Apenas seis mil raposões pingados

Por SÍNDICO | Em 20 de novembro de 2019

O CRUZEIRO tinha 49 mil sócios adimplentes em Janeiro. Em dez meses, perdeu 23 mil. Agora tem 26 mil, dos quais apenas 6 mil são cativos, pagam  pra ir a todos os jogos e garantem uma renda mensal fixa ao clube. Os demais têm descontos, quando compram ingressos. 

O Rosario Central tem 50 mil sócios adimplentes. Tecnicamente, seu time  não está melhor que o do Cruzeiro. Também corre risco de rebaixamento na Argentina. 

Pra se ter ideia do tamanho do vexame da torcida celeste, basta lembrar que Beagá tem , em se conurbado, 6 milhões de habitantes e Rosario apenas 1,5 milhão. O Cruzeiro diz ter 9 milhões de torcedores, o Rosario tem apenas 500 mil. 

Gilvan, Wagner, Itair, Serginho e outros trapalhões não estão sozinhos. A torcida celeste é uma vergonha. Merece ser rebaixada mais até do que o time. 

16 comentários para “Apenas seis mil raposões pingados”

  1. REZENDE disse:

    A TORCIDA quer rosetar. Só vai ser adimplente com time vencendo. Não dá pra comparar paixão dos argentinos pelo futebol com os brasileiros pois levamos goleadas seja em fanatismo, catraquismo, cânticos oi mesmo na porrada…. Em futebol a torcida Argentina humilha a brasileira.

  2. SÍNDICO disse:

    TORCEDORES de uma organizada invadiram a festa de aniversário da ptroa do Dedé. Esta é a contribuição que dá ao clube de quem só vai a campo com ingresso doado.

  3. Jdias disse:

    Infelizmente a condução do programa de sócio do Cruzeiro foi muito errada. No começo da gestão do WPS o Cruzeiro estava fazendo um bom trabalho de envolver sua torcida. Foram vários jogos do Cruzeiro lotando estádio no Mineiro. As trocas realizadas na gestão do clube acabaram com essa relação bacana. Aí vieram a farra dos ingressos, os preços muito baixo dos que eram vendidos, as denúncias… Vão sobrar só os abnegados mesmo. Essa história não tem mocinho, mas para ser pragmático, teremos que recomeçar o programa de outra forma. Tem que focar no relacionamento entre clube e torcedor.

    • SÍNDICO disse:

      Tem 10 anos que ouço essa história de que o programa tem falhas. Mas a verdade é que nego só se associa pra ter lugar garantido em jogos da Libertadores. Se associa por comodidade, nunca por fidelidade.

      • Fernandão disse:

        Tem dez anos que o programa tem falhas mesmo. E vai continuar tendo porque as condições para isso estão postas e não são combatidas ou não tem como ser. O jeito certo de fazer esse programa era pelo lado da participação. Os sócios do Inter votam (!). Isso é engajamento. A única vantagem que o programa de sócio do Cruzeiro dá é a entrada em um estádio maior que o clube. Se o estádio do Cruzeiro fosse para 30 mil pessoas, teríamos um programa de sócio com algum sentido, feito o Avanti, que explora demanda reprimida e vontade de comparecer aos jogos. Mas mesmo o programa do Palmeiras vai ir pro brejo na má fase. Se a lógica 1,2 e 3 do programa é o ticket, reduzindo a demanda o programa vai ruir. É fácil constatar que o “efeito novidade” foi o que impulsionou o programa de sócios na época do Gilvan. Passou o efeito, foi tudo ladeira abaixo. O Bahia está recuperando o seu público resgatando a sua identidade popular, e ativando o engajamento da torcida. Exemplos há aos montes. Mas vai falar isso pras múmias do Barro Preto…

      • Fernandão disse:

        Efeito novidade do novo Mineirão, diga-se.

  4. Bruno 7L RJ disse:

    Não entendi muito bem. Temos 26 mil sócios adimplentes, certo? Então estes já geram renda pro clube. Qual a diferença dessas para os citados cativos? Eu pago SF só pra ajudar. Nem o ingresso de segunda eu paguei com desconto. Me enquadro em qual quesito?

  5. SÍNDICO disse:

    ZEZÉ PERRELLA: “Não tem dinheiro. Hoje, eu só conseguiria renda de jogos. Cobra ingresso de R$30, coloca 35 mil pessoas no campo, sobram R$500 mil. Então, essa receita eu quase que não considero. A folha está fora da realidade. Daqui pra frente, os contratos vão ser feitos dentro da realidade financeira do Cruzeiro, que não é boa, e com muita responsabilidade. Mas o que eu vou fazer? Vou abaixar salário de um contrato que vence daqui a dois anos? Eu não tenho esse poder. E se o jogador ganha muito, a culpa não é dele, é de quem fez o contrato. Primeiro é manter a gente na primeira divisão. A partir do momento que tiver configurada nossa permanência na Série A, muda tudo. Tem vários contratos para serem renovados, mas vou esperar, não vou fazer contrato agora. Só posso tomar atitude depois que souber a série que vamos disputar. Pegamos o clube com uma dificuldade muito grande. O Cruzeiro foi administrado, nos últimos anos, só com a paixão de cruzeirenses. Queriam títulos a qualquer custo. E isso tem um preço a pagar. A conta um dia chega. Foram vários adiantamentos de contratos futuros. Não só com televisão, mas com vários outros. Dinheiro que foi puxado de 2023 para cá. E como fica 2020, 2021, 2022? Vamos ter que fazer mágica para buscar receitas. Acho que um dos ativos que o Cruzeiro sempre teve foi ter jogadores para ser comercializados. Se conseguirmos fazer um time bom, de jovens jogadores, para que possa negociar um ou outro, acho que o Cruzeiro sai dessa situação o mais rapidamente possível. A única receita que teremos ano que vem é da negociação de jogadores. Nossos contratos estão quase todos comprometidos, estamos inadimplentes com folha de pagamento de dois meses”.

  6. SÍNDICO disse:

    ZEZÉ PERRELLA: “O Cruzeiro receberá R$2,5 milhões e as camisas dos jogadores pelo contrato com a Adidas. Contrato milionário com patrocinador de camisa não existe. É só isso. Não estou reclamando do contrato. Temos ainda 24% das vendas das camisas. Uma camisa de R$200 não se vende tanto. Eles não estão preocupados se está vendendo camisa ou se vai deixar de vender. Isso aí é a quarta ou quinta preocupação. Eles querem a marca deles no Cruzeiro pra vender outros produtos, que não seja a camisa do clube. Uma camisa de R$200 não é barata. E tem a pirataria. Isso não vai dar recurso ao Cruzeiro, não vai resolver nada. Hoje, o futebol está tão caro que, mesmo que seja um sucesso absoluto, não vai dar para pagar dois meses do salário de um jogador. Não acredito que o contrato não tenha sido bem feito. O mercado é assim. Todas as empresas negociam praticamente só o material, que é até muita coisa. E essas luvas que eles dão, significa o quê? O que são R$2,5 milhões na atual conjuntura do Cruzeiro? O único contrato bom que os clubes têm é o contrato da televisão e do patrocínio máster. Mas, mesmo o contrato do máster, se ele foi muito bem negociado, ele não paga, com que os jogadores ganham hoje, o salário anual de um jogador sequer”.

  7. rosan amaral disse:

    Não é o meu caso, que estou em ano sabático e, assim, só voltarei ao Estádio após a Páscoa do ano que vem. Mas tem muitos conhecidos que também tinham o Tríplice Coroa, iam em todos os jogos, e após as modificações no programa feitas pela atual administração, abandonaram o programa. Por que? Antes eles tinham o cartão na mão, não tinham nenhum trabalho ou diligência para garantir a entrada (“veja eu sou sócio e quero ir no de domingo”, “desculpe não há mais vaga, você deveria ter requerido até na segunda-feira”). Ninguém comenta isto.

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