cruzeiro, onde fui vice campeão mineiro, Villa Nova, CRB, pelo qual fui campeão alagoano, e Uberaba.
  11. Quando e como vc chegou ao Cruzeiro? Em 1985, emprestado pelo Nacional. No mesmo ano, o Cruzeiro comprou meu passe.
  12. Quantas partidas e quantos gols fez com a camisa do Cruzeiro? Umas 30 partidas e creio que 3 gols.
  13. Vc era um volante que ficava mais na marcação ou saia pro jogo o tempo todo? No Naça, eu saia pro jogo, no Cruzeiro ficava mais na marcação.
  14. Como foi sua passagem pelo Mixto? Ótima, pois fui campeão.
  15. Por que vc saiu do Mixto? Fui pra lá emprestado pelo pelo Nacional e voltei ao encerrar o contrato de empréstimo. Enquanto estive lá, joguei ao lado do quarto zagueiro Marquinhos, do lateral direito Zé Carlos, do lateral esquerdo Berto, do ponta direita Junior Brasilia, do centroavante Gilson Pantera e do goleiro Ica, todos envolvidos nas negociações que levaram o Tostão II para o Cruzeiro.
  16. Quais foram suas melhores partidas pelo Cruzeiro? Cruzeiro 3×2 AtleticoMG, pelo Brasileiro 1985, Cruzeiro 2×2 AtléticoMG, 2º jogo final do Mineiro de 1985. Nesse jogo, levei o 3º amarelo e não joguei final, que perdemos com gol do Paulinho Kiss, na prorrogação. Sem falsa modéstia, afirmo que se tivesse jogado não perderíamos. Cruzeiro 3×0 Botafogo, pelo Brasileiro (dei o passe pro Carlinhos Sabiá marcar o 2º gol) e também Cruzeiro 1×1 Corinthians, pelo Brasileiro de 1985.
  17. E pelo Nacional? Nacional 1×0 AtleticoMG, no estadual de 1983, no Mineirão. Eu fiz o gol.
  18. E pelo Mixto? A final contra Operário de Várzea Grande. Empatamos em 1×1 e ganhamos nos pênaltis.
  19. Quais foram os melhores jogadores com quem vc jogou? Eudes, goleiro do Nacional, Zé Carlos, lateral do Mixto, Eugênio, beque do Cruzeiro, Marquinhos, ex Cruzeiro e Mixto. Ademar, lateral esquerdo do Cruzeiro, Paulinho Rodrigues, volante do Nacional, campeão brasileiro pelo Bahia, em 1988, Douglas, volante do Cruzeiro, Tostão II, meia esquerda do Cruzeiro, Carlinhos Sabiá, ponta direita do Cruzeiro, Carlos Alberto Seixas, centroavante do Cruzeiro. Na ponta esquerda, Jorge Leitão, do Nacional e Edu Lima, do Cruzeiro.
  20. Quais foram os melhores dirigentes com quem vc lidou? Luis Alberto Cecilio, do Nacional, e Lino Miranda, do Mixto.
  21. E os melhores treinadores? Da Silva (Nacional), João Francisco (Cruzeiro) e Aderbal Lana (Mixto).
  22. Como era o relacionamento entre os jogadores do Cruzeiro? Eram todos grandes companheiros, mas Eduardo Lobinho e Douglas foram amigos especiais.
  23. Quais as suas maiores alegrias no futebol? A maior foi quando o Cruzeiro comprou meu passe. A outra foi quando meu pai foi me ver jogar contra o AtléticoMG no Mineirão e passou a noite comigo na Toca da Raposa.
  24. E as maiores decepções? Duas operações consecutivas, no Cruzeiro> meniscos e apendicite.
  25. Por que vc não participou do jogo decisivo do Mineiro de 1985? Fiz falta no ponta esquerda Edvaldo, que se jogou no gramado como se estivesse morrendo, O Dulcídio Wanderlei Boschillia foi na onda e me deu cartão. O pessoal do AtléticoMG -Nelinho, Luizinho e João leite- me detestavam porque eu marcava muito. Eu fui inocente ao não perceber que o Edvaldo estava cavando meu cartão…
  26. Vc fez o pé de meia jogando futebol? O que ele lhe deu? Não, pois joguei pouco no Cruzeiro onde ganhava mais. Mas sou profundamente agradecido pelo futebol e principalmente ao Cruzeiro.Me sinto extremamente feliz por ter sido jogador de futebol.
  27. Vc é casado? Tem filhos? Eles jogam futebol? Sim. Quando jogava no Cruzeiro já tinha o meu primeiro filho, Samuel Moreno, que jogou na base do AtléticoPR, mas parou porque preferiu estudar. Hoje, é administrador de empresas e trabalha num banco. Outro filho, Lucas Moreno. nunca jogou. É formado em Engenharia Mecânica e trabalha como gerente de projeto numa empreiteira da Vale.
  28. Vc conheceu sua esposa na época de atleta profissional? Não. Ela era do bairro em que eu morava. Foi minha primeira namorada.
  29. O que vc faz, hoje em dia? Há 15 anos, trabalho como analista de importação e exportação da Norge Projects Ltda., em Vila Velha/ES.
  30. Vc acompanha o dia a dia do Cruzeiro? Sim. Eu e meu filho Samuel somos apaixonados pelo  Cruzeiro. Vestimos o manto do clube e esticamos o pavilhão na sala pra assistir aos jogos do time. Quem tem camisa e bandeira é o AtléticoMG, nós temos manto sagrado e pavilhão celeste.
  31. Como foi sua relação com a torcida do Cruzeiro? Neste momento, estou recordando parte preciosa da minha vida. É um sonho! A coisa mais linda que se pode sentir. Não dá pra explicar este sentimento.
  32. Conte algum caso engraçado de sua passagem pelo futebol. Aconteceu num AtléticoMG 3×1 Nacional, no Mineirão. Falta na frente da área, tiro direto. Nosso goleiro era o Eudes. Como eu era o mais baixinho fiz a base da barreira como o goleiro pediu. Nelinho ajeitou a bola, o goleiro mandou eu empurrar a barreira pra esquerda. Logo depois do Nelinho, Eder também ajeitou a bola. Eudes mandou eu empurrar a barreira pra direita. E assim sucessivamente umas três vezes. Nelinho pra esquerda, Eder p direita. Até que Eudes me falou: “Givaldo larga mão, vamos ver o que vai dar…”  Eu estava de costas pro cobrador e de frente pro goleiro pra receber as instruções. Aí, o Figueroa, lateral direito, que estava a meu lado, perguntou: “Vc não vai virar de frente pra bola, não, pô!”ão tinha virado de frente para o cobrador como sempre, eu estava de frente para o gol e de costa para o bola, Figueiroa me falou Givaldo não vai virar não pó? Eu respondi na brincadeira: “Tá doido, vc acha que eu vou perder um gol desses? ” Falei e me dei mal. Adivinhe o que aconteceu? A bola foi no ângulo direito. Sem ver, só pela trajetória da bola, eu percebi que o chute tinha sido do Eder.
  33. Vc mantém amizade com os companheiros da época de futebol profissional? Tenho poucos contatos, viajo muito pelo serviço mas quando sobra um tempinho e oportunidade é um grande prazer encontrar os boleiros antigos.
  34. Quais as melhores amizades que ficaram dos tempos de boleiro? Com Certeza, Carlos Alberto Seixas, padrinho do meu filho mais novo, Lucas Moreno. Marquinhos, quarto zagueiro, e o Paulo Rodrigues.
  35. Se tivesse de começar tudo de novo, voltaria a ser jogador de futebol profissional? Com certeza!
  36. Muito obrigado, Givaldo. Grande abraço, Jorge. Foi um prazer poder responder suas perguntas. Elas resgataram muita coisa boa que já estavam adormecidas em mim. Coincidentemente, hoje fui assistir a uma partida aqui e o treinador do Vitória é o Evaristo, que formava dupla do ataque do time de juniores com o Quirino, nos meus tempos de Cruzeiro… Obrigado, pela lembrança, saudações celestes… Zeeiirroo!!! Givaldo Miguel de Oliveira.

Wagner, sim, por que não?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Li no Facebook e compartilho com vc, caro leitor::

Vocês são burros. O Wagner é bom jogador. Tudo depende do ponto de vista e da expectativa que se cria. Wagner veio do América pro Cruzeiro como grande revelação e esperava-se que fosse um novo Alex. Era cobrado pra ser “O Craque” do time e isso ele não conseguiu ser. Mas bom jogador sempre foi. Foi contratado pelo Fluminense para um time que já tinha Thiago Neves e Deco, além de Wellington Nem e Fred na frente. Wagner não chegou pra ser o craque do time e por isso deu certo lá e o Flu não quer liberá-lo. Foi importante e agregou no título do Brasileirão 2012. A torcida do Flu nunca esperou que Wagner fosse um novo Conca. Wagner será, sim, muito útil ao Cruzeiro. É melhor do que a maioria que está aí hoje, mas vocês não podem ser burros e cobrar que ele seja um novo Everton Ribeiro. A cobrança pra ser o cara do time está no Arrascaeta. Se o Wagner vier a torcida tem de recebê-lo e cobrá-lo da forma que deve ser. É a chance que vocês têm de me provar que não são burros. Que erraram a primeira vez com o Wagner e dessa vez não vão insistir no erro. Venha, Wagner! Não escuta esse bando de bunda de peru, não!

Concordo com meu amigo. Se vc pensar com cabeça ao invés do fígado, também vai concordar, desprovido de preconceito leitor.

O dia em que Nelinho pagou a conta

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

JOÃO CHIABI DUARTE

Cruzeiro.Org

Um jogo pelo Brasileiro de 1977, disputado em fevereiro de 1978, definiu minha forma de ver a parceria entre time e torcida. Foi um jogo dramático em que, tanto o ataque celeste teve tantas facilidades, quanto as que a defesa concedeu ao adversário.

Estou falando de um Cruzeiro 5×4 Fast Clube, com a torcida celeste oscilando entre o aplauso pela expectativa de uma goleada fácil e a queima de bandeiras e a vaia impiedosa.

No final, porém, tudo acabou bem.

Decorridos apenas 2 minutos, Flamarion buscou Lívio no comando do ataque, mas o beque Edgar, afoito, torou o pé na bola e estufou o barbante fazendo um golaço contra. Cruzeiro 1×0.

Pra um time que viera ao Mineirão jogar na retranca, aquilo foi uma ducha de água fria. Os amazonenses se descontrolaram e o Cruzeiro se aproveitou. Aos 3, Revétria acertou um bom chute e, aos 9, Nelinho recebeu passe de Eduardo Amorim e, livre, chutou pra fora.

Aos 9, Joãozinho fez um carnaval pela canhota e soltou a bomba. Iane não conseguiu segurar e no rebote Lívio marcou. Cruzeiro 2×0.

Logo em seguida, Erivelto recuperou uma bola, esperou a ultrapassagem de Nelinho e o colcoou em condição de finalizar. Iane catou, com dificuldade.

O Cruzeiro deu uma vacilada e, aos 15, o ponta Raulino obrigou Raul uma defesa difícil, com um chutaço no ângulo. Mas o time celeste continuou buscando o gol e, aos 25, Revétria pegou rebote de um chute de Eduardo, na baliza, mas arrematou pra fora.

O Cruzeiro arrefeceu a pressão e, aos 26, o pontesquerda Reis passou como quis por Nelinho, foi ao fundo e centrou com precisão na cabeça de Raulino, que testou fazendo Fast 1×2.

Nelinho ia bem ao ataque, mas Flamarion não era Piazza e não cobria suas subidas com a mesma eficácia. Por isto, o Fast levava perigo, com os canhotos Carlinhos e Reis.

Aos 28, Nelinho subiu de novo e soltou outra cacetada. A bola quicou e beijou a rede:  Cruzeiro 3×1.

A torcida gostava de ver Cruzeiro atacando sem medo de ser feliz. E começou a contabilizar 3 pontas pela vitória com diferença de 2 gols. Mas a barca virou.

Aos 35, Raulino cruzou da direita e achou Dentinho, que girou em cima de Zezinho Figueiroa e acertou o canto. Fast 2×3. Foi o bastante pro zum-zum-zum nervoso da arquibancada chegar à cancha.

O Fast percebeu que era seu momento e apertou. Aos 44, Reis desarmou Nelinho, foi ao fundo e cruzou pra Dentinho que perdeu o gol de empate.

E foi numa outra saída errada de Nelinho (ele recebeu a bola e ficou procurando alguém pra passar, enquanto Alberto Rodrigues narrava que ele teria sido bloqueado, cercado, marcado e não tinha a quem passar a bola…) que Carlinhos avançou, passou por Flamarion e Zezinho Figueiroa, e, antes da chegada de Darci, soltou a perna. Eram 44 minutos: Fast 3×3.

Um dos microfonistas da Itatiaia disse que Nelinho ficara parado na lateral com as mãos na cintura assistindo Carlinhos avançar e fazer o gol. Foi o bastante pro Mineirão em peso vaiar o lateral.

Parece que só o pessoal da Torcida Azulcrinada viu que o erro não era só de Nelinho, o atacante mais eficaz do time, mas da falta de cobertura e, ao invés de vaiar, aplaudiu o ídolo, quando ele desceu a escadaria de acesso ao túnel. Seu Mané nos retribuiu com um aceno.

O Fast voltou pro 2° tempo disposto a segurar o empate, enquanto o Cruzeiro partia pra cima.

Aos 50, Nelinho se mandou, recebeu de Eduardo e chutou na rede, pelo lado de fora. Aos 54, o Fast contratacou e o lateral Carlinhos fez grande jogada rolou pra Dentinho, que só não fez o gol porque Zezinho Figueiroa lhe tirou a bola, com um carrinho.

Aos 56, Nelinho obrigou Iane a fazer milagre. Ao 60, a torcida começou a vaiar pesadamente.

O time lutava, mas não estva em noite feliz. Aos 63, Joãozinho cobrou corner, a bola bateu em Carlinhos e só não entrou por milagre. Aos 64, o ponta Reis passou por Zezinho Figueroa e Raul Plassmann, mas perdeu o ângulo e chutou pra fora.

O comentarista da Itatiaia voltou a criticar Nelinho. Mais vaias. Mas Cruzeiro estava vivo. Aos 65,  Edgar foi apertado por Eduardo e atrasou errado. Revétria se antecipou e colocou a bola na rede: Cruzeiro 4×3.

Mas o desespero voltou. Aos 67, Reis fez um carnaval na esquerda e arrumou um córner. Na cobrança, achou Raulino dentro da área. O ponta fez o gol de empate: Fast 4×4.

O estádio veio abaixo. Começou o quebraquebra, as vaias se avolumaram, teve gente queimando bandeira. E como a Azulcrinada não parava de apoiar o time, quase fomos linchados pelas outras facções.

E foi nessa hira, quando o caldo começava a entornar, que Eduardo Amorim lançou Erivelto. O meia entrou livre na área e, impedido, deslocou Iane: Cruzeiro 5×4.

A partir daí, o Cruzeiro fez uma pressão danada, mas não conseguiu o gol que lhe daria 3 pontos. Nem mesmo com um jogador a mais, devido à expulsão do lateral Carlos Alberto, que apelou com Joãozinho.

Na saída de campo, Nelinho apontou pra nossa torcida. Outros jogadores também retribuíram o incentivo. É claro que esperamos por eles na saída do estádio e o Nelinho nos perguntou onde a gente se reunia após os jogos. Dissemos que era no bar do Joás, na Augusto de Lima com Mato Grosso, no Barro preto. Ele ficou de passar lá.

Ninguém acreditou, pois Nelinho tinha fama de mão-de-vaca. Mas não é que depois de mais de 10 metros de cerveja (era moda colocar garrafas enfileiradas e contar assim…) seu Mané apareceu, sentou com a turma e ainda pagou a conta?!

Na conversa ele, contou que alguns jogadores se sentiram muito mal com as vaias. O garoto Lívio, Vanderlei e o Zezinho Figueiroa, justamente os temperamentos mais introspectivos, sentiram demais os apupos.

Essa partida ficou na história. Depois de jogar muita bola o tempo inteiro, ser vaiado por grande parte da torcida insuflada pela “rádia” (o alto comando da Itatiaia nunca gostou dele), Nelinho conseguu sair de campo com a vitória e a reversão de postura da torcida.

Ídolos assim são mesmo eternos.

CRUZEIRO 5×4 FAST CLUBE, quarta-feira, 15fev78, 21h. LOCAL: Mineirão (130 mil), Belo Horizonte. MOTIVO: 3ª fase, Grupo T, Copa Brasil (Brasileiro) 1977. PÚBLICO: 8.872, Cr$280.535. JUIZ: Bráulio Zanoto (PR). AMARELO: Carlos Alberto (F). VERMELHO: Carlos Alberto (F). GOLS: Edgar (contra), 2, Lívio, 9, Raulino, 26, Nelinho, 28, Dentinho, 35, Carlinhos, 45, Revetria, 64, Raulino, 67, Erivélton, 72. CRUZEIRO: Raul Plassmann, Nelinho, Zezinho Figueiroa (Mariano), Darci Menezes e Vanderlei Lázaro; Flamarion, Erivélton e Eduardo Amorim; Lívio Damião, Revetria e Joãozinho. T: Aymoré Moreira. FAST CLUBE: Iane; Carlos Alberto, Leo, Edgar e Carlinhos; Mário Bacuri, Limão e Rolinha; Raulino, Dentinho e Reis (Barrote). T: Antônio Piola.

Outras histórias do CHIABI, no Cruzeiro.Org => http://www.cruzeiro.org/coluna.php?id=2334

GPT já tem o nome do cara

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GPT fala sobre o substituto de Everton Ribeiro:

  • “Ainda não acertamos com o meia que fará a função do Everton Ribeiro no time. O nome, nós temos. E temos insistido nele, sem sucesso, até agora. Os parceiros detentores do maior percentual desse atleta insistem em trazê-lo pro nosso clube, mas ainda não conseguimos isto. Temos esperança de que o negócio ainda se concretize. Se não acontecer, vamos sair em busca no futebol sulamericano, porque no Brasil não está fácil. Vários têm sido oferecidos, mas não têm o perfil que nosso treinador precisa pra substituir o Everton Ribeiro”.

O nome: Alex, do Inter, com certeza. Ou muito me engano?

Tripé

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Eu joguei na Seleção  Dirceu Lopes, craque que por pouco não jogou Copa do Mundo: http://goo.gl/fV2Y7t

Henrique Dourado, 11ª contratação de 2015

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Deu no GloboEsporte:

  • HENRIQUE Dourado é o 11º reforço do Cruzeiro pra 2015. Com 16 gols, ele foi vice-artilheiro do Brasileiro 2014, jogando pelo Palmeiras. Vinculado ao Mirassol, o atleta ficará no Cruzeiro até 31dez15, por empréstimo. A informação foi confirmada por Benecy Queiroz, supervisor de futebol da Raposa. O atacante, que inicialmente tinha o futebol do exterior como prioridade, viu sua transferência para o Tigres frustrada. Um contrato chegou a ser firmado, mas o prazo de transferências no México expirou. Henrique iniciou a carreira no Flamengo de Guarulhos, mas apareceu nacionalmente com as camisas de Portuguesa e Palmeiras.

Em termos de permanência nos clubes, Henrique é um varejista.

  • José Henrique da Silva Dourado, de Garaulhos/SP, 15set89 (25 anos), centroavante, canhoto, 1m84, apodado Ceifador, revelado pelo Flamengo de Guarulhos (05-06), com passagens por Flamengo Guarulhos (07-08), Lemense (09), União São João (10-12), Santo André (11), Cianorte (11-12), Chapecoense (12), Mogi Mirim (13), Mirassol (13), Santos (13), Portuguesa (13-14) e Palmeiras (14), marcou 77 gols em 180 partidas como profissional, média de 0,43. Até hoje, Henrique ainda não campeonou, nem recebeu prêmio individual.

Valeu, caro leitor? E o Ragelli, como fica? Já pode começar a caçar rumo?

Com a Rebeca, começa a invasão azul do Paraná

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Foto de Luciana Paiva Barcaro.

A reposição do time não está lá essas coisas, mas da torcida vai bem obrigado. Ao menos lá em Umuarama, Paraná.

Trabalha e confia

sábado, 7 de fevereiro de 2015

O técnico Marcelo Oliveira não compartilha as infinitas preocupações dos termocéfalos e dos hidrófobos:

  • “O Cruzeiro está contratando bons jogadores, mas não se pode garantir que o entrosamento será fácil. Porém, com a qualidade e o comprometimento dos que vieram e dos que já estavam no clube, esperamos alcançar esse objetivo. Ele virá com o passar dos jogos, repetindo-se a escalação e com a vontade de jogar e a qualidade técnica. Aqui, o trabalho é feito com muita vontade e dedicação, combinando motivação e tática, como deve ser entre profissionais. Estou satisfeito, porque o time está treinando bem, com velocidade, chute e movimentação. Com relação aos jogadores da base, o Judivan, por exemplo, há um aspecto diferente, que é o vínculo com o clube, sem o interesse comercial. A gente vê o brilho no olhar dos jovens jogadores e sentimos a necessidade de colocá-los pra jogar”.

E vc, analítico leitor, está alinhado com o Pacote ou com os danados da vida?