Alberto Rodrigues, a voz azul da emoção

Por SÍNDICO | Em 25 de fevereiro de 2009

Divinópolis (MG), 07ago39

Quem era jovem em meados dos anos 60 deve se lembrar que as tardes de domingo tinham o som das guitarras da Jovem Guarda. Jovens Tardes de Domingo, cantou Roberto Carlos anos depois. Durou pouco a febre. Quando os cabeludos e ternurinhas se retiraram, o som difuso das transmissões esportivas, como escreveu a socióloga Ligia Barbosa, no Futiba, voltou com tudo. Eram narrações aceleradas, entrecortadas por entrevistas de campo e gritos de gol que faziam motoristas buzinarem, vizinhos berrarem na janela e produziam foguetório de assustar a cachorrada.

Para a torcida cruzeirense, há três décadas, o som dos domingos e sábados à tarde e também das quartas e quintas à noite é o da voz do locutor Alberto Rodrigues e do repórter de campo Carlos César Pingüim. Não há cruzeirense que não tenha guardado na memória o “gol-gol-gol-gol-gol-gooool do Cruzeiro” do Mais Vibrante e o bordão “rá-rá-rá-ra-rá… a torcida do Cruzeiro, tá rindo à toa!” do repórter de campo. A festa de um gol do Cruzeiro, pra quem está no Mineirão com o radinho no ouvido, pode ser traduzida na chamada dos filmetes da CNN sobre os povos latinoamericanos: “São os sons e as imagens do Cruzeiro”.

Alberto Rodrigues Lima nasceu em Divinópolis (120 Km a oeste de Belo Horizonte). Aos quatro anos, mudou-se com o pai, o ferroviário (e atleticano), Afonso Melo Lima, e a mãe, Ezilda Rodrigues Lima (cruzeirense) para Araxá (380 Km a oeste de Belo Horizonte). Foi lá que ele descobriu o futebol jogando na linha média do rubronegro Ferrocarril, torcendo, à distância, pelo Fluminense e transmitindo jogos de botões. Os amigos de infância foram seus primeiros ouvintes.

Só faltava ao futuro locutor escolher um time mineiro. Na época, torcia-se para um time local e outro nacional, quase sempre um dos grandes do Rio de Janeiro. A oportunidade veio em 1948, quando seu tio, Adalto, americano fanático, o levou pra assistir a um Cruzeiro x América, no Estádio Otacílio Negrão de Lima. O Coelho, que seria campeão estadual naquele ano, tinha um timaço formado por Tonho, Didi e Lusitano; Jorge, Lazarotti e Negrinhão; Nandinho, Elgen, Petrônio, Valsechi e Murilinho. Apesar disto, Albertinho torceu pelas camisas azuis que vestiam Geraldo II, Duque e Bené; Adelino, Rubens e Ceci; Ramon, Nonô, Abelardo, Paulo Florêncio e Sabu. A partida terminou 1×1 e o Cruzeiro, além do ponto na tabela, ganhou mais um torcedor.

De volta a Araxá, o novo torcedor celeste só pôde manter contato com seu time por meio das páginas incertas do Estado de Minas e da ondas curtas da Inconfidência. O resto corria por conta da imaginação fértil do locutor de jogos de botões.   sonho de se tornar narrador esportivo começou a se materializar em 1961 quando Albertinho fez um teste na Itatiaia, gravando um Cruzeiro 4×4 América, a convite de Januário Carneiro e Osvaldo Faria. Apesar do sucesso, o primeiro trabalho profissional foi na Rádio Minas, como locutor comercial, entre 20 e 24h, e narrador na equipe de Mário Moreno. Somente em 1963 Alberto voltou à Itatiaia, onde ficou até 1966.

Nesse período, ele viveu grandes emoções. Foi o locutor do jogo inaugural do Mineirão, Seleção Mineira 1×0 River Plate, em 05set65. E narrou dois gols históricos: o primeiro do Gigante da Pampulha, marcado por Bougleaux, da Seleção Mineira, e o primeiro de Pelé no estádio, num Santos 1×0 Atlético-MG, em 1966.

Da Itatiaia, ainda uma pequena emissora, Alberto transferiu-se para a Inconfidência onde ficou até 1976 quando abandonou o rádio para se dedicar à venda de seguros. O que não durou muito, porque ele foi convocado por Osvaldo faria para particpar da revolução que estava em gestação na Itatiaia.

Naquela altura, a torcida do Cruzeiro havia ultrapassado a do Atlético-MG nas ruas e arquibancadas e começava a impor sua vontade. Pra início de conversa, não aceitava mais ouvir os jogos do seu time transmitidos sempre pelos atleticanos Vilibaldo Alves, Roberto Abras e Paulo Roberto Pinto Coelho. Ouvindo a voz das ruas, Osvaldo Faria, chefe da equipe de esportes da emissora, criou a fórmula que daria à emissora mais de 90% de audiência: equipes de narradores e repórteres distintas para os jogos dos rivais do futebol mineiro.

Alberto Rodrigues e Carlos César Pingüim lideraram a equipe cruzeirense. Como um  curinga, Osvaldo Faria comentava os jogos dos dois times. A fórmula revelou-se imbatível: narrador e repórter torcedores e comentarista, que não revelava sua preferência clubística.

O resultado foi a liqüidação da concorrência. Uma após a outra, as outras emissoras foram sucumbindo à avalanche de audiência da Itatiaia. A Guarani passou a dedicar-se à música, a Inconfidência, há quase duas décadas, contenta-se com uma audiência reduzida, a Capital dá traço nas pesquisas e as outras, como costuma dizer o torcedor, “nem aparecem na foto”.

Além de narrar, Alberto Rodrigues costuma liderar a torcida durante as partidas. E cria apodos para os jogadores. Ágil e raçudo, Sorín é o “Pássaro Azul”. O incansável Ricardinho virou “Mosquitinho Azul”. Carlos Aberto Seixas, pelo gênio e futebol explosivos, era o “Trovão Azul”. Joãozinho, pelos bailes que promovia no gramado, ficou eternizado como o “Bailarino Azul”.

Alberto conta: “O povo formava filas monumentais em frente aos cinemas pra assistir aos shows de dança de John Travolta no filme Embalos de Sábado à Noite. Fenômeno parecido acontecia no Mineirão, onde milhares de torcedores faziam fila pra comprar ingressos e assistir aos dribles de Joãozinho. Num desses bailes sobre um marcador qualquer, veio a comparação: é o João Travolta! A torcida gostou. Em seguida, percebi que o nosso João era mais do que o Travolta, era “O bailarino”. Ficou Joãozinho, ‘O Bailarino da Toca’ ou, simplesmente, ‘O Bailarino’”.

Nas arquibancadas, radinho colado no ouvido, a torcida interage com o locutor. Na decisão da Libertadores de 1997, após 70 minutos de barulho ensurdecedor, a galera perdeu o pique e o Sporting Cristal se agigantou. Dida teveque se virar pra salvar dois gols. O título parecia ada vez mais distante. Percebendo o momento difícil, Alberto Rodrigues fez sua tradicional convocação: “Vamos torcedor, vamos empurrar o time, chegou a sua vez, o Cruzeiro precisa do seu grito, torcedor!” O estádio virou panela de pressão. Enlouqucida, a multidão pulou, gritou, cantou o hino do Cruzeiro. E o gol do título saiu num chute longo do ponteiro Elivélton. Foi uma noite inesquecível para Albertinho e milhões de cruzeirenses.

Mas o melhor ainda estava por vir. Depois de narrar mais de 2.000 jogos do Cruzeiro, ele foi homenageado por um torcedor que, entrevistado pelo repórter Álvaro Damião na saída do Mineirão, definiu qual é o som que a Maior Torcida de Minas mais gosta de ouvir: “Não pode haver domingo sem futebol, nem jogo do Cruzeiro sem Alberto Rodrigues; ele é a voz azul da emoção!”

  • N.B.: Este texto é de setembro de 2003. Foi escrito após entrevista com o locutor no Shopping Jardim por ocasião do lançamento do livro de memórias do goleiro Raul Guilherme Plassmann. Teria sido um capítulos do  Págimas Heróicas, caso a editora não tivesse cortado 2/3 do material para tornar o livro mais comercial. Vale como homenagem ao narrador, que todos queremos de volta a seus melhores dias, quando emocionava a Maior Torcida de Minas.

36 comentários para “Alberto Rodrigues, a voz azul da emoção”

  1. claudinei Vilela disse:

    Simplesmente demais!

  2. Edu Mano disse:

    Como todos sabem, não sou de BH. Há alguns anos comecei a ouvir a Itatiaia pela internet para poder acomapnhar os jogos do Cruzeiro aqui de São Paulo. Para minha estranhesa, durante o primeiro jogo que ouvi, estavam transmitindo consecutivamente trechos de um jogo do Cruzeiro e outro do Atlético. O narrados azul era vibrante, narrava bem, dava rítmo ao jogo… já o outro me dava agonia, um tom parado, chato, quase sonolento…

    Sorte nossa, cruzeirenses, que temos o Alberto Rodrigues para narrar os jogos. Gosto dele, apesar de achar que vez ou outra ele elege um para cristo nas partidas. Não sei se vocês ai de Minas conhecem, mas o melhor narrador de futebol na minha opinião se chama José Silvério (também admirador do Cruzeiro). Logo depois dele vem o Vibrante.

    Minha única critica ao narrador Azul das Minas Gerais é que, na hora do gol, em uma ocasião de bate rebate ou em lances rápidos, ele se perde ao narrar o lance…. e tudo o que ouvimos é o grito da torcida ao fundo… seguido do famoso e emocionante GOL, GOL, GOL, GOL… rs

  3. Esse Alberto é o mesmo que escutamos hoje?… que aconteceu com o HoMi?

  4. Naldo disse:

    Caro Jorge: como aqui em Brasília não costumo capitar os sinais das rádios belohorizontinas, ouço muito pouco o vibante. Mas, achei o post muito bom. Bela homenagem!!! E espero que esteja afinado hoje a noite. Abç.

  5. Celeste disse:

    O Alberto faz parte da história do Cruzeiro. Vez por outra, durante os jogos do maior de Minas, tiro o som da TV e sintonizo a Itatiaia na Internet. Também gosto de escutar os gols históricos do Cruzeiro que estão disponíveis no Site da emissora.

  6. Celeste disse:

    Certa vez mandei um email para ele sugerindo um apelido para um jogador do Cruzeiro. Ele respondeu e desde então sua assessoria me envia boletins sobre seu trabalho político.

  7. Cleber Mendes disse:

    Boa tarde estrelados: ouço as narrações do Alberto Rodrigues desde 1990, quando o Cruzeirão Multisupercampeão derrotou o patético por 1 a 0 e faturou o título de campeão mineiro daquele ano. Eu o considero um narrador de primeira, seu grito de gol é emocionante, a voz é cristalina mas, nos últimos tempos, ele vinha demonstrando uma ranhetice irritante, criticando determinados jogadores. Mas o Alberto Rodrigues é, ainda, um ícone da China Azul, uma referência. Os gols do Joãozinho, narrados por ele, arrepiam até estátua. Vitória hoje, Cruzeirão!!

  8. fabricio diniz disse:

    Esta ai um pagina heroica imortal, viva. Graças ao ALBERTINHO, tripudiei muito em cima de um primo emplumado. Ele junto com o saudoso PINGUIM, se tornaram icones para CHINA AZUL. Como é emocionante ouvir a narraçao da conquista da Copa do Brasil de 2000 e outras tantas conquistas celestes, na voz do VIBRANTE. Obrigado ALBERTO RODRIGUES, POR SER UM CRUZEIRENSE QUE SEMPRE ENVERGOU A BANDEIRA AZUL COM GARRA, DEDICAÇAO E AMOR

  9. Mauro França disse:

    É item obrigatório na coleção de qualquer cruzeirense os CD com as narrações do Alberto Rodrigues de gols históricos do Cruzeiro. Pura emoção. Não sei se ainda estão à venda, mas vale a procura. Tenho criticado o Alberto ranzinza e corneteiro dos últimos tempos, que não acompanha as jogadas e troca nomes de jogadores. Sem, no entanto, deixar de reconhecer que ele é um ícone celeste.

  10. JS tem algum texto do Pinguim.. seria bom se você publicar ele.

  11. Dylan disse:

    é muito oportuno esse post porque figuras como Alberto Rodrigues são indissociáveis do Cruzeiro. Já vi para minha consternação ele ser insultado aqui mesmo nesse blog chamado de velho gagá entre outras grosserias. Para mim ele é gol, gol, gol…cruzeiroooo, now and forever.

  12. Palmeira disse:

    Gostei muito deste post! Quando eu tinha 13/14 anos, as únicas emissoras de rádio de BH que eu conseguia sintonizar em Patrocínio-MG, eram Inconfidência e Guarani e eu nem conhecia a Itatiaia. Gostava mais da Guarani, porque o sinal era menos ruim. Passei a sintonizar a Itatiaia quando já estava em Vitória, mas o sinal não era lá estas coisas. Felizmente a internet trouxe o rádio para o computador e com boa qualidade, mas com uma diferença de uns 5 a 8 segundos do tempo real. Por isso não dá para tirar o som da TV e ouvir rádio via internet. Hoje em sintonizo a CBN BH durante o dia todo. Como a turma deste blog desce a lenha na tal Itatigalo, eu nem me dou o trabalho de ouvi-la. Prefiro a CBN.

  13. joao cesar disse:

    depois de um tratado destes, so resta aplaudir! parabens e boa vitoria para nos!

  14. Arísio disse:

    Não há como negar a ligação do narrador com o Cruzeiro. De ficar, várias vezes, incomodado e desconfiado quando ligava o rádio e era um substituto narrando os jogos do clube. Virou um costume tão grande ouvir sua narração que, quando não estava nos microfones, considerava que o time em campo estava desfalcado. Sua melhor fase foi em companhia do grande Pinguim. Se completavam. Nos últimos anos passou a dividir a emoção das narrações com uma falta de paciência extrema com treinadores, jogadores, repórteres, comentaristas e torcedores. É ídolo eterno dos torcedores ligados ao rádio mas não é imune às críticas. E parece que estas tem surtido efeito. Está voltando a sua melhor forma. E parabéns ao Jorge pelo excelente texto!

  15. Paulo Henrique disse:

    O Alberto Rodrigues pode ser considerado uma lenda viva, o cara faz parte da história do Cruzeiro. Quem cresceu ouvindo suas narrações e jornadas ao lado do Pinguim não esquece jamais. Os dois fizeram muito pelo clube. Seu “gol…gol…gol…. cruuuuzeeiroooo…” é de emocionar o mais frio dos torcedores. Na minha opinião, seu substituto natural no coração da torcida não está na atleticaníssima Itatiaia. É o Pequitito, da Globo/CBN.

  16. Ricardo Ferraz disse:

    Aqui em Brasilia, eu sempre consegui sintonizar a Itatiaia “no radinho” , mas isso só é possível , depois que escurece(não sei porquê), mas depois que a noite chega, agente consegue sintonizar perfeitamente, jogo de tarde nem com reza braba…mas agora com a itatiaia internet esse drama acabou, porém o jogo pela internet fica defasado no tempo. teve uma final do mineiro de 1992 contra o américa o jogo de despedida do Renato Gaúcho, eu estava no mineirão, fomos campeões, esperei o estádio esvaziar, pulei o fosso do mineirão, passei pelo gramado, entrei pelo vestiário e consegui chegar até a cabine da itatiaia, enquanto eles faziam os comentários finais sobre o jogo, consegui dar um abraço no Alberto Rodrigues e agradecê-lo por tudo…

  17. Chaves disse:

    Olha, realmente o Albertinho tem pisado um pouco na bola, anda muito impaciente com o time e as vezes chuta o balde. Mas é preciso respeitar a história dele com o Cruzeiro. Podemos criticá-lo, podemos pedir que ele volte a ser mais positivo e paciente, como era antes, mas não podemos é ficar insultando o Albertinho. Isso eu acho sacanagem. Vida longa ao Vibrante, além de ser baita narrador, é uma grande pessoa.

  18. Celeste disse:

    Para mim o gols mais emocionantes narrados por ele foram o do Elivelton-97 e Geovanni-2000.

  19. Alexandre Ribeiro disse:

    Como disseram o Vibrante tem que ser reverenciado sempre por todos nés e acho que deve ser a pessoa que mais viu jogos fo cruzeiro ao vivo nos estádios, ou tem algum outro?

  20. Jorge Santana disse:

    Elian, Evandrão viu mais partidas do que o Albertinho. Questão de idade.

  21. Emílio disse:

    Ricardo Ferraz, morei até os 15 anos no norte de minas e sua dúvida sempre me intrigou. veja a explicacao:

  22. Jorge Santana disse:

    É verdade que as rádios pegam melhor à noite? Em algumas faixas de freqüência, sim. Na das rádios FM, o horário em que você sintoniza as estações não altera absolutamente nada. Já no caso das rádios AM e de ondas curtas, é possível captar à noite sinais de emissoras distantes que não podem ser alcançadas durante o dia. Normalmente, as ondas de rádio se propagam em linha reta e por isso jamais conseguiriam acompanhar a curvatura da Terra – seu alcance máximo é a linha do horizonte. Mesmo situadas em lugares altos, as antenas emissoras não conseguem mandar sinais em linha reta a mais do que cento e poucos quilômetros de distância. À noite, porém, dá para captar sinais até de outros países, sem precisar de ajuda de satélites. Isso acontece graças à colaboração de uma camada muito alta da atmosfera da Terra, a ionosfera, que começa a uma altitude de 50 quilômetros do chão. A radiação do sol afeta os átomos dessa camada, tornando-os eletricamente carregados – ou ionizados, daí o seu nome. Durante o dia, essa ionização é tão forte que absorve e anula as ondas AM que caminham rumo ao espaço. À noite, o fenômeno da ionização diminui e as ondas, em vez de serem absorvidas, passam a ser refletidas de volta para Terra, ganhando alcance maior. Isso não acontece com as ondas FM e as de TV, pois, graças a sua alta freqüência, elas atravessam a ionosfera diretamente, perdendo-se no espaço. Já as ondas curtas, usadas por radioamadores e alguns outros receptores especiais, são devolvidas pela ionosfera ainda melhor que o AM comum. Assim, elas possibilitam ouvir notícias do outro lado do mundo! (Site Mundo Estranho, da Editora Abril)

  23. Alexandre Ribeiro disse:

    Jorge,creio que não pois o vibrante transmitiu ao vivo 90% dos jogos fora de bh desde a decada de 60.

  24. Jorge Santana disse:

    Só contando, então, Elian, pois o Evandro acompanha o Cruzeiro desde o fim da 2ª Guerra.

  25. Emilio.. PHD é cultura.. muito bom a reportagem sobre a explicação das ondas de AM a noite ficam melhores

  26. Alexandre Ribeiro disse:

    Lanço o desafio entao sindico

  27. Leonardo 2 disse:

    É impossível dissociar as narrações do “Albertinho” e o crescimento da China Azul. Teve o tempo do “tenta a escaramuça” (que um dia um colega me perguntou o que era), gol de “sissi-pussi” (de cabeça) que não sei onde arrumou e do mau-humor que uns relatam (não acompanho mais o rádio, já que o cruzeiro.org me basta). O cara é humano e está em constante evolução/involução. Deve ter lá seus problemas familiares, financeiros, de saúde, sei lá… Tem todo o direito a fases! Parece que a da “ranzinzice” passou. Ótimo! Para mim fica, de todo esse tempo a emoção maravilhosa do Gol, gol, gol, gol, gooool!!! Cruuu… Zeeeiro! Tenho dois dos CDs, um autografado e digo… Não voto nele, mas é pessoa ímpar. Confunde-se com a história e a personalidade da torcida do Cruzeiro. Um abraço a todos.

  28. Emílio disse:

    Márcio, essa questão é tao verdade que lá na roça eu conseguia acompanhar rádios argentinas e espanholas melhor que as do Brasil. Mas pra falar a verdade, quem tem um radio um pouco melhor, tipo aqueles que os porteiros usam, consegue sintonizar na rádio globo do RJ a qualquer hora do dia e da noite do oiapoque ao chuí na zona rural.

  29. Naldo disse:

    Quando a Rádio Capital – Braília retransmite o sinal da Itatiaia, ela pega que é uma beleza. Se não, pega ruim e ainda tenho que ficar procurando posição no rádio, antena e aí por diante. Tô assistindo o jogo aqui mesmo no site indicado no PHD no post de cima.

  30. Romarol disse:

    Concordo com o Leonardo 2 sobre o papel do “Albertinho” e o crescimento da China Azul. Até uma década atrás, ou vc ia no estádio do interior de Minas ver o jogo ao vivo ou ficava por conta da narração e imaginação do Alberto Rodrigues. Hoje o rádio continua muito importante, mesmo com a TV fechada e PPV.

  31. Romarol disse:

    Quanto a Itatiaia, a renovação não está sendo muito bem sucedida. Osvaldo Faria, Pinguim são muito superiores aos que estão aí hoje. Alberto Rodrigues, Willy Gonser também são insubstituíveis. Embora narrador, acho que Milton Naves substituiria Osvaldo Faria com mais propriedade. Já o “Caixa” é um bom substituto dos titulares da locução.

  32. Romarol disse:

    Muito interessante o fenômeno das rádios AM pegarem melhor a noite. Fui salvo várias vezes nas noites de 2006 e 2007. Agora temos o PHD Discovery.

  33. Henrique Brandão disse:

    AR, o Corneta Vibrante Azul.

  34. Ricardo Ferraz disse:

    Obrigado pela explicação “Emilio” e “Jorge Santana”, agora sim faz sentido. Um abração

  35. Mario Lucio Vaz disse:

    O ALberto R., desde qdo entrou na politica mudou muito seu comportamento como narrador, talvez seja, a idade. Como disse a Celeste “O Alberto faz parte da história do Cruzeiro.” Isso ninguém pode tirar.

  36. carlos disse:

    Tomara que volte aos melhores dias pois hj esta cada vez mais chato ouvi-lo… muito ranzinza