Boquinha

Por Jorge Angrisano Santana | Em 18 de setembro de 2010

Diego Maradona saiu da Copa com uma cepada aplicada pelos alemães, que apreciaram bastante a falta lucidez tática do Pibe.

O presidente da AFA, Júlio Grondona, mesmo conhecendo a força política do treinador, teve que afastá-lo da Seleção.

Foi quando começou a lavagem da roupa suja. Maradona se disse traído por Bilardo. Verón se disse traído por Maradona, Cambiasso chiou e tome tango!

Sérgio Baptista, desafeto Maradona, foi chamado pra tapar buraco no comando do escrete e sapecou uma goleada na Espanha, a campeã mundial das goleadas de 1×0.

Percebendo que o interino está ganhando corações e mentes “de la gente”, El Pibe foi correndo pedir apoio na Residêncida de Olivos, habitada pelo condottiere da política argentina e sua patroa presidenta.

Com as eleições se aproximando, embora o futebol esteja estatizado, o manda-chuva não garantiu o cargo a seu correligionário para a Copa América de 2011.

Ficou de ver. Provavelmente, El Diez receberá uma sinecura, um calaboca, pra não ficar enchendo a paciência e voltará às tribunas pra dar seus espetáculos de histrionismo.

Copa, mesmo que seja apenas continental, em ano de eleição é coisa séria. E se é sério não é com Maradona. Isto até o chefão reconhece.

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