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Neves: “Muitas mudanças em cima da hora”

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

PITACOS acerca do INTERNACIONAL 3-0 CRUZEIRO, Beira Rio, Porto Alegre, 04set19qua21h30, volta das semifinais da Copa do Brasil 2019:

ROGÉRIO CENI: Sobre o Jadson, vamos lá. Edilson deu entrevista na segunda, dizendo que tinha poucos minutos de jogo, voltando de lesão. O último jogo completo dele foi em 12Mai. Vamos completar quatro meses da última vez que ele jogou por 90 minutos. Ele deu uma declaração de que precisava de mais minutos. Era um jogo decisivo. Na minha cabeça, o Edilson jogaria. Na declaração, ele disse que gostaria de ter mais minutos, que não se sentia extremamente pronto. Achei que era um jogo muito importante pra correr o risco, por isso, quis colocar um jogador que treina nessa posição e tem a condição física pra aguentar 90 minutos. (…) A improvisação foi o Jadson na lateral direita, devido ao Orejuela na seleção, ao Weverton, machucado, e o Edilson voltando de um tempo parado, há muito tempo sem jogar 90 minutos. Jadson é um jogador mais leve e sabe cumprir bem a função de marcar.

THIAGO NEVES: Foi um jogo diferente, a gente precisou se adaptar. Na minha opinião, você mudar três ou quatro jogadores em uma decisão fora de casa é muita coisa, em um time que já vem formado. Improvisar jogadores é difícil, ainda mais jogadores que não vêm jogando. Ficou um pouco complicado, mas mesmo assim a gente conseguiu fazer um bom primeiro tempo. E aí o primeiro gol complicou. A gente ficou sabendo na preleção, sei lá, duas ou três horas antes do jogo. Na minha opinião, achei muito em cima da hora. Você improvisar três ou quatro jogadores numa linha que já vinha formada há dois anos. Nada contra, óbvio que queremos ganhar, jogadores que entraram jogaram bem, mas é muita coisa para um segundo jogo de semifinal.

AGNALDO MORATO: Fabruno, o melhor. Henrique, muito bem. Roxha, mal. Demais jogadores abaixo do que podem. David, o pior. Ceni vai perder a paciência com ele. E o Ceni hoje se perdeu um pouco. Talvez por falta de peças. Afora isto, por que levou pro jogo atletas sem boas condições físicas?

FERNANDÃO ÁVILA: Desorganizado, o time celeste foi definhando a cada gol sofrido e a cada convicção perdida. Parece que entrou sem um plano claro de jogo, coisa que nunca acontecia nos tempos do Mano. A ideia era “vamos pra dentro dos caras”. E os “caras” estavam sempre postadinhos para o contragolpe e deram a bola para o Cruzeiro. Ante a marcação forte do Inter na intermediária, cansou de recuar bolas para a zaga e para o goleiro recomeçando as jogadas. O jeito mais fácil de entrar era por meio de triangulações nas laterais, mas concentrou o jogo no meio, e pôs gente de pouca qualidade nas alas. Ciente de seus erros, o time insistiu neles o quanto pôde.

LEONARDO MATARELLI: Deu saudades do time do Mano nos mata-matas. Ceni escalou mal, substituiu pior ainda, e de quebra deixou cicatrizes no grupo ao improvisar na lateral direita e depois na zaga. Prefiro imaginar que, diante da realidade, ele poupou os titulares para o que importa no ano, que é fugir do Z4. E domingo começa pra valer o martírio, na disputa dos derrotados contra o Grêmio. Em tempo: precisando ganhar, virar o jogo, e dois centroavantes no banco até os 60 minutos…’

CLAUDINEI VILELA: Não sei porque a galera tá pluta… Time jogou do jeito que tudo mundo quer…. Quem fez o manonol foi o Inter… De agora em diante, o melhor a fazer é esquecer as copas. A Era Mano acabou!

Henrique e Fabruno salvaram-se em Portalegre

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

ATUAÇÕES dos protagonistas do INTERNACIONAL 3-0 CRUZEIRO, Beira Rio, Porto Alegre, 04set19qua21h30, volta das semifinais da Copa do Brasil 2019, por FERNANDÃO ÁVILA:

TORCIDA CELESTE compareceu e alentou o time. (Síndico)

FÁBIO, sem culpa nos gols. No terceiro, podia ter agido melhor, ficou no meio do caminho, mas dificilmente seria possível evitá-lo. Está mais exposto, seja com o time com ou sem a posse de bola. Com a posse, é acionado seguidamente em situações nítidas de bico pra frente da zaga. Sem ela, a linha alta fatalmente o deixará na situação do terceiro gol mais vezes.

JADSON deve ter dirigido um: “Mas cê tem certeza, chefe?” ao Rogério na preleção. É difícil malhar um cara que está nitidamente mal escalado. Pior: mal escalado por 90 minutos. No ofício, foi mal tecnicamente, mal nas decisões, estava nervoso e não contribui com a construção ofensiva.

DEDÉ ia bem no jogo, até errar a jogada fatal, ao cruzar uma bola no meio campo com o time saindo. No mesmo lance ainda errou pela segunda vez ao “afundar” pra dentro do gol e esquecer o Guerrero. Na volta do intervalo contribuiu para a bagunça geral ao desistir de retornar ao gramado em cima da hora. Isso não é coisa de profissional. Avisa no vestiário: “Professor, o tornozelo tá meio bambo.” No mínimo o substituto já ia fazendo um aquecimento maroto, um cerca pombo ali. Não gostei.

FABRUNO é bola e vai dar jogador, mas abusou dos recuos para o Fábio, culpa que definitivamente não era dele. A faixa de campo que deveria cobrir na transição era enorme, o campo de defesa inteiro, porque o time só se aproxima quando está no campo de ataque. Ainda arriscou uma ou duas bolas, mas o time sem dinâmica ofensiva fazia bola retornar a ele rapidamente.

DODÔ recebe amor de muita gente, sem ter feito algo pra merecer. Pronto falei! Ele deve ter uns 10% da capacidade ofensiva do Egídio. Nesse jogo não deu amplitude ao time, que acabou por afunilar demais as jogadas. Teve um trabalho relativamente simples na marcação, porque o Dalessandro não tem velocidade, ao passo que o Jadson penou com o Nico. Ainda assim, perdeu duelos e não fez o adversário se preocupar com ele. Outro jogador que abusou dos recuos de bola.

HENRIQUE deve ter saído irritado com o chefe, que o expôs desnecessariamente. Um centroavante como o Guerrero, e você põe o Henrique na zaga? O Guerrero deve ser uns 10 cm maior que ele e uns 15 kg mais pesado pra começar. Mesmo assim deu conta do recado. No primeiro tempo, jogou num posicionamento de meia direita, tentando compensar um pouco a ausência de ultrapassagens do Jadson. No segundo tempo, sobreviveu.

ABRAL entrou pra ajudar o Robinho a conectar o jogo. Mas o contexto geral já era de bagunça e desânimo. Errou muitos passes. Mas esse é o resultado esperado quando o adversário está postado e seu time desorganizado. Deve ter ouvido pela primeira vez o Rogério lhe dirigir a palavra, enquanto o Dedé voltava pro vestiário pra fazer gelo

ROBINHO se houve melhor do que na última partida. Principalmente enquanto ainda havia um jogo de futebol, até o primeiro gol. Estava armando de trás e tentando chegar como surpresa na entrada da área adversária. Errou passes, mas em sua maioria passes que poderiam por um companheiro em situação de definição. Foi caindo com o time ao longo do segundo tempo, por problemas de ordem física, tática e anímica.

M GABRIEL esteve animado, mesmo quando o resto do time já não estava. Correu, arriscou de longe, marcou. Enfim, jogou bola sem beicinho mesmo vendo que tudo ia se acabar na quarta-feira.

NEVES: o grande mérito da era Ceni, até ontem, era ter achado a posição do Thiago. Como meia armador, ajudando na construção e finalizando da entrada da área. Por algum motivo desconhecido, foi posto pra jogar de costas pra zaga, afundado entre os beques do Inter. Isso prejudicou o seu jogo, embora ainda sim tenha mostrado vontade e participação enquanto tinha jogo.

EDERSON entrou pra evitar uma goleada histórica. Fez sua parte combatendo.

DAVID manteve-se animado durante o primeiro tempo, embora isso não resolva tudo. Tentou abrir espaços na ponta esquerda, cortando pra dentro. Mas o colega de ala raramente passava às suas costas. Justiça seja feita: Dodô passou umas duas vezes com qualidade, mas o passe foi interceptado. Ao entrar com a bola embolava com Marquinhos ou o Thiago que já estavam por ali. Tendo esses jogadores próximos optou pouco pelas tabelas, que poderiam dar melhor resultado. Sua característica melhor é o drible, que parece que ele vem aprimorando.

FRED, contrariando a regra, dessa vez entrou com sangue no olho, tentando ser a referência do time. Pivoteou, sofreu falta e tudo. Mas com dez minutos em campo, o Inter fez o segundo gol. Daí o desânimo foi geral.

ROCHA, escalado pra ser atacante que parte da ponta pra dentro, não teve espaço pra desenvolver sua velocidade, exceto no primeiro ataque do Cruzeiro no jogo, em que foi abafado pelo Lomba. Ainda participou pouco da marcação possibilitando ao Cuesta participar da construção de jogadas do Inter algumas vezes Não era jogo pra ele, já que o Inter manteve suas linhas baixas e organização defensiva o jogo todo. Era jogo pra centroavante abrir espaços. Isso o Pedro não sabe fazer, por isso passou o jogo todo encaixotado. Saiu irritado com o chefe, chutando tudo, o que piora a sua avaliação.

CENI teve uma jornada extremamente infeliz. Não me lembro de um técnico fazer tanta lambança em uma única noite no comando do Cruzeiro. No mesmo dia arrumou briga com parte do elenco por convicções frouxas. Indispôs-se com Léo, Edílson, Egídio e Henrique sendo injusto. Outra parte da turma: Pedrocha e Fred – também devem estar bravos com o chefe, esses dois sem motivo. Armou o seu time com jogadores amontoados na frente, na esperança de conseguir o tão sonhado jogo associativo, as tabelas e tal. Todos centralizados demais e com laterais sem presença ofensiva. Manteve o time exposto aos contragolpes o jogo todo. Insistiu nos erros de escalação: centroavante improvisado, volante improvisado, lateral improvisado, dobrando a aposta, improvisando um zagueiro.

CRUZEIRO, desorganizado, o time foi definhando a cada gol sofrido e a cada convicção perdida. Parece que entrou sem um plano claro de jogo, coisa que nunca acontecia nos tempos do Mano. A ideia era “vamos pra dentro dos caras”. Os “caras” estavam sempre postadinhos para o contragolpe e deram a bola para o Cruzeiro. Ante a marcação forte do Inter na intermediária, cansou de recuar bolas para a zaga e para o goleiro recomeçando as jogadas. O jeito mais fácil de entrar era por meio de triangulações nas laterais, mas concentrou o jogo no meio, e pôs gente de pouca qualidade nas alas. Ciente de seus erros, o time insistiu neles o quanto pôde.

INTERNACIONAL jogou um feijão com arroz foi mais que suficiente para a classificação. Começou o jogo trocando golpes com o Cruzeiro, de maneira até inconseqüente. Mas vendo que o adversário tinha imensa dificuldade de criar jogadas e ainda insistia em não se proteger adequadamente,se assentou no jogo e esperou as melhores chances para contra-atacar.

ÁRBITROS Não se fizeram notar.

MelhorDoJogo => HENRIQUE [[[10]]] Zuloobas, Penido, Romarol, Ramos, Galvão, Velloso, Anchieta, Fivestars, Klauss, Síndico —– FABRUNO [[[5]]] Sá, Bitencourt, Rosan, Fernandão, Rezende —– JADSON [[[1]]]Pedro —– DEDÉ [[[1]]] Pinheiro —– FÁBIO [[[1]]] Amaral —– DODÔ [[[1]]]Hiram —– CENI [[[2]]] King, Romeu —– GUERRERO [[[5]]] Ianni, Schrier, Walery, Pena, Alex —– DALESSANDRO [[[1]]] Setelagoas —– ODAIR [[[1]]] Angrisano…

Internacional 3×0 Cruzeiro: trapalhadas fatais

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

CRUZEIRO contra Internacional, neste 04ago19qua21h30, Beira Rio. Porto Alegre, volta das semifinais da Copa do Brasil 2109.

CLASSIFICAÇÃO: Cruzeiro passou por Fluminense e A Mineiro. Internacional, por Paysandu e Palmeiras.

RANKING da CBF: Cruzeiro é o 2º, com 15.822 pontos, Internacional, o 9º, com 10.902.

TRANSMISSÃO: Globo para todo o Brasil (narração de Luis Roberto, comentários de Caio Ribeiro, Roger Flores e Sandro Meira Ricci na Central do Apito). SporTV para todo o Brasil (Milton Leite, Bob Faria e Ricardinho).

TEMPO limpo, temperatura 12º, vento 10 Km/h, umidade 55%.

ARBITRAGEM: Flávio Rodrigues de Souza (SP), Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA), Fabricio Vilarinho da Silva (GO). VAR: Rodrigo Guarizo Ferreira de Amaral (SP), Caio Max Augusto Vieira (RN), Fabricio Porfirio de Moura (SP).

CRUZEIRO: Fábio — Jadson, Dedé, Fabruno, Dodô — Henrique, Robinho — M Gabriel, Neves, David — Rocha. T: Rogério Ceni.

BANCO: Rafael, Edílson, Cacá, Leo, Egídio, Rafael Santos, Ederson, Cabral, Maurício, Sassá, Fred, Welinton.

AUSENTES: Rodriguinho, Weverton (lesionado), Orejuela (Seleção Colombiana).

PENDURADOS: Egídio e Robinho.

INTERNACIONAL: Lomba — Bruno, Moledo, Cuesta, Uendel — Edenilson, Lindoso, Patrick – Nico López, Dalessandro – Guerrero. T: Odair Hellmann.

BANCO: Danilo Fernandes G, Heitor L, Zeca L, Emerson Santos B, Klaus B, Rithely V, Sarrafiore M, Nonato M, Neilton M, Pottker A, Guilherme Parede A.

AUSENTES: Wellington Silva, Rodrigo Dourado, Natanael, Matheus Galdezani (lesionados).

PENDURADOS: Sobis, Nico López.

INTERNACIONAL 3×0 CRUZEIRO, 04ago19qua21h30. TEMPO limpo, temperatura 12º, vento 10 Km/h, umidade 55%. LOCAL: Beira Rio (50 mil), Porto Alegre. MOTIVO: volta das quartas de final da Copa do Brasil 2019. TRANSMISSÃO: SporTv e Globo. PÚBLICO: 41.980 pagantes, 43.175 presentes, R$2.389.469, média R$57.  ARBITRAGEM: Flávio Rodrigues Souza (SP), Alessandro Rocha Matos (BA), Fabricio Vilarinho (GO). VAR: Rodrigo Guarizo (SP). AMARELOS: ninguém. GOLS: Guerrero, 37 e 69, Edenílsonm 88. INTERNACIONAL: Lomba; Bruno, Moledo, Cuesta, Uendel (Sarrafiore, 91); Lindoso, Edenílson, Patrick, D’Alessandro (Sóbis, 76), Nico (Nonato, 86); Guerrero.​ T: Odair Hellmann. CRUZEIRO: Fábio; Jadson; Dedé (Cabral, 46), Fabruno, Dodô; Henrique, Robinho (Ederson, 75); M Gabriel, Neves, David;  Rocha (Fred, 6o). T: Rogério Ceni.

HISTÓRICO: 84 jogos, com 29 vitórias do Cruzeiro, 32 do Inter e 23 empates. O Cruzeiro marcou 105 gols e sofreu 109. Pelo Brasileiro, desde 1962, foram 71 partidas. O Cruzeiro venceu 25, empatou 20, perdeu 25, marcou 88 gols e sofreu 86. Os dois clubes decidiram o Brasileiro de 1975, com vitória do Inter na final por 1×0, no BeiraRio.

Charivari à vista

sexta-feira, 30 de agosto de 2019

EDÍLSON jogará contra o Inter. Isto significa que provavelmente haverá charivari. Posto isto, cabe planejar a arruaça. Não adianta, por exemplo, ele tirar do jogo Nico, Lomba, Moledo, Wendel, Sobis, Lindoso e Patrick, que não têm capacidade de decidir a partida. 

Se é pra brigar, que seja logo de cara e com um adversário de expressão, tipo Peledenílson, Guerrero ou Dale. Eu o aconselharia a se engalfinhar com o Peledenílson, que o Tusta considera um desequilibrador de jogos. 

E vc, estratégico leitor, com quem gostaria de ver nosso lateral duelando?

Um novo estilo de jogo

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

ROGÉRIO CENI já começou a implantar um novo estilo de jogo. Com ele, o time celeste vai sair jogando mais rapidamente e com menos ligações diretas. Vai pressionar a saída de bola e tentar chegar mais rapidamente à área adversária. 

Ficam algumas questões: 1. Quanto tempo o time precisará para se adaptar à nova forma de jogar? 2. Haverá necessidade de se trocar peças? 3. Quais? 4. A defesa celeste vai suportar a onda de contra-ataques quando a marcação alta falhar? 

E o mais importante: o torcedor será parceiro ou vai jogar contra, se o time demorar a engrenar?

Rogério Ceni, a próxima vítima

domingo, 11 de agosto de 2019

ROGÉRIO CENI despediu-se do Fortaleza. Nem vai dirigir o Tricolor nesta segunda contra o Alagoano. E amanhã, será anunciado como o novo técnico do Cruzeiro. 

Que tenha boa sorte, mas desde já sabendo que há milhões de torcedores celestes mais entendidos de futebol do que ele. É bom saber também, que sofrerá oposição dos que pediam a contratação de Abel ou Dorival.

Tem mais: será cornetado, vaiado e ofendido se não botar o time pra jogar bonito, praticar o tal futebol-arte, o jeito moleque de jogar, um estilo bem faceirinho, e outras baboseiras da lavra dos mesa-redondistas. 

Finalmente, deve se preparar pra um fim de trabalho melancólico, como já aconteceu, recentemente, com Adílson, Cuca, Marcelo e Mano, vaiados, execrados e humilhados pelos idiotas dos teclados e das arquibancadas.

Os dezoito jogos malditos

sábado, 10 de agosto de 2019

“UMA VITÓRIA EM 18 JOGOS!” bradam os apopléticos termocéfalos. É uma sequência ruim, mesmo. Mas não foi construída somente com péssimas apresentações, nem com o mesmo time.

Teve de tudo: prejuízo causado por más arbitragens, grandes exibições dos adversários, time recheado de estagiários etc. Como teve também jogos de péssima qualidade do time celeste. Enfim, a terra jamais foi plana nesses dezoito jogos.

  • 1×2 Emelec. Cruzeiro foi muito prejudicado pela arbitragem.
  • 1×3 Inter. Cruzeiro jogou um tempo bom, outro péssimo.
  • 1×1 Fluminense. Cruzeiro abriu vantagem, segurou o resultado, mas levou um gol irregular aos 95.
  • 1×4 Fluminense. Cruzeiro jogou mal e voltou a levar gol aos 95.
  • 1×2 Chapecoense. Cruzeiro jogou melhor que o adversário, mas perdeu.
  • 1×1 São Paulo. Cruzeiro jogou bem, mas o goleiro Volpi fehou o gol tricolor.
  • 2×2 Fluminense. Cruzeiro jogou bem, levou outro gol aos 95, mas venceu nos pênaltis.
  • 0x0 Corinthians. Cruzeiro jogou bem, mas o goleiro Walter fez milagres e salvou seu time.
  • 1×2 Fortaleza. Cruzeiro disputou uma péssima partida.
  • 3×0 Mineiro. Show de bola contra as frangas.
  • 0x0 Botafogo. Cruzeiro dominou, mas falhou nas conclusões.
  • 0x2 Mineiro. Cruzeiro fez uma partida conservadora, pra manter a vantagem e foi garfado.
  • 0x0 Bahia. Time de garotos disputou bela partida e criou mais chances do que o tricolor. 
  • 0x0 River. Cruzeiro fez um jogo estratégico e, por pouco não arranca uma vitória.
  • 0x2 Paranaense. Cruzeiro voltou a jogar com os garotos, mas desta vez muito mal.
  • 0/2×0/4 River. Cruzeiro criou mais chances de gol, foi pros pênaltis e perdeu.
  • 0x2 Mineiro. Cruzeiro teve mais posse, mas foi pouco criativo e tomou dois gols, um em cada acréscimo de tempo.
  • 0x1 Internacional. Cruzeiro dominou, mas não soube furar o bloqueio defensivo e acabou tomando um gol.

Os terraplanistas do futebol viram apenas péssimas exibições do time celeste. Alguns por burrice, outros por má fé. Há também o caso dos que nem viram todos os jogos, mas destamparam falatório cheio de lugares comuns e frases feitas.

That’s football.

Mano: “Algo precisa ser mudado”

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

PITACOS acerca do CRUZEIRO 0-1 INTERNACIONAL, no Mineirão, Belo Horizonte, 07ago19qua21h30, ida das semifinais da Copa do Brasil 2019:

MANO MENEZES: Pelo quórum, o pessoal está com o instinto bom. Gostaria juntamente com o Marcone e o Marcelo comunicar oficialmente que a gente interrompe o trabalho à frente do Cruzeiro nesta noite, porque a gente entendeu que era o momento de fazer isso, de que nós não poderíamos estender mais essa fase difícil. Muito mais que uma fase difícil que o Cruzeiro vem apresentando, porque são 18 jogos e uma vitória. A gente sabe que isso no futebol não se sustenta. A decisão parte da consciência de que as coisas podem piorar, e elas não podem piorar. Hoje, o torcedor teve uma reação que pra mim é fundamental pra com o técnico: o torcedor da gente não pode achar que a gente é burro, porque o burro vem aos 47 do segundo tempo hoje, amanhã ele vem aos 30, e isso vai numa continuidade afetar a equipe, e eu tenho muito respeito pelo Cruzeiro. Não vou permitir que isso atrapalhe ainda mais este momento difícil que o clube e a equipe vêm atravessando. A série de jogos, a maneira como a gente está perdendo, as coisas que acontecem como aconteceram hoje diz que algo precisa ser mudado. Então a conversa foi neste nível e nós entendemos que deveríamos vir aqui fazer este comunicado para o torcedor do Cruzeiro. E acho que não temos muito mais a falar a respeito disso.

DEDÉ: Obrigado Professor por todo esse tempo juntos, Foram 3 anos de muito aprendizado, trabalho, tristezas, mas muito mais alegrias, com 4 conquista juntos. Foram 2 bicampeonatos, você será lembrado pra sempre por nós e espero um dia ter novamente essa oportunidade de trabalhar contigo! Que Deus abençoe muito sua trajetória, desculpa pelos meus erros (que foram tentado acertar) e toda sorte do mundo pra você porque você merece! 

MATEUS CHAVES: O Cruzeiro jogou razoavelmente durante 70 minutos. Depois disso, com a crise e o relógio em no encalço, o time perdeu o controle do jogo devido à tentativa desorganizada de fabrir o placar. Passou, então, a sofrer com o ataque do Inter, que foi premiado com o gol num lance de felicidade do Guerrero e desatenção da zaga celeste. Daí em diante, o time não jogou mais futebol. A atual situação só retrata os erros cometidos em todas as instâncias do clube neste ano, do roupeiro ao torcedor, este último um incorrigível sonhador que se iludia com a chance de ser hepta sem jogar bola há pelo menos 4 meses.

DOUGLAS VELLOSO: O Cruzeiro fez um jogo razoável, com certo descontrole nos últimos trinta minutos. O primeiro tempo foi morno, com uma posse de bola inativa fo time celeste, que não incomodou Lomba. Na segunda etapa, o Cruzeiro apareceu melhor nos primeiros vinte minutos. Houve poucas jogadas de concatenação que realmente funcionaram. Faltaram passes de primeira, mais velocidade, soltar a bola com mais inteligência. Com as mudanças, o time se fragilizou e o Inter cresceu com o Wellington Silva sendo mais contundente. Para o Cruzeiro, fazer o gol virou algo não natural. De positivo, destaco Henrique iniciando bem as jogadas e a dupla de zaga firme como sempre. 

KLAUSS MOURÃO: A dificuldade desse time [ra marcar um mísero gol é irritante. Fábio foi o melhor. Os demais nada conseguiram fazer. Ficam todos ciscando pra la e pra cá e nada acontece.

FÁBIO SCHRIER: Fábio foi o melhor. O time jogou razoavelmente bem. Faltou, contudo, confiança dos atacantes. Parece que jogam de freio de mão puxado. Só o Rocha tentpu partir pra cima, mas ficou sem opção. O difícil é ter tomado o mesmo gol que tomou no jogo do Brasileiro, quando a partida se encaminhava pro zero a zero.

PEDRO GEISEL: O pior do Cruzeiro foi o Robinho, seguido pelo Neves. No Cruzeiro, gostei da movimentação e do empenho do Sassá. No Inter, Guerreio, que deu trabalho aos marcadores, mesmo jogando sozinho boa parte da partida, foi o melhor.

SÍNDICO: Cabaços vaiaram um técnico que salvou o clube do rebaixamento duas vezes e conquistou dois bicampeonatos, um estadual, outro nacional.

Fábio, Henrique, Orejuela, os melhores

quinta-feira, 8 de agosto de 2019

ATUAÇÕES dos protagonistas do CRUZEIRO 0-1 INTERNACIONAL, no Mineirão, Belo Horizonte, 07ago19qua21h30, ida das semifinais da Copa do Brasil 2019?

TORCIDA CELESTE compareceu em quantidade abaixo o razoável, pela importância do jogo, mas apoiou o time. No fim, uma parte dela teve acesso de cabacice e vaiou um treinador que conquistou dois títulos nacionais, dois estaduais e tirou o time da zona de rebaixamento duas vezes. Coisa de beócios.

FÁBIO fez três grandes defesas e não teve culpa no gol.

OREJUELA, bom na defesa, incompetente no ataque.

DEDÉ, bem como quase sempre.

LEO fez outra partida perfeita.

DODÔ, bem na defesa, inútil no apoio.

HENRIQUE jogou o tempo todo, com intensidade máxima. Marcou, apoiou, chutou a gol, jamais desistiu de buscar o resultado.

CABRAL jogou bem marcando e apoiando, Mas cansou e acabou cometendo duas besteiras em sequência: um lançamento no vazio e um carrinho desnecessário, que resultou na falta que deu o gol da vitória ao Inter.

ROBINHO buscou o jogo, mas não conseguiu criar uma jogada decisiva.

NEVES não criou nada digno de nota.

SASSÁ foi o lutador de sempre, mas não recebeu bolas para decidir, nem teve talento para construir suas próprias jogadas, saiu antes do fim, para desagrado da maior parte da torcida.

ROCHA, sumido, sem inspiração, conseguiu apenas uma boa jogada, num chute de fora da área.

FRED entrou na reta final do jogo, foi vaiado antes de tocar na bola, tentou jogar, mas não recebeu bolas, nem encontrou espaços.

MAURÍCIO entrou quase no fim, correu, tentou jogadas individuais, mas não obteve sucesso.

M GABRIEL jogou pouco tempo e não conseguiu mudar os rumos da partida.

MANO escalou corretamente, optando por uma formação ofensiva, com três atacantes de ofício. Trocou quem precisava ser trocado, por baixo rendimento. Mas alguns jogadores não conseguiram cumprir bem seus papéis. Uns por não saberem fazer o que é necessário, alguns por intranquilidade e outros porque, ao menos por ora, não estão conseguindo jogar futebol. No fim, virou para-raios e pagou sozinho pelo fracasso coletivo.

CRUZEIRO foi um time ofensivo, mas ineficiente. Criou poucas jogadas perigosas no ataque, foi mal nos jogos pelas pontas e se limitou a chutes de fora da área, com Henrique, Neves e Rocha. Muito pouco para vencer. Na defesa, sofreu mais um gol em que os colorados se aproveitaram de um rebote, como já havia acontecido na partida pelo brasileiro.

INTERNACIONAL jogou na defesa, avisou da cera, mas conseguiu criar três oportunidades de gol, duas delas neutralizadas por Fábio. O volante Lindoso e os quatro defensores foram seus destaques.

ÁRBITROS erraram pouco. Boa atuação.

MelhorDoJogo => FÁBIO [[[20]]] Gil, Wagner, Ernesto, Ramos, Leandro, Olivieri, Palmeira, Hiram, Gonçalves, Ivana, Clemenceau, Ulhôa, Dinho, Rocha, Morato, Klauss, Schrier, Monica, Marilu, Lulu —– HENRIQUE [[[14]]] Soalheiro, Maury, Talentim, Chaves, Penido, Artur, Zuloobas, Alex, Juliana, Walery, Jotapê, Anchieta, Dudu, Síndico —– OREJUELA [[[8]]] Ianni, Gerson, Bastos, Nanayoski, Rezende, Serelo, Walterson, Bitencourt —– LEO [[[5]]] Velloso, Flávia, Marcos, Marcela. Taí —– DEDÉ [[[4]]] Chiabi, Nem, Vanda, Patrícia —–  SASSÁ [[[2]]] Burian, Setelagoas —– ROBINHO [[[2]]] Velame, Romarol —– CABRAL [[[1]]] Vasconcelos —– MANO [[[2]]] Eliane, Barnabé —– EDENÍLSON [[[2]]] Futiba, Tadeu —— CUESTA [[[1]]] Castelões —– ODAIR [[[1]]] Sanchotene.

Cruzeiro 0x1 Internacional: fase braba!

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

CRUZEIRO contra Internacional, neste 07jul19qua21h30, no Mineirão (62 mil), Belo Horizonte, ida das semifinais da Copa do Brasil 2109.

CLASSIFICAÇÃO: Cruzeiro passou por Fluminense e A Mineiro. Internacional, por Paysandu e Palmeiras.

RANKING da CBF: Cruzeiro é o 2º, com 15.822 pontos, Internacional, o 9º, com 10.902.

TRANSMISSÃO: Globo para todo o Brasil, com narração de Luís Roberto e comentários de Júnior e Casagrande. SporTV para todo o Brasil, com narração de Rogério Correa e comentários de Lédio Carmona e Grafite.

TEMPO nublado, temperatura 19º, vento 05 Km/h, umidade 80%.

ARBITRAGEM: Luiz Flávio de Oliveira, Marcelo Carvalho Van Gasse, Danilo Ricardo Simon Manis (SP). VAR: Braulio da Silva Machado, (SC).

CRUZEIRO: Fábio — Orejuela, Dedé, Leo, Dodô — Henrique, Cabral — Robinho, Neves, Rocha — Sassá. T: Mano Menezes.

BANCO: Rafael, Edílson, Weverton, Fabruno, Cacá, Egídio, Rafael Santos, Jadson, Maurício, Sassá, Fred, M Gabriel.

AUSENTES: Rodriguinho, (lesionado), David (suspenso).

PENDURADOS: Egídio e Robinho.

INTERNACIONAL: Lomba — Zeca, Moledo, Cuesta, Uendel — Lindoso, Edenilson, Patrick – Nico López, Guerrero, Sobis. T: Odair Hellmann.

BANCO: Danilo Fernandes G, Bruno L, Dudu L, Klaus B, Iago L, Rithely V, Sarrafiore M, Nonato M, Neilton M, Pottker A, Guilherme Parede A.

AUSENTES: Rodrigo Dourado, Matheus Galdezani, Emerson Santos, Roberto (lesionados), D’Alessandro (suspenso).

PENDURADOS: Nonato e Nico López.

CRUZEIRO 0x1 INTERNACIONAL, 07ago19qua21h30. TEMPO nublado, temperatura 19º, vento 05 Km/h, umidade 80%. LOCAL: Mineirão (62 mil), Belo Horizonte. MOTIVO: ida das quartas de final da Copa do Brasil 2019. TRANSMISSÃO: SporTv e Globo. PÚBLICO: 32.886 pagantes, R$905.798, média R$28. ARBITRAGEM: Luiz Flavio Oliveira, Marcelo Van Gasse, Danilo Manis (SP). VAR: Braulio Machado (SC). AMARELOS: Dedé, Sobis. GOL: Edenílson, 76. CRUZEIRO: Fábio; Orejuela, Dedé, Leo, Dodô; Henrique, Cabral (Maurício, 81); Robinho (M Gabriel, 72), Neves; Sassá (Fred, 67), Rocha. T: Mano Menezes. INTERNACIONAL: Lomba; Bruno, Moledo, Cuesta, Uendel; Lindoso, Edenilson (Nonato, 81), Patrick; Nico (Wellington, 59), Sobis (Sarrafiore, 86), Guerrero. T: Odair Hellmann.

HISTÓRICO: 83 jogos, com 29 vitórias do Cruzeiro, 31 do Inter e 23 empates. O Cruzeiro marcou 105 gols e sofreu 106. Pelo Brasileiro, desde 1962, foram 71 partidas. O Cruzeiro venceu 25, empatou 20, perdeu 25, marcou 88 gols e sofreu 86. Os dois clubes decidiram o Brasileiro de 1975, com vitória do Inter na final por 1×0, no BeiraRio.