Carmine Furletti, o Homem do Futebol

Por SÍNDICO | Em 9 de janeiro de 2008

  • Serro-MG, 15dez26; Belo Horizonte, 09jan08

O “Homem do Futebol”

Entre 1953, quando assumiu seu primeiro cargo na direção do Cruzeiro, a convite do presidente José Greco, e 1985, quando passou a presidência do clube ao sucessor Benito Masci, Carmine Furletti respirou Cruzeiro. E, mesmo depois, como conselheiro nato, nunca deixou de ser consultado nos momentos mais graves da instituição.

Furletti é uma unanimidade entre os cruzeirenses. A simples menção de seu nome traz a lembrança de conquistas extraordinárias, times fantásticos, craques geniais. Furletti sempre foi o “homem do futebol” no clube. Assim como Felício Brandi ficou no imaginário da torcida como o administrador que fez o Cruzeiro saltar do Barro Preto para o mundo, Furletti passou à história pela condução de um time que esteve entre os melhores da história do futebol entre 1965 e 1977, a Academia Celeste.

Nessa época, Furletti era tão importante que o clube quase parava quando ele viajava para Saquarema, cidade que, nos Anos 60 e 70, era pouco mais do que uma vila de pescadores no litoral norte fluminense. Quando batia o cansaço, o Vice de futebol se refugiava na casa branca de janelas e portas azuis que mantinha bem no coração da vila. Sem telefone e com estradas ruins, a cidadezinha o protegia das amolações cotidianas do futebol. Era lá que ele passava refletia sobre os problemas do time e imaginava soluções que resultavam em mais vitórias e títulos da Academia Celeste

Em Belo Horizonte, seus diretores tentavam manter a casa em ordem até a volta do chefe. Às vezes, era impossível. Como no dia em que dois deles viajaram a noite inteira só pra esclarecer uma dúvida. Furletti conta: “Eu estava saindo para pescar quando eles chegaram dizendo que um jogador cabeludo, com sotaque carioca, usando bermudas e sandálias tinha chegado ao clube dizendo ter sido chamado por mim pra jogar no Cruzeiro. Os diretores me ligaram, mas os telefones de Saquarema estavam mudos. Foi aí que o Carioca [José Paulo de Souza] e o Dr. Ari [Ari da Frota Cruz] decidiram viajar a noite inteira só pra saber se a história contada pelo rapaz era verdadeira. O jogador era o Nelinho, que vi jogar no Remo, e tinha talento de sobra pra vestir a camisa do Cruzeiro.”

Sangue italiano, sabedoria mineira.

Furletti era centralizador, porém acessível, ameno e bom companheiro. Tostão dizia que, enquanto Felício era todo negócios, só tinha olhos para os interesses do Cruzeiro, Furletti era capaz de abstrair os interesses financeiros e ouvir os problemas pessoais dos jogadores.

Era também um desportista nato. Apesar da rivalidade e dos conflitos entre Cruzeiro e Atlético, ninguém jamais ouviu dele uma palavra de desabono ao adversário, aos juízes ou às decisões nem sempre justas da Federação Mineira de Futebol. Furletti entendia as limitações das pessoas. Sabia que não há neutralidade possível no futebol. Muitos erros dos juizes, insultos dos torcedores rivais ou decisões facciosas dos dirigentes decorriam de paixões clubísticas. Por isso, ele ouvia muito, falava pouco e quase não reclamava. Preferia ponderar e convencer do que partir para o bate-boca tão comum no futebol quando os ânimos se exaltam.

Seu perfil conciliador favorecia o acesso a ambientes que nenhum outro cartola jamais se atreveria a freqüentar. Como numa reunião em que só havia torcedores rivais. Ele compareceu na qualidade de convidado do seu amigo, Adelchi Ziller, para o lançamento da Enciclopédia do Atlético. Quando chegou, metido num terno bem cortado, com sua indefectível postura de capo italiano, houve alvoroço e até um princípio de vaia, abortada pelo anfitrião com um discurso curto e grosso: “Aqui, ninguém vai maltratar o Furletti, porque ele é meu amigo e porque é um desportista correto e elegante em todas as suas atitudes. Ao invés de hostilizá-lo, temos é que aprender com ele como se faz um grande time.” Foi aplaudido.

Mas Furletti tinha também seus momentos de ira. Num deles, ainda jovem, bateu num torcedor do Atlético que falava mal do Cruzeiro bem nas sociais do Estádio JK. O valentão era delegado e quis prender Furletti. Formou-se a confusão e a torcida impediu a prisão. Irritado, o policial saiu à cata de reforços para fazer valer sua autoridade. Quando voltou, Furletti tinha sumido. Chato foi ter que ficar algum tempo longe dos jogos.

De outra vez, chegando à Toca da Raposa, ele encontrou um repórter que o havia chamado de mentiroso por um suposto descumprimento de cláusulas do contrato do ponteiro Natal. O sujeito queria desestabilizar o time, às vésperas de um clássico contra o Atlético. Mesmo percebendo a armação, Furletti não se conteve e derrubou o mentiroso com um cruzado de direita no queixo. Compreender as malandragens do futebol era uma coisa, ser chamado de mentiroso e desonesto, outra bem diferente. Aí, segundo ele, o sangue italiano fervia.

Essa mistura de explosão e maturidade está na base de sua formação. No sangue italiano do pai Eugênio Furletti, nascido em Carrara, Itália, e no mineiro da mãe, Nelsina Silva, nascida no Serro, berço de boa parte da sabedoria política mineira.

Eugênio Furletti começou a vida no Brasil trabalhando na Mina de Morro Velho. Lá, fez amizade com os ingleses, o que facilitou sua saída do fundo do chão para uma missão mais nobre: administrar os garimpos de diamante que a companhia tinha no Serro. Abastecida por tropeiros, a cidade não tinha como prover alimentos e utensílios domésticos para a massa de garimpeiros que chegava sem parar. Eugênio percebeu a oportunidade que se descortinava, abandonou a mineração e abriu um armazém.

Em 1931, Eugênio e Nelsina mudaram-se para Belo Horizonte com os doze filhos. Compraram um cortume e, depois, fundaram a Sapataria Velocino. Furletti cresceu aprendendo a arte do comércio com o pai, e a do futebol com o primo Domingos Perez, o Mingote, estudante de Medicina e jogador do América.

E foi o primo que o levou ao Estádio da Alameda, para sua primeira partida de futebol. O Palestra venceu o América por 5 x 2 e, naquele 12 de julho de 1936, nascia mais um palestrino. “Geraldo, Tião e Gegê, Souza, Caieira e Thomazinho, Pantuzzo, Orlando Fantoni, Niginho, Bengala e Nonô, nunca me esqueci desse time que me fez virar palestrino roxo.”

Furletti & Brandi

Outro estímulo para o amor ao futebol, Furletti recebeu do irmão Orlando que jogou na várzea com Nonô e Braguinha, mais tarde titulares do Cruzeiro. Furletti cresceu freqüentando o clube e quando recebeu convite para entrar no Conselho Deliberativo, não se surpreendeu.

Antes dos 30 anos, ele já podia ser considerado um veterano na vida do Cruzeiro. A entrada para a diretoria, pelas mãos do vice-presidente Natalino Triginelli, foi só um passo a mais. Quando aconteceu, Furletti levou junto o amigo Felício Brandi. Os patriarcas Eugênio Furletti e Emílio Brandi eram amigos e a relação entre seus filhos sempre foi boa.

Mas as dificuldades financeiras e as divisões políticas, mantinham o Cruzeiro sempre à beira da falência nos Anos 50. Furletti participou da gestão José Greco mas, junto com todo seu grupo político, foi excluído do Conselho na gestão Manuel Carvalho. Somente em 1959, com a vitória de Antonino Pontes, o grupo voltou ao clube. E, com Furletti e Brandi na diretoria, iniciou-se a época de ouro do Cruzeiro.

A gestão de Antonino Pontes em 59/60 rendeu um bicampeonato ao Cruzeiro. Mas a concessionária Ford do presidente passou por problemas financeiros e ele não pode se candidatar à reeleição. Felício e Furletti assumiram, de vez, o comando. Felício na administração e Furletti no futebol, fórmula que se revelou perfeita nos 17 anos seguintes.

Autoridade indiscutível

A amizade entre eles resistiu bem ao tempo e ao natural desgaste do exercício do poder. Em 1972, Felício contratou Yustrich para treinar o time que supunha estar sem motivação depois de tantos campeonatos mineiros conquistados. Aborrecido com os motivos alegados para contratar o “Homão”, Tostão não quis mais jogar no Cruzeiro. Mas Furletti pagou para ver até onde iria a nova fórmula, a tal linha dura.

Yustrich começou, como ele mesmo dizia, vestido de cordeiro. Mas, em conversas com jornalistas já avisava que, em breve, vestiria sua verdadeira pele, a de lobo. Até se gabava de alguns de seus truques pra amaciar os cartolas. Um deles, teria feito sucesso no Atlético. Ele deixava a caneta cair e olhava firme para o presidente que, encabulado, abaixava-se para apanhá-la.

Sabendo disso, Furletti tratou de domar a fera. E a primeira oportunidade surgiu ao final de um jogo em Araxá. Roberto Batata recusou a camisa a um garoto seguindo ordens do treinador. Furletti mandou o ponteiro voltar a campo e entregar a camisa ao torcedor. Fingindo fúria, Yustrich quis tomá-la de volta. No melhor estilo italiano, sem gritar, mas com severidade, Furletti se impôs: “Aqui, você não manda nada, você é empregado; a camisa é do garoto e pronto.” Yustrich durou pouco no cargo.

Os treinadores que compreendiam a hierarquia, não tinham problemas com Furletti. Foram os casos de Aírton Moreira, Gerson dos Santos, Ílton Chaves e Orlando Fantoni. Nada de gritaria, de imposições, de autoritarismo. No Cruzeiro de Furletti, treinador treinava, dirigente comandava. E o cargo de Capitão também era cargo de sua confiança, mas não do técnico. Por isso, Piazza sempre foi Capitão, embora por duas ou três vezes, tenha entrado em conflito com a direção do clube. Furletti reconhecia sua liderança e honestidade. Sabia que desavenças são normais num ambiente de trabalho e podiam ser tratadas com respeito mútuo.

Ainda hoje, não há jogador que, tendo trabalhado com Furletti, não lhe tenha respeito. Dos mais simples como Massinha, a quem Furletti teve de convencer a aceitar o lanche na primeira viagem aérea do time, na Taça Brasil de 1960 – o lateral não queria gastar dinheiro pagando por tão pouca comida – até bem sucedidos como Tostão e Raul Plassmann que continuam seus amigos.

Vencedor

Furletti foi um vencedor. Entre 1959 e 1977, esteve à frente de dezenas de conquistas que tornaram o Cruzeiro conhecido em todo o mundo. Mas a maior de todas, talvez tenha sido o Campeonato Mineiro de 1984. Desde que se desfez do time campeão da Libertadores de 1976, o Cruzeiro nunca mais conseguiu armar outro tão poderoso quanto aquele. Aproveitando-se disso, o Atlético chegou ao hexacampeoanto mineiro. Cansado de ver o time em segundo plano, o Conselho Deliberativo elegeu Furletti presidente do clube para o biênio 83/84.

Nesse curto período, ele recuperou a dignidade do clube aplicando três goleadas de 4 gols no Atlético. A última, em dezembro de 84, para ganhar o título mineiro. Missão cumprida, Furletti voltou pra casa.

Atualmente, distante do dia-a-dia do futebol, Furletti acompanha o time pela TV. E com olhar crítico que quem conhece futebol. E recebe os amigos no escritório de sua empresa de ônibus para conversar sobre os destinos do clube. A novidade nessa fase pós-futebol, é que ele passou a viajar para Saquarema despreocupado. O clube cresceu de tal forma que não depende mais de um ou outro dirigente. E, se precisar, bem, hoje em dia, o telefone de Saquarema já funciona.

  • Livro: Páginas Heróicas, dezembro de 2003.

42 comentários para “Carmine Furletti, o Homem do Futebol”

  1. Elias- disse:

    Que fique consignada a gratidão da torcida celeste
    (especialmente os mais experientes) por anos e anos de dedicação.
    Sem medo de errar, podemos afirmar que Furletti, mais Felício Brandi e outros abnegados, conduziram o clube numa época de vacas magras, com autênticas e brilhantes soluções de marketing que aliadas a uma geração diferenciada, alavancaram nosso clube à grandeza dos dias atuais.
    Portanto, a partir de hoje brilha mais uma estrela junto à constelação do CRUZEIRO DO SUL.
    Vida que segue, fazer o que né?
    PS…
    Não posso deixar de externar os votos de parabéns pelo aniversário de um cruzeirense da prateleira de cima que assina Evandro Oliveira, que nos moldes de tantos e tantos cruzeirenses anônimos presta relevantes serviços ao clube
    mantendo, junto com outros e à duras penas, esse notável espaço azul na internet.
    Portanto parabéns ao Cap Nascimento e votos de tranquilidade, paciência, serenidade , saúde e …títulos.
    Sds celestes…JElias

  2. Douglas de Sena disse:

    Minha família também é do Serro e não sabia que ele também era. O páginas heróicas também é cultura.

  3. Nielsen CMA disse:

    Meus sentimentos á familia deste grande homem, são pessoas assim que tem nos faltado.

    Jorge, parabéns pelo texto, emocionante.
    E parabéns tb ao Evandro, pelo aniversário e pela dedicação ao Cruzeiro e sua torcida.

  4. Charles disse:

    Obrigado por tudo, Furletti!

    Descanse em paz!

  5. Sancho disse:

    É uma grande perda. Ainda bem que está imortizado nessas páginas heróricas…

  6. Luis Viana disse:

    Furletti, assim como tantos outros que vieram antes dele, são os grandes arquitetos deste obra espetacular chamada Cruzeiro Esporte Clube.

  7. rdish disse:

    Vá com Deus, Furletti !!! E obrigado.
    E fique com Deus também, Evandro !!!! E obrigado. E parabéns …

    rdish

  8. fabricio diniz disse:

    obrigado por ter feito o cruzeiro tao grandioso! Graças a cruzeirenses como voce, sempre aparecemos na midia atraves de conquistas memoraveis e nao comprando podios e espaços na midia de carona! OBRIGADO E VA COM DEUS, TORCER PARA O NOSSO CRUZEIRO NO PLANO CELESTIAL!

  9. Luis Viana disse:

    Quero aproveitar o post sobre um grande cruzeirense para parabenizar outr grande cruzeirense: Evandro, Big Boss.

    Parabéns.

    PS.: onde e a que horas será será o rega-bofe?

    Hoje é aniversário do Evandro Pai (+-65) e o do Evandro Filho (+-48) quando será?

  10. phellippe disse:

    descanse em paz Furletti….

    na globo.com ta falando que o Jadilson do são paulo ta indo pro cruzeiro.

  11. Franklin Bronzo disse:

    Sem o propósito de desmerecer ninguém, nenhuma pessoa da atual ou de anterior diretoria, a triste notícia do falecimento de Carmine Furletti leva-me a repetir algumas considerações que já fiz anteriormente. Penso que estaria faltando, nas últimas gestões do Cruzeiro, justamente esse espírito encarnado pelo Furletti e o Brandi, aqui brilhantemente retratado. Falta-nos a presença de homens forjados, ainda, pelos seus pais, no espírito pioneiro do Palestra. Cujo sangue os motive a colocar, sempre, em primeiro lugar, o escudo do clube nos pódios vencedores. Que tenham, sim, visão empresarial e racional para gerir-lhe o destino. Mas que não se esqueçam, jamais, de que o Cruzeiro, ex-Palestra, é um clube já nascido do povo e que hoje representa muito no sentimento e no imaginário de milhões de pessoas que a ele deram o seu sentimento de torcedor. Para esse povão, que não entende de números ou de administração, ver as vitórias e os títulos do seu time de coração significa, às vezes, tanto quanto lutar pelo pão de cada dia. Então, como minha singela homenagem ao nosso grande palestrino Carmine Furletti, que ora muda para sua residência celestial, desejo que seu espírito de autêntico amor ao Cruzeiro, assim como o de muitos que lhe foram contemporâneos, possa iluminar a mente e o coração dos nossos atuais dirigentes.

  12. Marcelo disse:

    Nao peguei a epoca do Furletti no Cruzeiro,porém,o conhecia e o admirava através de algumas histórias contadas pelo meu pai.Descanse em paz!!!

  13. Ricardo disse:

    Não sou de me apropriar de falas alheias, mas depois de seu post, prezado Franklin Bronzo, peço licença para fazer de suas palavras as minhas.

    Que descanse em paz.

  14. Eu não acompanhei de perto a atuação deste honrado dirigente, mas fica o meu agradecimento por ter tornado o meu Cruzeiro um dos clubes mais poderosos das Américas e, no período negro como os anos 80, ter resgatado o orgulho cruzeirense quando mais ninguém acreditava na reação e na força do gigante de Minas.

    Ciao Presidente.

    Saluti Celesti

  15. Damasceno disse:

    Em nome da Velha Guarda Atleticana quero manifestar o nosso profundo pesar pela morte do Sr. Furletti. Empresário de visão – cansei de vê-lo na Av. Afonso Pena – coordenando o fluxo dos ônibus Avenida. Hoje, com este texto impecável do JorgeSan pude compreender porque esperamos tanto tempo na “fila” durante a gestão dele à frente do futebol do Cruzeiro.

  16. Damasceno disse:

    Evandrão: Felicidades amigo!!! Que Deus lhe dê paz e saúde para repetir esta data inúmeras vezes!!!

    JorgeSan: Favor enviar-me (via e-mail) os procedimentos para eu adquirir o “Páginas Heróicas”.

  17. Mauro França disse:

    Bela homenagem para um grande cruzeirense.
    Descanse em paz, Don Furletti! E obrigado por tudo.

  18. Deveria ser ainda mais valorizado pela importantíssima contribuição no “renascimento” do Cruzeiro.

    Belíssimo blog!

    conheçam o meu depois.

    http://gambetas.blogspot.com

    Abrazo!!

  19. klauss mouraõ pontes disse:

    Grande pessoa, grande cruzeirense. Furletti se confunde com a história do Cruzeiro. Velha raposa. Com Felício Brandi, formava uma dobradinha imbatível , igual Tostão-Dirceu Lopes. Que descanse em paz e obrigado por tudo que fez pelo nosso Cruzeiro.

  20. Naldo disse:

    Caro Jorge,

    Obrigado por me apresentar o grande Carmine Furlleti.

    Furlleti,

    Descance em paz, a nação azul se encontra mais triste hoje e lamenta a sua perda.

  21. Flávio Vieira disse:

    Não tive a oportunidade de vivenciar a era Felício-Furletti, por ser um infante à época, mas conheço o que ele fez pelo Cruzeiro Esporte Clube com seu espírito vanguardista e seu amor às nossas cores. Meu pai, ao longo da minha vida, encarregou-se de me contar.
    Só nos resta expressar a gratidão por todo o tempo de sua vida que ele dedicou ao Cruzeiro, contribuindo maiusculamente para a afirmação do clube como um dos maiores do mundo.
    Vá com Deus, Furletti. Descanse. E que sua família seja reconfortada.

  22. Mario Lucio vaz disse:

    Furletti, descanse em paz muito obrigado por ter contribuido e muito pelo meu cruzeiro.

  23. Dylan disse:

    Carmine Furletti, a torcida Cruzeirense será sempre grata por tudo que você fez. Seu nome está gravado pra sempre na história do nosso clube e nunca será esquecido.

  24. Furletti,
    A maior homenagem lhe foi feita em vida neste POST do Jorge Santana que saiu em 2003, o nosso ano de glórias. Mas, eu não posso me esquecer do trabalho vitorioso e incansável que você dedicou como nunca ao nosso Cruzeiro por mais de 25 anos. Você, Carmine Furletti foi e sempre será um dos maiores ícones da nossa história. O Cruzeiro perde um de seus grandes dirigentes, mas, os seus feitos continuarão a serem contados em cada página.
    A decisão de 74 e a sua coragem de denunciar aqule covardia que foi orquestrada no Rio de Janeiro para nos surrupira de forma desonesta um título Brasileiro. Você nunca se furtou em defender as nossas cores e quando reagia, o fazia com entrega… com alma, com raça e com gana. Sempre foi homem educado e fino, mas, também não permitia gracinha do lado cacarejante.
    Como sofremos na época das vacas magras, no tempo em que o pão cismava em cair com a manteiga voltada para o chão… tempos em que vimos Darci Munique quebrar o nosso Joãozinho e mesmo com Tostão II, chegando à Toca, sofríamos com o domínio cacarejante na FMF, comandando os juízes, mas, nunca entregávamos os pontos.
    Mas, veio a geração de Gomes, Campolina. Geraldão, Eugênio e Coronel; Douglas, Ivan e Eduardo Lobinho; Quirino, Ferreira e Paulinho… e foi com a base neste time de júniores, mais a vinda de Carlos Alberto e Ademar do Flamengo, Aílton do Sport, Ademir Maria do santos, Orlando do Vila Nova, Palhinha retornando ao clube e a chegada de Carlos Alberto Seixas que se formou o time que enfiado 3 goleadas de 4 no time das Cocotas entre dezembro de 83 e dezembro de 1984.
    Quebramos a castanha e a empáfia de Kalil, Oswaldo Faria, Emanuel Carneiro, Roberto Drummond, Hélio Fraga, Kafunga, Vilibaldo Alves, Luiz Carlos Alves, Valdir do Bigode de Arame, Jugurta e Jairo Anatólio Lima, Kajurú e outras
    pragas… que dia após dia tentavam menosprezar o Cruzeiro.
    Ademir Maria, Carlos Alberto, Geraldão, Aílton e Ademar; Douglas, Palhinha e Tostão II; Carlinhos Sabiá, Seixas e Joãozinho… Este foi o último grande time que Furletti formou no Cruzeiro.
    É bem verdade que para tirar estes 1 aí, o clube chegou a ter mais outros 10 times sob contrato, mas, este título não tem preço. Resgatou a nossa dignidade. E de lá para cá o Cruzeiro só fez crescer.
    Sim, passamos por dificuldades antes e após o Furletti, que acertou muito mais que errou.
    A ele, Carmine Furletti, externo todo o agradecimento da família cruzeirense que está enlutada pela perda de um de seus mais famosos CAPOS DI TUTTI CAPII.
    Descanse em paz e com a consciência que você sempre foi e será um exemplo para nós que ainda vamos permanecer envergando a causa cruzeirense por mais algum tempo aqui na terra.
    Saudações Azuis – João Chiabi Duarte

  25. Celeste disse:

    -Obrigada Furletti por ter ajudado a escrever um pedaço lindo da nossa história.
    -João, esse time de 84 esteve na minha querida Itajubá para um jogo amistoso contra o Yuracan. O técnico era o Oswaldo Brandão. Ganhamos de 4×1. Foi, acredite, a única vez que vi nosso time ao vivo. Sou grata ao Furletti também por isso.

  26. Gerson disse:

    Hoje é um dia de muita tristeza para todos os cruzeirenses. Furletti, juntamente com Felício Brandi, são os responsáveis por fazer do Cruzeiro o grande clube que é.

  27. Flavio Carneiro disse:

    A dupla Felício-Furlette foi, sem dúvida, a maior responsável pelo crescimento do Cruzeiro EC nos anos 60 e 70, projetando o clube como um dos maiores do mundo.

    Se somos hoje a maior torcida do estado e um dos clubes mais vencedores do Brasil, devemos muito ao Furlette.

    Obrigado Furlette!

  28. Beth Makennel disse:

    Vai com Deus Furletti. Obrigado por ter sido um imenso Cruzeirense e trabalhado para que hoje sejha esta potência mundial.

    ## Parabéns, Evandro. Feliz aniversário e muitos anos de vida.
    Deus ilumine os seus caminhos e o seu clube também.

  29. Geniba disse:

    Depois do Jadílson, vem aí Thiago Gosling.

  30. Cláudio.Ianni disse:

    Evandro ,quando o meu pai faleceu eu me lembro de você ter dito que vocês tinham nascido no mesmo dia.Muitas saudades eu tenho dele.
    Parabéns para você !

  31. Jorge Santana disse:

    Pois é, Evandrão, embora a contragosto, fica mais velho justo no dia em que Furletti, um sábio do futebol nos deixa.

    Evandrão deve tirar lições da vida esportivas do Furletti pra levar adiante seus projetos cruzeirenses. Todos nós temos.

    O velho nunca foi radical. Era sábio. Nunca olhou só o lado do clube. Via, no jogador que vestia a azul-estrelada, um ser humano com qualidades e defeitos mas sempre um ser humano frágil precisando de apoio e compreensão pra “dar o melhor de si”.

    Furletti foi um sábio. Tirava do atleta o melhor que ele podia dar. Que o Evandrão também seja um sábio na condução do Cruzeiro.Org.

  32. Olivieri disse:

    Que os anjos lhe digam: “Seja bem-vindo!”

    Para a família, toda minha solidariedade e respeito nessa hora de dor e saudade.

    A chegada de Furletti aos Céus já nos rendeu boas-novas. Iluminou a cabeça dos Perrelas que estão quase fechando com Jadilson. Bom reforço. Raçudo. Com cara de Libertadores.

    Palmas para Furletti e Perrelas!

  33. Arthur disse:

    Neste instante triste, nada melhor que recordar as boas passagens como fizeram JS e JD.

    Fica o exemplo de luta-paixão-caráter-dignidade com que FURLETTI levou a vida e nos trouxe a um patamar sólido que hoje herdamos. Muita paz aos seus familiares e amigos, estará talvez só trocando de azuis:os de baixo (nós) pelos celestiais!

    Pro EVANDRO Senior (+/-65 anos) nosso parabéns, mesmo neste dia triste, com os mesmos votos do JS!Que o espírito empreeendedor e compreensivo de FURLETTI possam servir-lhe de inspiração pra novos dias e conquistas da s/vida!

    ABS
    ART

  34. claudio(xina azul)lemos disse:

    Somente posso dizer obrigado, obrigado por tudo, obrigado por ser um dos responsáveis por me tornar cruzeirense, obrigado pela dignidade que deu ao meu time, obrigado pelos grandes times e titulos, principalmente pelo de 84 onde eu não aguentava mais o patéticos e lavei a alma no 4×0 com direito ao seixas fazer um gol apos uma bola debaixo das pernas do luizinho, obrigado, vai em paz, fazer companhia ao felicio ao benito e tantos outros, obrigado…, fica com deus no céu.

  35. A Nação Azul agradece Carmine Furletti pelos grandes serviços prestados ao Cruzeiro. Grande homem, grande Cruzeirense.
    Que descanse em paz no céu, lugar de todos os bons Cruzeirenses….


    Na oportunidade, desejo muitos anos de vida ao Evandrão, nosso prezado Capitão. Felicidades e muitas realizações por pelo menos mais 40 anos pra ultrapassar a barreira dos 100 anos, hehehe.

  36. claudio(xina azul)lemos disse:

    havia me esquecido parabéns evandrão, muitas felicidades alegria e paz

  37. Charles disse:

    Nem brinca, Geniba. Thiago Gosling não!

  38. Luiz Martins disse:

    Eu vivi a era Furletti no comando do futebol cruzeirense.

    Registro aqui, como homenagem, suas principais características como dirigente:

    1. Dedicação ao Cruzeiro;
    2. Entendimento de futebol;
    3. Postura;
    4. Liderança;
    5. Raça. Sangue azul correndo nas veias.

    A maior torcida de Minas faz a sua homenagem ao dirigente de fina estirpe.

    Valeu Carmine Furletti.

  39. Leopoldo Moura Jr. disse:

    Com a morte do Furleti perco mais um idolo no futebol.

    Como toda crianca cruzeirense, nos anos 60, eu sonhava em ser um Tostao, Dirceu Lopes ou Piazza.

    Mas, por ser muito ruim de bola, eu tambem me imaginava na condicao de cartola – era um sonho mais factivel, ou pelo menos parecia ser.

    Por isso, ja quis ser um Felicio ou Furleti.

    Que o exemplo dessa dupla inspire os nossos cartolas de hoje.

  40. Jorge Santana disse:

    Geniba e Charles, Furletti não teve que contratar Jadílson e Gosling. Bons tempos o que ele viveu.

  41. Naldo disse:

    Parabens Carmine Furlleti,

    Por ter sido Cruzeirense e contibuído muito para essa nossa paixão.
    Que Deus lhe dê um bom lugar no céu junto dele.

  42. moana furletti disse:

    Muito obrigada pelas lindas palavras d conforto… e muito bom ler tantas homenagens ao meu avo!!! exemplo de homem!!! agradeco toda a admiracao!!!