Arquivo da Categoria ‘Comentários’

Luxa testa nova formação

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Luxemburgo começou a semana oferecendo churrasco ao elenco do Cruzeiro. Espero que tenha rolado bastante cerva gelada pra descontrair o ambiente.

Hoje, ele botou a rapaziada pra treinar. No 4-3-1-2, com Fábio, Mayke, Manoel, Paulandré e Mena; Charles, Willians e Henrique; Alisson; Marinho e Vinícius Araujo.

Baita mudança. Aparentemente, reforça o que já era forte, a defesa, e enfraquece o que já era fraco, o ataque.

Mas isto só se verá em campo, quando o time fizer a transição da formação defensiva pra ofensiva. Se Henrique, Charles e Alisson avançarem e finalizarem, Mayke e Mena atacarem e os dois atacantes aparecerem na área pra finalizar, tudo bem.

Esta transição, lenta e nada incisiva é o ponto fraco deste time celeste de 2015. Perdeu-se a fluência da equipe bicampeã. E no futebol atual, ao contrário daquele que Gilvan ainda imagina existir, a chave do sucesso está nisto: povoar defesa e ataque,o tempo todo, e rapidamente.

Top 5: Livros

terça-feira, 28 de julho de 2015

Escolher cinco entre milhares é tarefa complicada, ainda mais quando o assunto é literatura.

Para elaborar a lista dos melhores, realizei um recorte temporal: livros escritos ou publicados nos últimos cinco anos. Esse recurso permite fugir um pouco dos cânones da literatura e faz com que esse Top 5 seja mais sugestivo, já que é boa a chance de muitas pessoas não terem lido as humildes indicações abaixo.

Vamos então ao Top 5 dos melhores-livros-escritos-ou-publicados-nos-últimos-cinco-anos.

  • ‘Graça infinita’, de David Foster Wallace (Cia das Letras): uma montanha de 1.136 páginas a ser escalada pelo leitor. Publicado nos EUA em 1997, o livro ganhou tradução para o português somente em 2014. Impossível de resumir em poucas linhas, o livro aborda o individualismo, o entretenimento e faz uma crítica caricatural da sociedade ocidental, especialmente dos EUA. Custou-me longas horas de leituras, mas fez valer cada minuto.
  • ‘Judas’, Amós Oz (Cia das Letras): pra quem gosta de história e geopolítica, o livro trata do conflito Israel x Palestina sob seu enfoque mais óbvio, o da religião. Amós Oz usa seus personagens para, metaforicamente, representar o nascimento do cristianismo aos olhos de seu maior símbolo de traição: Judas.
  • ‘Guia Politicamente Incorreto da Filosofia’, de Luiz Felipe Pondé (Leya): ironia fina e bem-humorada à serviço da desconstrução dos pilares do pensamento politicamente correto. Os militantes de ‘esquerda’ no Brasil deveriam, ao invés de vomitar releituras de Marx, pregar a bunda na cadeira e decorar essa obra de Pondé.
  • ‘Inferno’, de Dan Brown (Arqueiro): lista de melhores que se preze tem que ter ao menos um best-seller. O autor de ‘O Código Da Vinci’ usa a mesma fórmula de seus livros anteriores para apresentar o universo de Dante Alighieri, em diversas referências a ‘Divina Comédia’. Leitura fácil, divertida e viciante.
  • ‘O Capital no Século XXI’, de Thomas Piketty (Intrínseca): para quem não é economista, estatístico ou matemático, esse livro é um achado (meu caso). Piketty mostra, por meio de uma rica pesquisa estatística, os mecanismos que criam ou ampliam a desigualdade no mundo. A leitura demanda atenção, mas o talento do autor é justamente transformar um assunto árido em algo trivial.

Obrigado pela oportunidade.

Abraços.

Matheus Chaves 

GPT: “A partir de agosto as coisas vão melhorar”

terça-feira, 28 de julho de 2015

Pitacos de blogueiros e protagonistas acerca do SÃO PAULO 1×0 CRUZEIRO, no Morumbi, São Paulo, domingo, 26jul15, 16h, pela 15ª rodada do Brasileiro 2015.

VANDERLEI LUXEMBURGO, técnico do Cruzeiro: O gol do São Paulo saiu de um erro de saída de bola, depois teve a ansiedade dos mais jovens. No 2º tempo, tivemos chances com o Damião, poderíamos ter feito. Mas perder pro São Paulo, no Morumbi, é normal e o campeonato segue. Ficou isso, a ansiedade dos mais novos de querer resolver sozinho. Quando está começando, o jovem quer fazer tudo ao mesmo tempo. É uma situação natural. Os garotos não podem ser responsáveis pela postura do Cruzeiro na competição. São coadjuvantes. Precisam ganhar maturidade. Mas estamos colocando eles para ver se passa essa coisa mais rapidamente. Ninguém quer saber se é um projeto pra frente. Essa cultura é nossa. O Cruzeiro está em reconstrução, mas ninguém quer saber. As pessoas estão impacientes. O momento ;e de transição, de renovação. Tínhamos uma meta. A cada quatro jogos, oito pontos. Não está sendo possível. Agora temos que sair daquela parte do meio da tabela pra a parte de cima e evitar esse desconforto.

FÁBIO, goleiro do Cruzeiro: A gente tem que tentar a vitória desde o começo, jogando como time grande. Não adianta fora de casa jogar pra empatar. Se a gente sair derrotado buscando a vitória é compreensível. E temos que melhorar em todos os aspectos.

MANOEL, beque do Cruzeiro: As coisa não aconteceram, não fizemos gol nass várias oportunidades que tivemos. Precisamos nos ajudar pra sair dessa situação.

PAULO ANDRÉ, beque do Cruzeiro: Criamos chances, mas estamos um pouco ansiosos pra fazermos o último passe. Precisamos o último passe pra dar chances aos nossos atacantes.

GILVAN DE PINHO TAVARES, presidente do Cruzeiro: O trabalho da nova comissão técnica ainda é recente. Tenho certeza de que, a partir de agosto as coisas vão melhorar. A equipe é boa e os machucados estão voltando. Vai melhorar, tenho certeza. A qualquer momento, as coisas vão mudar. Perder fora pra um time como São Paulo, não me deixa chateado. Tivemos chances de fazer gol, jogamos igual a igual. O time vai evoluir, tenho certeza.

WILLIAM MACHADO, comentarista do PFC: O Cruzeiro tem bom elenco, mas o time é desorganizado, alterna boas e más jogadas, precisa ter um esquema mais definido.

SÉRGIO LUIZ, no PHD: Luxemburgo já tem a desculpa pronta pro fracasso: a tal “transição”. Isso aí todos já sabem. O que eu quero saber é quando ele escalará os melhores atletas do elenco. Leo e Marquinhos, remanescentes do ano passado, estão fora do time por quê? Num time com poucos talentos, ele não pode prescindir de Arrascaeta. Vai esperar ele ganhar força física pra quê? Disputar a Série B em 2016?

JAS, no PHD: Time do Cruzeiro, que jogou contra o São Paulo: Fábio, Ceará (Mayke), Manoel, Paulandré e Fabrício; Charles e Henrique.

A safra

sábado, 25 de julho de 2015

Brasil conquistou a Copa das Confederações e ninguém comemorou. “Não fez mais do que a obrigação”, comentaram os infames mesarredondistas.

Perdeu a Copa, eles surtaram: “Safra péssima”, “CBF corrupta”, Scolari burro”, Jogadores descompromissados”e asneiras afins.

Perdeu a Copa América, mas desatinos. Perdeu o Pan, estão todos horrorizados.

E, na esteira dos mesarredondistas, vai o cordão dos torcedores sem tutano.

Tem nada disso. Futebol é muito fácil de se jogar e todo mundo aprendeu. Foi-se o tempo em que o Brasil mandava e desmandava no tapete verde. Agora é lá e cá.

Mas esta história de safra ruim me deixa especialmente intrigado. Será que nenhum clube rico quer contratar jogadores brasileiros, por serem de safra ruim?

ManU, Real, Barça, PSG, ManC, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Bayern, Juventus, Milan, Inter, Roma, Hotspur, Galatasaray, Fenerbarche, Schalke, AtlMadrid, Ajax, Napoli, Hamburgo, Everton são os clubes mais ricos do Ocidente, segundo listas da Forbes, Deloitte e Brand Finance.

Pergunto ao internacionalizado leitor: Que brasileiros jogam nesses times? Nenhum? Meia dúzia? Uns dez? Nomes dessa safra imprestável de brasieliros que estão no Top12 do futebol, por favor.

GPT: “Só tive boas referências sobre o Isaias”

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O presidente do Cruzeiro explicou a contratação de Isaias Tinoco, nesta tarde de quinta, em coletiva na Toca II.

Prefiro considerar que não há rejeição ao Tinoco. Mas o mineiro é desconfiado. Quando não tem certeza, fica com um pé atrás aguardando pra ver o que pode acontecer.

A torcida tem saudade do Alexandre Mattos, que teve empatia com ela. O Valdir está há 17 anos no Cruzeiro e o Benecy há 44. Quando falei que eles me ajudariam, foi a mesma coisa, todos ficaram desconfiados. Agora, Isaías prestará esse serviço ao Cruzeiro e a desconfiança, típica do mineiro, se afastará.

Eu já o conhecia, não pessoalmente, mas conhecia o trabalho dele. E conversando com os presidentes de Flamengo e Vasco só tive boas referências sobre ele.

Antes de trazer o Alexandre, consultei o América. Com Isaias, primeiro fui me informar. Conversei com Deivid, que rasgou profundos elogios a ele. Consultei o Luxemburgo e só ouvi elogios. Precisamos de trabalho harmonioso no Cruzeiro. Isso me deixa animado.

Telefonei pro Isaias, que ficou de vir na segunda, mas por problemas familiares e pela necessidade de conversar com o Vasco, ele disse que viria na terça. Conversamos muito tempo e acertamos as bases.

E vc, desconfiado leitor, quanto tempo gastará pra engolir o nome do novo diretor de futebol do Cruzeiro?

Fadas, duendes e conspiradões

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Felipe Braga desfiou esta TC, no post anterior:

  • Venho dizendo há um tempo para amigos, primos e colegas de trabalho: por que será que as pichações não atingem Valdir Barbosa ou Benecy Queiroz? Se são tão criticados em redes sociais e coisas do tipo, estranho escaparem dos “protestos” enquanto o presidente e principalmente o treinador bicampeão eram xingados. E tem gente que ainda dá crédito para protesto encomendado.

Traduzindo: foi ZZP quem mandou pichar a sede do Cruzeiro pra desestabilizar GPT.

Aos fatos:

  1. ZZP ainda morava na roça quando Benecy foi contratado pelo Cruzeiro.
  2. Quem fez o primeiro convite ao Marcelo Oliveira pra que ele treinasse o time celeste foi Alvimar Perrella.
  3. Valdir Barbosa é funcionário. Ponto. Não tem a menor importância no jogo político do Cruzeiro.
  4. ZZP ou Alvimar seriam presidentes do Cruzeiro se quisessem. GPT foi eleito com votos que os dois controlavam no CD.
  5. Conspiradões interpretam o mundo à luz de suas fantasias. Prefiro acreditar em fadas e duendes do que levar a sério esse tipo de palpite.

Agora, às consequências deste post:

  • Vão aparecer antas, antílopes e capivaras dizendo que sou perrellista, que apoio Dimas Fonseca, que sou antigepetista e babaquices afins. Isto se não me acusarem de ser um dos pichadores.

E só estou passando infos para os menos lunáticos interpretarem corretamente os fatos.

Discutir futebol requer uma paciência de Jó, mas eu sou Jorge, portanto, não a tenho. Nem quero.

Disco arranhado

terça-feira, 21 de julho de 2015

Apelei:

Vou começar a bloquear comentários repetitivos. O PHD dá muito trabalho pra, no fim das contas, se tornar somente a pista de uma dança sinistra de casais que se odeiam. Tem comentarista que nem vale a pena ler, pois já se sabe, de antemão, que só tem um tema, um alvo, um adversário, um desafeto que lhe justifica a existência. É caso pra psiquiatria, não pra futebol. Posto isto, rogo às mulheres do blog que apareçam mais e deixem seus graciosos pitacos. Elas são mais criativas, mais divertidas, menos ranhetas.

Pergunto:

  1. Peguei pesado?
  2. Eu tb sou um mala implicante?
  3. Vc, caro comentarista, se considera um mala?
  4. O que fazer, pra discussão ficar mais criativa, leve e atraente pros leitores do blog?
  5. Ou tá tudo bem, deixa rolar, e dane-se quem não estiver gostando do papo repetitivo?

Luxa acertou optando pelo respeito

terça-feira, 21 de julho de 2015

Na coletiva após o jogo contra o Avaí, Luxemburgo explicou a escolha de Leandro Damião pra substituir o lesionado Joel, ao invés de dar outra oportunidade ao retornado Vinícius Araújo.

A opção do Damião foi coisa de grupo. Ele perdeu a posição pro Joel. A opção foi por um jogador do grupo. No jogo passado eu optei pelo Vinícius Araújo pra terminar a partida. Hoje, a opção pelo Damião foi normal. Seria injustiça, incoerência, fazer algo diferente. E não empatamos por causa do Damião. Não foi a substituição tenha causado o resultado. E se eu não a fizesse seria como fechar as portas pro Damião, que será útil numa competição longa como o Brasileiro.

Citei de memória, mas é isto mesmo. E eu apoio o técnico, embora também preferisse Vinícius Araujo, naquele momento do jogo.

As razões do torcedor são fruto de uma fração de segundo de reflexão. O técnico, contudo, tem que ponderar, pensar além do óbvio.

E, neste caso, passar um titular pra segundo reserva sem escala sinaliza ao restante do elenco, falta de respeito. Luxa é putaveia e sabe como funciona, por isto, mandou bem neste caso.

Shopping Oi

sábado, 18 de julho de 2015

Maus exegetas dos meus posts no PHD andam espalhando por aí que eu detesto as etiquetas do futebol. Mas não é bem assim.

O que me enche o saco é a exigência dos termocéfalos de que o Cruzeiro contrate uma delas a cada empate ou derrota.

Atendê-los seria de uma estupidez galopante. Quebraria o clube, sem a menor certeza de aprimoramento do time.

Messi, Ronaldo, Schweinsteiger, Guerrero, Rooney e Neymar, por exemplo, seriam bem vindos ao Maior de Minas.

Agora, essa baciada indicada aqui no PHD, etiquetas de Shopping Oi, não ajudaria a somar sócios, vender camisas ou melhorar o nível do time.

Prefiro, então, manter meu apoio às etiquetase já estabelecidas, como Fábio, Ceará, Dedé, Manoel, Paulandré, Mena, Willians e Damião.

A bolha

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Desenha aí, Sérgio Luiz!

Números (em milhões) do endividamento do Cruzeiro, que confirmam o que disse GPT à Itatiaia:

  • 2008: R$93 mi, US$40 mi, R$139 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2009: R$97 mi, US$56 mi, R$139 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2010: R$111 mi, US$67 mi, R$150 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2011: R$120 mi, US$65 mi, R$153 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2012: R$143 mi, US$69 mil, R$171 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2013: R$200 mi, US$84 mi, R$227 mi, corrigido (IPCA até Jun15).
  • 2014: R$253 mi, US$95 mi, R$270 mi, corrigido (IPCA até Jun15).

Entre 2008 e 2011, a dívida variou pouco, embota o SF fosse irrisório, as cotas de TV menores e os ingressos muito baratos.

A boa notícia, no momento, é que entre os 12 grandes o Cruzeiro carrega uma salutar lanterna. Por enquanto.

Cruzeirenses incondicionais se preocupam.

Os condicionais torcem pra que a bolha estoure. Eles querem é rosetar.