Arquivo da Categoria ‘Copa 2018’

A aula que não houve

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

JAIR VENTURA FILHO, no Bola da Vez:

  • Não vi aula nenhuma da Bélgica no jogo contra o Brasil. Eles ganharam um gol num acaso e nós perdemo outro, incrível, com Renato Augusto. Além disto, o Juiz deixou de marcar pênalti claro em Gabriel Jesus. O Brasil jogou melhor e criou mais chances, mas num jogo de mata-mata nem sempre vence o melhor.

Exatamente o que eu penso e o que disse na ocasião. E fui contestado pelos contras.

Holodomor, o holocausto silenciado

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Quem se lembra da bronca dos russos nos croatas, durante a Copa, por conta de uma postagem do beque Vida, aquele louro com rabo de cavalo? 

Vida jogou na Ucrânia e sabe do sentimento daquele povo com relação ao estado russo. Leiam esta reportagem do jornal italiano SECOLO, pra entender as raízes do problema.

HOLODOMOR: Stalin matou 7 milhões de ucranianos e não se fala disto
Antonio Pannullo
Secolo, 28nov18
 
A Ucrânia celebra nestes dias um dos maiores, talvez o maior, holocausto do século XX, o Holodomor, que literalmente significa “morte por inanição”. O que é isso? Na Europa, e ainda menos na Itália, nunca se falou sobre o que é um dos maiores crimes do comunismo, que, como tantos outros, continua a ser sistematicamente ofuscado pela historiografia e pela mídia. O massacre ocorreu de 1929 a 1933, sob a ditadura de Stalin, e até hoje o número de vítimas é incerto: as fontes mais confiáveis calculam o número de mortes entre sete e dez milhões, embora outras fontes reduzam este número para quatro ou cino milhões. A União Soviética nunca falou sobre o tema. E, mesmo depois da guerra, ONU, UE, OTAN e outras organizações supranacionais nunca se lembraram da história. Só na Ucrânia o aniversário é lembrado anualmente e apenas nos últimos dias de novembro. Infelizmente, até hoje, apenas 23 países e o Parlamento Europeu reconheceram o Holodomor como genocídio. Muitos países, incluindo a Itália, ainda não o fizeram.
 
Stalin planejou o Holodomor
 
Tudo começou quando Stalin pensou na racionalização de todo o país, tanto do ponto de vista agrícola quanto industrial. A Ucrânia, como é conhecida, forneceu à URSS 50% da produção agrícola. O comunismo, como sabemos, colocou as terras e a produção sob o controle do Estado. Na Ucrânia, no entanto, tradicionalmente, as terras foram fragmentadas em pequenas propriedades agrícolas pertencentes aos kulaks. A URSS não podia tolerar essa subdivisão e, pela força, iniciou o processo chamado “dekulakization”, para colocar as kolchoz (cooperativas agrícolas) em seu lugar. Milhões de kulaks que rejeitaram a coletivização comunista foram mortos ou deportados para as regiões da Sibéria e do Ártico. Os poucos sobreviventes foram assediados de forma a impossibilitar sua sobrevivência: as cotas a serem entregues ao Estado tornaram-se muito altas, e muitas vezes os guardas vermelhos apreenderam todos os alimentos das propriedade dos camponeses. Tudo foi requisitado, do trigo à farinha, do pão aos legumes, os animais foram mortos porque os camponeses não podiam possuir nada. O resultado foi que milhões de pessoas morreram e a produção agrícola entrou em colapso. Só Stalin ganhou. De fato, sua intenção não era tanto aumentar a produção agrícola, mas dobrar os kulaks e com eles todos os adversários da ditadura comunista.
 
O Holodomor foi um exemplo para os opositores do comunismo
 
Em resumo, Stalin quis dar um exemplo e deu. Até 1989, ninguém se atreveu a se rebelar contra a feroz ditadura comunista, sob pena de morte ou de ser enviado a um gulag. Os comunistas não se limitaram- a matar fisicamente os opositores. Quiseram também privá-los de todas as formas de apoio. Para ajudar no processo de coletivização, a PCUS enviou dezenas de milhares de comissários do governo e cerca de 25.000 operários para fazer os kolkhozes funcionarem na Ucrânia. Houve incidentes e eles foram reprimidos o mais brutalmente possível. O termo kulaki logo serviu para definir todos aqueles que se opunham ao regime. Dez milhões de camponeses foram investigados e a maioria deles foi aniquilada. Quando, em 1932, Moscou recebeu apenas 39% da produção exigida, Stalin culpou os kulaks de uma suposta sabotagem, com as consequências que podem ser imaginadas. Execuções sumárias, tiroteios, encarceramentos, deportações atingiram milhões, sob o desconhecimento e a impotência dos países ocidentais. A repressão se intensificou: tudo foi confiscado. O Comissariado do Povo para Assuntos Internos, o infame NKVD, proibiu o comércio e as viagens na Ucrânia. Para isto, o exército cercou as fronteiras isolando a Ucrânia do resto da URSS, causando mortes por inanição. Algo como o que ocorreu, em tempos mais recentes, com Biafra, isolada submetida à fome pela Nigéria. Toda a Ucrânia tornou-se então um enorme campo de extermínio e o governo soviético impediu que se viajasse pra lá, especialmente, estrangeiros. Foi assim que o celeiro da URSS tornou-se uma área deprimida, e outras pessoas morreram nos anos seguintes por causa daquele genocídio deliberado que visava dobrar a resistência dos camponeses ucranianos.
 
A URSS escondeu o Holodomor por anos
 
A URSS escondeu a história durante anos. Do Holodomor, só começou a se falar durante a perestroika, sob o governo de Gorbachev. Nas escolas ao redor do mundo, namassacre sob a visão dos ucranianos. O Holodomor ficou esquecido, assim como há décadas não houve menção aos massacres de Katyn, com seus buracos e valas sendo atribuídos pelos comunistas aos nazistas. Eram atrocidades “desconfortáveis”. O número de vítimas ainda é muito debatido, e objetivamente é difícil quantificar, mas a cifra de 7/10 milhões de mortes foi denunciada na 61ª assembleia da ONU. A história do Holodomor ucraniano é paradigmática de como alguns massacres são tratados em comparação com outros. Assim acontece também com o genocídio armênio, ainda negado por razões políticas e geopolíticas, as atrocidades dos guerrilheiros italianos negadas por conveniência política, o genocídio em Biafra. Assim foi que o maior crime humanitário do século passado foi negado a fim de não desagradar a URSS nem a esquerda internacional, de forma a não perturbá-la em sua corrida ao poder por todo o Ocidente.

A seleção da Copa

domingo, 15 de julho de 2018

MINHA seleção da Copa (de toda a Copa):

  • Courtois — Trippier, Godin, Thiago, Strnic, Kanté, Modric, Matuidi; Mbappé, Kane, Neymar. T: Dalic.

A outra:

  • Ochoa — Fernandes, Mina, Maguire, Agustinsson — Casemiro, Pogba, Coutinho, Perisic, Griezmann, Hazard. T: Deschamps.

Modric foi o craque, revelação (em copas), Mbappé. Sandro Meira Ricci foi o melhor juiz.

Sorvete na testa

domingo, 15 de julho de 2018

TORCEDOR é burro que dói! As emissoras de TV e seus comentaristas têm muitos interesses comuns com a Fifa. Por isto, falam baixinho, quando o assunto é a esculhambação do Var, o veto da entidade às mulheres bonitas, a sonegação de imagens de lances polêmicos etc.

Mas, pra não dizer que não falaram de flores, amanhã vão perguntar ao Colina o que ele achou da arbitragem do Pitana. E venderão o peixe do ex-juiz italiano e do Infantino pra galera estúpida, que aceitará como bem-sucedia a pior arbitragem de uma final na história das copas.

Mas a verdade é só uma: a nanica Croácia foi tungada. E os tolos, pra não perder o costume, vão bater com o sorvete testa argumentando o contrário.

França 4×2 Croácia: Var decidiu

domingo, 15 de julho de 2018

FRANÇA x CROÁCIA: Mbappé vs Modric, gente carrancuda vs mulheres bonitas, muçulmanos vs cristãos, língua decadente vs língua incompreensível, pratos elegantes vs toalha de boteco. Apostei na França, mas vou torcer pela Croácia.

Final de Copa do Mundo, com seleção favorita é coisa rara. Pois esta tem. A França, apesar da menor m[edia de idade da competição, ou talvez até por ela, tem mais chances, do ponto de vista técnico, tático e físico, de campeonar. Só que… Bem, a Croácia não chegou por atrás, não demoliu tantas pedreiras por nada. A conferir.

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Bem que gostariam de ser a mãe do Neymar

sábado, 14 de julho de 2018

FILÓSOFO Victor Pimentel se deu ao trabalho de ver e comentar:

Ontem, na mesa redonda dos comunistas mais assumidos, gastou-se o primeiro bloco inteiro, do último programa antes da final da Copa, falando de Neymar e de como Neymar precisa resgatar sua imagem.

Os sujeitos são os que começam toda a perseguição e depois exigem do cara que ele faça alguma coisa pra terminar com ela, sendo que até então não há qualquer indício que o cara esteja incomodado.

Foi muito ridículo.

Os caras inventaram que Neymar tinha de se humanizar. Um tal de Tirone falou que ele tinha de dar alguma declaração, falar com a imprensa pra ser mais humano

hahahahaha

Chegou ao ponto de dizer que “o Fantástico faz entrevistas longas quando acontecem esses momentos. Mais debilóide, impossível.

Mermão, que coisa ridícula! Os caras estão se doendo demais porque um jogador de futebol, depois de jogar futebol, foi tocar sua própria vida.

Quando Neymar não fala com as empresas jornalísticas o negócio delas não gira. Neymar fez um post em sua rede pra milhões de seguidores e fim de papo. Está muito certo.

O rol de soluções sugeridos não acabou aí. Um mala rabugento sugeriu que Neymar contratasse um especialista em gerenciamento de crise. Outro falou em terapia.

Sei lá. Acho que é inveja falocentrica que eles têm do pai do Neymar. Vai ver eles desejam ser mãe do Neymar.

Bélgica 2×0 Inglaterra: geração de bronze

sábado, 14 de julho de 2018

GERAÇÃO fogo de palha da Bélgica pode dar ao seu País uma posição jamais alcançada antes. Ingleses jogam pra apagar a lembrança dos erros cometidos na semifinal.

BÉLGICA 2×0 INGLATERRA, 14jul18sab11h. TEMPO parcialmente nublado, temperatura 27º, vento 11 Km/h, umidade 45%. LOCAL: Krestovsky (69 mil), São Petersburgo. MOTIVO: disputa do terceiro lugar da Copa do Mundo. TRANSMISSÃO: Globo, Sportv, Fox. PÚBLICO: ARBITRAGEM: Alireza Faghani, Reza Sokhandan, Mohammed Mansouri (Irã). AMARELOS: Maguire, Stones, Witsel. GOLS: Meunier, 3, Hazard, 81. BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany, Vertonghen; Meunier, Witsel, Tielemans (Dembélé), Chadli (Vermaelen); Bruyne, Lukaku (Mertens), Hazard. T: Martínez. INGLATERRA: Pickford; Jones, Stones, Maguire; Trippier, Loftus-Cheek (Dele Alli), Dier, Delph, Rose (Lingard); Sterling (Rashford), Kane. T: Southgate.

Croácia 1×2 Inglaterra: finalista pela primeira vez

quarta-feira, 11 de julho de 2018

DUAS SURPRESAS! Ninguém apostaria, antes da Copa, que Inglaterra e Croácia disputariam uma semifinal. Mas a duas chegaram, cada uma com suas armas. Ingleses baseados no encaixe perfeito de suas peças e numa bola aérea espetacular; Croácia, carregada pelos talentosos volantes, secundados por um centroavante e um goleiro de grande qualidade. Não tem favorito.

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França 1×0 Bélgica: geração fogo de palha

terça-feira, 10 de julho de 2018

FINAL antecipada, dizem os especialistas. O que é uma temeridade, considerados os índices de acertos dos tais especialistas. Na história, Bélgica venceu mais vezes o confronto, mas em copas, a França venceu os dois jogos que disputaram.

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Catimba: um ranking pra desasnar palpiteiros

domingo, 8 de julho de 2018

CATIMBA na Copa: um ranking pra desasnar mesa-redondistas e seus seguidores:

O FiveThirtyEight, site americano especializado em análise de dados e previsão de resultados, fez levantamento de quanto tempo cada seleção da Copa gasta pra atividades como tiro de meta e substituições quando está à frente no placar –a popular “cera”.

O resultado é surpreendente para aqueles que apontam o Brasil como o mais catimbeiro. A seleção de Tite chega a ser até mais rápida quando está em vantagem, com média de dois segundos a menos nas cinco situações de jogo analisadas: escanteios, faltas, tiros de meta, substituições e arremessos laterais.

O time que apresentou maior variação de tempo nessas situações foi o Peru –seis segundos a mais pra cada uma delas, lembrando que a seleção peruana só esteve em vantagem diante da Austrália, na última rodada da fase de grupos, quando já estava desclassificada.

A surpresa vem a seguir: quatro seleções europeias fecham o “top 5”. Sérvia e Suécia  (5,7 segundos a mais), França (5,6seg) e Inglaterra (4seg) estão entre as equipes que mais fizeram “cera”, de acordo com o levantamento.

“À medida em que analisamos os dados e mapeamos cada paralisação do jogo na Copa, pudemos ver claramente algumas tendências. O time que está vantagem leva mais tempo pra desempenhar até a mais simples das tarefas, como um tiro de meta”, diz o jornalista David Bunnell.

O México aparece em 7º no ranking, atrás do Senegal. No jogo que resultou na eliminação dos mexicanos, nas oitavas de final, o técnico Juan Carlos Osorio reclamou muito do “tempo gasto com um único jogador” do Brasil, numa referência clara a Neymar. O levantamento, contudo, mostra que mexicanos fizeram mais cera do que a seleção brasileira na Copa.

Mas houve também reclamação de uma seleção sul-americana (a Colômbia) contra uma europeia (a Inglaterra). O time colombiano reclamou muito da cera dos ingleses na etapa final do tempo normal do duelo válido pelas oitavas de final. Algo que o jornal The Times, um dos mais conceituados do Reino Unido, viu como algo positivo, destacando que a Inglaterra “aprendeu a ser malandra”.

RANKING da catimba: -5,6 Polônia … -2,0 Brasil … -1,4 Japão … +0,1 Bélgica … +0,5 Croácia … +1,2 Rússia … +1,7 Espanha … +1,9 Uruguai … +2,3 Portugal … +2,8 México … +3,7 Senegal … +4,0 Inglaterra … +5,0 França … +5,7 Suécia e Sérvia … +6,1 Peru.

GLOBO ESPORTE (condensado)