Calendário brasileiro à moda européia

Por SÍNDICO | Em 5 de janeiro de 2010

Paulo Sanchotene

Na esteira do programa anunciado antes, segue a segunda parte dos modelos de organização do futebol brasileiro.

No entanto, ao invés do modelo americano, passa-se ao modelo europeu, não só porque este é de mais fácil assimilação neste período pré-festas, mas para aproveitar o texto do Victor Pimentel Nunes (publicado no PHD, em 21dez09, como “Darwinismo Estúpido”).

Basicamente, é a complementação de outro texto já publicado (“Champions League à Brasileira”, PHD, 29ago09), mas com algumas diferenças.

A principal diferença é a formatação para 27 Federações; na versão anterior, eram 29, com a inclusão do Interior Paulista e da Guanabara.

Apesar de crer que essas mudanças seriam importantes, como elas  podem dificultar a compreensão dos modelos prefere-se  por ora trabalhar com a atual composição de federações estaduais.

Contudo, se alguém quiser saber como ficaria, não só esse, mas os outros modelos com 29 federações, basta escrever para sancho.brasil@gmail.com.

II. O MODELO EUROPEU

Pois bem, feita a introdução, segue-se a segunda parte: como seria o futebol brasileiro se fosse estruturado inspirando-se no modelo europeu.

Nesse caso, os campeonatos estaduais durariam toda a temporada e classificariam os melhores para as ligas nacionais do ano seguinte.

A exemplo do modelo inglês, limitou-se o número de rodadas a 54 (contra as atuais 61). Como as ligas nacionais ocupam 17 datas, poder-se-ia deixar 38 para os estaduais (uma data a mais é irrelevante); ou seja, do mesmo tamanho dos principais campeonatos da Europa.

Isso, entretanto, trazia duas conseqüências desagradáveis: primeiro, criava a possibilidade de haver verdadeiros “morrinhões estaduais”, tendo apenas São Paulo condições de organizar um campeonato decente nesses moldes; segundo, retirava provavelmente um ponto vital presente em todas os modelos desta série–o duplo ápice da temporada.

Na América do Sul, e o Brasil não foge à regra, acostumou-se a se ter dois ápices por temporada, um a cada semestre. E isso não vale apenas para as associações nacionais, mas também para a própria Conmebol, com a Libertadores e a Sul-Americana em semestres distintos.

Se alguém leu com mais atenção, reparou que no “modelo inglês”, o campeonato brasileiro terminava em maio, mas a Copa do Brasil, em dezembro.

Agora, com os campeonatos estaduais e a ligas nacionais terminando em dezembro, para não ficar  na  dependência dos campeonatos estaduais em criar o referido duplo ápice (afinal, eles poderiam ou não ser organizados em dois torneios semestrais), sentiu-se a necessidade de se criar uma Copa que terminasse em maio.

Assim, reservou-se 30 datas para os estaduais e 7 para a Copa do Brasil. Logo, a composição das datas neste modelo europeu é a seguinte:

  • a) campeonatos estaduais  – 30 datas;
  • b) ligas nacionais – 17 datas;
  • c) Copa do Brasil – 7 datas.

As vagas às competições continentais seriam distribuídas da seguinte forma:

  • a) Liga dos Campeões – 3 vagas para a Libertadores; 1, para a pré-Libertadores; e 4, para a pré-Sul-Americana;
  • b) Liga Brasil – 1 vaga para a pré-Sul-Americana;
  • c) Copa do Brasil – 1 vaga para a Libertadores; e 3, para a pré-Sul-Americana.

1. Campeonatos Estaduais

As primeiras divisões seriam obrigatoriamente por pontos-corridos e deveriam ter 30 rodadas.

O número de clubes não é importante, apesar de ser mais simples organizar um carnê com 16 clubes jogando em turno-e-returno.

A Escócia, por exemplo, organiza um campeonato entre 12 clubes com 38 rodadas. Assim, se alguma federação entendesse que 16 clubes na primeira Divisão é pouco ou demasiado, poderia fazer um torneio com mais ou com menos, desde que assegurasse 30 jogos a cada um dos participantes.

Pela campanha no turno (15 rodadas), seriam definidos os participantes para a Copa do Brasil – o que, por si, já geraria certa emoção para o primeiro semestre e eliminaria em parte um possível caráter morrinhesco dos pontos-corridos.

Pela campanha no decorrer de toda a temporada (30 rodadas), seriam definidos os participantes nas ligas nacionais da temporada seguinte.

As regras de rebaixamento estariam livres para ser determinadas pelas federações.

2. As Ligas Nacionais

As ligas nacionais seriam disputadas entre fevereiro e dezembro pelos clubes conforme a classificação obtida no campeonato estadual do ano anterior e o número de vagas disponível para cada federação de acordo com um ranking.

Optou-se pela utilização do atual ranking da CB, mas fatalmente ele deverá ser descartado em prol de outro similar ao utilizado pela UEFA.

Quem acompanha os torneios da UEFA, aliás, vai entender facilmente a proposta já que as adaptações foram poucas.

As finais encerram a temporada, sendo as últimas partidas antes do recesso de Verão.

2.1 Liga dos Campeões

Seria disputada por 32 clubes, em 15 datas (as oitavas-de-final seriam divididas em quatro datas). Dezesseis equipes classificariam-se diretamente; as vagas restantes seriam disputadas por 32 times numa Fase Eliminatória (2 datas extras), divididos em 16 séries e disputadas em ida-e-volta.

Na 1ª Fase, as equipes seriam divididas em 8 grupos com 4 integrantes cada. Jogos em turno-e-returno, classificando-se os dois primeiros para a Fase Final da Liga dos Campeões e os 3º para a Liga Brasil.

A Fase Final seria em séries eliminatórias de ida-e-volta, até a final. A finalíssima seria disputada em jogo único em local pré-determinado.

Eis a distribuição de vagas:

  • a) 16 vagas diretas (Atual Campeão, 1 vaga; Estados em 1º e 2º no Ranking, 3; 3º a 6º, 2; 7º, 1) – Flamengo (AC); Corinthians, Santos e Palmeiras (1º no Ranking, SP); Botafogo, Vasco e Fluminense (2º, RJ); Internacional e Grêmio (3º, RS); Cruzeiro e Atlético (4º, MG); Atlético e Corinthians (5º, PR); Sport e Náutico (6º, PE); e Vitória (7º, BA).
  • b) 32 vagas indiretas (Estados de 8º a 27º no ranking, 1; 1º, 3; 2º, 2; 3º a 9º, 1). São divididas entre campeões e não-campeões, e uma equipe campeã não pode enfrentar uma não-campeã –e vice-versa– na Fase Eliminatória.
  • b.1) os 20 campeões – Goiás (8º no Ranking, GO); Avaí (9º, SC); Fortaleza (10º, CE); Paysandu (11º, PA); ASSU (12º, RN); ASA (13º, AL);  Brasiliense (14º, DF); São Mateus (15º, ES); JV Lideral (16º, MA); Sousa (17º, PB); América (18º, AM); Naviraiense (19º, MS); Confiança (20º, SE); Flamengo (21º, PI); Luverdense (22º, MT); Juventus (23º, AC); Vilhena (24º, RO); Araguaína (25º, TO); São José (26º, AP); e Roraima (27º, RR).
  • b.2) os 12 não-campeões – São Paulo, Portuguesa e Santo André (1º no Ranking, SP); Macaé e Bangu (2º, RJ); Ypiranga (3º, RS); Ituiutaba (4º, MG); Coritiba (5º, PR); Santa Cruz (6º, PE); Bahia (7º, BA); Atlético (8º, GO); e Chapecoense (9º, SC).

As datas seriam distribuídas assim:

  • a) de fevereiro a maio (8 datas):
    – Fase Eliminatória, 2 datas (fevereiro);
    – Fase de Grupos, 6 datas (2 em março, 2 em abril e 2 em maio).
  • b) de agosto a dezembro (9 datas):
    – Oitavas-de-Final, 4 datas (2 em agosto e 2 em setembro);
    – Quartas-de-Final, 2 datas (outubro);
    – Semifinais, 2 datas (novembro);
    – Final, 1 data (dezembro).

2.2 Liga Brasil

Seria disputada por 56 clubes, em 15 datas.

Dezesseis equipes classificariam-se diretamente para a 1ª Fase; outras 16 vagas na 1ª Fase seriam ocupadas pelas derrotadas na Fase Eliminatória da Liga dos Campeões; e 8, oriundas da Liga dos Campeões, entraria diretamente na fase de dezesseis-avos-de-final.

As 16 vagas restantes para a 1ª Fase seriam disputadas por 32 times numa Fase Eliminatória (2 datas), divididos em 16 séries e disputadas em ida-e-volta.

Na 1ª Fase, as equipes seriam divididas em 12 grupos com 4 integrantes cada. Jogos em turno-e-returno, classificando-se os dois primeiros para a Fase Final.

A Fase Final seria em séries eliminatórias de ida-e-volta, até a final. A finalíssima seria disputada em jogo único em local pré-determinado.

Eis a distribuição de vagas:

  • a) 16 vagas diretas (Estados de 1º a 16º no Ranking, 1 vaga) – Mirassol (1º no Ranking, SP); Friburguense (2º, RJ); Veranópolis (3º, RS); Rio Branco (4º, MG); Nacional (5º, PR); Salgueiro (6º, PE); Fluminense (7º, BA); Itumbiara (8º, GO); Joinville (9º, SC); Ceará (10º, CE); São Raimundo (11º, PA); Potyguar/CN (12º, RN); Corinthians (13º AL); Brasília (14º, DF); Rio Branco (15º, ES); e Sampaio Corrêa (16º. MA).
  • b) 32 vagas para a Fase Eliminatória (Estados de 1º a 5º no ranking, 2; 6º a 27º, 1) – Barueri e Ponte Preta (1º no Ranking, SP); Resende e Boa Vista (2º, RJ), Santa Cruz e Universidade (3º, RS); América e Democrata/GV (4º, MG); Paraná e Cianorte (5º, PR); Porto (6º, PE); Atlético (7º, BA); CRAC (8º, GO); Criciúma (9º, SC); Ferroviário (10º, CE); Remo (11º, PA); ABC (12º, RN);  CRB (13º, AL); Gama (14º, DF); Jaguaré (15º, ES); Nacional (16º. MA); Treze (17º, PB); Nacional (18º, AM); Ivinhema (19º, MS), Sergipe (20º, SE); 4 de Julho (21º, PI); Araguaia (22º, MT); Rio Branco (23º, AC); Genus (24º, RO); Palmas (25º, TO); Santana (26º, AP); e São Raimundo (27º, RR).

As datas seriam distribuídas assim:

  • a) de fevereiro a maio (8 datas):
    – Fase Eliminatória, 2 datas (fevereiro);
    – Fase de Grupos, 6 datas (2 em março, 2 em abril e 2 em maio).
  • b) de agosto a dezembro (9 datas):
    – Dezesseis-Avos-de-Final, 2 datas (agosto);
    – Oitavas-de-Final, 2 datas (setembro);
    – Quartas-de-Final, 2 datas (outubro);
    – Semifinais, 2 datas (novembro);
    – Final, 1 data (dezembro).

Quadro de Vagas (a posição dos estados baseia-se no atual ranking da CBF):

Rk.

UF

Liga dos Campeões

Liga Brasil

TOTAL

FG

FE

Total

FG

FE

Total

1

SP

3

3

6

1

2

3

9

2

RJ

3

2

5

1

2

3

8

3

RS

2

1

3

1

2

3

6

4

MG

2

1

3

1

2

3

6

5

PR

2

1

3

1

2

3

6

6

PE

2

1

3

1

1

2

5

7

BA

1

1

2

1

1

2

4

8

GO

0

2

2

1

1

2

4

9

SC

0

2

2

1

1

2

4

10

CE

0

1

1

1

1

2

3

11

PA

0

1

1

1

1

2

3

12

RN

0

1

1

1

1

2

3

13

AL

0

1

1

1

1

2

3

14

DF

0

1

1

1

1

2

3

15

ES

0

1

1

1

1

2

3

16

MA

0

1

1

1

1

2

3

17

PB

0

1

1

0

1

1

2

18

AM

0

1

1

0

1

1

2

19

MS

0

1

1

0

1

1

2

20

SE

0

1

1

0

1

1

2

21

PI

0

1

1

0

1

1

2

22

MT

0

1

1

0

1

1

2

23

AC

0

1

1

0

1

1

2

24

RO

0

1

1

0

1

1

2

25

TO

0

1

1

0

1

1

2

26

AP

0

1

1

0

1

1

2

27

RR

0

1

1

0

1

1

2

3. Copa do Brasil

Disputada entre agosto e maio por 112 clubes.

Há uma limitação de no máximo 8 vagas por federação estadual.

A exemplo da competição trazida no modelo inglês, a competição teria três estágios:

  1. o primeiro, estadual;
  2. o segundo, regional;
  3. e o terceiro, nacional.

Ao todo, seriam sete fases (3, entre agosto e dezembro; e 4, entre fevereiro e maio), todas em jogo único.

O estágio estadual é disputado pelas equipes dentro de cada estado, sendo os clubes definidos pela classificação no primeiro turno dos próprios torneios estaduais.

A final seria em estádio pré-estabelecido e é o último jogo antes do recesso de Inverno. Para ficar mais claro, a seqüência das fases é esta:

  • Fase 1 (setembro)
    a) Estaduais de SP, RJ, RS, SC, PR e MG – quartas-de-final;
    b) Estaduais de ES, BA, SE, AL, PE, PB, RN CE, GO*, DF* e PA* – semifinais;
    c) Estaduais de MS, MT, RO, PI, MA, AP, AM, RR e AC – final.
  • Fase 2 (outubro)
    a) Estaduais de SP, RJ, RS, SC, PR e MG – semifinais;
    b) Estaduais de ES, BA, SE, AL, PE, PB, RN, CE, GO*, DF* e PA* – finais.
    c) Regional Norte-Centro-Oeste – preliminar (com os campeões de MS, MT, RO, TO, PI, MA, AP, AM, RR e AC).
  • Fase 3 (novembro)
    a) Estaduais de RJ, SP, RS, SC, PR e MG – final;
    c) Regionais Nordeste e Norte-Centro-Oeste – quartas-de-final.
  • Fase 4** (fevereiro)
    Regionais Sul-Minas, Nordeste e Norte-Centro-Oeste – semifinais.
  • Fase 5 (março)
    Finais Regionais
  • Fase 6 (abril)
    Semifinais Nacionais
  • Fase 7 (maio)
    Final Nacional

*   Baseado no atual ranking da CBF por Estados; pode mudar.
** Não há rodada para clubes de RJ e SP.

Paulo Roberto Sanchotene, 27, gremista, advogado, nasceu em Uruguaiana-RS, mora em Porto Alegre.

198 comentários para “Calendário brasileiro à moda européia”

  1. Celso disse:

    Primeiramente, parabéns pela disposição!

  2. Rogério disse:

    Terá sido o maior post da história do PHD?

    • Celso disse:

      Pessoal, eu vou ler e resumir. Se quiserem eu tô vendendo o resumo da matéria. 5 reais.

      • Celso disse:

        Agora sério mesmo. Vou ler a parada!

      • Flavio Carneiro disse:

        kkkkk… estou morrendo de rir dos comentários do Celso.

      • sancho disse:

        Em resumo, a proposta acima é esta:
        Primeiro Semestre
        * Estadual (1ª parte): 15 jogos;
        * Brasileiro (1ª parte): 8 jogos;
        * Copa do Brasil (2ª parte): 4 jogos;
        TOTAL: 27 jogos.
        Segundo Semestre
        * Estadual (2ª parte): 15 jogos;
        * Brasileiro (2ª parte): 9 jogos;
        * Copa do Brasil (1ª parte): 3 jogos;
        TOTAL: 27 jogos.–

        Como é hoje:
        Primeiro Semestre
        * Estadual (completo): 23 jogos;
        * Brasileiro (1ª parte): 8 jogos;
        TOTAL: 31 jogos.
        Segundo Semestre
        * Brasileiro (2ª parte): 30 jogos;
        TOTAL: 30 jogos.
        A Copa do Brasil não conta pois usa as datas da Libertadores.

    • sancho disse:

      O anterior era maior…

  3. Sobrinho disse:

    Eu li. Tem um sério problema, 30 jogos de campeonato estadual não da para engolir.

    • Celso disse:

      É verdade. Do jeito que tá parece que o estadual é o torneio mais importante do país. Mas seria curioso isso, pois poderia valorizar os clubes pequenos que teriam mais visibilidade e incentivos para se organizarem melhor.

    • Eduardo disse:

      30 datas pro campeonato paulista dá pra engolir. Os outros, na atual situação teriam que ser mais enxutos.

    • sancho disse:

      Hoje são 23 num semestre. Na proposta acima, são 15 em cada semestre.

    • sancho disse:

      Além disso, o Primeiro Turno é classificatório para a Copa do Brasil e decid o mando de campo durante a fase estadual dessa competição.

  4. Naldo disse:

    Vou esperar o Evandro fazer o resumo do post para eu entender.

  5. Eduardo disse:

    A idéia do campeonato federal é boa. Mas no Brasil eu acho que seria mais apropriado se o campeonato estadual classificasse para o campeonato federal do mesmo ano.

  6. Naldo disse:

    Pelo que entendi: o objetivo é arrumar lugar para todo mundo, ou pelo menos para a maioria.

    • sancho disse:

      Em todas as propostas; não só nesta.

      • Naldo disse:

        Se pegar, pode ser uma boa. Resta convencer os donos do futebol.

      • sancho disse:

        Não é a intensão…

      • Jorge Santana disse:

        Discutir não ofende. Mas o que valerá é o interesse dos grandes clubes do Eixo. Eles têm a mídia e, com ela, fazem qq porcaria parecer algo extraoridnário. No fim, quem não é de lá, como o Cruzeiro, terá de suar sempre para abrilhantar a festa deles. Festa deles. E o melhor é que o torcedor do Cruzeiro ficará feliz e defenderá violentamente o que só interessa aos outros. Só pq foi inculcado pela mídia federal. Esta é patologia mais atraente do torcedor. Ele torce pelo time dos outros pensando que está torcendo pelo seu.

      • Naldo disse:

        Uma trabalheira destas tem que ter um objetivo concreto. Esta postado aqui para discussão é relevante. Eu gosto da idéia. Vejo um semente plantada, um embrião, e concordo com com várias colocações do Jorge. Eu sou radical. Detesto ver um cara nascido em MG torcendo para o Flamengo, não engulo.

      • Vinicius Cabral disse:

        E um Piauiense que torce pelo Cruzeiro, como mostra uma coluna de torcedores pelo mundo no cruzeiro.org? Você pediria a ele para torcer para um time de lá? Diria que o Cruzeiro não precisa dele?

      • Naldo disse:

        Vinicius, neste caso eu abriria uma exceção porque no Piaui não tem um time do nipe do Cruzeiro. Totalmente compreensível.

  7. Jorge Santana disse:

    É uma proposta inteligente. Melhor do que a porcaria atual. Mas isto não é vantagem, pois qq coisa é melhor do que o Morrinhão com seus duques e barueris. O negócio futebol sairia ganhando, pois o país inteiro se envolveria com futebol à vera, com a emoção em seu raio de ação físico, e não apenas com programa de futebol na televisão.

    • Jorge Santana disse:

      Mas teríamos dificuldades imensas de entendimento. Teixeirão desmaiaria tentando entender a coisa. Sobrinho, Evandrão e rdish teriam troços, talvez, irreversíveis. Passariam o resto de suas existências babando na gravata. Eles já sabem a fórmula certa: é o que C13, Globo, e CBF determinaram e ponto fina.

      • Jorge Santana disse:

        Para países como Bolívia, Haiti, Uganda, Suriname e Brasil, quanto mais simples, melhor. Se complicar, o torcedor perde o fio da meada. Por isto, minha proposta é mais direta, começa em fevereiro, termina em dezembro, pontos corridos nos estados, eliminatórias daí em diante e times desclassificados na copa de cima, passando a disputar a imediatamente abaixo.

      • claudio(xina)lemos disse:

        nenhum sistema elimina nem duques nem barueris, pois eles chegaram aonde chegaram dentro de campo e não fora.

      • Vinicius Cabral disse:

        Exatamente.

      • sancho disse:

        No segundo ano, todo mundo que quer já entendeu. Qualquer modelo…

      • sancho disse:

        Santana: “…minha proposta é mais direta, começa em fevereiro, termina em dezembro, pontos corridos nos estados, eliminatórias daí em diante e times desclassificados na copa de cima…

        Eu a incluí na proposta de Copa do Brasil.

    • Frede disse:

      Vc quer uma fórmula em que todos possam jogar mas quer excluir os duques, sancas e barueris?

  8. sancho disse:

    Deve-se contextualizar. Leiam antes:

  9. Rogério disse:

    O problema não será resolvido com formulas mirabolantes mas sim quando for possível uma divisão mais uniforme das cotas e patrocionios.

    • sancho disse:

      Ela não é mirabolante. Mirabolante é a próxima…

      • Rogério disse:

        Desculpe, não quis dizer especificamente da sua formula, mas realmente acredito que o problema da centralização do futebol brasileiro não será resolvido com a mudança da formula, também nem sei se a intençaõ com estes modelos de formulas é realmente resolver este problema.

      • sancho disse:

        Em parte, sim. Mas visa, principalmente, “enraizar” o futebol no páis, aproximando os pequenos centros dos grandes e dando-lhes alguma “identidade”.

      • Rogério disse:

        Entendo, este outro objetivo realmente poderia ser alcançado.

      • sancho disse:

        A idéia da SÉRIE INTEIRA (esta é a 2ª parte) é mostrar diferente maneiras de se conseguir isto.

  10. Hermes disse:

    Meu Deus, só depois de várias Salineiras, eu entendí. Só não concordo mudar as regras do jogo.

  11. Hermes disse:

    Meu Deus, só depois de várias Salineiras, eu entendí. Só não concordo mudar as regras do jogo.

  12. Dylan disse:

    30 rodadas de campeonato estadual?acho nem exame de próstata deve ser pior. O próprio Sancho vê as limitações desse modelo. Mas de todo jeito tiro chapéu pro seu rigor e minúcia em propor uma alternativa.

    • sancho disse:

      Dylan,
      Este é o SEGUNDO modelo da SÉRIE. No primeiro, os estaduais tinham no máximo QUATRO jogos; No próximo, serão 10; no último, 18.
      Este é baseado na Europa. Por isso, os Estaduais cresceram. Lá, a base são os campeonatos nacionais: de TRINTA E OITO rodadas.

    • Vinicius Cabral disse:

      hehehehehehe… Então experimenta o exame de próstata e conta pra gente…

  13. Walter Seixas disse:

    OFF (mas de suma importância): Respeitem nosso manto, o Cruzeiro é azul e branco! Manifestem-se: – enviem e-mails para o MKT celeste, reclamem, critiquem.

  14. Ernesto Araujo disse:

    Só sendo um PHD pra entender e ainda comentar um post desses, o maior de todos os tempos do blog… Vou deixar pra ler no fim de semana depois comento!!! Da-lhe Sanchoooooo!!!

  15. Flavio Carneiro disse:

    Essa proposta tem o grande mérito de dar mais oportunidades aos clubes menores, distribuindo as competições durante todo o ano e criando portas de acesso para os campeonatos mais importantes. Concordo que alguma mudança tenha que ser feita em favor dos clubes menores. Como ponto negativo, vejo o fato de ser uma fórmula complexa, que não costuma agradar o torcedor em geral, e com certos detalhes que não se adaptam bem ao nosso país, como por exemplo uma final de Liga Brasil em local pré-determinado. Eu ainda não me sinto confortável com essa história de adequar o nosso calendário ao calendário europeu, embora eu reconheça algumas vantagens em se fazer isso. De qualquer forma, acho muito positiva a iniciativa do Sancho em apresentar uma nova proposta de calendário para nosso futebol.

    • Jorge Santana disse:

      Manter todos os clubes em atividade é fundamental para manter forte o futebol brasileiro. Mas é irrelevante e talvez até prejudicial para o faturamente de Globo, C13, CBF e grandes patrocinadores.

      • Jorge Santana disse:

        Eu tb não gosto da final em um só jogo, mas ela dá mais força ao evento. Mas o importante é não dar a moleza que se está dando aos grandes do Eixo com um calendário que exclui times tradicionais e concentra o faturamento nas mãos dos mais fortes.

      • claudio(xina)lemos disse:

        O Jorge é comunista apenas no futebol, seu socialista disfarçado!!!!

  16. sancho disse:

    Resumo mês-a-mês (Primeiro Semestre):
    FEVEREIRO (7 jogos):
    * Estadual: rodadas 1 a 4
    * Brasileiro: rodadas 1 e 2 (Fase Eliminatória)
    * Copa do Brasil: rodada 4
    MARÇO (7 jogos):
    * Estadual: rodadas 5 a 8
    * Brasileiro: rodadas 1 e 2 (Fase de Grupos)
    * Copa do Brasil: rodada 5 (finais regionais)
    ABRIL (7 jogos):
    * Estadual: rodadas 9 a 12
    * Brasileiro: rodadas 3 e 4 (Fase de Grupos)
    * Copa do Brasil: rodada 6 (semifinais)
    MAIO (6 jogos):
    * Estadual: rodadas 13 a 15
    * Brasileiro: rodadas 5 e 6 (Fase de Grupos)
    * Copa do Brasil: rodada 7 (final)

    • sancho disse:

      Resumo mês-a-mês (Segundo Semestre):
      AGOSTO (5 jogos):
      * Estadual: rodadas 16 a 18
      * Brasileiro: rodadas 7 e 8
      SETEMBRO (6 jogos):
      * Estadual: rodadas 19 a 21
      * Brasileiro: rodadas 9 e 10
      * Copa do Brasil: rodada 1
      OUTUBRO (7 jogos):
      * Estadual: rodadas 22 a 25
      * Brasileiro: rodadas 11 e 12 (quartas-de-final)
      * Copa do Brasil: rodada 2
      NOVEMBRO (7 jogos):
      * Estadual: rodadas 26 a 29
      * Brasileiro: rodadas 13 e 14 (semifinais)
      * Copa do Brasil: rodada 3
      DEZEMBRO (2 jogos):
      * Estadual: rodada 30
      * Brasileiro: rodada 15 (finais)

      • Olivieri disse:

        Sancho, adeptos ou críticos de sua “teoria”, todos devem reverenciar trabalho de tão grande valor como este. Parabéns.

      • Flavio Carneiro disse:

        Está provado que data para se fazer um campeonato estadual durante todo o ano tem, o problema é manter o interesse do torcedor num campeonato estadual de 30 rodadas, mesmo sabendo que a classificação do turno e do returno dão vaga para os torneios nacionais. No caso de MG, por exemplo, é quase certo que essas vagas serão ocupadas por Cruzeiro e patético-mg, então esse cmpeonato pode ficar atraente só no final, se transformando num verdadeiro “morrinhão”. Não creio que essa seja a melhor forma de se manter os clubes menores em atividade durante todo o ano, acho que uma quarta divisão nacionl mais abrangente, com a fases iniciais disputadas por chaves dentro dos estados, possa ser uma idéia melhor para isso.

      • Flavio Carneiro disse:

        Eu tenho algumas idéias sobre esse assunto, mas terei que deixar para depois, pois preciso descançar para mais um dia de trabalho duro amanhã. Boa noite!

      • Jorge Santana disse:

        Nem sempre Cruzeiro e Atlético-MG se classificariam para trneios nacionais. Na década passado, América, Ipatinga, Democrata GV e Caldense teriam se metido nestes torneios em lugar de um dos dois. Ao longo da história do futebol mineiro, Suderúrgica, Villa, Tupi, Tupinambás, Democrata SL, Guarani, Villa e América, várias vezes, teriam ido em lugar de um dos grandes. O problema é que, com a concentração de verbas nas mãos dos dois grandes, os pequenos estão sendo sufocados. E, porque são sufocados, conclui-se que não deveriam existir. Como se cidades do porte de Juiz de Fora, Uberlândia, Goval, Ipatinga, Montes Claros, Uberaba, Poços de Caldas ou Pouso Alegre não pudessem manter um time de futebol. Podem, desde que ele tenha como competir. A 4ª Divisão do Morrinhão é piada de mau gosto. Foi feita pra empresário manter atletas amarrados a seus escritórios sem grandes dispêndios. É coisa para tombenses, iratys e assemelhados.

      • claudio(xina)lemos disse:

        Jorge e como vc excluiria o Duque de caxias, colocando um goval no lugar do cruzeiro no nacional vc não teria jogos com o mesmo publico do duque???

      • sancho disse:

        Basta ver que, por exemplo: o Coritiba iria para a Fase Eliminatória da Liga dos Campeões; o Paraná, para a Liga Brasil; e Figueirense, Juventude, América (RN), Vila Nova (GO), Campinense, CSA, entre outros grandes regionais, estariam de fora de qualquer torneio nacional.

  17. Celso disse:

    Que mal tem um empresário montar um time? Seguindo as regras do jogo, qual o problema?

    • Sobrinho disse:

      Alguns clubes merecem oportunidades e outros não, é simples Celso.

    • sancho disse:

      O problema é organizar uma estrutura para que eles tenham vantagens, e não precisarem se preocupar, p.e., em criar raízes e buscar torcedores…

    • Jorge Santana disse:

      Celso, o mal está na destruição dos clubes de massa. Péssimo para o futebol é não ter lugar pra Santa Cruz, Ponte, Sampaio, Moto, Remo, Paysandu, Vila, CSA, CRB, Sergipe etc em torneios decentes e rentáveis. Ou só ter lugar nessas porcarias que são as séries B, C, e D. O mal é destruir estes clubes pra entregar seus torcedores na bandeja pros clubes do Eixo. Times de empresárioos não têm copmpromisso com o passado, nem com o futuro. Não têm torcedores. Funcionam como fábricas de jogadores para seus proprietários. Deve haver uns 40 na Copinha. É péssimo para o futebol eles tomarem o lugar dos clubes populares. Significa menos torcedores nos estádios e mais nos sofás. E o dinheiro de todo o país irrigando os corintiãs e assemelhados.

      • claudio(xina)lemos disse:

        Pois é o Jorge quer é lançar um proer para os clubes que faliram por má adminstração como o santa cruz e bahia por exemplo.

  18. Renato-SP disse:

    Um off. Além do supercocotas não dar a mínima pelota para a pesquisa que mostra o abismo entre as torcidas, ainda vem com uma manchete do tipo: superar o frango de luxa é meta paralela em 2010. Quem tá certo é o Adílson. Tem que meter 5, 6 e tripudiar sempre.

  19. Celso disse:

    Minha proposta de calendário para democratizar essa bagaça (desde já autorizo o JS a postar com o título MODELO BRASUCA):
    Nacional: Séria A, B e C: 20 times cada
    Calendário exatamente como o de hoje. Muda somente o critério para Libertadores e rebaixamento.
    Rebaixamento: Da série A rebaixam 6 times. Os 3 últimos vão para a série C os outros 3 para a série B. Não tem rebaixamento na Série B.

    Acessos: Os 3 primeiros da séria C sobem para a série A. Do quarto ao sexto da série C, sobem para a série B. Os 3 primeiros da série B sobem para série A.
    Na série A a rotatividade será de 6 times. Série B de 3 e série C de 6.

    Libertadores: Campeão da CB, Campeão da Série C, Campeão da Série B e os dois primeiros da Séria A. Isso porque LA só entra campeão, diz a música.

    • Celso disse:

      Assim, times da série A, B e C tem incentivo de investir. Da mesma forma, investidores terão mais opções, dado que mais times terão mais visibilidade nacional e internacional.

      Campeonatos Mineiro:
      Série A: 2 times
      Série B: 10 times
      Joga-se a série A em pontos corridos, turno e returno. O campeão joga a a final da série A com o campeão do ano anterior.

      Dessa forma, o campeão do ano anterior terá bastante tempo para o que quiser: pré-temporada, início da Libertadores (se for o caso), excursão ao exterior, treinos, etc! É um ganho de calendário ao campeão de um ano, que terá um ano inteirinho para se planejar e programar uma boa maneira de arrecadar recursos e se preparar durante o campeonato da série B.

  20. Mario Lucio Vaz disse:

    Sancho parabéns pelo coragens de colocar seu pensamento, se é melhor forma não sabemos, mas o mal de tudo e a concetração das verbas de TV ficaria em São Paulo e Rio e mataria a maiorias dos campeonatos com o Televisionamento para certo regiões do Brasil.

  21. Chaves disse:

    Eta povo que gosta de complicar o futebol. Por mim, que dividem logos as costas de TV dos torneios igualmente para todos os clubes e depois discutimos os calendários.

  22. Elias disse:

    Pergunta…existe algum fórum patrocinado pela CBF ( ou por quem tem o poder da caneta) onde esse assunto prá lá de pertinente é discutido por experts, como nosso grande Paulo Sanchotene?

    • Jorge Santana disse:

      Não tem, obviamente, Elias. Pra quem manda (C13, Globo, CBF, clubes do Eixo) tá tudo indo bem. Dinheiro entrando fácil no caixa e a mídia deles justificando a coisa como resultante de competência. Pra que mudar? Resta aos Off Eixo de maior porte trabalharem duro pra merecerem o papel de coadjuvantes. Aos torcedores dos medianos, nós entre eles, que formamos um verdadeiro coro dos contentes, resta sonhar sonhos impossíveis. E o fosso vai se alargando. Estmos soltando foguetes com R$10 milhões de patrocínio? O Fla terá 28 e o SCCP, 38. Enquanto isto, Petrobras, Liquigás e Eletrobras não vão aparecer pra fechar nossas contas. E os torcedores dos ex-times de massa locais, sem o que fazer, trocam estádios por sofás e mandam seus caraminguás pro Eixo.

  23. Jorge Santana disse:

    Pra desembarcar desta discussão: torcedor Off Eixo que compra fórmulas e produtos do cartel C13/Globo/CBF deveria tb comprar véu, cadeira de balanço e se mudar pra Taubaté.

  24. OT – Sancho seu baixinho… com cor Vermelha no Fundo..?.. Já virou Colorado ?… hehehe. Abraços

    • sancho disse:

      Não é vermelho, mas de havana ou telha. Combinado com o azul da roupa do guri, são as primeiras cores do Imortal!

  25. Damas disse:

    A despeito de achar que o modelo atual dificilmente será mudado, entendo que a fórmula proposta pelo Sancho (desde que reduza o tamanho dos estaduais) atende plenamente a um processo de socialização do futebol brasileiro que, gradativamente, foi sucumbindo a partir do início da década de 70. Não sei como funciona em outros países, mas este cartel formado por profissionais da bola (imprensa, ex-atletas, ex-dirigentes, técnicos em atividade) e que se tornaram empresários legalizados, tem que ser banido por uma lei forte para que qualquer mudança seja colocada em prática. Se clubes como CAM, CEC, e demais times da série A já são vitrines apenas, como levantar um Tupi de JF, um Metalusina, um Renascença somente com público pagante de 1.000 e poucos adeptos?

    • Naldo disse:

      Impossível, Damas.

    • Naldo disse:

      Me atrevo a dizer que até no RJ, só o Flamengo irá se dar bem. O Vasco, inclusive, corre risco.

    • claudio(xina)lemos disse:

      Damas os tempos destes times já passaram o mundo mudou, não há como fazer o futebol voltar atrás, e como querer acabar com a globalização da ecônomia, hoje temos jogos dos campeonatos e ligas europeias quase todos os dias da semana e para várias pessoas é melhor torcer para o manU do que para o Metalusina.

  26. Naldo disse:

    – Se não me engano: houve uma época em que a participação no Campeonato Brasileiro era definido pela classificação no Estadual. O estadual era mais valorizado. Quem não queria garantir a classificação?
    – Hoje eu não sei mais como funciona a Copa do Brasil, ( o maior ganhador não participa mais ), mas me lembro que em seu começo, a classificação era definida pela posição nos Estaduais.

    • Naldo disse:

      Abaixo, CBF, C13 que na verdade é C5 e GloboFLA.

    • claudio(xina)lemos disse:

      Com Todo respeito naldo como vc veria um campeonato brasileiro sem CEC. SPFW e outros, a não ser que estes tenham caido para divisões inferiores??? Eu sinceramente acho uma estupidez, querem voltar o Heleno Nunes Onde a Arena vai mal um time no nacional…Por exemplo no tão falado pela frangas brasileiro de 77 o atletico jogou apenas contra vasco e spfw de times grandes se não me engano o resto foi America de natal, londrina e cia ltda, Ah tenham paciência. Nada contra o sancho que esta fazendo um trabalho com várias opções.

      • Naldo disse:

        Xina: vou ser sincero com você. No fundo, a maioria de nós deseja é que o nosso Cruzeiro fique numa boa. Estamos na frente da maioria absoluta, mas ainda estamos atrás de alguns queridinhos do eixo, e isto de certa forma incomoda. Duvido que os torcedores do São Paulo, CRF, SCCP estejam insatisfeito com a fórmula atual. Estavam, se muito, incomodados com a hegemonia sãopaulina. Com a vitória do CRF a coisa já deu uma mudada significante. Alem do mais, o cenário é irreversível, creio. Até na europa onde a coisa é mais organizada, não há com negar a disparidade entre Real Madrid, Barcelona, Manu, Milan, Bayern, Inter e Juve com os demais.

      • Damas disse:

        Xina: falou bobagem agora. Como naquela época vc só tinha 10 anos e passava o dia chutando bola no gol formado pelas porteiras da fazenda em Pratápolis, vou te perdoar. Aquele time de 77, formado na sua essência por garotos da Grande Beagá, foi uma das equipes de fora que mais extasiaram a imprensa do eixo. Com a tão propalada globalização, realmente, não vemos mais isto. Falando nisto, alguém poderia me dizer qual atleta da grande Beagá – neste século – que realmente a gente pode taxar de “fora de série” como Tostão, Palhinha, D. Lopes, JRLima, Cerezzo, P. Isidoro, etc?

      • claudio(xina)lemos disse:

        Damas uma coisa é uma coisa outra coisa é outra coisa, contra quem vcs jogaram??? Quais os grandes clubes vcs pegaram??? Só me lembro do vasco onde o abel tomou um chapéu e do Spfw na final, ganharam uma e empataram a outra.

      • Dylan disse:

        China, ele ganharam da gente tb,eu lembvro que estava no Mineirão. O Nelinho marcou de penalti primeiro e eles viraram pra 2×1, foi em janeiro ou fevereiro de 78.

    • Vinicius Cabral disse:

      A Copa do Brasil continua assim, não Naldo? Só o brasileiro que não, ainda bem. O Estadual podia até ser mais valorizado, mas o campeonato brasileiro sempre foi um lixo.

  27. Chaves disse:

    Off: O Lul@ reclamou do seu filme. Não entrou a parte em que ele caminha sobre as águas.

    • Naldo disse:

      Boa!

    • Damas disse:

      Passou sim. A cena foi muito rápida. O JDirceu puxou o pé dele e ele tomou um “caldo”.

      • Dylan disse:

        ele não anda sobre as águas, mas as águas andam sobre ele na cena da enchente na favela. A idéia era esta,.mostrar como um flagelado nordestino superou todas as adversidade impostas pela vida para se eleger presidente da república e ser reconhecido pelo Le Monde, El Pais e pelo presidente americano como “O Cara”. Mas pra dizer a verdade achei o filme bem meia boca. De todo jeito, goste-se dele ou não, é uma biografia e tanto.

      • Palmeira. disse:

        Propaganda política para mim somente no período oficial.

      • Dylan disse:

        ele não estará na cédula em outubro, Palmeira. E nada impede que se façam filmes sobre figuras políticas do Brasil. O Michael Moore fez Fahrenheit 9/11 no ano da eleição presidencial. Qu venha um filme falando mal do Lula, vamos deixar o debate fluir.

      • Dylan disse:

        ele não estará na cédula em outubro, Palmeira. E nada impede que se façam filmes sobre figuras políticas do Brasil. O Michael Moore fez Fahrenheit 9/11 no ano da eleição presidencial. Que venha um filme falando mal do L.u.l.a, vamos deixar o debate fluir.

      • Olivieri disse:

        Não entendo o porquê de tanta preocupação com o lançamento de um filme sobre o o Lula no ano eleitoral. O que isso pode afetar no certame eleitoreiro? Subida da Dilma nas pesquisas? Duvido muito. Ali, só nascendo de novo, com uma cara melhor, uma truculência menor e uma capacidade de gestão mínima. Afinal, o que esperar de quem afirma que o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável?

      • Olivieri disse:

        Não entendo o porquê de tanta preocupação com o lançamento de um filme sobre o o L.u.la no ano eleitoral. O que isso pode afetar no certame eleitoreiro? Subida da Dilma nas pesquisas? Duvido muito. Ali, só nascendo de novo, com uma cara melhor, uma truculência menor e uma capacidade de gestão mínima. Afinal, o que esperar de quem afirma que o meio ambiente é uma ameaça ao desenvolvimento sustentável?

      • Dylan disse:

        correto, Olivieri. Não tem mesmo que considerar propaganda política. Vá ao cinema e divirat-se com uma biografia formidável e dia 3 de outubro continue com esse otimismo. Eu se fosse voce nem me aborrecida de ir votar.

      • Olivieri disse:

        Já assisti, Dylan. No dia seguinte à estreia, compareci para ver o filme mais caro já produzido no País. Esperava muito mais. Fiquei ansioso para ver a parte em que Lu.la multiplica os pães e os peixes e também aquela em que ele transforma a água em vinho. Como pode esses fatos tão marcantes terem ficado de fora? Nessa, vacilou o Barreto.

      • Dylan disse:

        voce comprou o ingresso errado, Olivieri. Acho que voce queria ver Jesus de nazaré, a barba deve ter te confundido. Ou então vai ali na igrejinha da 307 que voce escuta estas histórias de graça.

      • Palmeira. disse:

        É Dylan, da missa voce não sabe um terço. Voce me parece tão esclarecido!

      • Dylan disse:

        exatamente Palmeira, não vou a missas.

      • Walterson disse:

        Olivieri, ele transformaria água em cachaça, rsrsrs.

  28. Vinicius Cabral disse:

    Bom, desculpe minha ignorância, Sancho, mas não consigo enxergar o benefício de uma fórmula como esta para os pequenos. Não consigo visualizar oportunidades. Não consigo ver a possibilidade dos torcedores torcerem para os times de onde moram, e apenas para eles. Neste aspecto, acho que os torcedores continuarão torcendo para duas equipes, como sempre foi. O torcedor do Ferrão continuará torcendo para ele e para um clube mais forte. O torcedor do Formiga, torcerá também para o Cruzeiro, e por aí vai.

  29. Vinicius Cabral disse:

    Quanto à manutenção das pequenas equipes por todo o ano, aqui em Minas temos, no mínimo 11 datas para o mineiro, não sei quantas para a taça Minas Gerais e, caso a equipe se classifique para a série D, ela ainda terá estas datas.

    O recurso de muitas equipes do interior hoje é o de disputar o campeonato estadual no primeiro semestre, dispensar os jogadores e recontratá-los para a disputa de uma Taça Minas Gerais.

    A sua proposta é a de estender o estadual pelo ano inteiro. Na prática, o número de jogos para cada equipe seria parecido com o que é hoje. Não mudaria muita coisa.

    • Vinicius Cabral disse:

      Agora, para uma equipe de menor expressão, seria melhor se manter durante todo o ano da forma que você propõe, jogando uma vez hoje, outra vez daqui a duas semanas, ou jogando o campeonato todo de uma vez só, como é feito hoje?

      Porque sinceramente, eu não vejo nenhuma possibilidade de aumento de patrocínio para estes times. Na minha visão, com 30 datas ao longo de um ano, eles teriam que sobreviver praticamente que com as mesmas receitas, mas tendo que manter a estrutura por todo o ano.

      E um problema que vemos hoje é que algumas equipes se classificam para a série D e desistem de participar, por não terem condições financeiras.

      • Vinicius Cabral disse:

        Portanto, eu não vejo a mudança de fórmulas de disputa como solução, mas sim, a distribuição igualitária de cotas de TV. Outra opção seria acabar com essa putaria (desculpem o baixo nível) de se ter uma Eletrobras patrocinando Vasco, Liquigás patrocinando Botafogo, Petrobras patrocinando o Flamengo como foi durante anos. Estas empresas deveriam ter um fundo para investir em equipes do interior de todo o país. Seria mais justo.

    • Vinicius Cabral disse:

      Eu acho que o resgate de equipes como Fortaleza, Santa Cruz, São Raimundo, Paysandu, Remo e outras, não se dará simplesmente classificando-os para a disputa de uma série A. Acho que tem-se que fazer uma trabalho de reestruturação minucioso, e que tenha a participação de grandes empresas das regiões onde os times se encontram.

      Ao invés de propormos mudanças de fórmulas, acho que seria muito mais interessante mapearmos as grandes empresas que estão localizadas em cada estado e discutirmos o que elas poderiam fazer para resgatarem estes clubes.

      A fábrica do Honda, por exemplo, está em Manaus. Ela ajuda os times lá? Poderia ajudar? De que forma?

  30. Claudinei Vilela disse:

    Off.:ITAUNA fara um jogo treino, contra o Cruzeiro dia 16/01..rs

  31. carfelix disse:

    Fortalecer o futebol passa por “enxugar” as divisões, gosto do ponto corrido e não trocaria, só acho que 16 clubes em cada divisão seria ótimo, caindo 3 e subindo 3.
    4 divisões sendo a 4ª regionalizada e turno único, podendo ter sim mais clubes. os Campeões de cada região disputam um quadrangular – todos contra todos – três primeiros sobem.
    Eu não mudaria o Calendário para igualar ao europeu não, deixaria o futebol brasileiro com apenas uma janela de transferência Dez e Jan.
    Estaduais seriam Copas.

  32. carfelix disse:

    Mais uma coisa eu acho disso tudo, o Clube dos 13 não ajuda em nada. Cada clube deveria vender sua transmissão, minha opinião, o mandante é que detém o poder de venda. Ou seja, vendemos para quem quiser pelo preço que negociarmos. A emissora compra os jogos que quiserem, seja tv aberta, tv fechada, não interessa.
    Ex: Ceará x Cruzeiro – quem vende é o Ceará, vai vender para a Globo Minas e ganhar o dele pois terá grande audiência. Cruzeiro x Corinthians quem vende é o Cruzeiro pelo preço que achar para a Emissora que quiser e assim por diante.

  33. Branchio - LA2010: EU VOU! disse:

    Mas bah, tchê! Este post, buenaço e tri legal, é da mais pura perspicácia gaudéria dos pampas, vivente! Um abraço ao macanudo Sancho.

  34. Walter Seixas disse:

    Post enviado JS e Evandro.
    Mais uma vez obrigado pelo espaço!

  35. carfelix disse:

    Enquanto a Globo continuar mandando no futebol será do jeito que está, a Globo paga um preço legal, só que enquanto ficar com o monopólio os clubes ficaram assim. A Globo não tem que os clubes virem realmente profissionais.

  36. sancho disse:

    Primeiro, nunca imaginei que os modelos seriam postos em prática algum dia.

    – O objetivo é mostrar como seria o futebol se fosse organizado de forma integrada, descentralizando as competições e valorizando o produto local.

    – Como não existe UMA única maneira, criei quatro; mas há mais. E se considerarmos as variações dentro de um mesmo modelo, as possibilidades são infinitas.

    • sancho disse:

      Segundo, quem defende a centralização, redução do número de clubes -favorecendo a existência de menos clubes, porém mais fortes-, que pelo menos admita que para um torcedor de sofá, não importa se o time que ele torce é de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, ITÁLIA, ESPANHA ou INGLATERRA!

      – Do sofá ao campo a distância é a mesma. A concorrência deixa de ser com os clubes conterrâneos, mas estrangeiros.

      – Se o Siderúrgica morreu para favorecer o Cruzeiro, quem disse que o Maior de Minas não fenecerá em favor do Chelsea, do Barça, da Juventus, do Bayern?!

    • sancho disse:

      Todos os modelos apresentados têm como objetivo apontar para o problema que futebol é, sim, LOCAL; é vivido no ESTÁDIO!

      E que os grandes só são grandes, porque são comparados aos pequenos. Nada é grande em si. Matando os pequenos, o “apequenamento” e fim dos grandes é conseqüência natural.

    • sancho disse:

      Até no “modelo inglês” apresentado, 512 clubes começam cada ano a NOVE jogos de um título nacional e da Libertadores. Além disso, a terceira divisão é composta por 27 ligas (uma por Estado), ou seja, os pequenos estão somente DOIS ANDARES abaixo da Liga Principal. Ou seja, mesmo com uma Primeira Divisão com 20 clubes, em turno-e-returno -em que os grandes se engalfinham somente entre si-, a distância para os pequenos é curta.

      Os clubes pequenos podem sempre ser patrocinados pelos empresários locais, por um monte de pequenos e médios, ou por um ou poucos grandes. Isso, claro, se tiverem o apoio local. E para ter o apoio local é necessário que eles sintam que o clube local faz parte de algo maior.

      • Celso disse:

        Sancho, e o que você achou do meu modelo?

      • sancho disse:

        Não vi diferença substancial para o que já temos hoje.

      • sancho disse:

        A não ser, claro, aqueles acessos e rebaixamentos trançados, em que um time sobe da C para A sem escalas, tal qual fosse um Fluminense! Eu entendi bem, ou ser 3º da C é IGUAL a ser 3º da B?!

      • Celso disse:

        Não é igual, pois jogar a Série B teoricamente vale mais que a C. Mas o que deveria ficar claro é que a série A fica mais valorizada e o rodízio entre os clubes maior. Ficar na série A é mais difícil e uma campanha mal feita é bem penalizada. Assim times de menor expressão terão em algum momento que jogar com times grandes que eventualmente estarão na Série C, por exemplo.

      • sancho disse:

        Se quiseres, me manda um e-mail e seguimos por lá.

      • Celso disse:

        te mandei um email

  37. carfelix disse:

    Off: Cruzeiro negociou o Júlio Cesar. 1.500.000,00, cedeu 25% dos 50% dos direitos econômicos que tinha direito. Como costuma ser sempre vago nas notícias, resta saber se esse valor é pelo 25% somente, se for, bom negócio.
    http://www.cruzeiro.com.br/index2.php?section=noticias&idn=6721

    • Alan Mendonca disse:

      Acho que o Cruzeiro ate vendeu bem, mas esperava que o clube utilizasse o jogador como moeda de troca com o Conca.

      • carfelix disse:

        Poderia mesmo Alan, mais ia ter que voltar grana e isso não ia acontecer. Minha sugestão seria. Conca = Wanderley + Júlio Cesar + Jajá + Gatti + Wellington Zag (empréstimo).

      • Dylan disse:

        acho que o Cruzeiro vendeu muito mal…

      • claudio(xina)lemos disse:

        Também acho 25% do julio cesar por R$ 750.000,00, mais a obrigatoriedade de repassar o jogador caso seja feita uma proposta do exterior foi péssimo, como o zzp negocia mal.

      • carfelix disse:

        Muito mal eu não diria Dylan, esse lateral já era considerado prejuízo e conseguimos vender, tomara que apareça uns Àrabes e compre o resto !!! Melhor o ZZP começar a vender os cabeças de bagre e esquecer os jogadores importantes. Assim ele vai fazendo o caixinha dele.

      • Renato-SP disse:

        Num sei não Dylan, acho que o Julio Cesar não renderá o que rendeu ano passado. Só impressão.

      • Frede disse:

        QUem lembra do Julio César no Cruzeiro? Vai tarde…

      • Elias disse:

        Júlio Cesar só jogou no Goiás. Pelo menos até hoje…

      • JOTAFRANCO disse:

        Concordo, Dylan, foi pouco pra um jogador considerado o melhor na sua posição no último certame. Se fóssemos comprar, certamente pagaríamos mais.

    • claudio(xina)lemos disse:

      obs: O julio cesar terminou o ano na reserva do douglas que é originariamente lateral direito posição em que jogou o mundial sub 20.

  38. claudio(xina)lemos disse:

    Evandrão kd vc??????????????Socorro!!!!!!!!!!!!!!!

    • Socorro pq?
      Tô aqui lendo tudo e me reservando o direito de ficar calado.
      EMbora que discorde da idéia geral do post (Ideafix do Sancho e JS) só acho que a galera deveria respeitar um pouquinho mais pois nota-se que muita gente que tá escrevendo M3RD4 não conseguiu ler nem dois parágrafos.
      Mas se precisar de mim pra alguma coisa… me avisa!
      Nesta discussão com ruídos pueris e infindáveis, não entro. Sorry!

    • sancho disse:

      Não se trata de “Ideafix do Sancho e JS”; já houve outra antes e seguirão 2 depois…

  39. Vinicius Cabral disse:

    Sancho, somente agora li a primeira proposta, o modelo inglês. Achei interessante. Pra ser sincero, gostei. Mas continuo acreditando que o caminho para se diminuir as diferenças entre grandes e pequenos não está na mudança de regulamento.

  40. Elias disse:

    OT…AEsportes, “aliluia”, divulgou a pesquisa. O âncora do programa
    ( Leopoldo ) deixou no ar uma certa incredulidade com os números divulgados…

  41. MARCIO MATA disse:

    EU TAMBÉM PREFIRO A VÉIA – Esse é o titulo da charge de hoje. Trata-se da insatisfação geral do torcedor do Cruzeiro com relação ao novo uniforme do clube. Com tantas logomarcas coloridas, tá parecendo um abadá. confira a charge no link http://www.dzai.com.br/marciomata/blog/charges – MARCIO MATA.

  42. silverio candido disse:

    Olavo Leite KAFUNGA Bastos dizia que “no Brasil o errado é o certo”. Pra resumir esta proposta maluca, data venia, que privilegia o Rural em detrimento de outros campeonatos. Eu hein…!

  43. Dylan disse:

    alguém vai ter que se explicar:
    http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Atletico_MG/0,,MUL1436638-9859,00-CAMPOS+ENTREGA+GUERRON+ELE+FALOU+QUE+A+TORCIDA+DO+GALO+E+IMPRESSIONANTE.html

    • Olivieri disse:

      Isso vai dá pano pra manga. Mas já sei qual será a saída disso tudo: O tal do Campos vai dizer que se confundiu e que o Guerron na verdade disse que “a torcida mineira é impressionante”. Querem ver?

    • Gustavo Barcellos disse:

      ninguém tem que explicar nada. não tem que dar pano para a manga desse assunto. e daí se o cara falou. se a própria torcida do cruzeiro repercurtir isso, vamos passar recibo. as cocotas da mídia vão usar isso pra abafar a pesquisa. mais discernimento, pessoal. não vamos cair nessa pegadinha, por favor.

    • Naldo disse:

      Tadinhos: “a torcida deles é incrível”. Entra ano e sai ano e a conversa é a mesma. Basta dizer isto e esta tudo resolvido.

  44. JOTAFRANCO disse:

    O Guerrón quis dizer que a torcida zebra é impressionante no sentido de torcer prum time que não ganha nada, só isso.

  45. Gustavo Barcellos disse:

    Louvo o esforço hercúleo que o Sanchotene teve para criar tudo isso. Mas num país onde já se faz um esforço danado para entender a regra do gol fora de casa, e que o cartão vermelho do campeonato estadual não suspende o atleta do jogo da copa do brasil, essa fórmula toda desestimularia o interesse do público. Ninguém gosta do que não entende.

    • Gustavo Barcellos disse:

      O ponto de partida da discussão, qual é? Um campeonato que agregue o maior número possível de clubes? Um modelo que seja mais acessível? Diminuir o calendário? Valorizar os estaduais? Pelo que entendi, a proposta era tentar fazer tudo isso. Gosto da ideia dos estaduais classificarem pro Brasileiro. Mas tantas competições simultâneas diluiria o interesse nelas e no próprio campeonato nacional, na minha opinião.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Acho que o modelo deveria ser pensado sob o seguinte objetivo: o acesso e a ascensão dos clubes deveria ser mais justo. Mais justo economicamente: uma parte das cotas da TV devem ser divididas de acordo com a posição do clube no brasileirão anterior. Geograficamente: jogos do Brasileirão só aos finais de semana, assim os clubes que precisarem atravessar o país para jogar teriam uma semana para viajar e treinar. E, claro, futebolisticamente.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Mais justo futebolisticamente: Série A, fica como está: 20 clubes, turno e returno, caem 4.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Série B: 42 clubes, sendo 4 rebaixados da A + 27 campeões estaduais + 4 da C + 5 times (5º ao 9º) da própria série B do ano anterior. Se o campeão estadual já estiver na A ou já classificado pra B (5º ao 9º), a vaga passa para o próximo colocado e assim sucessivamente. Serão 3 grupos de 14 clubes, divididos geograficamente. Jogam turno e returno, classificam-se os 3 melhores de cada grupo + o melhor 4º colocado geral. Estes 10 clubes jogam novamente turno e returno, subindo 4 pra Série A. Do 5º ao 9º permanecem na B para o ano seguinte, não dependendo de nova classificação nos respectivos estaduais.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Série C: aqui entrariam os outros times numa divisão parecida com a que o Sanchotene fez: tantos para SP, tantos para o RJ, e assim vai. Não calculei quantos nem como seria a fórmula, mas seriam mais clubes que na B e a fórmula seguiria o modelo de divisão regional de grupos, talvez 5 ou 6.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Série D: quase igual à C, mas agora cada estado indica seus representantes, que podem vir da colocação do estadual ou de outra competição (em MG, a Taça MG, por exemplo). O modelo é igual ao da C: divisão regional de grupos, sobem os 4 melhores.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Copa do Brasil: 20 clubes da série A + 42 da B + tantos da C e da D até que tenhamos 128 clubes no total. Todas as fases com jogos ida e volta. Todas as fases com sorteios para definição dos adversários. Nada de chaves montadas. Um time se classifica e conhece o próximo adversário no sorteio. Pode dar Flamengo x Corinthians na 1ª fase e Ituiutaba x Paysandu numa semifinal. Sorteio é sorteio. Seriam 14 datas ao longo do ano, sempre nos meios de semana que não coincidissem com a Libertadores.

      • Gustavo Barcellos disse:

        Este modelo é perfeito? Não, claro que não. Mas é mais justo que o atual e abre a possibilidade de um clube, qualquer clube, chegar à 1ª divisão em apenas 2 anos e permanecer ali depois (divisão da grana pela colocação). Mas não dá para querer tudo.

    • sancho disse:

      Ainda bem que essa sua Série B é simples! Todo mundo vai gostar e entender…

  46. Brunno Noce disse:

    Torcida emplumada é impressionate, imagina a q é o dobro e mais um?

  47. Walterson disse:

    Tá tudo muito bom mas não entendi o critério que escala Santos, Palmeiras e Curintia e deixa de fora da Liga dos Campeões simplesmente o maior ganhador de títulos do Brasil.
    Outra coisa, se os estaduais são classificatórios para o federal, o que impediria que os grandes ficassem de fora, em detrimento de algum pequeno (Barueri, Sandré, Ipatinga, Juventude, etc), provocando a morte destes grandes, o que é contestado pelo JS?

  48. JOTAFRANCO disse:

    “… em detrimento de algum pequeno…”, como assim, cara pálida? Vc quis dizer que se algum grande não tivesse competência de, no estadual, se classificar para o federal e aí perder a vaga pra um time do interior? Se for isso, e daí? Só porque ficou de fora um ano, não quer dizer que vai acabar.

    • Walterson disse:

      Pois é exatamente o que está acontecendo hoje, com grandes (leia-se tradicionais) clubes disputando a série B enquanto que clubes sem torcida disputam a A. Isto foi apontado como a causa da quebradeira de alguns clubes. E esta fórmula não evitará isto; ao contrário, só punirá ainda mais os incompetentes.

  49. Chiabi Jr. disse:

    Li, mas não tenho opinião formada. Apenas acho que no modelo atual, estamos no Brasil, como um Ituiutaba está em MG…

  50. Chiabi Jr. disse:

    Iria falar América-MG, mas como ele já foi rebaixado para segunda do mineiro, e nós nunca, fiquei com o Ituiutaba. Já os galináceos, com todo respeito ao povo de Itabira, estaria como um Valeriodoce

  51. sancho disse:

    Para exemplificar, fiz um primeiro sorteio e “classifiquei” os 16 da Fase Eliminatória. Com os 32 clubes definidos, fiz novo sorteio. Eis como ficaram os grupos:

    a) Flamengo/RJ, Grêmio/RS, Atlético/GO e Confiança/SE;
    b) Corinthians/SP, Atlético/MG, Chapecoense/SC e Naviraiense/MS;
    c) Botafogo/RJ, Corinthians/PR, São Paulo/SP e Sousa/PB;
    d) Internaciona/RS, Náutico/PE, Coritiba/PR e Brasileinse/DF;
    e) Cruzeiro/MG, Santos/SP, Macaé/RJ e ASA/AL;
    f) Atlético/PR, Palmeiras/SP, Goiás/GO e ASSU/RN;
    g) Sport/PE, Vasco/RJ, Santo André/SP e Paysandu/PA; e
    h) Vitória/BA, Fluminense/RJ, Avaí/SC e Fortaleza/CE.

    Os grupos “d”, “f”, “g” e “h” ficaram interessantes…

  52. silverio candido disse:

    A torcida das cocotas é IMPRESSIONANTE MESMO e isso ninguém poderá desmentir o Guerron.. Um time que há 40 anos não ganha um título e ainda cai pra 2a Divisão e no final canta o Hino…. é mesmo o TITANIC. Afundando e a bandinha tocando… IMPRESSIONANTE.

  53. Leopoldo Moura Jr. disse:

    Sem entrar nesse ou naquele detalhe, gosto muito desse tipo de proposta porque movimenta times de vários centros e favorece o surgimento de torcedores ao invés de simpatizantes. Ir ao estádio é fundamental. Para quem banca o futebol (patrocinadores, TV e investidores) basta a formação de consumidores. Acho que os torcedores formados no sofá terão um comportamento de certa indiferença. Aqui em BH, seria algo como torcer pelo time de vôlei do Minas (antes do Cruzeiro-Sada). O cara torce mas não vibra. No longo prazo, as emoções do futebol podem ficar parecidas com as do vôlei, basquete, etc.

  54. Frede disse:

    Diriam por ai que essa proposta é uma evolução ao besteirol habitual, mas nada supera a burrice.